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A História na visão de Alexandre Dumas.

A História na visão de Alexandre Dumas.

Este artigo trata do interesse do Romantismo pela História durante o Romantismo francês. Procura delinear qual a ligação entre Alexan- dre Dumas e a concepção de História e de historiografia de seu tempo. Para isso, aborda Jules Michelet, um dos principais historiadores do período, por quem Dumas tinha grande admiração. Outra referência para o autor é Walter Scott, escritor escocês que desenvolve uma nova maneira de trabalhar a História na ficção e cujas inovações e técnicas foram devidamente analisadas, questionadas e superadas por Dumas. Por meio dessas referências, foi possível analisar alguns dos procedi- mentos utilizados por Alexandre Dumas em seus romances-folhetim, cujos enredos provêm da História da França.
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Uma visão indígena da história.

Uma visão indígena da história.

Segundo os educadores indígenas da Escola Kyringue Yvotyty, o en- sino de história a ser ministrado em sala de aula deveria abarcar a história do povo guarani e a história dos povos indígenas em seu conjunto. No en- tanto, além dos chamados “documentos oficiais” produzidos pelos povos conquistadores, existem poucas evidências materiais deixadas pelas popu- lações autóctones da América portuguesa. O que nos dá poucas possibili- dades de, com o auxílio dessa documentação que são os relatos do ponto de vista europeu, construir uma visão que contemple a perspectiva dos po- vos indígenas – no caso, o grupo guarani. É necessário promover o diálo- go entre essas diversas versões, entre a memória guarani e a extensa do- cumentação produzida a respeito de seu povo. Porém, não se trata de con- trapor e confrontar uma documentação com outra, a fim de arrancar a ver- dade como se arranca uma confissão, mas de uma aposta num possível in- tercâmbio. Um intercâmbio que não acontece com a facilidade de uma con- versa entre amigos à mesa de um café, mas como a conversa tensa de ve- lhos conhecidos que precisam acertar antigas diferenças.
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Uso de chupeta: história e visão multidisciplinar.

Uso de chupeta: história e visão multidisciplinar.

anteriores a 1900 provêm de textos escritos na Alemanha, região em que durante a Idade Média a amamentação não era considerada como opção adequada ou saudável. No entanto, a história da chupeta remonta a milhares de anos, pois escritos antigos de Sorano (século II) e Oribasius (século IV) referem que objetos açucarados e mel eram usados para acalmar os recém-nascidos 4,5 .

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A História da Ciência iluminando o ensino de visão.

A História da Ciência iluminando o ensino de visão.

A seguir apresentaremos uma descrição da evolução das idéias em óptica desde os antigos pensadores da Grécia Antiga (séculos V-III a.C.), passando pela Escola Arábica (sécu- los IX-X) e, finalmente, chegando até a Óptica Moderna (século XVII em diante). Com isso pretendemos mostrar quais têm sido os principais obstáculos encontrados pelos cientistas - e a forma como foram superados - ao explicar como enxergamos os objetos, buscando identi- ficar as dificuldades que os estudantes também encontram ao tentar explicar fenômenos rela- cionados à luz e visão e aos processos de formação e observação de imagens em uma situação de ensino.
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Estud. av.  vol.14 número39

Estud. av. vol.14 número39

José Costa Leite escreveu estes dois folhetos a partir de Alexandre Dumas, claro, como também a partir de João Martins de Athayde: em vários momentos, ele resume o folheto dos anos 30-40, restituindo mais ou me- nos os nomes originais e reinserindo o episódio de Roma. Lembramos que ele quer escrever a verdadeira história. Encontramos aqui, acolá, versos de Athayde mas, de modo geral, a língua é mais familiar e não deixa de estra- nhar ouvir, na boca de Villefort exigindo da sua esposa a verdade sobre o envenenamento de Valentina, uma ameaça formulada numa gíria violenta:
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Combates de Alexandre Koyré: por uma história do pensamento científico

