III. PANORAMA DE UMA POLÍTICA CIENTÍFICA: A RELAÇÃO ENTRE A TEORIA
6. A comunicabilidade do conhecimento político
O impulso original para se investigar o problema da ideologia surgiu da própria vida política, em seus mais recentes desenvolvimentos. Não constitui uma ciência “forçada”, nascida de sutilezas intelectualistas e minuciosas. Já temos um excesso de tais formulações e seria realmente prejudicial aumentar-lhes o número. Pelo contrário, o estudioso de ideologia está empenhado tão-só em meditar sobre um problema que tem embaraçado muita gente que procura orientar-se na vida cotidiana da sociedade. Este problema consiste essencialmente na inevitável necessidade de compreender-se a si mesmo e ao adversário no seio do processo social.
A esta altura, torna-se indispensável introduzir algumas reflexões referentes às formas exteriores desta ciência, sua comunicabilidade e os requisitos para sua transmissão às gerações vindouras. Do que já tivemos oportunidade de falar, segue-se que, no tocante à sua forma exterior, a parte da ciência política que se compõe do conhecimento fatual concreto não está sujeita às considerações problemáticas que acabamos de mencionar. O que é particularmente problemático na política como ciência, e na política propriamente dita, somente aparece depois de alcançarmos a esfera da vida em que nossos interesses e nossas percepções estão Intimamente interligados, o que faz que os acontecimentos anteriores venham a se apresentar sob uma nova luz.
Foi mostrado que também aqui existem relações passíveis de investigação, mas que, simplesmente por se acharem em fluxo constante, somente podem ser ensinadas levando-se em conta, no caso de cada aspecto a ser comunicado, a posição de observação que faz que estas inter-relações assumam um determinado caráter definido. Cada visão deve ser referida à posição social do observador. Se possível, deveria investigar-se, em cada caso, o motivo por que as relações se apresentam de uma determinada maneira quando encaradas de um dado ponto-de-vista. Nunca será demais insistir em que a equação social nem sempre constitui uma fonte de erro, sendo que, muito frequentemente, faz surgir certas inter- relações que de outra forma não apareceriam. A unilateralidade peculiar a uma posição social é sempre mais evidente ao se a considerar em justaposição a todas as demais. A vida política que engloba, como sempre, pensamentos oriundos de polos opostos modifica-se no decorrer de seu próprio desenvolvimento, ao corrigir os exageros de um ponto-de-vista pelo que é revelado por outro. Em cada situação será, portanto, indispensável existir uma perspectiva total que abarque todos os pontos-de-vista.
O maior perigo para uma representação adequada das relações que nos interessam na esfera política reside, no entanto, na suposição por parte do investigador de uma atitude passiva e contemplativa capaz de destruir as relações efetivas que, como tais, interessam ao homem político. Devemos ter sempre em mente que, por trás de qualquer trabalho científico (por mais impessoal que pareça), existem tipos de mentalidade que influenciam em ampla medida a forma concreta da ciência. Consideremos, por um momento, uma disciplina próxima que lida teoricamente com materiais não-teóricos — a saber, a história da arte. A atitude fundamental desta disciplina constitui uma fusão das atitudes individuais de
connoisseurs, colecionadores, filólogos e historiadores de ideias. As histórias da arte seriam
bem diferentes se fossem escritas por artistas para artistas, ou do ponto-de-vista do espectador. Esta última situação prevalece quase exclusivamente na crítica de arte, em nossos dias.
