Top PDF Adaptação marginal das cerâmicas à base de zircônia

Adaptação marginal das cerâmicas à base de zircônia

Adaptação marginal das cerâmicas à base de zircônia

Em relação à adaptação marginal dos diversos sistemas de próteses ceramocerâmicas observa-se que sua qualidade está diretamente relacionada a vários fatores: tipo de porcelana, forma de usinagem (blocos pré-sinterizados ou parcialmente sinterizados), tipo de cimentação, método de fabricação (sistemas CAD/CAM ou técnica convencional de cera perdida) e sistema de escaneamento. Tantas variáveis fazem com que seja necessária a avaliação individual de cada sistema isolado considerando-se cada fator de influência. Porém, é importante salientar que, apesar das diferenças encontradas entre os diversos sistemas ceramocerâmicos existentes, a grande maioria apresenta valores de adaptação marginal compatíveis com os padrões considerados aceitáveis para o uso clínico. Isso faz com que este tipo de material seja levado em consideração como mais uma alternativa nos trabalhos protéticos, tendo sempre em mente que existem limitações e que uma correta indicação é imprescindível para o sucesso de qualquer
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Efeito do jateamento de partículas na resistência de união e comportamento mecânico de cerâmicas à base de zircônia - revisão.

Efeito do jateamento de partículas na resistência de união e comportamento mecânico de cerâmicas à base de zircônia - revisão.

As cerâmicas ácido-resistentes como a zircônia tetragonal parcialmente estabilizada com ítria (Y-TZP), podem ter melhorada sua resistência de união ao cimento resinoso por meio de abrasão por jateamento de partículas. Entretanto, não existe uma padronização dos parâmetros utilizados nesse jateamento, o que pode afetar negativamente o comportamento mecânico da Y-TZP. O objetivo deste estudo foi buscar, através de uma revisão da literatura, quais são os protocolos de jateamento utilizados e qual protocolo resulta em melhores valores de resistência de união ao cimento resinoso e menor degradação das propriedades mecânicas da Y-TZP. A estratégia de pesquisa envolveu uma busca de artigos na base de dados online Medline/Pubmed, de 2003 a 2013, utilizando as palavras chaves: zircônia, adesão, jateamento e resistência mecânica (zirconia, bond strength, sandblasting, and mechanical strength). Foram selecionados vinte e cinco artigos, que estavam de acordo com os critérios de inclusão. O tamanho de partícula mais utilizado foi de 50 µm para partículas de óxido de alumínio e de 110 µm para as partículas de óxido de alumínio modificadas por sílica. Segundo os estudos, o tamanho de partícula e o tempo de jateamento não influenciam os valores de resistência de união. Entretanto, o maior tamanho e o tipo de partícula (óxido de alumínio) afetam negativamente a resistência mecânica da Y-TZP. Ainda existem controvérsias a respeito do efeito da pressão na resistência de união e na resistência mecânica da Y-TZP. O uso de pressões muito baixas pode afetar os valores de adesão. A distância entre a ponta jateadora e a superfície cerâmica e o tempo variou entre 7 a 30 mm e 5 a 90 s, respectivamente. Pôde-se concluir que alguns parâmetros do protocolo de jateamento ainda não estão bem definidos. Mesmo assim, os resultados dos estudos parecem corroborar a recomendação do uso de partículas pequenas e pressões baixas para alcançar o melhor resultado de adesão sem comprometer a resistência mecânica do material.
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Cimentação adesiva de cerâmicas à base de zircônia

Cimentação adesiva de cerâmicas à base de zircônia

As cerâmicas de alto conteúdo cristalino, como a zircônia, apresentam ótimas propriedades mecânicas quando comparadas às cerâmicas convencionais, sendo cada vez mais empregadas como materiais restauradores indiretos. Entretanto, seu sucesso também depende da formação de uma união confiável com os agentes de cimentação. O aumento do conteúdo cristalino modificou as características de adesão entre cerâmica e cimento resinoso, não existindo um protocolo de cimentação bem estabelecido na literatura. Este trabalho tem como objetivo o estudo da resistência de união dos cimentos resinosos às cerâmicas de zircônia correlacionando aos diferentes tratamentos de superfície através de uma revisão de literatura. Estudos têm sugerido técnicas de cimentação específicas para as cerâmicas a base de zircônia. Estas técnicas incluem métodos de tratamento de superfície a exemplo do jateamento com óxido de alumínio ou com partículas de sílica, além do uso concomitante de materiais que promovam união química ao dióxido de zircônio. A realização de um tratamento de superfície aumentou consideravelmente os valores de resistência de união entre a cerâmica de zircônia e os cimentos resinosos de uma maneira geral, sendo que quando associado ao uso de primers ou cimentos contendo MDP, os valores de resistência de união são ainda melhores.
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Cerâmicas porosas a base de zircônia na forma de filmes suportados preparados a partir de emulsões