Combates de Alexandre Koyré: por uma história do pensamento científico

139 quanto em sua vertente weberiana, se posicionava como crítica ao pensamento histórico dominante no século XIX. Vários movimentos críticos à História científica dos metódicos surgiram em toda a Europa: Alemanha, Bélgica, Inglaterra, França, entre outros. Um movimento, em especial, com grande repercussão justamente por ressoar o descontentamento de vários grupos de intelectuais, ganhou destaque na França por meio da fundação da Révue de Synthèse Historique, em 1900. Seu fundador, o filósofo Henri Berr, tinha o objetivo de “promover uma discussão teórica sobre a história-ciência” (REIS, 2000, pág.57). Muito embora a Revue de Synthèse tivesse muitas diferenças do que posteriormente seria a Annales d'Histoire Économique et Sociale de 1929, Lucien Febvre, que foi colaborador e amigo de Henri Berr, lembra que se tratava de um periódico de vivacidade, de intelectuais ativos, que buscavam novos espaços (FEBVRE, 1992). Segundo o próprio Febvre, um primeiro espaço de crítica e combate. Um espaço de produção e divulgação do conhecimento histórico que reunia tanto membros do establishment acadêmico quanto jovens promissores de visão marginal acerca da História (REIS, 2010b). Por isso mesmo, explica Febvre, um “cavalo de Tróia” que apresentou inimigos e notícias perturbadoras ao fazer histórico tradicional (FEBVRE, 1992). Além de ser um espaço de renovação das discussões históricas, a Revue de Synthèse Historique – tal como se apresenta no texto “Sobre nosso Programa” (BERR, 1900) do primeiro tomo da edição de julho a dezembro de 1900 – destacava trabalhos empíricos e também reflexões teóricas do campo da história política, da história econômica, da história das religiões, da filosofia, da ciência, da literatura e da arte. Era um espaço para discussões entre filósofos, sociólogos e historiadores dessas temáticas (BERR, 1900). Para Berr, essa discussão entre diferentes áreas do conhecimento, esse debate interdisciplinar era imprescindível, pois a História deveria se aliar às demais ciências sociais e humanas que, com seus métodos e teorias, poderiam preencher lacunas que a História-ciência sozinha não preencheria. Haveria, pois, uma síntese, uma colaboração entre diversas teorias e métodos das ciências humanas.
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O Sentido de "Estranho" em Leslie Silko e Kaka Werá Jecupé: Identidades Culturais, Deslocamento e Terra

O Sentido de "Estranho" em Leslie Silko e Kaka Werá Jecupé: Identidades Culturais, Deslocamento e Terra

Silko de ingenuidade e delírio, de fugir da realidade, ao retratar os oprimidos do mundo como capazes de se libertarem de seus entraves e retomarem o que, de fato, lhes pertence. Essa crítica se baseia na visão de Birkerts sobre as estruturas de poder e a psicologia do oprimido, considerando, portanto, a impossibilidade de povos oprimidos organizarem uma rebelião e libertarem a si próprios, como narra Silko em sua obra. O crítico não compreende que o conceito de tempo de Silko não se prende às convenções da história oficial. Para a autora, de acordo com sua protagonista, Angelita, o tempo não se limita às noções de passado, presente e futuro. Ela afirma, por exemplo, que conhece Marx há séculos. Angelita se apaixona, essencialmente, pelo conceito de Marx de tempo e história, como lembra Caren Irr. 8 Contrapondo-se ao ensaio de Birkerts, o estudo crítico de Irr esclarece que
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Um olho torto na literatura de Graciliano Ramos

