Top PDF O gênero Portulaca L. (Portulacaceae) no Brasil.

O gênero Portulaca L. (Portulacaceae) no Brasil.

O gênero Portulaca L. (Portulacaceae) no Brasil.

Os nós caulinares além das folhas também produzem os tricomas axilares. Em algumas espécies como P. elatior as folhas mais velhas são geralmente caducas, permanecendo no caule apenas a cicatriz da inserção das mesmas e os tricomas, o que dá ao caule uma aparência lanosa, embora os entrenós sejam sempre glabros. Nas espécies brasi- leiras, os tricomas variam em cor, localização, tamanho, densidade e organização celular. Foram observados desde tricomas brancos como em P. werdermannii até castanho- amarelados em P. elatior e cinza-escuros em P. minensis. Os tricomas podem ser exclusivamente interaxilares como em P. oleracea ou ocorrerem ao redor de todo o nó como em P. mucronata. Podem ser mais ou menos do tamanho das folhas, bem maiores ou bem menores. Geralmente as espécies que possuem tricomas maiores que as folhas, es- ses são muito abundantes e praticamente recobrem todo o caule. Diferentemente, as espécies que possuem tricomas menores que as folhas, esses são restritos à região nodal. Em P. oleracea os tricomas são muito pequenos, tornando- se quase imperceptíveis a olho nu. A organização celular dos tricomas observado ao microscópio óptico, possibilitou a sua classifi cação em três tipos, que estão de acordo com os encontrados por Prabhakar (1975) para as espécies da Índia: I-Multisseriado: O tricoma é multicelular, formado por 3-4 células em espessura na região mediana, mais es- pesso na base, formado por um número maior de séries de células e afi lado para o ápice, geralmente terminado por 1-2 células. A parede é geralmente lisa, mas em P. mucronata é ligeiramente estriada. II-Multisseriado com cabeça capita- da: observado em P. umbraticola e P.oleracea. O tricoma é clavado, com cavidade central, multicelular e multisse- riado. III - Escama: observado em Portulaca minensis. É uma estrutura alongada, afi lada e achatada, formada por várias séries de células com paredes bem espessas e lúmen
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O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

