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O problema sociológico da “intelligentsia”

No documento KARL MANNHEIM - Ideologia e Utopia (páginas 115-122)

III. PANORAMA DE UMA POLÍTICA CIENTÍFICA: A RELAÇÃO ENTRE A TEORIA

4. O problema sociológico da “intelligentsia”

A segunda dificuldade que surge no presente estágio do problema consiste no seguinte: como devemos conceber os portadores sociais e políticos de qualquer síntese existente? Que interesse político irá assumir o problema da síntese e quem se empenhará em realizá-la na sociedade?

Assim como em um período anterior iríamos recair em um intelectualismo estático se, ao invés de visarmos uma síntese relativa dinâmica, tivéssemos adotado uma síntese supratemporal e absoluta, da mesma forma corremos neste ponto o risco de perder de vista a natureza interessada, até agora constantemente enfatizada, do pensamento político, e de presumir que a síntese possa vir de uma fonte exterior à arena política. Uma vez reconhecido que o pensamento político está sempre vinculado a uma posição na ordem social, é coerente supor que a tendência a uma síntese total deva estar incorporada na vontade de algum grupo social.

E, com efeito, um rápido relance pela história do pensamento político mostra que os expositores de síntese sempre representaram estratos sociais definidos, sobretudo classes que se sentiam ameaçadas de cima e de baixo e que, por necessidade social, procuram escapar por um caminho intermediário. Mas esta busca de um compromisso assume, desde o princípio, tanto uma forma estática quanto uma forma dinâmica. A posição social do grupo

a que se filiam os portadores da síntese determina amplamente qual destas duas alternativas deverá ser enfatizada.

A forma estática de mediação dos extremos foi tentada, em primeiro lugar, pela burguesia vitoriosa, especialmente no período da monarquia burguesa na França, onde se exprimia no princípio do juste milieu. Este chavão constitui, no entanto, mais uma caricatura de uma verdadeira síntese do que sua solução, que somente pode ser uma solução dinâmica. Assim, tal chavão bem pode servir para mostrar que erros uma solução precisa evitar.

Uma verdadeira síntese não é a média aritmética de todas as diversas aspirações dos grupos existentes na sociedade. Se assim fosse, tenderia apenas a estabilizar o status

quo em benefício dos que acabam de ascender ao poder e que desejam proteger seus ganhos

contra os ataques tanto da “direita” como da “esquerda”. Pelo contrário, uma síntese válida deve-se basear numa posição política que venha a constituir um desenvolvimento progressivo, no sentido de reter e utilizar boa parte das aquisições culturais e energias sociais acumuladas na época anterior. Ao mesmo tempo, a nova ordem deve permear os mais amplos setores da vida social, deve adquirir raízes naturais na sociedade, a fim de colocar em ação o seu poder de transformação. Esta posição requer uma especial vigilância para com a realidade histórica do presente. O “aqui” espacial e o “agora” temporal de cada situação devem ser considerados no sentido histórico e social, e sempre lembrados a fim de, em cada caso, se determinar o que já não é necessário e o que ainda pão é possível.

Tal visão experimental, incessantemente sensível à natureza dinâmica da sociedade e à sua unicidade, não virá provavelmente a ser desenvolvida por uma classe que ocupe uma posição intermédia, mas por um estrato relativamente sem classe, cuja situação na ordem social não seja demasiado firme. O estudo da história, com referência a esta questão, fornecerá uma sugestão bastante fecunda.

Este estrato desamarrado, relativamente sem classe, consiste, para usar a terminologia de Alfred Weber, na “intelligentsia socialmente desvinculada” (freischwebende Intelligenz). Seria impossível, a este respeito, esboçar mesmo o mais esquemático dos resumos do difícil problema sociológico colocado pela existência do intelectual. Mas os problemas de que estamos tratando não poderiam ser formulados adequadamente, e muito menos resolvidos, sem que abordássemos certas questões relativas à posição dos intelectuais. Uma Sociologia orientada apenas para a referência a classes socioeconômicas jamais compreenderá adequadamente este fenômeno. De acordo com esta teoria, os intelectuais constituem uma classe, ou, pelo menos, um apêndice de uma classe. Poderia assim descrever corretamente certos determinantes e componentes desse corpo social desvinculado, mas nunca a qualidade essencial do conjunto. Sem dúvida, ocorre que grande parte de nossos intelectuais provém dos estratos rentistas, cujos rendimentos derivam direta ou indiretamente de aluguéis e juros sobre investimentos. Mas, nesse caso, certos grupos de funcionários e das chamadas profissões liberais seriam igualmente membros da intelligentsia. Entretanto, um exame mais próximo da base social destes estratos mostrará que são menos claramente identificados a uma classe do que aqueles que participam mais diretamente no processo econômico.

