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A AMANTE – PAIXÕES IMPOSSÍVEIS (CAPITULO 3)

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 170-174)

Longe dos olhos, longe do coração, era agora o lema de Allan.

Depois de ter arrancado seu coração do peito, abrindo mão da mulher que amava, ele decidiu mudar de cidade e recomeçar.

Perder Pâmela pro seu maior rival foi um golpe duro e era impossível continuar a viver como se nada tivesse acontecido. Depois que a mídia foi inundada pelo pomposo pedido de casamento, Allan decidiu que não poderia mais continuar por perto assistindo a felicidade da sua amada sentado na plateia.

O mundo do entretenimento tinha duas faces, uma aliciante e cheia de glamour , outra secreta e sombria. A segunda era a mais lucrativa apesar de perigosa. E mesmo indo contra a sua moral ele arriscou, afinal negócios são negócios.

Para conseguir estabelecer a sua empresa na nova cidade teve que se associar a alguém que tinha contactos e se viu envolvido nos dois mundos.

Hoje em particular estava aborrecido com o atraso do barman contratado obrigando-o a assumir o posto. Tinha o plano bem traçado pra esta noite, chegar cedo, por tudo a funcionar e desaparecer antes que os convidados começassem a chegar. Já tinha visto de tudo neste tipo de eventos e esta noite não estava com paciência.

“ Boa noite. Um Martini por favor.”

Allan levantou a cabeça e teve um choque ao ver a mulher que falava. Claramente ela estava fora do contexto. O vestido que trazia não era curto como das outras e nem revelava em demasia. Era elegante e chegava até aos joelhos, mas ajustava-lhe na perfeição deixando o resto pra imaginação.

“ A sair num instante” ele respondeu se ocupando a preparar a bebida.

Mas a curiosidade fazia com que seu olhar sempre voltasse pra mulher agora de costas pro bar.

Viu um dos convidados aproximar-se dela e viu ela ficar tensa. Claramente não estavam juntos e a presença do homem a deixava desconfortável.

Ele decidiu ignorar, afinal de contas as mulheres vem a estas festas a procura de companhia. Mas algo nele lhe puxava de volta e seu instinto o obrigou a intervir.

E mesmo assim o homenzinho ignorava a chamada de atenção e teve que chamar o segurança para tira-lo dali.

Agora frente a frente com a donzela em apuros ele via claramente nos olhos dela que era um peixe fora d’gua. A forma meiga com que lhe agradeceu era a confirmação das suas suspeitas . Então decidiu procurar respostas.

“ De nada. Não é da minha conta , mas me pareces não ser o tipo de mulher que frequenta este tipo de festas. “

A forma como ela o olhou, parecia que pensava o que dizer sem revelar muito.

“ Que tipo de mulher frequenta este tipo de festas?”

“ Mulheres fáceis, a procura de homens mais velhos que lhes paguem as contas, esse tipo de mulheres.” Allan falou constrangido

“ E como sabes que não sou esse tipo de mulher?” aquele olhar o desafiava e deixava Allan confuso.

“ És diferente das que tenho visto por aqui.” Ele insistiu

“ Então tu trabalhas sempre aqui?”

“ Eu organizo as festas. Apenas estou no bar porque a pessoa que contratei esta atrasada.” Ele confessou a espera de uma reacção que não veio.

Ela desviou seu olhar pra sala e quando seus olhos cruzaram-se novamente Allan sabia que seu tempo com ela havia terminado.

De forma educada ela agradeceu e afastou-se sem dizer seu nome. Allan a viu aproximar-se de um homem que a segurou de forma intima.

“ De que estavas a espera??” ele murmurou pra si voltando ao trabalho.

O Barman finalmente chegou e Allan suspirou aliviado. Deu algumas recomendações e preparava-se pra sair quando uma voz chamou por ele.

“ Allan , querido. Já de saída?” a mulher falou numa voz sedutora.

“ Oi Cristina, e já estou atrasado pra estar em outro lugar” ele falou saindo do bar.

“ Que pena. Vais perder toda diversão.” Ela falou colocando uma mão sobre o peito de Allan e acariciando lentamente.

Ele segurou-a pelo pulso e afastou a mão dela.

“ Não é o meu tipo de diversão.” Ele falou irritado.

Ele desviou o olhar da mulher e o seus olhos pousaram na mulher misteriosa com quem conversou no bar. Ela parecia um gatinho assustado no meio das pessoas.

“ Hum…interessante.” A mulher murmurou devolvendo a atenção do Allan pra si.

“ O que é interessante?” ele perguntou.

“ O Jorge trouxe seu novo brinquedo. Estava curiosa pra saber quem era a mulher que havia

acabado com o harém do homem. Esperava mais, mas vejo que ela cativa a atenção não só do Jorge.

“ Não entendi. Brinquedo?? “

“ Amante meu querido. Devias passar mais tempo por aqui assim te familiarizavas mais com os termos. “ ela falou entre risos.

“ Ela parece ter idade pra ser filha dele. “

“ Ele gosta delas novinhas, para poder molda-las do seu jeito. “

“ Acho que já ouvi demais. Adeus Cristina.”

Allan não esperou a mulher responder, começou a caminhar apressado até a porta. Em pouco tempo estava na estrada a caminho de um bar onde devia encontrar-se com seu sócio. O rosto da mulher misteriosa não saia da sua mente , mesmo sabendo agora que vida ela levava.

O que levava uma mulher a aceitar aquela vida? Ele pensava abanando a cabeça.

Não conseguia entender como uma mulher tão jovem e bonita preferiu se contentar com uma vida como aquela. Mas quem era ele pra julgar? Já houve tempo que ele vivia pra festas e mulheres que se jogavam aos seus pés. Mas nunca pensou em ser infiel e ter uma amante.

Chegou ao bar e entrou indo directo ao balcão e pedindo um shot de tequila. Precisava esquecer aquela mulher pro seu próprio bem.

“ Começava a pensar que me tinhas pendurado aqui.” Filipe, seu sócio, falou batendo nas costas de Allan.

Allan virou-se segurando o shot e virando na boca o liquido.

“ Tive alguns contratempos.” Ele falou fazendo uma careta quando o liquido desceu pela garganta.

“ Ok. Mas esta tudo conforme requisitado?”

Allan acenou com a cabeça e virou-se pro barman pra pedir duas cervejas. Pagou as bebidas e foram até uma mesa.

“ Preciso parar de organizar este tipo de eventos antes que minha alma fique corrompida. “ Allan falou num tom casual.

Filipe soltou uma gargalhada depois do comentário do seu sócio.

“ Se não fossem esses eventos não teríamos dinheiro para fazer os outros que tu gostas. Sabes disso.”

“ Eu sei. Mas aquele mundo dá-me calafrios. Alem das mulheres, os negócios conduzidos nesses lugares são tudo menos legais. “

“ Eu sei. Mas alguém tem de fazer os eventos. E mais vale sermos nós e ficarmos com o dinheiro. São apenas negócios Allan. Desde que não saibas os detalhes e nem te metas em sarilhos com nenhum deles , estás a salvo.”

Allan sabia que devia manter-se distante e evitar qualquer envolvimento com aquelas pessoas.

“ Hoje servi uma mulher no bar . Ela parecia não pertencer aquele lugar.”

“ Allan…a regra de ouro. Não te envolvas. Tudo que vês e ouves fica naqueles paredes.”

Ele hesitou por um momento pensando se devia continuar a falar .

“ Tens razão. “ ele falou encerrando o assunto.

Mas a imagem da mulher continuava em sua mente mesmo contra a sua vontade.

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 170-174)

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