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A AMANTE – PAIXÕES IMPOSSÍVEIS (CAPITULO 7 )

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 189-194)

Quando Jorge ligou a meio da tarde informando que viria leva-la mais tarde pra sair , Patrícia entrou em pânico. Com calma, tentou convencer Jorge a deixa-la em casa , por não estar a sentir-se bem.

Mas logo Jorge a lembrou quem dava as cartas naquela relação.

Depois de ter deixado Allan no meio da rua e ter saído correndo depois do beijo, Patrícia temia cruzar-se com ele esta noite.

A hora marcada Jorge estava a sua porta e em poucos minutos entravam no carro . Chegaram ao local e Patrícia ficou aliviada por ver que não era o mesmo onde havia conhecido Allan. De mãos dadas atravessaram as portas e entraram no grande salão . Jorge fez várias paragens para

cumprimentar e trocar dois dedos de conversa com algumas pessoas. Patrícia fazia a sua parte, em silencio apenas sorrindo ocasionalmente.

Aproximaram-se de outro grupo onde Patrícia viu uma cara conhecida.

“ Jorge, fico feliz que se tenha juntado a nós” Um dos homens falou.

“ Não perderia esta oportunidade por nada” Jorge respondeu entusiasmado.

“ So faltavas tu. Vamos começar?”

Jorge virou-se pra Patrícia e ia falar algo quando a mulher que Patrícia havia reconhecido interrompeu-o.

“ Eu tomo conta dela. Podes ir descansado.”

Jorge franziu a testa , hesitando aceitar a ajuda da mulher.

“ Patrícia, esta é a Cristina. Já sabes as regras, eu volto já.”

Patrícia acenou com a cabeça fazendo perceber que havia entendido.

Os homens afastaram-se, desaparecendo por uma porta.

Patrícia olhava ao seu redor e sua respiração parou quando viu Allan do outro lado da sala. Falava com outro homem e ainda não a tinha visto. Ele estava vestido de forma casual, uma camisa de mangas compridas, mas que estava dobrada até ao cotovelo, calças de caqui que o ajustavam na perfeição.

“ Metade das mulheres nesta sala já tentou sua sorte com ele. Ele despreza mulheres como nós.”

Cristina falou , vendo onde os olhos de Patrícia estavam.

“ Hum…o que? “ ela falou tentando disfarçar.

“ O Allan, é esse o nome do homem que despias com o olhar a poucos minutos.”

“ Eu não…” Patrícia não terminou a frase. Cristina a interrompeu falando por cima da sua voz.

“ Relaxa, eu não direi nada a ninguém. Estamos apenas a conversar.”

Patrícia não disse nada com medo de se comprometer mais. Continuou a olhar ao seu redor ficando de costas voltadas pra onde Allan estava parado.

Cristina mudou de assunto, falando animada sobre as festas e mostrando as pessoas que Patrícia devia se associar se quisesse manter o seu status social.

Quase uma hora se passou e Jorge continuava ausente. Apesar da excelente companhia de Cristina , ela começava a ficar cansada das suas conversas. Felizmente um homem chamou a atenção de Cristina e ela desculpou-se e foi ao encontro dele.

Discretamente, Patrícia virou-se olhando pro lugar onde tinha visto Allan. Mas pra sua decepção ele havia desaparecido.

Devia estar aliviada , mas por alguma razão que ela desconhecia, estava triste. Até ouvir a voz rouca e ofegante de Allan atrás dela.

Se antes ela o achava louco, hoje ela tinha certeza. Allan era louco e perigoso. Duas coisas que a fascinavam tanto quanto a aterrorizavam. Seu coração batia descompassado a cada segundo só de pensar que Jorge os podia apanhar. Teve que ceder e prometer encontrar-se com Allan para que ele fosse embora. Quando ela ia respirar de alivio Cristina estava do seu lado e a olhava sorrindo.

“ Devias ter mais cuidado, querida. Jorge não é o tipo de homem que aceitaria ser traído e deixar passar.”

“ E porquê eu faria tal coisa?” Patrícia perguntou fazendo-se de desentendida.

“ Honestamente, Allan é um homem lindo e atraente. Qualquer mulher perderia a cabeça com um homem como ele seduzindo-a. E eu não sou cega. Ele esta interessado.”

“ Mas eu não.”

“ Que bom que sabes o que é melhor pra ti. Jorge pode dar-te o mundo. Allan é só um pobre coitado que tem que trabalhar duro pra ter alguns trocados. O que ele ganha não pagaria nenhum dos teus vestidos.” Cristina falou num tom de deboche.

