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A AMANTE – PAIXÕES IMPOSSÍVEIS (CAPITULO 5 )

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 180-185)

O destino parecia não querer ajuda-lo , pois logo que entrou naquele lugar sentiu seus olhos serem levados na direção da mulher que inundava seus pensamentos dia e noite.

Apesar da aparência mais jovial, ele tinha certeza que era a mesma pessoa. Como um psicopata encostou-se ao bar atento a todos movimentos. Quando a viu levantar -se da mesa , sabia que era a oportunidade perfeita para poder falar com ela. Esperou pacientemente no corredor sabendo que era o único caminho de volta para o bar.

E quando a viu sair, seu corpo reagiu antes da sua mente conseguir pensar em como aborda-la. Ela era ainda mais bonita sem todos os artefactos de beleza que as mulheres colocam no rosto. O pouco que falaram foi suficiente pra ele perceber que ela tinha duas vidas separadas . Mas continuava sem entender porque se submetia a ser a concubina de um homem como Jorge.

Ele quase perdeu a cabeça e esteve a ponto de fazer algo que iria arrepender-se depois. Mas recuou a tempo e afastou-se seguindo seu caminho.

Voltou ao bar e lá ficou , olhando pra mesa onde Patrícia estava com um grupo de jovens da sua faixa etária.

Allan viu ela despedir-se e sair, e segurou-se pra não sair atrás dela. Decidiu esquecer essa loucura e prestar atenção a conversa que decorria do seu lado com as pessoas com que estava.

“ Concordas Allan?” um deles falou chamando sua atenção.

“ Ham… não ouvi a primeira parte. Com o que devo concordar?” ele perguntou confuso.

“ O Allan anda distraído nos últimos dias.” Filipe falou entre risos.

“ Distraído?!! Quem é a sortuda?” o primeiro voltou a perguntar.

Allan não respondeu. Só havia espaço pra uma mulher na sua vida e ela já estava ocupada .

“ A sortuda chama-se Pâmela e até onde sei, esta a quilómetros de distancia.” Filipe falou cortando o assunto.

E teve o efeito desejado, pois ninguém mais tocou no assunto. Falaram de negócios e planos futuros para expansão da empresa.

Dois dos jovens que estavam a mesa com Patrícia aproximaram-se do balcão e a atenção de Allan mudou de foco.

“ Milena não te vai dar o contacto dela. Meu conselho é que nem a peças” um deles falou

“ Se ela recusar sempre posso procura-la no campus. Não deve haver muitas Patrícias no curso de relações públicas.” O outro respondeu ignorando o conselho do seu amigo.

“ Ok. Estas por tua conta. Depois não digas que não avisei. Milena vai matar-te se descobre o que estas a tramar.”

“ Eu só quero conhecer a amiga dela. Que mal tem? “

“ Não sei. Mas Milena é muito protectora quando se trata de Patrícia . E tu sabes.”

A conversa continuou e Allan ouvia atento. Não sabia o que esperava conseguir, mas não conseguia parar.

Quando os dois afastaram-se ele já sabia um pouco mais sobre a vida de Patrícia. Que as duas mulheres eram amigas de infância, que a outra protegia Patrícia com unhas e dentes e até em que universidade e que curso ela frequentava.

Abanou a cabeça tentando sacudir as ideias loucas que passavam pela sua cabeça. Não satisfeito, pagou sua conta e despediu-se dos outros saindo do bar.

Ele começava a questionar sua sanidade mental pela quantidade de vezes que se viu a pensar na Patrícia.

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Após as aulas , Patrícia decidiu caminhar até sua casa para poupar o dinheiro de táxi. Apesar de não lhe faltar nada, ela poupava tudo que podia as escondidas de Jorge. Estar preparada quando a oportunidade de se libertar chegar, era o que movia sua determinação. Mas não andou nem cem metros fora do campus e ouviu alguém chamar por ela. Virou-se e viu um dos amigos de Milena aproximar-se. Esboçou um sorriso quando o reconheceu.

“ Oi. “ ele falou quando parou do seu lado.

“ Oi….desculpa mas esqueci teu nome.” Ela falou embaraçada.

“ Nuno.” Ele respondeu sorrindo.

“ Oh sim, Nuno. Desculpa, não sou muito boa a fixar nomes.”

“ Tudo bem. Posso fazer-te companhia?

A última coisa que precisava era que alguém descobrisse seu endereço . Patrícia abriu a boca pra inventar uma desculpa pro Nuno quando ouviu alguém falar antes dela.

“ Não será necessário. Eu vou leva-la a casa.” Allan respondeu aparecendo atrás dos dois.

Patrícia esboçou um sorriso e se desculpou , seguindo Allan até seu carro. Não sabia se estava feliz ou zangada com a intromissão de Allan.Havia conseguido livrar-se de Nuno , mas não sabia como sair da situação em que se encontrava agora.

Allan abriu a porta de passageiro pra ela. Patrícia hesitou por alguns segundos antes de entrar. Allan deu a volta e entrou no carro. Em pouco tempo estavam na estrada.

“ Andas a seguir-me?” ela falou minutos depois.

“ É assim tão óbvio?” Ele brincou.

“ O que queres?” ela perguntou irritada

“ Honestamente, nem eu sei. Quando saí da cama hoje, este era o último sitio onde esperava estar.

No entanto eis-me aqui.” Ele falou soltando um riso nervoso.

“ Isto não pode acontecer. Se Jorge descobre…” ela não terminou a frase. Só de pensar nas consequências seus pelos arrepiavam.

“ Então é melhor que não descubra. Eu não vou contar , e tu ?”

“ Tu és louco, ou não tens amor a tua vida.” Ela falou abanando a cabeça.

“ Ou as duas coisas. A que horas tens de estar em casa? “

“ Porquê a pergunta?”

“ Queria levar-te a um lugar. “ ele falou sem desviar os olhos da estrada.

Patrícia ficou tentada a aceitar. Mas o seu medo venceu.

“ Já devia la estar” ela mentiu. “ Podes parar aqui. Vou entrar num táxi.”

Allan encostou o carro a berma da estrada mas não destrancou as portas.

“ Porquê? Posso deixar-te a porta de casa. “

“ Não é uma boa ideia. Por favor Allan, deixa-me sair.” Ela implorou.

Allan destrancou a porta e Patrícia saiu do carro como se o assento estivesse em chamas. Allan saiu também e parou a sua frente impedindo-a de continuar seu caminho a pé.

“ Vais desaparecer novamente?” ele perguntou .

“ Peço que não voltes a procurar-me . “

“ Não posso prometer.”

“ Não sei o que esperas conseguir com isso, mas seja o que for não estou interessada.” Patrícia falou sem pestanejar e sem desviar o olhar .

As palavras de Patrícia apanharam-no desprevenido e não conseguiu camuflar a surpresa.

“ Tens certeza? Apenas fiz uma boa acção e devias agradecer-me por ter te ajudado a livrares-te do teu amigo. “

“ Obrigada. É tudo?” ela perguntou irritada.

Sem pensar duas vezes Allan a puxou e beijou ali no meio da rua.

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 180-185)

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