Cerâmicas porosas a base de zircônia na forma de filmes suportados preparados a partir de emulsões

Alguns estudos relatam o emprego bem sucedido de moldes a base de emulsões na produção de espumas cerâmicas [71,72,74]. Emulsões estabilizadas por tensoativos têm sido empregadas com sucesso na produção de materiais porosos de zircônia [72,74]. Outro exemplo deste processo de preparação é empregado na formação de espumas cerâmicas de alumina, como esquematizado na figura 6. O tensoativo age estabilizando a interface líquido-líquido e também na formação de micelas que dão origem a mesoporos com paredes texturizadas por poros menores [72]. A fim de atingir um maior desempenho na formação da microestrutura, esses materiais devem possuir macroporos interconectados com as paredes contendo mesoporos, ou seja, poros devem estar hierarquicamente organizados e não apenas segregados. Este tipo de hierarquia da estrutura porosa se torna muito importante para uso em catálise heterogênea em processos que envolvem grandes moléculas ou líquidos viscosos, em que as taxas de difusão são baixas [72].
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Efeito de tratamentos de superfície sobre a adesão de reparo com resina composta em restarações cerâmicas á base de zircônia Y-TPZ envelhecida hidrotermicamente

Efeito de tratamentos de superfície sobre a adesão de reparo com resina composta em restarações cerâmicas á base de zircônia Y-TPZ envelhecida hidrotermicamente

O objetivo da revisão sistemática realizada por Raigrodski et al. 53 (2012) foi avaliar taxas de sobrevida e complicações de próteses parciais fixas à base de zircônia. Pesquisas realizadas no PubMed além de busca manual foram conduzidas para identificar as publicações adequadas. Os estudos clínicos publicados no idioma Inglês de janeiro de 1999 a junho de 2011 foram incluídos. Doze estudos clínicos baseados em zircônia, desenho da infraestrutura e técnica de revestimento com porcelana feldspática preencheram os critérios de inclusão. Dos estudos identificados, apenas um foi estudo clínico randomizado, com três anos de acompanhamento de resultados; os outros eram estudos prospectivos. As complicações clínicas encontradas incluiam lascamento de porcelana de cobertura, falha no abutment e fratura da infraestrutura. Um estudo investigou cerâmicas prensadas como material de revestimento e não encontrou lascamento de porcelana de cobertura após 3 anos. Os dados clínicos em curto prazo sugerem que as próteses fixas dentárias à base de zircônia podem ser consideradas restaurações aceitáveis, em ambos os segmentos anterior e posterior. Os dados limitados sugerem que a técnica de cobertura com cerâmicas prensadas para zircônia resultou em melhores resultados clínicos do que a técnica de estratificação convencional.
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Estruturas cerâmicas a base de zircônia e alumina utilizadas na confecção de infra - estruturas para coroas e pontes fixas

Estruturas cerâmicas a base de zircônia e alumina utilizadas na confecção de infra - estruturas para coroas e pontes fixas

SEGUI; DENRY; ROSENTIEL, em 1995, avaliaram a resistência à fratura e a dureza de onze porcelanas odontológicas: Optec HSP, IPS Empress (reforçadas por leucita), Vitadur N para infraestruturas, In-Ceram (reforçadas por alumina), Mirage II (reforçada por zircônia), Cerinate (reforçada por leucita e sanidina), Mark II (reforçada por sanidina) e Dicor e Dicor MGC (reforçadas por fluormica). Duas cerâmicas feldspáticas convencionais Vita VMK 68 e Excelco (reforçadas por leucita) e uma cerâmica sem reforço cristalino, Soda lime glass foram utilizadas como grupo controle. Os corpos de prova em forma de disco com 3,0 mm de espessura e 15,00 mm de diâmetro foram confeccionados de acordo com as recomendações de cada fabricante. Para determinar a resistência à fratura foi utilizada a técnica da endentação, ou seja, cada corpo de prova recebeu 5 endentações, feitas distantes entre si, através da aplicação de uma carga de 9,8 N em um aparelho de teste de microdureza durante 15 segundos. Os autores concluíram que as novas porcelanas reforçadas com alumina mostraram maior resistência à fratura em relação a porcelana feldspática convencional e que as porcelanas reforçadas por leucita e fluormica apresentaram resultados que demonstraram um aumento de dureza em relação às porcelanas feldspáticas convencionais, sem entretanto, ser igual à porcelana reforçada com alumina.
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Parâmetros de monitoramento na produção industrial de componentes em zircônia parcialmente estabilizada com óxido de magnésio

