Top PDF REPENSANDO A LÓGICA Uma introdução à filosofia da lógica

REPENSANDO A LÓGICA Uma introdução à filosofia da lógica

REPENSANDO A LÓGICA Uma introdução à filosofia da lógica

por analogia à propriedade topológica correspondente: toda cobertura de um espaço compacto tem uma subcobertura finita; equivalentemente, se a interseção de uma família de conjuntos fechados é vazia, também será vazia a interseção de um subcon- junto finito (a propriedade da interseção finita, p.i.f.). A história do lento reconhecimento da importância da noção de compaci- dade é relatada de modo intrigante por John Dawson em “The Compactness of First-Order Logic: From Gödel to Lindström”. O outro aspecto limitador da lógica de primeira ordem é o que chamamos de Propriedade de Löwenheim-Skolem-Tarski, e o consequente paradoxo de Skolem, mostrando que qualquer teoria de conjuntos de primeira ordem é inadequada. Uma discussão interessante pode ser encontrada em dois artigos de P. Benacerraf e C. Wright, ambos com o título “Skolem and the Skeptic”. Hilary Putnam trata do tema no seu artigo “Models and Reality”, que tem um papel central em seu argumento contra o realismo metafísico, mencionado no capítulo 1. Uma das primeiras indicações de que a lógica de primeira ordem produz menos inferências válidas do que deveria está no famoso artigo de Gödel de 1931. Dentre muitas exposições elementares, reco- mendo particularmente Gödel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid, de D. Hofstadter. Sobre Gödel e também sobre outros resultados de limitação, ver também What is Mathematical Logic? de J. Crossley et al. Recomenda-se, entretanto, que o leitor consulte também a resenha de S. Shapiro e J. Corcoran em Philosophia, onde algumas imprecisões do livro de Crossley são apontadas. Não obstante, o livro de Crossley tem o mérito de transmitir resultados técnicos difíceis (e importantes) de modo claro e amigável. Uma discussão exemplar de toda a questão da expressibilidade encontra-se em “Which Logic is the Right Logic?” de Leslie Tharp.
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Continuidade e : a lógica do fragmento na filosofia de Walter Benjamin

Continuidade e : a lógica do fragmento na filosofia de Walter Benjamin

O presente trabalho se propõe a apresentar o itinerário filosófico seguido por Walter Benjamin (1892-1940) destacando o quanto sua “gnoseologia” pretende superar a lógica dedutiva e sistemática das ciências e alcançar a lógica fragmentária da realidade atual sem encobrir todos os elementos que a constituem. O pensador lança na introdução crítica-epistemológica de sua obra Origem do Drama Barroco Alemão e em sua Passagens conceitos como os de alegoria, monadologia, montagem, apresentação, dentre outros, em uma perspectiva filosófica que de forma inovadora e original tenta ressaltar a necessidade de levantarmos questões referentes ao primado do fragmentário sobre o sistemático no âmbito dos métodos e das teorias filosóficas de nosso tempo. Ressaltando as particularidades de tal proposta epistemológica, e como esta se aplica no todo de sua filosofia apresentaremos o quanto sua crítica se direciona para o positivismo, o historicismo, e principalmente às concepções filosóficas oriundas do idealismo absoluto. Contra tal perspectiva o pensador aplica a lógica do fragmento, da descontinuidade, na construção de suas Teses sobre o conceito de história destacando o quanto é emergente a necessidade de se fundar uma filosofia contrária ao procedimento lógico-dedutivo e matemático por estes se realizarem de forma resumida e didática, deixando de lado o problema da expressão do singular. Por fim, o presente trabalho pretende demonstrar o quanto o método filosófico de Benjamin se baseia em uma apresentação contemplativa da verdade posta a partir de uma configuração descontínua e intencional na qual os fenômenos são salvos sem perderem sua particularidade.
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Filosofia para crianças : uma abordagem crítica dentro da filosofia da educação