De modo análogo, o sujeito teórico corre o risco de ser iludido no estudo da política devido a que sua própria atitude contemplativa tende a subordinar sua atitude politicamente ativa, dissimulando as relações fundamentais ao invés de acentuá-las e de traçar-lhes as ramificações. O fato de as ciências serem cultivadas em meios acadêmicos constitui um perigo, pois as atitudes adequadas à compreensão de um setor real da experiência humana são reprimidas na atmosfera contemplativa que predomina nas instituições acadêmicas. Hoje em dia, praticamente aceitamos sem contestação que a ciência começa quando destrói nossa abordagem inicial e a substitui por outra, estranha à experiência vivida. Eis a mais importante razão por que a prática não pode tirar proveito deste tipo de teoria. Isso cria uma tensão entre a teoria e a prática, agravada cada vez mais pelo intelectualismo moderno. Resumindo a principal diferença entre este ponto-de-vista intelectualista e contemplativo e o ponto-de-vista resultante da experiência vivida e aceito no campo da prática, poderíamos dizer que o cientista aborda sempre seus temas com uma tendência ordenadora e esquematizadora, ao passo que o homem prático — em nosso caso o político — busca uma orientação com referência à ação. Uma coisa é procurar uma visão panorâmica esquemàticamente ordenada; outra coisa é buscar uma orientação concreta para a ação. O desejo de uma orientação concreta leva-nos a ver as coisas somente no contexto das situações de vida em que ocorrem. Um sumário esquematicamente ordenado rompe a interconexão orgânica a fim de chegar a um sistema ordenado que, apesar de construído artificialmente, pode, mesmo assim, ser ocasionalmente útil.
Uma ilustração servirá para esclarecer ainda mais esta distinção central entre as atitudes esquematicamente ordenadoras e as ativamente orientadoras. Há três abordagens possíveis às teorias políticas modernas: em primeiro lugar, podem ser apresentadas por meio de uma tipologia desligada dos momentos históricos e das situações sociais concretas a que se referem. Esta tipologia alinha as teorias em uma espécie qualquer de série e, no máximo, procura descobrir algum princípio puramente teórico para diferenciá-las. Esta espécie de tipologia, muito em moda hoje em dia, pode ser chamada uma tipologia “de superfície”, porque constitui uma tentativa de apresentar a multiplicidade da vida em um nível artificialmente uniforme. A única justificação sensata de semelhante esquema é que existem diferentes modos de vida, e seguir um dentre eles não passa de uma questão de escolha. Oferece, naturalmente, um levantamento, mas um levantamento puramente esquemático. De acordo com este esquema, pode-se dar nomes às teorias e afixar-lhe rótulos, obscurecendo, no entanto, suas interconexões reais, uma vez que as teorias originàriamente
não são modos de vida em geral, mas simples ramificações de situações concretas. Uma forma algo mais complexa desta tipologia bidimensional é aquela a que já nos referimos, e que procura descobrir uma base de diferenciação em algum princípio — de preferência um princípio filosófico. Assim, por exemplo, Stahl,43 o primeiro teórico e sistematizador do
sistema partidário alemão, classificou as diferentes tendências políticas de seu tempo em variantes de dois princípios teóricos — o princípio de legitimismo e o princípio de revolução. Sua classificação oferece não apenas um levantamento, mas também uma análise das ideologias partidárias existentes. Reduzindo-as a uma dicotomia filosófica, Stahl, sem dúvida, aprofunda nossa compreensão. O risco de semelhante dedução filosófica está em que confere uma ênfase indevida a um princípio teórico que, claro, está presente no desenvolvimento do século XIX, mas que não é decisivo. Tipologias desta espécie criam a impressão de que o pensamento político representa a formulação de possibilidades puramente teóricas.
O primeiro modo de exposição representa o do colecionador de ideias, e o segundo representa o do sistematizador filosófico. O que em ambos os casos acontece é que as formas de experiência de tipos humanos contemplativos são arbitràriamente impostas à realidade política.