Parâmetros de monitoramento na produção industrial de componentes em zircônia parcialmente estabilizada com óxido de magnésio

A sinterização de cerâmicas a base de zircônia é feita, geralmente, em fornos convencionais com controle ou não da atmosfera através de um gás especificado [24]. Zircônias parcialmente estabilizadas comerciais contendo entre 8 e 10% em mol de MgO são normalmente sinterizadas em temperaturas no campo da fase cúbica, entre 1700 e 1800ºC e por um tempo suficiente para que uma matriz cúbica homogênea se forme (com grãos médios, da ordem de 30 a 70 mícrons). Subseqüente resfriamento rápido (taxa maior do que 500ºC/hora), através do campo de fases tetragonal e cúbica até abaixo de 800ºC, resulta na precipitação de partículas tetragonais alongadas, de aproximadamente 50 nm de comprimento, dentro da matriz cúbica [29, 63]. Um aumento no tamanho dos precipitados para 150 a 200 nm é conseguido por meio de tratamentos térmicos logo acima da temperatura eutetóide, que é de 1400ºC [29].
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Estudos de Sinterização e de Envelhecimento Térmico de Cerâmicas de Zircônia - Ítria...

Estudos de Sinterização e de Envelhecimento Térmico de Cerâmicas de Zircônia - Ítria...

Apesar do fato de que a grande diferença entre os coeficientes de difusão do zircônio e do oxigênio sugerem a difusão na rede como mecanismo de sinterização nos materiais à base de zircônia, alguns autores têm sugerido mecanismos diferentes deste, como por exemplo, difusão por contorno de grão [21]. A zircônia tem recebido relativamente muito pouca atenção em termos de estudos de sua cinética de sinterização; raramente se encontram trabalhos onde os modelos de sinterização são aplicados aos materiais à base de zircônia ou modelos são propostos para a sinterização desses materiais, sendo a ênfase dada no estudo da otimização dos processos de sinterização.
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Sinterização de cerâmicas em microondas. Parte III: Sinterização de zircônia, mulita e alumina.

Sinterização de cerâmicas em microondas. Parte III: Sinterização de zircônia, mulita e alumina.

A maioria da literatura [23-27] envolvendo a sinterização em microondas de corpos de mulita estuda a sinterização de nanopós, de compósitos a base de mulita ou aborda processos envolvendo a síntese e sinterização simultâneas de corpos mulíticos a partir de precursores orgânicos e inorgânicos. Assim, torna-se difícil a comparação dos resultados obtidos com outros dados. Todavia, frente aos resultados da sinterização convencional observa-se de imediato um grande potencial econômico no uso da sinterização híbrida com microondas na densificação da mulita, bem como, vantagens tecnológicas, em virtude da maior homogeneidade microestrutural dos corpos sinterizados utilizando energia de microondas.
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Influência de fatores clínicos na adaptação marginal de restaurações cerâmicas fixas com tecnologia CAD/CAM

Influência de fatores clínicos na adaptação marginal de restaurações cerâmicas fixas com tecnologia CAD/CAM

COS e iTero) e extraoral (Lava e iTero), usando como controlo, um grupo de coroas vitrocerâmicas confecionadas pelo método tradicional de cera perdida. Com base nos seus resultados, concluíram que o método não digital apresenta pior adaptação do que qualquer um dos grupos CAD/CAM, sendo que não existiram diferenças significativas entre estes. Berrendero e col., 2016, num estudo clínico, avaliaram também, a diferença entre as metodologias intraoral e extraoral, utilizando para o primeiro método o sistema CAD Trios e para o segundo o sistema 3Shape, com o qual se procedeu à digitalização extraoral após impressão convencional com PVS e obtenção do modelo de trabalho. Neste estudo não foram observadas diferenças estatisticamente significativas. Contudo, Zarauz e col., 2016, também clinicamente, compararam o sistema intraoral iTero com o sistema de digitalização extraoral Cares CS2, tendo neste caso, obtido diferenças significativas no gap marginal, com o sistema intraoral a apresentar menores valores deste parâmetro. De
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Caracterização de cerâmicas porosas de alumina reforçada com zircônia produzidas pelo método da réplica