Patrícia não teve que responder, pois a conversa teve que ser cortada quando viram Jorge aproximar-se. Sorridente, ele segurou a mão de Patrícia , despedindo-se dos outros.

“ Pensei que fossemos ficar pra festa” Patrícia falou enquanto caminhavam pra saída.

“ Já consegui o que queria e preciso celebrar. E quero celebrar contigo minha flôr, usufruindo cada centímetro desse corpo .”

AS palavras de Jorge a fizeram acordar pra realidade. Ela era propriedade do homem que a levava pelo braço. Allan era apenas uma fantasia.

Quando acordou na segunda-feira, não tinha ânimo nenhum pra sair da cama. Talvez se não fosse a faculdade não teria que fugir do Allan . E ele desistiria desta loucura. Era o sensato a fazer. Mas que graça teria ser sensata?

Estava distraída durante as aulas e olhava pro relógio constantemente. Quando viu a hora marcada aproximar-se Patrícia não conseguia mais manter-se quieta na cadeira. A ansiedade estava a tomar conta dela.

Saiu da aula e caminhou apressada , saindo do campus . Mas apenas deu dois passos e o carro de Allan parava do seu lado.

“ Entra.” Ele gritou la de dentro.

Ela olhou pros lados primeiro e só depois entrou.

“ Estamos a ser irresponsáveis.” Patrícia reclamou.

“ Eu sei. Mas precisava de uns instantes a sós contigo”

“ Pra onde vamos?” Patrícia perguntou logo que o carro pôs-se em movimento .

“ É surpresa” Allan respondeu esboçando um sorriso de orelha a orelha.

A Viagem foi marcada pelo silêncio de ambas as partes. Patrícia arregalou os olhos quando fizeram um desvio para uma estrada de terra. A paisagem era de tirar o fôlego, um campo de girassóis que se estendia por quilómetros ate perder de vista. O carro parou em frente a uma cabana no meio de tantas flores.

“ Que lugar é este?” Ela falou saindo do carro.

“ É de um cliente e amigo meu. Ele cultiva girassóis .” Allan falou estendendo sua mão para ajudar Patrícia a sair do carro em segurança.

Ele abriu uma das portas traseiras e de lá retirou uma cesta. Allan começou a caminhar entre os girassóis e Patrícia o seguiu, tocando com os dedos os girassóis enquanto passava por eles. Pararam quando chegaram num espaço onde havia uma pequena estufa e relva . Allan pousou a cesta na relva e de lá tirou algo que parecia uma toalha de mesa. Estendeu-a no chão e sentou-se convidando Patrícia a juntar-se a ele.

Ela soltou uma gargalhada depois de vê-lo confortável sentado no chão mas juntou-se a ele. Allan retirou bolos , sumos e duas garrafas de agua da cesta colocando sobre a toalha.

Com muito boa disposição os dois partilharam a comida e Patrícia ouviu Allan contar algumas histórias da sua infância.

“ Dá pra ver que tiveste uma infância cheia de aventuras.” Ela falou entre risos.

“ Algumas. E tua, como foi? “ ele perguntou .

O sorriso desapareceu no rosto de Patrícia e Allan reparou que algo não estava bem.

“ Patrícia??!!”

Ela levantou-se e sacudiu as calças. Allan foi pego de surpresa e não conseguia entender a reação de Patrícia a uma pergunta tão inocente.

“ Preciso ir, já se faz tarde.” Ela falou tentando disfarçar suas emoções.

Allan segurou sua mão impedindo-a de afastar-se mais. Aproximou-se acabando com a distancia que os separava.

“ Se não queres falar da tua infância, tudo bem. Mas fica mais um pouco.” Ele sussurrou olhando-a nos olhos.

“ Allan…” ela começou a protestar mas Allan cortou-a

“ Por favor…” ele falou inclinando para a beijar.

“ Allan, tu sabes que não pode haver nada entre nós. “ Patrícia falou mas nem ela conseguia resistir ao magnetismo que os unia.

“ Podemos esquecer o resto do mundo por uns instantes? Esperei demais por este momento.” Allan falou e não deu tempo a Patrícia de responder

No instante seguinte seus lábios tocavam os de Patrícia, num beijo lento mas intenso e voraz.

Patrícia sabia que tudo havia mudado pra sempre em sua vida. Aquele momento , aquele lugar e o homem que a beijava como se sua vida dependesse disso , eram tudo que ela sempre sonhou. E agora? Como continuar a viver no inferno depois de ter experimentando o paraíso?

No documento AMOR OU LOUCURA, TANTO FAZ!! Por Lilly Maxwell (páginas 189-194)

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