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A AMANTE – PAIXÕES IMPOSSÍVEIS (CAPITULO 4)

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 174-180)

Sentada num canto do sofá, Patrícia olhava pela janela acompanhando as pessoas qua andavam pela rua. Alguns apressados e outros como se o tempo corresse devagar pra eles. Invejava a liberdade,

mas já havia deixado de sonhar com ela. Sua vida se parecia com as novelas mexicanas que via na tv.

Soltou um longo suspiro sentindo-se derrotada.

Levantou-se horas depois e foi a cozinha preparar algo pra comer. Estava aliviada por saber que teria a semana livre de Jorge. Ele estava fora do país a negócios.

Seu celular tocou e ela sabia que só duas pessoas tinham aquele número, Jorge e Milena.

Ela e Milena haviam se encontrado há pouco tempo nos corredores da faculdade. Milena apesar de ser três anos mais nova, estava adiantada pois não teve seus estudos interrompidos.

Ao menos Jorge a deixava estudar. Dizia que uma mulher culta sabia colocar-se no seu lugar. Se era verdade ou não, Patrícia ainda não havia descoberto. Mas tentava portar-se bem para que ele não lhe tirasse a única coisa que lhe fazia feliz.

Ela regressou a sala e encontrou o aparelho por cima da mesa de jantar.

" Alô"

" Oi. Tudo bem?" Milena falava animada.

" Tudo optimo. E contigo?"

" Também. Vou sair com uns amigos e queria saber se não queres juntar-te a nós?"

Patrícia pensou o que responder. Jorge não a deixava sair muitas vezes e ela evitava pedir para não irrita-lo. Mas estava cansada de ficar confinada naquele apartamento.

" Deixa ver se consigo me livrar dos outros compromissos e te respondo já." Ela falou esperançosa.

" Ok. Até já."

Respirou fundo e se encheu de coragem para mandar uma mensagem para Jorge. Era mais fácil escrever que falar e ouvir o não naquela voz cruel e fria.

Patricia: oi . Posso sair com algumas colegas da faculdade? Prometo não demorar.

Ansiosa , começou a andar de um lado pro outro a espera da resposta. E quando o celular vibrou hesitou por uns segundos olhar pro ecrã.

Jorge: Colegas mulheres?

Patrícia: Sim.

Jorge: Conheces as regras. Nada de conversas com estranhos . Podes ir

Patrícia: Obrigada Jorge.

Jorge: Espero que vejas o quão sou bom pra ti e saibas agradecer quando nos virmos minha flor.

Ela não queria pensar no que suas palavras queriam dizer. Imediatamente enviou uma mensagem pra Milena confirmando e pedindo que lhe enviasse o endereço do local onde iam encontrar-se.

Felizmente as marcas já haviam desaparecido e o olho estava menos negro. Não precisava exagerar na maquiagem. Rapidamente vestiu umas calças de jeans , uma blusa justa que era própria das jovens da sua idade e uma sapatilhas. Saiu levando sua bolsa, o celular e as chaves. Entrou num táxi e deu o endereço ao homem ao volante. Em menos de 15 minutos o táxi parava em frente a um centro comercial. Pagou e desceu do táxi. Tirou o celular da bolsa pra ligar pra Milena quando dois braços a enrolam por trás.

" Chegaste!!!" Milena falava alegre apertando-a num abraço.

" Oi. Claro. Eu disse que viria "

" Vamos, os outros já estão a espera."

Milena a puxou e juntas atravessaram as portas rolantes do centro comercial.

De mãos dadas percorreram os corredores conversando animadas sobre as aulas e planos pra depois da faculdade . Entraram num bar e as luzes no interior davam a impressão que era noite.

Caminharam até uma mesa onde estavam os amigos de Milena. Muitos deles frequentavam a mesma faculdade que Patrícia e já os havia visto algumas vezes.

" Ola. Esta é a Patrícia" Milena anunciou logo que chegaram.

" Olá." Patrícia cumprimentou tímida.

Todos cumprimentaram e deram lugar para as duas sentarem. Em vez do Martini que ela bebia quando saia com Jorge , Patrícia partilhou a jarra de sangria com as outras.

Por algumas horas ela seria igual a qualquer outra jovem da sua idade e queria aproveitar ao máximo. Ouvia atenta as histórias que alguns contavam, das viagens e festas que frequentavam. Ela sabia que não devia desejar algo assim pra ela , mas era impossível não fantasiar.

Milena puxou-a pra acompanhar-lhe ao w.c. e caminharam até la as gargalhadas.