Caracterização de cerâmicas porosas de alumina reforçada com zircônia produzidas pelo método da réplica

As vantagens do uso de fibras naturais sobre as fibras sintéticas, como as fibras de vidro, no reforço de compósitos são: biodegradabilidade, baixo custo, baixa densidade, boa tenacidade, boas propriedades térmicas e o uso reduzido de instrumentos para o seu processamento. Porém, problemas relacionados com o baixo desempenho mecânico de algumas fibras naturais têm dificultado seu uso direto em elementos estruturais. Neste sentido, o aparecimento de materiais alternativos, como os compósitos híbridos, vem sendo incentivado buscando-se melhorar o desempenho estrutural dos compósitos com fibras naturais. Neste trabalho de investigação foram avaliados parâmetros como a influência do tipo de configuração (disposição das camadas), condições ambientais adversas, como a absorção de umidade, nas propriedades de resistência e rigidez em materiais compósitos híbridos envolvendo reforços de fibras naturais, como a fibra de juta, e fibras sintéticas, como o vidro- E em matriz polimérica (poliéster ortoftálica). Todo o estudo tem como base os ensaios de tração uniaxial e flexão em três pontos. Os materiais compósitos desenvolvidos foram submetidos nos estados seco e úmido saturado. As placas de compósitos foram confeccionadas na TECNIPLAST Indústria e Comércio Ltda. A proposta de trabalho envolveu parceria com a indústria, a qual visualiza uma possível aplicação do compósito híbrido em tubulações e/ou reservatórios em substituição aos compósitos com fibras de vidro- E, já utilizados para estes fins há muito tempo. Os resultados obtidos mostram que as duas configurações desenvolvidas sofreram influência tanto do tipo de ensaios submetidos (flexão em três pontos e tração uniaxial) quanto da absorção de umidade. Foi observada uma fratura precoce por cisalhamento no coremat (material não tecido, composto de 50% de fibras e 50% de micro esferas de poliéster) nos ensaios de flexão em três pontos para a configuração do tipo de sanduíche. Porém, é notório o bom rendimento do comportamento mecânico (resistência à rigidez) dessa configuração na flexão em três pontos quando comparada ao ensaio de tração uniaxial.
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Efeito da fadiga cíclica na resistência, crescimento subcrítico de trincas e tempo de vida de cerâmicas a base de alumina infiltradas por vidro

Efeito da fadiga cíclica na resistência, crescimento subcrítico de trincas e tempo de vida de cerâmicas a base de alumina infiltradas por vidro

Mark II, IPS Empress, Dicor, IA, IS e IZ; e duas cerâmicas feldspáticas (VMK 68 e vidro tradicional) como controles. Foram confeccionados CP (20 x 5 x 1 mm 3 ) e submetidos ao teste de flexão de 3 pontos. Os autores consideraram este método, simples, reproduzível e sensitivo, e anteriormente utilizado por outros autores. Para o teste foi utilizado uma máquina de ensaios universal (Instron, Canton, MA), a uma velocidade de 0,25 mm/min. Os valores obtidos de resistência à flexão ou modulo de ruptura para os grupos controle foram: 70,8 ± 6,9 MPa para VMK68; e 92,2 ± 13,0 MPa para o vidro. Para os outros materiais cerâmicos foram: 97,0 ± 19,1 MPa para o IPS Empress com polimento de superfície; 127,4 ± 17,5 MPa para o IPS Empress com glaze superficial; 121,6 ± 13,3 MPa para o Mark II; 228,9 ± 11,3 MPa para a Dicor MGC; 377,6 ± 64,8 MPa para IS; 446,4 ± 63,9 MPa para IA; e 603,7 ± 66,8 MPa para IZ. O In- Ceram Zircônia apresentou maior módulo de ruptura. A análise de superfície realizada neste estudo indicou que a deflexão de trincas pareceu ser o principal mecanismo de fortalecimento em materiais com alto conteúdo cristalino.
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Discrepâncias marginal vertical e interna de infraestruturas cerâmicas de zircônia: influência do tipo de sistema de fresagem e do término cervical