Outro modo de apresentação das teorias políticas é o puramente histórico. Este procedimento, naturalmente, não destaca as teorias do contexto histórico imediato em que se desenvolveram, de modo a justapô-las em um nível abstrato, mas incorre no erro oposto de se apegar em demasia ao histórico. O tipo ideal de historiador se interessa, portanto, pelo complexo singular de causas que explicam estas teorias históricas. Para chegar até elas, introduz todos os antecedentes da história das ideias e vincula as teorias às personalidades singulares de indivíduos criadores. O resultado é que se envolve tanto na unicidade histórica dos acontecimentos que se torna impossível qualquer espécie de conclusões gerais sobre o processo histórico e social. De fato, os historiadores chegaram mesmo a se orgulhar da tese de que não se pode aprender coisa alguma com a história. Se os dois primeiros tipos de apresentação mencionados acima erravam por estarem tão distanciados dos acontecimentos históricos que era impossível achar o caminho de volta das generalizações, dos tipos e sistemas até a história, a abordagem histórica, mencionada por último, se acha tão vinculada aos imediatismos históricos que seus resultados são válidos apenas com relação às situações específicas e concretas de que trata.
Em oposição a estes dois extremos, coloca-se uma terceira possibilidade que consiste em escolher o meio caminho entre, de um lado, a esquematização abstrata e, de outro, o imediatismo histórico. Precisamente em termos deste terceiro caminho é que vive e pensa todo político clarividente, embora nem sempre tenha consciência disto. Este terceiro método procede através da tentativa de compreender as teorias e suas mutações em estreita relação com os grupos coletivos e as situações totais típicas de que surgiram e que expõem. Neste caso, as conexões internas entre o pensamento e a existência social têm de ser reconstruídas. Não é a “consciência em si” que escolhe arbitràriamente dentre várias alternativas possíveis, nem é tampouco o indivíduo que, isolado, constrói uma teoria ad hoc que sirva às necessidades de uma determinada situação isolada; mas, antes, são os grupos sociais que, possuindo um certo tipo de estrutura, formulam teorias correspondentes a seus interesses tais como os percebem em determinadas situações. O resultado é que, para cada situação social específica, são descobertos certos modos de pensar e possibilidades de
orientação. Somente porque estas forças coletivas, estruturalmente condicionadas, continuam a existir além da duração de uma situação histórica isolada, é que perduram as teorias e as possibilidades de orientação. Apenas quando as suas situações estruturais mudam e são substituídas gradativamente por outras é que surge a necessidade de novas teorias e novas orientações.
Somente será capaz de seguir inteligentemente o curso dos acontecimentos quem compreender o arranjo estrutural que é subjacente a uma determinada situação e a um determinado acontecimento históricos, e que os possibilita. Os que, no entanto, nunca transcendem o curso imediato dos acontecimentos históricos, bem como os que se perdem tão completamente em generalidades abstratas que jamais encontram o caminho de volta à vida prática, nunca serão capazes de captar o cambiante significado do processo histórico.
Todo político que opera neste nível de consciência, adequado ao nosso atual estágio de desenvolvimento intelectual, pensa — implícita, se não explicitamente — em termos de situações estruturais. Este tipo de pensamento é o único que dá um significado e uma concretude à ação orientada para um objetivo distante, embora decisões de momento possam basear-se em orientações de momento. Assim, o político está protegido contra generalidades vazias e esquemáticas, conseguindo, ao mesmo tempo, bastante flexibilidade para não se impressionar em demasia com algum fato do passado — tomando-o como modelo inadequado de ações futuras.
O homem de ação, seguro de seus objetivos, jamais indagará como algum líder admirado agiu numa situação passada, mas, antes, como realmente se orientaria na situação presente.
Esta capacidade de se reorientar numa constelação de fatores em contínua reconformação constitui a capacidade essencialmente prática do tipo de espírito que se acha na busca constante de orientação para suas ações. Despertar esta capacidade, mantê-la alerta e torná-la eficiente com relação ao material disponível, eis no que consiste a tarefa específica da educação política.