Filosofia para crianças : uma abordagem crítica dentro da filosofia da educação

O que é FpC? Para se entender a resposta à questão é necessário primeiro passar pelo que motivou o pioneiro, o que o levou, a criar este projecto. Assim a FpC surge em consequência do comportamento dos estudantes da Universidade de Columbia, New York - EUA, onde Matthew Lipman leccionava Introdução à Lógica. Observando as revoltas estudantis de 1968, o filósofo preocupou-se com o que se estava a passar. Percepcionou os esforços desajeitados da Universidade para se reavaliar e não pôde deixar de concluir que os problemas de Columbia não podiam ser resolvidos no quadro dessa instituição. Estudantes e professores, todos tinham saído da mesma matriz da escola primária e secundária. Concluiu: “Se não tínhamos recebido uma Educação boa, muito provavelmente tínhamos chegado a compartilhar as mesmas ideias erróneas que nos levariam a estropiar nossa educação posterior em feliz conluio mútuo”. (1999a, 21-22)
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ENTREVISTA COM A PROFESSORA ITALA MARIA LOFFREDO D’OTTAVIANO: UMA INTRODUÇÃO À LÓGICA, ÀS LÓGICAS NÃO CLÁSSICAS E À TEORIA DE SISTEMAS

ENTREVISTA COM A PROFESSORA ITALA MARIA LOFFREDO D’OTTAVIANO: UMA INTRODUÇÃO À LÓGICA, ÀS LÓGICAS NÃO CLÁSSICAS E À TEORIA DE SISTEMAS

Apresenta a entrevista da Profª. Drª. Itala Maria Loffredo D’Ottaviano em sua vinda à Belém do Pará, para ministrar o minicurso de teoria dos sistemas complexos" referente à Disciplina de “UMA INTRODUÇÃO À LÓGICA, ÀS LÓGICAS NÃO CLÁSSICAS E À TEORIA DE SISTEMAS”, realizada no período de 07 a 11 de Novembro de 2016. A entrevista apresenta questões dadas aos participantes do minicurso, sobretudo, do Grupo de Filosofia Temática referente as relações e indagações sobre à Lógica Paraconsistente.
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Introdução à Lógica Modal

Introdução à Lógica Modal

o homem e abriram caminho para um novo per´ıodo da filoso- fia, que nasceu com S´ocrates. S´ocrates n˜ao era um relativista. Pelo contr´ario, ele criticou duramente os sofistas e procurou organizar o pensamento. Ele buscava a verdade, mas, natural- mente, em moldes muito diferentes do que era feito no primeiro per´ıodo. S´ocrates foi o criador da dial´etica. Suas frases mais famosas: ‘S´o sei que nada sei.’ e ‘Conhece-te a ti mesmo.’ (a segunda, na verdade, ele teria recebido do or´aculo). S´ocrates se definia como ‘parteiro de almas’, por ajudar seu interlocutor a encontrar a verdade em si mesmo. Seu m´etodo era fazer per- guntas sucessivamente at´e desmontar os conceitos previamente formados pelo seu interlocutor e depois, novamente atrav´es de perguntas, lev´a-lo `a verdade, que ele (interlocutor) j´a conhe- cia. S´ocrates n˜ao deixou nada escrito e sua pr´opria existˆencia chegou a ser questionada. Hoje, no entanto, ´e aceito no meio acadˆemico que ele exististiu de fato. Sua obra nos foi reportada pelo seu principal disc´ıpulo, Plat˜ao, que partiu do legado do mestre para criar sua pr´opria filosofia. Um tema central nessa filosofia era a dial´etica, o m´etodo por excelˆencia para chegar `a verdade, atrav´es de questionamentos sucessivos.
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Ensinar, Formar: lógica dos discursos constituídos e lógica das práticas

Ensinar, Formar: lógica dos discursos constituídos e lógica das práticas

tanto aluno como professor recebem diferentes desig- nações conforme o grau de ensino.. No entanto, como em português professor designa todo e QualQuer docente.[r]

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Heidegger e o fim da filosofia

Heidegger e o fim da filosofia

Foi justamente esta Lógica Transcendental (32) renascida através do neokantismo, que Heidegger conheceu ao entrar na Faculdade de Filosofia e seus traba- lhos filosóf[r]

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Aproximando a lógica sanitária e a lógica do senso comum: uma experiência de e-learning...

Aproximando a lógica sanitária e a lógica do senso comum: uma experiência de e-learning...