Discrepâncias marginal vertical e interna de infraestruturas cerâmicas de zircônia: influência do tipo de sistema de fresagem e do término cervical

No sistema MAD/MAM, os grupos com maiores valores de discrepância marginal (CL e OA), refletem a maior quantidade de resina utilizada no enceramento desses tipos de términos cervicais, que possuem maior raio, e consequentemente maior profundidade que o grupo CI. A contração de polimerização do material resinoso durante o processo de confecção dos copings cerâmicos nesse tipo de sistema pode ter contribuído para as alterações dimensionais da resina e influenciado diretamente no desajuste marginal dos copings. Comlekoglu et al. (2009) estudando copings confeccionados com o sistema MAD/MAM verificaram que o Chanfro apresentou maiores valores de discrepância que o Mini- Chanfro, o que pode confirmar a hipótese anterior, no entanto houve também a preferência pelo término em Ombro Arredondado, o que não aconteceu em nosso estudo para os copings do sistema MAD/MAM. Para Azar et al. (2011) diferentes profundidades nos términos cervicais influenciam na dimensão da fenda marginal nos sentidos vestíbulo-lingual e mésio-distal resultando em prejuízos à adaptação marginal. Oliveira (2002) observou a precisão de adaptação marginal de copings nos dois sistemas de confecção avaliados nesse estudo (CAD/CAM e MAD/MAM) frente a dois tipos de términos cervicais: Ombro 90º e Chanfro. No sistema CAD/CAM, o grupo de melhores resultados foi o Ombro 90º (23,08m) comparado ao Chanfro (25,77m). O grupo Ombro 90º (36,11m) do sistema MAD/MAM mostrou-se diferente estatisticamente do mesmo grupo no sistema CAD/CAM.
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Avalia btidas p ela técn ada

Avalia btidas p ela técn ada

com material resinoso e cerâmico, respectivamente. Centro e trinta  pacientes (18 a 70 anos) foram distribuídos aleatoriamente para receberem coroas com infraestruturas de resina ou de cerâmica, atingindo o número de 200 coroas unitárias. Quando foram entregues 120 unidades, as coroas com infraestrutura de resina não foram mais confeccionadas pois não apresentaram bom comportamento. As coroas foram avaliadas por um período de seis, doze, vinte e quatro e trinta e seis meses. Réplicas das coroas foram feitas após três semanas de uso e após os períodos de avaliação. Os critérios utilizados foram a adaptação marginal; análise da estética e função segundo considerações feitas pelo paciente na escala analógica visual; cor, textura superficial e forma anatômica considerando os critérios da Associação de Odontologia da Califórnia e por fim o escaneamento a laser das réplicas. A taxa de sobrevivência foi definida na última chamada e foi de 55,6 para coroas em resinas e de 82,1 para coroas cerâmicas. Classificações quanto a cor e textura da superfície diferiram significativamente (32,4% para coroas a base de resina compostase e 96,0% para coroas de cerâmica), assim como a avaliação da forma anatômica (26,5% para as coroas com base de compósitos e 96,0% para as coroas de cerâmica). As razões de falhas ou restaurações mal sucedidas foram as seguintes: para as coroas com infraestrutas de compósito foram abservados fraturas (4), afrouxamento (17), um desgaste excessivo (6), cor inaceitável (1), desadaptação marginal (1); para as coroas cerâmicas foram observados fratura (3), desadaptação marginal (10), e lascas da porcelana de resvestimento (1). Os autores relataram uma taxa de abandono de 25,4% em relação ao número de restaurações. Os autores concluíram que a taxa de sucesso das coroas com infraestrutras de compósitos foram inferiores quando comparados as cerâmicas. Devido ao bom comportamento das coroas cerâmicas elas continuam sendo indicadas para restaurações metal free
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Sinterização e propriedades mecânicas do compósito Y-TZP/Al2O3.

Sinterização e propriedades mecânicas do compósito Y-TZP/Al2O3.