Ervas eretas a decumbentes, 6-40 cm alt. Caule folioso, quadrangular ou cilíndrico, fortemente estriado, glabro, sem glândulas, com ramificação basal, mediana ou terminal. Folhas sésseis, 4-5 verticiladas na base e alternas no ápice da planta, ou verticiladas na base e opostas no ápice da planta, papiráceas, glabras, glandulosas, obovadas, largo-obovadas, estreito-elípticas a largo-elípticas ou oblongas, lâminas 5-34 × 1-12 mm, ápice agudo, apiculado, acuminado, cuspidado ou caudado, base atenuada, margem irregular, lisa. Brácteas e bractéolas persistentes, margem ciliada. Racemos pedunculados, terminais, cilíndricos ou largo-cilíndricos, 1-12,5 cm compr., densifloros. Flores 3,2-4,5 mm compr., brancas ou branco-esverdeadas; pedicelos 0,7-2 mm compr., glabros, eretos na frutificação. Sépalas externas glabras, glandulosas, ápice obtuso ou agudo, margem ciliada; uma sépala ovada ou lanceolada, 1,5-2,8 mm compr.; duas sépalas livres e iguais entre si, ovadas ou lanceoladas, 1-2,4 mm compr.; sépalas internas glabras, glandulosas, elípticas, 3,2-4,5 mm compr., ápice obtuso, base atenuada. Pétalas laterais glabras, glandulosas, elípticas ou rômbicas, 2,5-4 mm compr., ápice obtuso; carena cristada, glandulosas no dorso, crista 1,5-2 mm compr., com 8-10 lobos simples. Ovário glabro, glanduloso, oblongo. Cápsulas glabras, glandulosas, oblongas, 2-3 mm compr., não estipitadas, não aladas. Sementes pubescentes, elipsoides ou ovoides, 1,3-2 mm compr., com um apêndice membranáceo profundamente bilobado, atingindo de 3/4 ou o comprimento total da semente. Material selecionado: BRASIL. P araná : Jaguaraíva,
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Taxonomia do gênero Heliotropium L. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Taxonomia do gênero Heliotropium L. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Material selecionado examinado: BRASIL. Alagoas: Joaquim Gomes, XI/1982, fl. fr., Staviski & Sant’ana 391 (MAC); Maceió, IV/1996, fl. fr., Reis s.n. (MUFAL 2836); Olho d’Água do Casado, III/1999, fl. fr., Silva & Moura 52 (PEUFR); Rio Largo, IV/1996, fl. fr., Araújo et al. 23 (MAC, MUFAL); União dos Palmares, XII/1997, fl. fr., Assis et al. 119 (MUFAL). Bahia: Caetité, III/1994, fl. fr., Souza et al. 5399 (ESA); Casa Nova, XII/1956, fl. fr., Dobereiner 39 (RFA); Feira de Santana, IX/1997, fl. fr., Moraes & Costa-Neto 110 (HUEFS); Filadélfia, 10º45’S, 40º04’W, II/1974, fl. fr., Harley 16150 (IPA, K); Itanagra, VIII/1975, fl. fr., Gusmão 187 (ALCB); Paulo Afonso, I/2003, fl. fr., Rebouças 08 (PEUFR). Ceará: Crato, V/1999, fl. fr., Miranda & Lima 3374 (HST); Ererê, IV/2005, fl. fr., Melo et al. 494 (PEUFR); Jaguaruana, VI/1998, fl. fr., Barbosa 10 (VEN); Quixadá, IV/2005, fl. fr., Melo et al. 500 (PEUFR); Santana do Cariri, XII/1981, fl. fr., Peixoto & Peixoto 1635 (UEC); Tauá, XI/1999, fl., Veríssimo 19 (MOSS). Goiás: Monte Alegre de Goiás, 13º14’S, 04º70,9’W, XI/1991, fl., Vieira et al. 1196 (CEN). Maranhão: São Luiz Gonzaga, 04º19’S, 44º40’W, X/1980, fl. fr., Daly et al. D401 (INPA, MG, NY, UEC). Mato Grosso: São Félix do Araguaia, III/1997, fl., Souza et al. 14450 (ESA). Mato Grosso do Sul: Aquidauana, IV/1990, fl. fr., Silva & Leone 12 (COR, PEUFR); Bela Vista, III/2004, fl. fr., Hatschbach et al. 76959 (MBM); Nhecolândia, X/1976, fl., Allem 04 (CEN). Minas Gerais: Pedra Azul, X/1978, fl. fr., Coons 78/1145 (VIC); Pirapora, X/1978, fl., Coens 78/1053 (VIC); Pouso Alegre, IV/1927, fl. fr., Hoehne s.n. (SP 19208). Pará: Santarém, X/1950, fl., Black & Ledoux 50 (IAN). Paraíba: Areia, VII/1989, fl. fr., Lima 23 (EAN); Brejo da Cruz, 06º20’S, 37º33’W, VI/1984, fl. fr., Collares & Dutra 160 (CH, HRB, RB); Cajazeira, V/1982, fl. fr., Miranda & Moura s.n. (JPB); João Pessoa, X/1987, fl. fr., Moura 370 (JPB); Santa Terezinha, IV/2004, st., Melo & Xavier 439 (PEUFR); São João do Cariri, II/1962, fr., Mattos & Mattos s.n. (HAS 66046); São José do Espinhara, IV/2004, fl. fr., Melo & Xavier 445 (PEUFR); Souza, VII/1937, fl. fr., Luetzelburg 28640 (IPA). Pernambuco: Águas Belas, XI/2004, fl. fr., Melo & Silva 469 (PEUFR); Brejo da Madre de Deus, IX/2000, fl. fr., Cantarelli et al. 444 (IPA, MAC, PEUFR, UFP); Ouricuri, V/2003, fl. fr., Rocha 17 (UFP); Garanhuns, XI/2004, fl. fr., Melo &
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O gênero Epidendrum L. (Orchidaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

O gênero Epidendrum L. (Orchidaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