Introdução - A Saúde Pública é uma área complexa e precisa lidar com diversos fatores. Talvez um dos maiores problemas desta área seja a articulação entre especialistas e indivíduos comuns (lógica sanitária x lógica do senso comum), de forma que a ação dos primeiros sensibilize os demais para que façam a sua parte nas questões de Saúde Pública. A dengue, por ser uma doença cujo agente etiológico é um vírus da família Flaviviridae, e a transmissão ocorrer pela picada do mosquito Aedes aegypti, depende também da colaboração da população para ser controlada. Objetivo - Promovendo a aproximação da lógica sanitária e da lógica do senso comum, por meio de experiência educacional construída sobre a visão que os sujeitos têm da dengue e da necessidade de sua participação na prevenção, contribuir para o aumento de eficiência e eficácia das ações de Saúde Pública na comunidade da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP). Métodos - Pesquisa qualitativa, com os funcionários que compõem as comissões / grupos de trabalho das diversas unidades da Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira” da USP, que estão atuando junto ao Projeto. Utilizou-se a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo para coleta, tabulação e análise dos dados. A partir dos resultados, elaboração do conteúdo para a intervenção educativa, aplicada por meio de e- learning (fez-se uso do ambiente TelEduc), buscando auxiliar os sujeitos na construção do conhecimento. Resultados - Para verificação dos resultados do processo de formação foi utilizada a avaliação de reação, cuja análise mostra, no geral, um grau elevado de satisfação dos alunos. Conclusão - Pode-se concluir que a modalidade utilizada para a intervenção educativa tem boas possibilidades de aproximar a lógica sanitária da lógica de senso comum, gerando condições para a prevenção da dengue. Observou-se, porém, a necessidade de aprimoramento de alguns pontos identificados durante o trabalho que poderão ser considerados em estudos e pesquisas posteriores.
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Poesia e modernismo: pré-lógica, formal, dialética e pós-lógica.

Poesia e modernismo: pré-lógica, formal, dialética e pós-lógica.

Hegel recorre, também, na sua lógica, às imagens da pura luz e da pura treva: na pura luz se vê tão pouco quanto na pura treva, pois o puro ver (a vista) é um puro não ver (a visão). Apenas a treva faz a luz visível e cintilante, feito pirilampo no pântano. À mesma imagem se recorre no momento místico. Dionísio, o Areopagita, ensaia, no seu itinerário de ascensão e descida na busca de expressões para o princípio, todas as afir- mações e todas as negações. No primeiro caso, é a ascensão em direção à luz, e, no segundo, a descida às trevas. Mas nem na luz, nem nas trevas, pode a alma encontrar refúgio: deve procurá-lo na escuridão translu- minosa, no clarão das trevas. Na ascensão, aparece a afirmação do ser pela via eminencial; na descida, sua negação, e em seguida se descobre
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Sistema hegeliano como uma filosofia da história

Sistema hegeliano como uma filosofia da história

universalidade inteligível das leis fundamentais e da consciência coletiva de nacionalidade, caracterizada como uma estrutura tipicamente intersubjetiva. A síntese do múltiplo como universalidade da particularidade típica do legislativo eleva os domínios particulares do poder do governo à sua consciência de substancialidade e equilibra as forças do Estado no movimento da representação política. Por esta razão, considerando a arquitetônica da presenta mediação, a condição de sujeito do processo político de fundamentação da liberdade cabe ao poder legislativo. Os outros poderes são mais passivos, porque o governo simplesmente fornece os dados empíricos a serem sistematizados na forma da inteligibilidade do espírito do povo, e o príncipe simplesmente recebe os elementos elaborados pelo legislativo. O presente raciocínio atesta que a filosofia política hegeliana não caracteriza uma monarquia absolutista, onde um monarca despótico impõe arbitrariamente as normas a serem cegamente cumpridas pelos cidadãos transformados em objetos passivos de massificação e de interiorização de ideologias estatais. Por outro lado, o presente raciocínio também é um indicativo de que a filosofia política não sustenta um neoliberalismo econômico para o qual as ações do Estado devem ser minimizadas ou subordinadas a grandes corporações econômicas que dominam política e economicamente uma nação. Em outras palavras, a estrutura do Estado deve ser substituída pela livre iniciativa econômica de grandes grupos multinacionais, preocupados exclusivamente com os indicativos quantitativos da produção econômica e a conseqüente neutralização de qualquer forma crítica contrária aos grandes imperativos econômicos. Contra estas duas tendências extremas, a filosofia política hegeliana aponta para uma democracia, não na forma abstrata de participação pela via distante da eleição, mas de uma estrutura estatal de participação mediatizada de todos os cidadãos da vida política do Estado.
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A LÓGICA DO DELÍRIO