Foi estudado o efeito da adição de Al 2 O 3 nas propriedades de cerâmicas à base de ZrO 2 tetragonal estabilizada com ítria (Y-TZP) visando sua aplicação como material dentário. Amostras contendo 0, 10, 20 e 30% em peso de Al 2 O 3 foram compactadas por prensagem uniaxial a frio (80 MPa) e em seguida sinterizadas ao ar a 1500, 1550 e 1600 °C por 120 min. Os efeitos destas condições de sinterização nas propriedades dos materiais foram analisados por difração de raios X e microscopia eletrônica de varredura. As propriedades mecânicas de dureza e tenacidade à fratura foram determinadas, utilizando-se o método de indentação Vickers. Além disso, algumas amostras foram submetidas a ensaio de flexão em 4 pontos. Cerâmicas de elevada densidade relativa foram obtidas, com dureza variando entre 13,4 e 15,8 GPa, dependendo da quantidade de Al 2 O 3 adicionada à matriz de ZrO 2 . Por outro lado, não foi verificada uma influencia significativa da adição de Al 2 O 3 na tenacidade à fratura, que apresentou valores próximos de 8 MPa.m 1/2 , em quase todas as situações. A boa dureza, a elevada tenacidade à fratura, a boa resistência à fratura ( σ
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Cerâmicas eletrônicas à base de SnO2 e TiO2.

Cerâmicas eletrônicas à base de SnO2 e TiO2.

A boa estabilidade das propriedades sensoras do SnO 2 para gases redutores, combinada com a boa estabilidade química do TiO 2 a baixas temperaturas, estimulam os estudos de solu- ções sólidas de SnO 2 -TiO 2 para aplicações como cerâmica sensora [20, 21]. No entanto, estudos prévios realizados no CMDMC/LIEC/UFSCar, apresentam evidências de que siste- mas binários tais como SnO 2 -TiO 2 , além das propriedades sensoras, também podem apresentar um comportamento varistor. A utilização de alguns aditivos (como dopantes) com a finalidade de controlar as propriedades elétricas, sensoras e a sinterabilidade em alguns óxidos semicondutores são os prin- cipais responsáveis pelas modificações das propriedades des- tas cerâmicas semicondutoras. Este controle é importante para obtenção de materiais com alto desempenho, seja como cerâ- mica varistora, resistora, capacitora ou sensora. O TiO 2 , assim como o SnO 2 , possui estrutura tetragonal do tipo rutilo, sendo um semicondutor do tipo-n, ambos formam solução sólida em grande extensão. O TiO 2 diferencia-se do SnO 2 no seu com- portamento durante a sinterização, apresentando, posteriormen- te a esta, altos níveis de densificação mesmo na ausência de aditivos, contrário às cerâmicas à base de SnO 2 , as quais, sem a presença de aditivos, apresentam mínima ou nenhuma densificação após sinterização, independente da temperatura e atmosfera de tratamento [11]. A adição de pequenas concen- trações de TiO 2 ao SnO 2 proporciona um aumento na densificação, em que a substituição de Sn 4+ por Ti 4+ na estrutu-
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Estudo comparativo da adaptação marginal de dois cimentos endodônticos

Estudo comparativo da adaptação marginal de dois cimentos endodônticos

A padronização das condições in vitro é uma etapa importante para o controlo de possíveis vieses e otimização da análise estatística. Nesse sentido, foi importante tentar uniformizar a anatomia interna da amostra considerada. Contudo, é mais frequente encontrar uma complexidade anatómica na prática clínica, o que limita a extrapolação dos resultados in vitro para as condições in vivo. Por estas razões, o uso de uma forma anatómica mais complexa parece prudente para avaliação in vitro dos métodos de obturação. De fato, um ponto importante durante a avaliação da interface cimento/dentina é a configuração geométrica do canal radicular, que pode influenciar os resultados e desempenho das técnicas de obturação. A complexidade do sistema canalar pode estar relacionada com uma preparação mecânico-química menos eficaz e assim um controlo bacteriano mais desafiador, podendo diminuir a qualidade e adaptação de uma obturação tridimensional (Marciano et al., 2010a). Desta forma, a avaliação das técnicas de obturação é geralmente desenvolvida em dentes monoradiculares (Ordinola-Zapata et al., 2009).
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Avaliação das discrepâncias marginal vertical e interna de coroas totais cerâmicas confeccionadas por um sistema CAD/CAM, variando o término cervical

Avaliação das discrepâncias marginal vertical e interna de coroas totais cerâmicas confeccionadas por um sistema CAD/CAM, variando o término cervical