Observações: ocorre na Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Guiana Francesa, Equador e Brasil (PA, AM, RO, MT, BA, GO, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS). Coletada com flores praticamente durante todo o ano. No Paraná ocorre como epífita e também como terrestre sobre detritos vegetais, em Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Submontana e Montana, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual. Espécie de grande porte para o gênero, forma grandes touceiras de caules que quase chegam a 1 m de altura, dos quais saem grandes panículas de flores verde- claras a alvacentas, de consistência carnosa. As flores exalam forte perfume que pode ser sentido a alguns metros de distância. Todos os materiais de E. densiflorum analisados estavam identificados como E. paniculatum Ruiz & Pav., binômio comumente citado como sinônimo. No entanto, de acordo com Dodson & Dodson (1980), E. paniculatum é uma outra espécie, muito próxima de E. densiflorum, cuja distribuição é restrita ao Equador e ao Peru. Pabst & Dungs (1975) também citam para o Paraná, outra espécie muito próxima desta: E. nutans Sw., descrita originalmente para a Jamaica. Acredita-se que as identifi- cações de Pabst, assim como a citação de E. nutans para o Paraná, se devam a determinações equivocadas de exemplares de E. densiflorum, pois a única exsicata encontrada, determinada por Pabst como E. nutans [Curris s.n. (RB57456)], pertence, na verdade, a E. densiflorum.
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Sinopse do gênero Acalypha L. (Euphorbiaceae) no Estado de São Paulo, Brasil

Sinopse do gênero Acalypha L. (Euphorbiaceae) no Estado de São Paulo, Brasil

RESUMO - (Sinopse do gênero Acalypha L. (Euphorbiaceae) no Estado de São Paulo, Brasil). Euphorbiaceae é uma das maiores famílias de Angiospermas, com 246 gêneros e aproximadamente 6.300 espécies distribuídas em todas as regiões do mundo. Acalypha é o terceiro maior gênero da família com cerca de 450 espécies e possui distribuição pantropical. Este trabalho foi baseado na análise de coleções de herbários e visou realizar o levantamento de espécies do gênero Acalypha no Estado de São Paulo, contribuir para o conhecimento da família na região, além de produzir uma chave de identificação para as espécies do gênero. Foram reconhecidas 14 espécies de Acalypha em São Paulo, sendo duas novas ocorrências para o Estado (A. velamea e A. herzogiana).
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Contribuição ao estudo taxonômico do gênero Phaseolus L: no Brasil.

Contribuição ao estudo taxonômico do gênero Phaseolus L: no Brasil.

) Com bolsa de suplementacão do CNPq.. Este autor deteve- se em diversos caracteres estáveis e constantes dentro do gênero, esta- belecendo uma divisão muito racional das seções. : Cerat[r]

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Sinopse do gênero Andropogon L. (Poaceae -Andropogoneae) no Brasil.

Sinopse do gênero Andropogon L. (Poaceae -Andropogoneae) no Brasil.

HUEFS, HURG, IAC, IAN, IBGE, ICN, INPA, IPA, JPB, K, L, LINN, M, MBM, MBML, MG, MO, NY, P, PEL, PEUFR, PMSP, PR, PRE, QCA, R, RB, SMDB, S, SP, SPF, SPSF, TEPB, UB, UEC, UFMT, UPCB, US, VIC, VIES, W (siglas segundo The New York Botanical Garden 2005). Além destes, foram revisados o Herbário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Bagé, Rio Grande do Sul (CNPO), Herbário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Planaltina, Distrito Federal, (CPAC), Herbário “Goro Hashimoto”, de São Paulo (HGB), e Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná (HUEPG), não registrados oficialmente.
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O Gênero CENCHRUS L. no Brasil (Gramineae: Panicoideae).

O Gênero CENCHRUS L. no Brasil (Gramineae: Panicoideae).

T/te.zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA  genuò CenchAUi, zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA L. =£$  h­epnetented in Bnazil by  7  òpecieò' zyxwvutsrq[r]

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O gênero Phyllanthus L. (Euphorbiaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

O gênero Phyllanthus L. (Euphorbiaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