A LÓGICA DO DELÍRIO

Esse preconceito em relação ao delírio é motivado por princípios apoiados na lógica da Razão Triunfante, que passou a imperar nos meados do século XIX, com o advento do Positivismo, que rechaçava qualquer modo de conhecimento do mundo que não se baseasse nos métodos racionais e experimentais, na observação positiva do real. Contudo, a razão, permeada pelos avanços da Psicanálise, pela investigação do Inconsciente, mais “hospitaleira e expansiva”, no dizer de Bodei (2003, p.16), “[...] mais humilde, mas nem por isso menos rigorosa”, teria condições “[...] de reconhecer os núcleos de verdade [...] dos delírios”. Ainda segundo o pensador italiano, o sujeito delirante é capaz de construir um mundo novo, ao adaptar a realidade a suas exigências, e esse mundo novo “[...] apresenta-se, com frequência, como uma descoberta, porque, para o indivíduo, ele está iluminado por evidências nunca antes observadas e fixado com vínculos de absoluta coerência”. Ou seja: há em todo delírio uma “verdade histórica oculta”, de modo que ele não venha a “representar um vaguear sem destino” (BODEI, 2003, p.128). Em suma: o delírio vem a preencher vazios de significado presentes na vida psíquica, que é descontínua e nem sempre acessível aos métodos racionais.
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A lógica da compaixão.

A lógica da compaixão.

a) Na medida em que a piedade já não é um co-sofrimento silencioso que, assim como a compaixão, pertence ao âmbito do privado, no momento que ela precisa ser enunciada e declarada public[r]

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Entre a lógica da formação e a lógica das práticas: a mediação dos saberes pedagógicos.

Entre a lógica da formação e a lógica das práticas: a mediação dos saberes pedagógicos.

Em rel ação às p rát i cas i n st i t u ci o n ai s acadêmicas, a aut ora est á se ref erindo, ent re out ros aspect os à lógica da est rut ura curricular da universidade clássica, baseada em conheci- ment os desvinculados das demandas cot idianas, na compart iment alização disciplinar; na exces- siva f ragment ação disciplinar; na organização do en si n o a part i r de au l as excessi vam en t e exposit ivas; e ainda na desvinculação de sabe- res da prát ica e saberes cient íf icos. Out ros pro- blemas semelhant es ocorrem em inst it uições de ensino menos clássicas como, por exemplo, a quest ão dos prof essores horist as, sem espaço para o t rabalho colet ivo, sem incent ivo para a p esq u i sa. Qu em t rab al h a co m f o rm ação d e docent e precisa t er condições de t rabalho com- pat íveis à necessária art iculação do saber da prát ica, com as prát icas de saber.
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LÓGICA E SISTÊMIC

LÓGICA E SISTÊMIC

Por analogia com a lógica, esta estrutura M dever ser descrita numa linguagem clara e precisa, que permita descrever suas leis essenciais. Devemos desenvolver uma teoria T da estrutura M. Estes dois ambientes M e T são construções artificiais e teóricas, sobre as quais podemos fazer manipulações e, eventualmente, testes laboratoriais para mostrar ou não a adequação das leis de M e T com a realidade física.

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DA LÓGICA DOS SINAIS

DA LÓGICA DOS SINAIS

foi inventada intencionalmente com base em considerações lógicas; a universalidade do mesmo concentra-se numa regra lógica que, para a classe respectiva de formas de raci- ocínio ensina como o raciocínio próprio se substitui por um operar exterior com os si- nais linguísticos e, desse modo, se constrói a expressão linguística do juízo conclusivo a partir dele mesmo. Nisso consiste, contudo, todo o raciocínio formal no verdadeiro e ge- nuíno sentido da palavra. Mas que um racio- cínio desse tipo não é (como se [365] pode- ria supor pelos exemplos simples atrás apon- tados) irrelevante, mas, ao contrário, consti- tui um importantíssimo instrumento do pro- gresso científico, disso deverá a nossa teoria da aritmética dar as provas mais fortes. Até aqui as nossas investigações incidiram sobre os símbolos de processos simbólicos de grau ínfimo, sobre aqueles que no de- curso do pensamento natural e irreflectido, graças à constituição legítima da nossa na- tureza, fazem de sucedâneo das representa- ções, juízos e raciocínios próprios, sem que haja uma consciência especial desta sua fun- ção, e muito menos que motivos lógicos (an- teriores ou simultâneos) regulem a sua utili- zação. Mas, além destes sucedâneos naturais (assim os podemos designar numa palavra), utilizamos também, e em muito maior grau, sucedâneos artificiais. Inventamos símbo- los e processos simbólicos ou utilizamos os que outros inventaram como apoios e suce- dâneos de representações e processos judica- tivos e fazemo-lo com consciência, sabendo bem que lidamos com símbolos.
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Lógica condicional

Lógica condicional

Nesse caso, a cláusula ‘então’ não pode ser introduzida, pois não se está afirmando nenhuma relação de dependência entre antecedente e conseqüente (compare: ‘Se você abr[r]

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A estrutura organizacional do MST: lógica política e lógica prática.