Yeo et al. 95 realizaram uma pesquisa com o intuito de avaliar a discrepância marginal de coroas unitária anteriores confeccionadas por diferentes sistemas: a) Celay In-Ceram, b) In-Ceram convencional, c) IPS-Empress 2 e d) Metalo-cerâmica (controle). Foi realizado um preparo para coroa total em um incisivo central superior, com término em ombro arredondado, e a partir deste, cento e vinte troquéis em gesso foram fabricados, os quais foram divididos entre os grupos experimentais de trinta amostras cada. As coroas foram confeccionadas de acordo com as recomendações de cada sistema e após, cada coroa foi submetida à análise da discrepância marginal em microscópio óptico com aumento de 240x. A fenda marginal de cada coroa foi mensurada ao longo de 50 pontos aleatoriamente distribuídos ao longo do perímetro marginal de cada coroa (400 µm), com precisão de 1 µm. Os resultados demonstraram que o IPS Empress 2 (46 ± 16 µm) apresentou discrepância marginal significativamente menor comparada ao grupo das coroas metalo-cerâmicas (87 ± 34 µm) e que o In-Ceram convencional (112 ± 55 µm) apresentou valores de discrepâncias significativamente maiores comparada ao grupo controle. Não houve diferença significante entre os grupos In-Ceram Convencional e Celay In- Ceram (83 ± 33 µm). Neste estudo, concluiu-se que todos os três sistemas cerâmicos estudados apresentaram discrepâncias marginais dentro dos padrões clinicamente aceitáveis de 120 µm.
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Estudo clínico longitudinal de dentes restaurados com sistemas cerâmicos livres de metal: estudo prospectivo sobre a hipersensibilidade dental pós-operatória

Estudo clínico longitudinal de dentes restaurados com sistemas cerâmicos livres de metal: estudo prospectivo sobre a hipersensibilidade dental pós-operatória

Além disso, fatores como a qualidade do cimento resinoso utilizado, sua biocompatibilidade, solubilidade e resistência à degradação em ambiente úmido também influenciam na sobrevida da restauração cerâmica (Jefferies et al., 2012). Esses fatores, aliados à contração de polimerização dos cimentos, podem comprometer o selamento marginal da restauração (Jacobsen & Ress, 1992 ) , podendo ocasionar o rompimento da união entre o dente e a cerâmica ou proporcionar a infiltração de fluídos orais, bactérias e demais substâncias que, dentre outros fatores, podem levar à hipersensibilidade dental pós-operatória, sintoma muito desagradável para o paciente. (Christensen, 1991; Christensen, 2000; Borba et al., 2011).
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Avaliação da adaptação marginal de restaurações cerâmicas inlay após a cimentação

Avaliação da adaptação marginal de restaurações cerâmicas inlay após a cimentação

coroas do sistema Cerestore e coroas cerâmicas Dicor. Dois tipos de preparos foram realizados: um para coroas metalo-cerâmicas e outro para coroas cerâmicas. As coroas metalo-cerâmicas tinham término em plano inclinado de 120° e chanfro lingual e as de sistemas totalmente cerâmicos tinham término em ombro puro de 120° com ângulos arredondados e largura de 1,3mm. Os preparos foram realizados em dentes de resina e duplicados em gesso especial para os grupos de coroas metalo- cerâmicas e para o grupo de cerâmica Dicor. Para as coroas em Cerestore, os troqueis foram feitos em resina epóxica. Em todos os grupos foi aplicado espaçador de troquel e as coroas metalo-cerâmicas foram fundidas em ouro cerâmico. As coroas totalmente cerâmicas foram elaboradas de acordo com as especificações dos fabricantes. As coroas obtidas foram cimentadas nos respectivos dentes preparados com cimento de fosfato de zinco (pressão digital seguida de carga estática de 5Kgf por 10 minutos).. Os conjuntos coroa-dente foram incluídos em resina epóxica e seccionados no sentido vestíbulo- lingual a 1mm do ponto médio, sendo que a fatia central foi desprezada.. Assim, mediu-se a espessura do cimento de fosfato de zinco nas faces vestibular e lingual em três pontos pré-determinados a 100, 200 e 300 µm da linha de terminação real, utilizando um microscópio com micrômetro digital e intensificação de imagem em monitor de alta resolução internamente à margem, resultando em seis pontos de mensuração por corpo de prova. Os quatro tipos de coroas apresentaram adaptações marginais comparáveis, com variações de 56 a 81 µm. Cerestore apresentou as menores discrepâncias, enquanto o Dicor as maiores. Entretanto, análise estatística não indicou diferença significante na adaptação marginal entre os três sistemas de coroas.
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