Nunca se deve permitir que, na exposição de inter-relações políticas, a atitude puramente contemplativa venha a deslocar a necessidade inicial que o homem político tem de uma orientação ativa. Considerando-se o fato de que nosso método educacional se orienta sobretudo no sentido de uma atitude contemplativa e de que na transmissão de nossa matéria tendemos mais para uma visão esquemática de conjunto do que para uma orientação concreta da vida, é imprescindível que, pelo menos, se determine um ponto de partida para os problemas que dizem respeito à educação de gerações futuras no campo da ação e da política.
Não podemos tratar aqui de todas as ramificações do problema. Contentemo-nos em apresentar o princípio estrutural das relações essenciais ligadas ao problema. As formas e os métodos de transmissão da matéria social e psicológica variam com a peculiaridade das bases estruturais em que repousam.44 Uma certa forma de grupo social e uma certa técnica
pedagógica favorecem a formação artística, outras favorecem a formação científica. Entre as várias ciências, o conhecimento matemático requer métodos pedagógicos e relações entre professor e aluno diferentes dos exigidos pela transmissão de matérias culturais. O mesmo se verifica no tocante a questões filosóficas em contraste com questões políticas, etc.
A história e a vida prática mostram uma busca constante, embora inconsciente, de métodos educacionais mais adequados nos diversos campos. A vida é um processo incessante de formação e educação. Usos, costumes e hábitos são formados por processos e em situações inteiramente desconhecidos. As formas de associação mudam continuamente; as relações entre indivíduos, bem como entre indivíduos e grupos, variam a cada momento. Em uma situação encontramos a sugestão; em outra, a participação espontânea; em outra, a simpatia; em outra, ainda, a coação, etc. Não seria possível estabelecer aqui uma tipologia completa das formas de comunicação. Surgem e passam no processo histórico, e somente podem ser entendidas através de seu contexto vivo e de suas mudanças estruturais — nunca, porém, no vácuo.
A título de primeira orientação, apresentamos duas tendências da vida moderna que desempenham um papel importante na formação externa e interna da geração vindoura. Por um lado, existe a tendência, em concordância com o intelectualismo moderno, de homogeneizar e intelectualizar as formas de educação e de propagação do conhecimento. Em oposição a esta, existe o romantismo, que deseja o retorno às formas antigas e mais “originais” de educação.
O significado disto será esclarecido por meio de uma ilustração. Para a transmissão de conhecimentos puramente classificadores, a preleção é o tipo mais adequado de técnica pedagógica. Se o conhecimento tem de ser sistematizado, classificado em tipos ou ordenado, a forma pedagógica mais adequada parece consistir naquela categoria peculiar de subordinação que se evidencia quando se assiste a uma preleção. O “ouvinte”, como mero “ouvinte”, toma “conhecimento” dela. Subjacente à preleção, encontramos o pressuposto — implícito na própria preleção — de que os fatores pessoais puramente subjetivos foram eliminados. Assim, o intelecto age sobre o intelecto em uma atmosfera rarefeita, isolada da situação concreta. Entretanto, visto que a matéria da preleção não se refere a textos sagrados e autoritários, mas com dados públicos e sujeitos à investigação livre e independente, que podem ser conferidos, é possível a discussão depois da preleção. Isto justifica a chamada técnica de seminário. Também aqui a característica essencial está em que os impulsos subjetivos e emocionais, bem como as relações pessoais, são relegados, tanto quanto possível, ao segundo plano, de modo que as possibilidades abstratas sejam consideradas, umas em confronto com as outras, em uma base fatual.
Do ponto-de-vista da matéria estudada, este tipo de associação pedagógica entre o conferencista e os ouvintes e o tipo de comunicação que implica parecem justificar-se no caso das ciências que Alfred Weber45 chamou “civilizacionais”, isto é, as formas de
conhecimento que não se acham sujeitas às influências da concepção do mundo (Weltanschauung) ou dos impulsos volitivos pessoais. É problemático que este tipo de comunicação se aplique às Ciências Culturais e, ainda mais, às que se relacionam com a prática imediata. Está de acordo com o tipo de conhecimento e a tendência inerente no intelectualismo moderno que este modo específico de associação entre professor e aluno e esta forma específica de comunicação viessem a ser estabelecidos como modelos e que se tentasse aplicá-los a outros campos de conhecimento.