gulares, agudas a acuminadas, inteiras. Folhas membranáceas, subsésseis, arredondadas, largamente ovais a orbiculares, 4-10 × 3-8mm, ápice agudo a acuminado, base obtusa a arredondada, margem inteira, face adaxial verde- escura a rubra, face abaxial verde-clara a avermelhada; pecíolo 1mm compr. Flores em címulas bissexuais, com 2-3 flores estaminadas e uma flor pistilada; brácteas lanceoladas, ca. 0,6mm compr., margem denteada; flores estaminadas ca. 2,5mm compr., pedicelo 2,5-3,0mm compr., sépalas 6, ovais a elíptico- oblongas, agudas, inteiras, translúcidas nas margens, vermelhas a purpúreas; disco com 6 glândulas pateliformes; estames 3, livres, tecas divergentes, rimas horizontais; flores pistiladas ca. 4mm compr., pedicelo ca. 3-4mm compr., sépalas 6, elípticas a linear-oblongas, agudas, inteiras, translúcidas nas margens, vermelhas a purpúreas; disco com 3 glândulas; ovário globoso, verde; estiletes 2-partidos, livres, exceto na base, ramos agudos. Fruto cápsula, ca. 2mm compr. Sementes 2mm compr, castanhas, verruculosas. Material examinado: BRASIL. Bahia: Catolés, 23/X/1999, fr., Miranda-Silva et al. 304 (HUEFS). Mucugê, 20/VII/81, fl., Giulietti et al. CFCR1488 (SPF). Rio de Contas, 21/I/1974, fr., Harley 15386 (HUEFS); 13/XI/1998, fr., Silva et al. 162 (HUEFS).
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O GÊNERO EUGENIA L. (MYRTACEAE) NOS ESTADOS DE GOIÁS E TOCANTINS, BRASIL

O GÊNERO EUGENIA L. (MYRTACEAE) NOS ESTADOS DE GOIÁS E TOCANTINS, BRASIL

5 Na subtribo Myrciinae, a qual possui embrião mircióide, os cotilédones são normalmente finos, folhosos e dobrados (contortuplicados), com um hipocótilo relativamente estreito, longo e cilíndrico, o qual circunda parcialmente os cotilédones. Essa subtribo está representada no Brasil pelos gêneros Myrcia DC. ex Guill., Myrceugenia O. Berg, Gomidesia O. Berg, Calyptranthes Sw. e Marlierea Cambess. (Landrum & Kawasaki 1997). A subtribo Myrtinae apresenta embrião mirtóide, com hipocótilo geralmente do mesmo comprimento que os cotilédones, ou ainda mais longos, contudo existem variações. Nos gêneros com sementes de testa dura tal como Pimenta Lindl. e Psidium L., o embrião está confinado em uma cavidade em forma de C e este também possui forma de C. Nestes embriões os cotilédones podem ter o mesmo tamanho que o hipocótilo ou serem menores que ele. Nos gêneros que possuem sementes com testas membranáceas ou submembranáceas tal como Campomanesia Ruiz & Pav. o crescimento do embrião parece ser menos restrito, o hipocótilo é grande e intumescido, e algumas vezes o embrião tem formato em espiral. Os gêneros brasileiros dessa subtribo são: Accara Landrum, Blepharocalyx O. Berg, Calycolpus O. Berg, Campomanesia Ruiz & Pav., Curitiba Salywon & Landrum, Myrrhinium Schott, Pimenta Lindl., Psidium L. e Ugni Turcz. (adaptado de Landrum & Kawasaki 1997). A subtribo Eugeniinae apresenta embrião eugenióide, os cotilédones são espesso, separados e plano-convexos e o hipocótilo é uma curta protrusão, ou os cotilédones são fusionados parcial ou completamente e o hipocótilo, neste caso, é indistinto. Os gêneros que ocorrem no Brasil são: Calycorectes O. Berg, Eugenia L., Hexachlamys O. Berg, Myrcianthes O. Berg, Myrciaria O. Berg, Neomitranthes D. Legrand, Plinia L. e Siphoneugena O. Berg (Landrum & Kawasaki 1997). Apesar da configuração supracitada dessas subtribos, essa classificação não é estática.
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EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

Segundo as estatísticas setoriais dos últimos anos, aumentaram os níveis de cobertura no serviço de limpeza, bem como os percentuais de coleta de resíduos e disposição para aterros sanitários. Entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer, visto que no Brasil medidas que incentivam a produção e aproveitamento energéticos de biogás, a bioestabilização da fração orgânica por meio da compostagem e digestão anaeróbia, assim como a reciclagem de resíduos secos estão bastante distantes do potencial exis- tente e das metas explicitadas no Planares.