Um olho torto na literatura de Graciliano Ramos

distância. Outros diriam que a escrita de memória, pelo seu distanciamento do objeto, retira toda a carga de subjetividade da obra e a torna objeto. Entretanto, preferimos observar e analisar essa suposta técnica utilizada pelo narrador pelo ângulo da metáfora do olhar. Com este comentário, enfatizamos o valor da imagem fora de foco, embaçada, que é repetida ao longo do texto, sendo considerado de extrema importância em nossa análise, pois está relacionado à visão que, de alguma forma, está parcialmente comprometida com o mundo do autor e com a obra. Esta é a questão chave deste trabalho. Além disso, não se deve desconsiderar a necessidade de o narrador revelar momentos significativos de sua história de vida. Muito da necessidade de se confessar, de expurgar-se de si mesmo e da busca de uma origem, podem ser encontradas, tanto em São Bernardo e História de Alexandre quanto em Vidas Secas e Angústia ou mesmo em Insônia ou Caetés . Este último, principalmente, através de uma metaliteratura que corresponde ao processo de deslocamento das ansiedades de João Valério, como diz Lafetá (2001). Uma leitura instigante de base teórica psicanalítica, que será comentada mais adiante. De certa forma, a cegueira também se predispõe a contar sua história. Todos os livros citados se distinguem em seus conteúdos, no entanto, estão unidos por um laço comum: a confissão. É isso que realmente apreendemos da leitura de Infância, que existiram episódios marcantes na vida do narrador, dos quais ele gostaria de se esconder, fechar os olhos, esquecer e fugir. Por exemplo, as agressões físicas e outros tormentos psicológicos, como apelidos, desprezo e solidão. Feridas na carne saram com o tempo; no entanto, o que dizer de dores incompreensíveis, da violência sofrida que não podem ainda ser interpretadas por uma criança? E as lembranças rejeitadas que são retiradas da memória por serem insuportáveis? Talvez aí esteja o objetivo das imagens fora de foco: proteger o sujeito, evitando o contado direto com o real, no caso, com o insuportável.
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Visualização de A ascensão social no romance histórico de Alexandre Dumas e de Camilo Castelo Branco

Visualização de A ascensão social no romance histórico de Alexandre Dumas e de Camilo Castelo Branco

Já no Brasil, Fowler adota primeiramente o nome de Josuat Ó Neill e depois o de Jorge Sackville, “um estadista que estuda as confederações, repúblicas e impérios americanos” (Castelo Branco, 1987: 448). É com esta última identidade que ele consegue a estima de Tiradentes e se envolve na Inconfidência Mineira, acabando por ser o responsável pelo malogro da revolta, delatando os conjurados (cf. Castelo Branco, 1987: 450). No final da história, contudo, o vilão de Camilo não é punido da mesma forma que Milady. É verdade que ele perde boa parte da fortuna que roubou, que acaba sendo resga- tada pelo pretendente de Ana Bearsley numa cena de ação típica dos romances de aventura dumasianos, e o que lhe restou acaba sendo, por sua vez, roubado pela sua amante brasileira. Mas, uma vez pobre, Johnson Fowler vai para Portugal e é agraciado com o hábito de Cristo, por ter contribuído com o fracasso da Inconfidência Mineira. Diversamente de Milady, o personagem de Camilo não chega a passar por um julgamento pelos seus crimes – antes que eles fossem desco- bertos, ele se suicida, e sua verdadeira identidade jamais é levada a público: “Da morte de Jorge Sackville a Gazeta de Lisboa, daquele ano, referiu que o suicídio do infeliz procedera de desgostos domésti- cos da maior gravidade para um homem de sentimentos melindrosos. Aludia ao adultério de Laurentina [sua amante brasileira]” (Castelo Branco, 1987: 457).
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A democracia impressa: transição do campo jornalístico e do político e a cassação do pcb nas páginas da grande imprensa 1945-1948

A democracia impressa: transição do campo jornalístico e do político e a cassação do pcb nas páginas da grande imprensa 1945-1948