" Estou tão feliz que estejas aqui." Milena falou esboçando um sorriso de orelha a orelha.

" Eu também estou feliz por estar aqui. Não me divertia tanto faz tempo."

" Tu és sempre tão séria e tão dedicada aos estudos. Duvido que te divirtas de todo."

As duas riram-se tanto que as outras mulheres as olhavam de cara feia.

" É melhor voltarmos. Acho que não somos bem vindas aqui." Milena falou entre risos.

Saíram e caminhavam de volta quando uma mão segura Patrícia pelo braço. Ela assusta-se e solta um grito que chama a atenção de Milena que para e vira-se pra perceber o que se passa.

" Calma. Não queria assustar-te"

Patrícia levanta a cabeça e fica em pânico ao perceber quem era o homem a sua frente.

" Esta tudo bem Patrícia? Quem é este homem.?" Milena perguntou vendo a cara pálida da sua amiga.

" Ola. Eu sou o Allan. " ele falou estendendo sua mão pra Milena.

Milena olhou a mão mas não apertou. Sua atenção voltou pra Patrícia que continuava em silêncio.

" Conhecemo-nos há algumas noites ..."

" Na fila da farmácia." Patrícia falou cortando Allan.

Milena olhava para Allan de forma suspeita. Mas não disse nada.

" Vai andando Milena. Não me demoro" Patrícia falou agora mais calma.

" Ok. Mas estarei de olho em ti." Ela falou olhando pra Allan de forma ameaçadora.

Logo que Milena afastou-se Patrícia soltou um longo suspiro.

" Hum...então os teus amigos não conhecem esse lado da tua vida, Patrícia." Ele falou esboçando um sorriso malandro.

" E nem precisam saber."

" O que ganho por guardar teu segredo?" ele falou aproximando-se.

Ela sentindo a proximidade deu um passo pra trás.

" Cheguei a pensar que fosses diferente dos homens daquele meio. Mas parece que tal como eles não perdes a oportunidade de aproveitar-se de uma mulher." Ela falou tentando não denunciar seu medo.

" Em primeiro lugar, todas as mulheres naquele meio vão de livre e espontânea vontade. Então não creio que estejam a ser " aproveitadas" . E segundo, dei-te a escolher o que receberia em troca."

Patrícia franziu a testa e olhou pra ele.

" Nesse caso, terás minha eterna gratidão." Ela falou esboçando um sorriso.

Allan deu um passo ficando a poucos centímetros dela. O aroma do perfume do Allan invadia seus sentidos e pela primeira vez ela sentia-se atraída por alguém do sexo oposto.

Normalmente tinha nojo e aversão ao toque dos homens, por conta de experiências amargas em sua vida.

" Achas que é uma troca justa?" ele sussurrou olhando pra Patrícia.

Aqueles olhos a hipnotizavam e não conseguia pensar em nada pra responder. Mas precisava ser forte e libertar-se do feitiço.

" É tudo que posso dar" ela falou ofegante.

" Ok. Por agora vai servir. Foi bom ver-te Patrícia. " ele falou e afastou-se contornando-a.

Ela ficou parada no mesmo lugar tentando se recompor.

" Devias vestir-te assim mais vezes. Aquelas roupas põem-te adulta demais." Allan falou enquanto desaparecia pelo corredor em direção ao espaço onde havia mesas.

Patrícia só regressou a sua mesa depois que conseguiu controlar suas emoções.

" Esta tudo bem?" Milena perguntou preocupada.

" Tudo optimo."

Ficou por mais um par de horas e depois despediu-se de todos. Apanhou um taxi de volta pra seu apartamento. O celular tocou logo que colocou o pé no interior do apartamento. Tirou o aparelho da bolsa e viu que Jorge ligava.

" Alô"

" Minha flôr, como foi o passeio?"

" Foi Bom. Obrigada Jorge."

" Que bom. Fico feliz quando a minha flôr também está. Volto em três dias, as saudades são tantas que decidi antecipar o meu regresso."

" Fico feliz." Patrícia respondeu mas ela estava o oposto de feliz. A sua semana livre havia sido cortada ao meio.

" Bom descanso. Ligo-te amanhã."

A chamada terminou e ela atirou o celular para o sofá. Foi ao quarto e sentou na cama. O cheiro de Allan ainda estava na sua memória e ela se viu a imaginar como teria sido se ele a tivesse beijado.

" Para de sonhar Patrícia. Isso não é pra pessoas como tu" ela murmurou pra si.

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 174-180)

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