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Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

los tiempos del pro alcohol Brasilero hace de este país el líder de los agrocombustibles. El cultivo con el mejor balance energético, la caña azucarera, es rentable solo con trabajo casi esclavo: en el interior de Brasil los jornaleros siguen muriéndose por desnutrición, excesivo trabajo (12-14 h/día por $ 7) y por las fumigaciones de pesticidas (Álvarez, 2007). Crecen las favelas por el éxodo rural, y el número de las cárceles. Pero ahora Brasil tiene un nuevo un rol protagónico: exporta su modelo a toda América Latina y a África contando con fan- tásticas inversiones en dólares y euros. Es tiempo de ambiguos reveses de las asimetrías Norte-Sur y las relaciones neocoloniales cambian en estructura y significación. Centros y periferias responden a geometrías más bien fractales. La UE se prepara a hacer frente a la dependencia energética y alimentaria que se le perfila apostando por la segunda revolución verde en África con inversiones intergubernamentales, entre otras, las brasileras-italianas de cerca de • 480 millones. ¿Habrá que repensar algunas categorías como el neocolonialismo? El control de los precios y de los medios de producción alimentaria, desde la genética hasta la infraestructura industrial y comer- cial, se ha de considerar el primer paso de un nuevo orden mundial.
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Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Devido a importância do agronegócio na composição do PIB, a presidente do Brasil, lançou o Plano Safra do ano de 2014 em Lucas do Rio Verde, MT, dirigindo um trator em uma lavoura de soja . Lançou um plano de 90 (noventa) bilhões de reais para o Agronegócio, de 22 (vinte e dois) bilhões para a Agricultura Familiar e de somente 03 (três) bilhões para a Agroecologia e Produção Orgânica . Portanto, tem um peso bastante significativo a cadeia produtiva ligada ao Agronegócio . Aí entramos na questão da dependência, que chamamos de “químico dependen- te”, além de entrarmos na questão das sementes híbridas e transgênicas, que são produzidas, principalmente, por seis empresas transnacionais, que são as mesmas que também produzem os agrotóxicos: Bayer, Syngenta, Dupont, FMC, Dow e Monsanto . Elas dominam o mercado de sementes, de fertilizantes e de agrotóxicos .
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A Liga e as lutas sociais no Brasil

A Liga e as lutas sociais no Brasil

Para o mundo camponês uma das folhas mais pesquisadas é Terra Livre. Jornal comunista sobre o qual me debrucei em largas linhas durante a dissertação de Mestrado. Percorrendo 10 anos de comunicação e divulgação da luta campesina, o jornal circula entre 1954 e 1964. Já próximo ao período de acirramento das forças reacionárias de direita e do desfecho político que inauguraria o período de ditadura civil-militar no Brasil (sabido em retrospecto), as páginas de Terra Livre passariam brevemente a dialogar com um semanário, também envolvido na empreitada de divulgação das lutas do campo: A Liga:
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EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

Após o sucesso histórico do multilateralismo com a assinatura do Acordo de Paris, em dezembro de 2015, a maré política global pareceu virar no sentido do isolacionismo nos meses seguintes: no meio do ano, o Reino Unido decidiu em referendo, por curta mar- gem de votos, sair da União Europeia, enfraquecendo o bloco que liderava a transição global para a descarbonização. Em novembro, o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos ga- rantiu a vitória a Donald Trump na sucessão de Barack Obama, e o maior emissor históri- co de gases de efeito estufa do planeta efetivamente retirou-se do processo multilateral. Trump, que se elegera prometendo “cancelar” o Acordo de Paris, iniciou a desestrutu- ração de todas as políticas públicas de clima na esfera federal com poucos meses de mandato. Em junho de 2017, anunciou que os EUA sairiam do acordo do clima ou busca- riam “renegociá-lo”, provocando reação imediata da comunidade internacional. Embora a saída dos EUA possa não chegar a se concretizar, já que pelas regras do acordo isso só poderia ocorrer a partir de 2020, o cancelamento das contribuições americanas ao Fundo Verde do Clima tende a contaminar o debate sobre financiamento das NDCs (Contribui- ções Nacionalmente Determinadas) condicionais dos países em desenvolvimento. O real prejuízo das mudanças nos EUA e na União Europeia sobre a ação climática glo- bal ainda é desconhecido no momento em que este relatório é publicado. Há, porém, um terceiro grande emissor de gases de efeito estufa que sofreu um terremoto político em 2016 com impactos nitidamente negativos para a agenda de clima e para as emis- sões: o Brasil.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Os autores Ramos Filho (2008) e Vieira (2011) destacam que os movimentos camponeses que compõem a Via Campesina Internacional no Brasil são o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). E junto a esses, é possível identificar outro três movimentos aliados 9 , mas que por não possuir uma base camponesa, compõem a Via Campesina Brasil (VIEIRA, 2011). São os seguintes movimentos: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e a Pastoral da Juventude Rural (PJR).
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