Desta maneira, o jornal pode ser definido como um importante agente político e elevado poder de intervenção na vida política e social do país, além de conquistar para si o maior número possível de leitores, que lhe propiciará receitas em vendas avulsas e assinaturas, bem como publicidade, ou seja, os periódicos produzem e impõem uma visão particular do campo político, selecionando até mesmo o que deve ser publicado ou não. Vale destacar que o mundo dos jornalistas é dividido, há conflitos, concorrências e disputa pelo poder de falar em nome de uma totalidade de leitores. Além disso, os produtos jornalísticos apresentam uma certa homogeneidade, as diferenças evidentes, ou seja, as posições políticas dos periódicos ocultam semelhanças profundas, pois os jornais pesquisados falam em nome da ideologia liberal, apresentam estruturas técnicas bem parecidas, recebem notícias oriundas das mesmas agências noticiosas e muitas vezes se dirigem ao mesmo público leitor. Seja qual for o meio em que trabalhem, os jornalistas se lêem, se ouvem e se olham muito entre eles e, conseqüentemente, se reproduzem. Entretanto, vale destacar que, uma vez conquistado, o poder simbólico só pode ser conservado mediante a realização de um trabalho constante, necessário não só para acumular crédito, mas para evitar o descrédito. É isso que faz com que o homem político esteja comprometido com o jornalista, detentor de um poder sobre todos os instrumentos de grande difusão, o que lhe dá um poder sobre toda a espécie de capital simbólico, capaz de fazer ou desfazer reputações (Bourdieu, 2003, p.189), daí a importância da imprensa como elemento político em uma sociedade, uma vez que ela se apresenta como um instrumento de manipulação de interesses e intervenção na vida social. A partir disso, a História procura estudá-la como agente político destacado, com a preocupação de captar o movimento vivo das idéias e dos personagens que circulam nas páginas dos jornais. Além desses elementos, os jornais estão envolvidos em uma concorrência pelo poder de falar e marcar posição. Essa concorrência toma forma através da busca pelo furo, para ser o primeiro, e assim, conquistar maior espaço social e, conseqüentemente, o maior número possível de leitores e anunciantes.
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Aspectos da repercussão de Alexandre Dumas no Brasil: o romance-folhetim e a ficção nacional

Aspectos da repercussão de Alexandre Dumas no Brasil: o romance-folhetim e a ficção nacional

O Capitão Paulo, romance-folhetim de Alexandre Dumas traduzido para o português, é uma narrativa que encontra sua importância na história cronológica da imprensa e da literatura brasileiras, sendo uma das primeiras referências textuais em português do gênero em questão. Antes disso, a ficção não só já circulava em volumes traduzidos como também começava a ganhar espaço nos periódicos (SILVA, 2009). Constatando o filão, Justiniano José da Rocha passou a publicar em 1836, nas colunas de seu jornal O Chronista, contos, crônicas e traduções desses gêneros bem como de trechos de romances- folhetins. Contudo uma composição folhetinesca seriada só apareceria integralmente traduzida em 1838, quando o Jornal do Commercio lançou O Capitão Paulo nas colunas da primeira página, na rubrica “Variedades”, que abria o jornal nos dias sucessivos de aparição dessa ficção. A tradução, portanto, não foi publicada no rodapé da primeira página, no espaço exclusivo do folhetim, mas ascendeu ao alto da página, ocupando, no mínimo, três das quatro colunas do periódico nos dias em que foi publicado. Já o romance-folhetim seguinte, Edmundo e sua filha, de Paul de Kock, publicado de 4 a 12 de janeiro de 1839 (HEINEBERG, 2004, p. 7) , a exemplo das centenas de narrativas que se
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO Edimara Ferreira Santos

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO Edimara Ferreira Santos

É possível perceber nessa declaração de Sainte-Beuve o quanto os escritores de época como Alexandre Dumas pai, Ponson du Terrail, Paul Féval, Eugène Sue, entre outros, publicavam em grandes quantidades os romances-folhetins para os jornais, causando, em sua opinião, uma produção literária artificial. Além disso, em seu artigo ficou evidenciado que para obter mais lucros e maior aceitabilidade diante do público leitor era preciso que o romance viesse com algumas técnicas que fizeram parte do processo de construção ficcional do padrão folhetinesco: a presença imensa de diálogos e o aumento proposital da história. Essas marcas estruturais, características das ficções seriadas inseridas nas notas de rodapé dos periódicos no período oitocentista, eram freqüentes como técnicas propostas pelos donos dos jornais e também como estratégias para ganhar mais leitores e assinantes para os seus jornais, além de fazer com que os escritores prolongassem as suas histórias e, consequentemente, as vendas dos periódicos.
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Padre Antônio Vieira: uma leitura simbólica da história universal