As instituições educacionais do escolasticismo medieval e, talvez ainda mais, as universidades da época do absolutismo, cujo principal propósito era a formação de funcionários estatais, serviram de instrumentos na elaboração e na estabilização deste tipo
de instrução. Somente as seitas e os conventículos que não estavam basicamente interessados em um ensino técnico especializado e para os quais o despertar espiritual constituía o pré-requisito para a aquisição de conhecimentos desenvolveram a tradição de outras formas de associação humana nos processos pedagógicos, e cultivaram outras maneiras de transmissão intelectual.
Em nossa época, a insuficiência de um sistema educacional que se restringiu a meramente entregar e comunicar conhecimentos ao estudante, por meio do sistema de preleções que subordina o “ouvinte” ao “conferencista”, tornou-se evidente nos campos que costumamos chamar de “artes”. Também neste campo, a aprendizagem em academias organizadas substituiu a forma mais antiga de associação aluno-professor, cujo protótipo era a oficina (atelier). Todavia, o tipo de associação característico da oficina corresponde melhor ao substrato a ser comunicado do que a formação em academias. A oficina ocasiona uma relação de mútua participação entre o mestre e o aprendiz. Na oficina, nada é sistemàticamente exposto para que o aprendiz “tome conhecimento”. Tudo o que se comunica é mostrado em situações concretas segundo “as oportunidades apareçam”, e não apenas “dito”. O aprendiz e o mestre trabalham juntos, assistindo-se reciprocamente e participando em comum na realização de trabalhos criadores que podem ter-se originado de qualquer um dos dois. A iniciativa é transmitida do professor para o aluno e neste encontra uma resposta. Juntamente com a transmissão da técnica, segue igualmente a transmissão da ideia, do estilo, não por meio da discussão teórica, mas no decorrer de uma elucidação colaborativa, criadora do objetivo que os une. Dessa forma atinge-se a pessoa como um todo, havendo uma diferença profunda entre esta relação humana e o mero “tomar conhecimento” que ocorre no sistema de preleções. Ensina-se não um sistema esquemático, mas sempre uma orientação concreta (no caso do processo artístico, comunica-se um sentimento da forma). Também aqui, as situações análogas se repetem, mas são compreendidas à luz do caráter e da unidade da obra a ser criada de maneira nova.
O impulso romântico levou a um reconhecimento instintivo da superioridade da forma de associação característica da oficina. Ressaltou o grande dano causado às artes plásticas pelas academias; ou, no mínimo, que a arte criadora existia não por causa das academias, mas apesar delas. Qualquer movimento que, de modo análogo, tendesse a conformar a idêntico padrão a pedagogia política ou jornalística era encarado com suspeita. Também neste campo, o intelectualismo encontra uma força compensadora no romantismo. O prestígio desta corrente romântica alcançou, de fato, resultados práticos em alguns ramos como, por exemplo, no dos ofícios manuais — ou, tomando-se uma esfera muito diferente, nas escolas de puericultura e nos jardins de infância. Encontrou aceitação em todas as esferas de vida em que o intelectualismo, devido não a uma necessidade inerente ocasionada por fatos da situação, mas, antes, a um impulso puramente formal de expansão, desalojou a forma colaborativa da relação artesanal inicialmente desenvolvida. Mas a tendência romântica atinge seus limites onde quer que o conhecimento sistemático constitua um requisito indispensável da vida moderna. Quanto mais adiantado o nível de formação e mais complexo o artesanato artístico, tanto mais questionável se torna a utilização de métodos artesanais, muito embora nestes níveis mais altos de atividade inúmeros excessos possam ser atribuídos a uma racionalização exagerada e inútil. (Notamos neste ponto uma analogia