Todos esses dados são prova inequívoca de que o processo de reprodução ampliada do capital supõe a produção capitalista de relações não-capitalistas de produção, que podem ser muito melhor explicitadas se observarmos atentamente a dinâmica que tem envolvido a força de trabalho na agricultura. O Brasil como um todo tem apresentado um crescimento do pessoal ocupado nos estabelecimentos de 15.633.985 em 1960 para 17.582.089 em 1970 (12,5%) e 20.345.692 em 1975 (30% em relação a 1960 e 16% em relação a 1975). Desse total, tivemos a participação, em 1960, de 63% do trabalho realizado pelo responsável e membros não remunerados da família; já, em 1970, tivemos 80% e, em 1975, 81%. O fato ganha destaque se atentarmos para o ritmo de crescimento, no período, do trabalho familiar: de 1960 a 1970 o aumento foi de 43% e em relação a 1975 foi de 66%. E ganha destaque muito maior ainda, se observarmos que o trabalho familiar aumentou muito mais nas classes de área de até 10 ha, quando tivemos, na classe de menos de 1 ha, um crescimento de 298%, no período de 60 a 70, e 368%, no período de 60 a 75; na classe de 1 a 2 ha, ocorreu um aumento de 175% no período de 60 a 70 e de 214% no período de 60 a 75. Cabe ressaltar, também, que esse aumento não ocorreu homogeneamente no país, mas de forma desigual, pois, no mesmo período, apresentou o Estado de São Paulo números decrescentes. No total, tivemos uma redução de 14% no período de 70 a 75, redução essa que ocorreu praticamente em todas as classes de área, por exemplo, de 70 a 75 a classe de menos de 1 ha declinou cerca de 8, sendo de 9% o declínio na classe de 1 a 2 ha.
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Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

No Brasil existem organizações que realizam painéis de consumidores utilizando diferentes tecnologias de pesquisa. A característica central desses painéis é a de ser uma pesquisa contínua ao longo do tempo, com uma cole- ta de dados periódica, em geral semanal ou diária, junto a um conjunto de mesmos domicílios e indivíduos, com emissão também periódica, em geral mensal, de relatórios de resultados abrangendo um elevado número de pos- síveis indicadores de comportamento do mercado consumidor. Dadas essas características, um painel de consumidores revela a evolução temporal do mercado de consumo como um todo e de diferentes categorias de produ- tos e de marcas. Assim, análises de dados relativas a uma pesquisa dessa natureza possibilitam compreender o comportamento de compra dos con- sumidores de um dado produto ou de uma dada marca. Permitem enten- der mudanças observadas no comportamento do consumidor em relação às compras que o domicílio realizou ao longo de um período ou, inclusive para determinados tipos de produto em que o consumo é individual, com- preender o comportamento dos moradores desses domicílios em relação às compras realizadas, tanto em relação ao ato de consumir dentro quanto fora do domicílio. Para isso, a amostra de um painel deve ser planejada de forma tal que represente uma dada população geodemográfica. Esses painéis de consumidores são extremamente importantes não apenas para fazermos uma segmentação evolutiva do mercado ao longo do tempo como também para avaliarmos o posicionamento das marcas que competem den- tro de uma mesma categoria de produto.
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EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

Em sua NDC, o Governo brasileiro apresenta metas de redução de emissões com abran- gência válida para “todo o território nacional, para o conjunto da economia, incluindo CO 2 , CH 4 , N 2 O, perfl uorcarbonos, hidrofl uorcarbonos e SF 6 ”. No documento “Fundamentos para a elaboração da Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC) do Brasil no contexto do Acordo de Paris sob a UNFCCC” as metas são detalhadas para cada um dos cinco setores cujas emissões são estimadas na “Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima” (MCTI, 2016). Nesta seção são discutidas as metas propostas para os setores de Energia e PIUP e são apresentadas comparações entre a evolução histórica das emissões, a meta proposta pela NDC brasileira e a meta da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). O Quadro 3, a seguir, apresenta um histórico (1990 e 2005) e as metas publicadas pelo governo brasileiro para as emissões associadas aos setores de Energia e PIUP e para as emissões totais.
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