Padre Antônio Vieira: uma leitura simbólica da história universal

Ora, reflete Vieira, se as ações passadas dos homens sempre são leituras agradáveis quando narradas por historiadores de talento, o que dizer daquela narrativa que se propõe desvendar mistérios insondáveis e que talvez nada fique a dever, quanto aos apetrechos formais, aos maiorais do gênero, sejam eles Antigos ou Modernos? Pela leitura da História do Futuro pode- se pensar que Vieira imaginou ser possível extrair da admiração provocada por seu novo gênero de História a mais completa fruição literária. Naturalmente, essas são exigências quanto a estilo, forma e conteúdo. Mas, esse artefato intelectual elaborado, que o autor pretendia colocar à disposição de figuras de proa da alta política, não poderia ser o instrumento de tomada das posições disputadas na guerra de guerrilhas travada com seus oponentes desde os quinze anos gloriosos vividos ao lado de D. João IV? Sim, porque da mesma forma que outros autores modernos – Erasmo, Maquiavel, Hobbes, Fénelon, Bossuet – Vieira tinha a oferecer as suas lições de História ao príncipe:
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Cad. Saúde Pública  vol.25 número4

Cad. Saúde Pública vol.25 número4

A primeira é denominada Processos de Construção da Integralidade: Subjetividade e Participação Social em Saúde Bucal Coletiva. O primeiro texto, assinado por Carlos Botazzo, discute, com propriedade, a complexi- dade da produção do cuidado integral em saúde bucal, tomando, como categorias de análise, integralidade, clínica e clínica odontológica, saúde bucal e bucalida- de. O autor aborda pontos que deveriam compor um programa político para a Saúde Bucal Coletiva, entre os quais destacamos “submeter o aparelho formador aos princípios organizativos do Sistema Único de Saúde” buscando ultrapassar o centramento dentário, as con- cepções tecnicistas e biologicistas que predominam no ensino odontológico. Em seguida, Marco Antônio Man- fredini explora a relação entre saúde bucal e cidadania, historiando, de forma clara e concisa, os registros de temas ligados à odontologia e à saúde bucal nas Con- ferências Nacionais de Saúde e Saúde Bucal, e conclui o texto dizendo: “Para os que se ocupam da luta cotidiana em defesa da vida e da saúde do país, persiste o desafio de se estudarem as causas da contradição entre a neces- sidade sentida da população por tratamento dentário e a precária organização desta na defesa do direito de ci- dadania de saúde bucal”. Em seqüência, Nilson Santos Beltrame e Paulo Capel Narvai abordam a participação comunitária e como esta poderia se transformar em instrumento propulsor de políticas públicas de saúde que contemplem o princípio da integralidade. Os auto- res discorrem, de forma esclarecedora, sobre o concei- to de “alteridade negada” na avaliação da atuação dos conselhos de saúde e abordam o caso do Conselho Mu- nicipal de Saúde de São José dos Campos (São Paulo), apontando seus avanços e fragilidades. Concluindo es- sa parte, Alexandre Teixeira Trino remete-nos para uma visão mais ampliada da saúde e da doença, bem como para uma reflexão sobre a contradição que ainda vive a odontologia brasileira; abordando ainda o papel da saúde bucal coletiva na saúde suplementar.
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Horiz. antropol.  vol.11 número23

Horiz. antropol. vol.11 número23

Como historiadora eu diria que, tal como no caso dos antropólogos analisado por Maio e Santos, também os professores e pesquisadores de história não escapam hoje aos apelos político-militantes para que eles se tornem especialistas em raça. A defesa de uma reescrita da história, o que não seria nenhuma novidade entre historiadores que se formaram sob a dupla herança da escola dos Annales e da teoria crítica marxista, assume feições devastadoras quando se reduz à proposição de uma história de identidades.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO CETREDE - CENTRO DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO ESPECIALIZAÇÃO EM LEITURA E FORMAÇÃO DO LEITOR ÂNGELA MARIA TEIXEIRA DE ABREU

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO CETREDE - CENTRO DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO ESPECIALIZAÇÃO EM LEITURA E FORMAÇÃO DO LEITOR ÂNGELA MARIA TEIXEIRA DE ABREU