A estrutura organizacional do MST: lógica política e lógica prática.

A base do MST não é homogênea, do ponto de vista das modalidades de trabalho (assalaria- dos, arrendatários e trabalhadores volantes) e em relação às histórias e às trajetórias de vida das fa- mílias (Brenneissen, 2004). Os elementos de iden- tificação, que promovem a união entre famílias sem terra no período de acampamento, vão sendo dis- solvidos com a criação do assentamento. Os acam- pados empreendem ações coletivas para adquirir um benefício comum, no caso a terra, guiados pela lógica política e prática do movimento. Adquirido o benefício, há uma desmobilização e, os agora assentados, tendem a reforçar a lógica prática.
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Tratado de lógica abobrinhas  Vizente Besteirol Tratado de lógica

Tratado de lógica abobrinhas Vizente Besteirol Tratado de lógica

3- Quanto mais comemos, mais defecamos; Quanto mais defecamos, mais emagrecemos; Logo: quanto mais se come mais se emagrece.. 4- Sabe-se que as baratas sobreviveriam a uma guerra nuclear[r]

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Reconfiguração do discurso político-normativo: da lógica democrática à lógica gerencialista

Reconfiguração do discurso político-normativo: da lógica democrática à lógica gerencialista

O discurso gerencialista vai sendo difundido através dos normativos legais. A difusão de um discurso com termos “novos” para o campo educativo contribui para a familiarização dos atores com a “nova” gramática e para a possível reconstrução dos seus discursos. A livre escolha da escola tem sido uma das ideias mais propaladas nos registos discursivos atuais e, de certa forma, tem vindo a ser associada à equidade e igualdade de oportunidades. Barroso e Viseu (2003, p.902) entendem que a «livre-escolha» da escola é “um dos principais instrumentos para a criação de um mercado educativo”, adiantando que os seus defensores têm proclamado, entre outros aspetos, que a sua implementação conjugada com a privatização da oferta educativa “melhoram a qualidade das escolas e os seus resultados” pois introduzem “mecanismos de competitividade e de responsabilidade perante o consumidor”. Esta ”nova” lógica de funcionamento ao nível da gestão das organizações educativas leva, também, a que surjam alterações nas ligações entre os atores das diferentes estruturas da administração educativa. A descentralização e a autonomia que, há muito, têm vindo a ser propagandeadas ligam-se, hoje, ao conceito da “gestão centrada na escola”. Podemos reafirmar com Barroso que “um dos exemplos mais significativos da aplicação destas políticas de «nova gestão pública e das suas derivas gerencialistas» à educação está relacionado com a descentralização e autonomia, normalmente, designadas por “gestão centrada na escola” (BARROSO, 2005, p.96). Longe de uma efetiva descentralização que não tem passado do plano da retórica, o controle tem permanecido nas “mãos” dos centros instituídos e a execução das tarefas nas periferias. Seixas (2001, p.222) explícita que quando o Estado lega responsabilidades a outros atores, mas não lhes confere poderes, consegue manter o controle da educação, comprometendo seriamente, no nosso entender, o desenvolvimento de uma efetiva descentralização e da autonomia das escolas.
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Cartografia de um processo: o jogo como fronteira entre a lógica da teoria e a lógica da prática

Cartografia de um processo: o jogo como fronteira entre a lógica da teoria e a lógica da prática

O presente artigo visa o registro de um processo criativo desenvolvido em uma disciplina do Programa de Pós-Graduação em Teatro, destacando aspectos inerentes à busca pessoal como disparadora da criação. Neste contexto, usamos o jogo como dispositivo para a com- posição da cena numa perspectiva polifônica onde o conhecimento teórico e os saberes práticos se enlevam criando uma fronteira que concentra a experiência. Nessa discussão dicotomizada entre teoria e prática, as experiências carregam a necessidade de profanar códigos e convenções, deslocando a lógica e o sentido mesmo da criação, nos oferecendo possibilidades inauditas. Neste processo, expõem-se a vulnerabilidade e o não-saber como lugares de indeterminação que se friccionam e são capazes de potencializar as ocorrências expressivas características da improvisação, borrando a normatividade da narrativa como caminho lógico para a criação da cena.
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