A importância da família na formação do leitor é imensa, visto que os primeiros anos da infância são marcados pelas relações desenvolvidas entre os pequenos e os grandes, pertencentes ao mesmo grupo de parentesco. É na família que se vai adquirir os primeiros hábitos, os valores e os gostos. Além da relação de dependência social que a criança tem com os familiares, existe também algo de essencial que somente é experimentado pelas vivências afetivas proporcionadas no ambiente familiar. Assim, desde muito cedo, mesmo antes de chegar ao mundo, já existe um conjunto de expectativas em torno desse ser que em breve fará parte dessa história dos grupos familiar e social. Portanto, existe, mesmo anteriormente ao nascimento da criança, algo que é da ordem do desejo daqueles que a esperam e que funcionará como as marcas iniciais da história de vida da mesma. Dessa forma, a narrativa das histórias do mundo têm sentido apenas no momento em que se entrelaçam na história de vida do próprio sujeito. Pois, para a criança Branca de neve, Chapeuzinho vermelho, Cinderela, A bela e a fera, O gato de botas e tantas outras narrativas têm sentido porque dizem respeito aos diversos aspectos e conteúdos experimentados simbolicamente por ela. De fato, qualquer narrativa tem como ponto de partida a própria história de vida do leitor.(CAVALCANTI, 2002, p. 67-68)
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WIVIANE RIBEIRO COSTA A APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS NA DISCIPLINA MATEMÁTICA: O CASO DA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL TUCUNARÉ

WIVIANE RIBEIRO COSTA A APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS NA DISCIPLINA MATEMÁTICA: O CASO DA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL TUCUNARÉ

A edição de 2010 do SADEAM foi marcada pela participação de uma amostra de alunos indígenas da etnia Tikuna. A SEDUC/AM fez a aplicação da avaliação em larga escala em língua indígena, a língua Tikuna é uma das mais faladas na região e, segundo o censo escolar de 2005, uma das dez línguas indígenas mais faladas no Brasil. Foram avaliados alunos do 3º ano do Ensino Médio da aldeia indígena Feijoal da etnia Tikuna, no Alto Rio Solimões. As provas foram traduzidas para a língua indígena com o auxílio de um pedagogo e especialista em gestão da educação. Além de responderem a prova em língua Tikuna, os alunos foram avaliados também em língua portuguesa. Esses alunos realizaram as provas em quatro dias, dois dias para as provas em Tikuna e dois dias para as provas em língua portuguesa. Cada prova em Tikuna foi estruturada com 13 itens de cada área de ensino, sendo que a prova em língua portuguesa continha 104 itens, além da prova de redação, cuja proposta foi apresentada na língua indígena Tikuna (AMAZONAS, 2011a). Nas edições seguintes, os indígenas não foram avaliados, constituindo-se este um evento único na história das edições do SADEAM. Embora saibamos que as informações sobre a participação dos indígenas nas avaliações educacionais sejam de extrema relevância para a elucidação da qualidade do ensino ofertado no estado, esta não é a temática desta pesquisa, mas entendemos que seria importante destacar essa tentativa de ampliar ainda mais a perspectiva da avaliação externa no estado do Amazonas, justamente pela relevância do dado.
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MD Slides 02 Lógica Formal Manhã

MD Slides 02 Lógica Formal Manhã

se seu valor lógico é F (Falso), quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições simples de p,q,r,.... Tabela de Equivalências Lógicas.. Tabela de Equivalências Lógicas.. Ne[r]

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MD Slides 01 Teoria dos Conjuntos Manhã

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Um conjunto é um conceito primitivo, que informalmente pode ser entendido como uma coleção não ordenada de entidades. distintas, chamadas de elementos do conjunto..[r]

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Para indicarmos que um elemento x pertence a um conjunto A

Para indicarmos que um elemento x pertence a um conjunto A

Um conjunto é um conceito primitivo, que informalmente pode ser entendido como uma coleção não ordenada de entidades distintas, chamadas de elementos do conjunto. Exemplo[r]

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