A se completar este corte sociológico por uma visão histórica da questão, veremos que se pronuncia uma heterogeneidade ainda maior entre os intelectuais. As mudanças nas relações de classe, ocorridas em épocas diversas, afetam favoravelmente alguns desses

grupos, e desfavoravelmente outros. Em consequência, não se pode sustentar que sejam homogeneamente determinados. Embora sejam por demais diferenciados para que se os considere como uma classe, existe, no entanto, entre todos os grupos de intelectuais, um vínculo sociológico de unificação, ou seja, a educação, que os enlaça de modo surpreendente. A participação em uma herança cultural comum tende progressivamente a suprimir as diferenças de nascimento, status, profissão e riqueza, e a unir os indivíduos instruídos com base na educação recebida.

Em minha opinião, nada poderia ser mais errado do que interpretar mal esta afirmação, sustentando que os laços de classe e de status do indivíduo venham, em virtude disto, a desaparecer completamente. Constitui, entretanto, uma característica peculiar a esta nova base de associação o fato de que preserve a multiplicidade dos elementos componentes em toda a sua variedade, por criar um meio homogêneo dentro do qual as partes em conflito podem aferir suas forças. A educação moderna é, por sua origem, uma luta viva, uma réplica, em pequena escala, dos propósitos e tendências em conflito que se entrechocam na sociedade mais ampla. Consequentemente, o homem instruído é determinado, quanto ao seu horizonte intelectual, de múltiplas maneiras. Essa herança cultural adquirida sujeita-o à influência de tendências opostas na realidade social, enquanto a pessoa cuja orientação face ao todo não se processa em virtude da sua instrução, mas que participa diretamente no processo social de produção, tende simplesmente a absorver a Weltanschauung desse grupo particular e a agir exclusivamente sob a influência das condições impostas por sua situação social imediata.

Um dos fatos mais marcantes da vida moderna é que, nela, diversamente do que acontecia nas culturas precedentes, a atividade intelectual não é exercida de modo exclusivo por um classe social rigidamente definida, como a dos sacerdotes, mas por um estrato social em grande parte desvinculado de qualquer classe social e recrutado em uma área mais extensa da vida social. Este fato sociológico determina essencialmente a singularidade do espírito moderno que, caracteristicamente, não se baseia na autoridade de um clero, não sendo fechado e acabado, mas dinâmico, elástico, em estado de constante fluidez e perpetuamente confrontado com novos problemas. O próprio humanismo já era, em grande parte, a expressão de um estrato mais ou menos socialmente emancipado, e sempre que a nobreza se fazia portadora de cultura rompia em muitos pontos a fixidez de uma mentalidade vinculada a classe. Mas somente depois de chegarmos ao período da ascendência burguesa é que o nível da vida cultural vai-se tornando cada vez mais desligado de uma classe determinada.

A burguesia moderna teve, desde o início, uma dupla raiz social — por um lado, os proprietários de capital; por outro, os indivíduos cujo único capital consistia em sua instrução. Era comum, por isso, falar-se na classe proprietária e instruída, sem que, no entanto, o elemento instruído de forma alguma estivesse ideologicamente de acordo com o elemento proprietário.41

Surge, então, no interior desta sociedade profundamente dividida por cisões de classe um estrato que uma Sociologia orientada exclusivamente em termos de classe dificilmente poderia compreender. Não obstante, a posição social específica deste estrato pode ser adequadamente caracterizada. Apesar de situado entre classes, não forma uma classe média. Claro que não se acha suspenso em um vácuo em que os interesses sociais

não penetrem; pelo contrário, resume em si mesmo todos os interesses que permeiam a vida social. Com o aumento em número e variedade das classes e estratos em que se recrutam os diversos grupos de intelectuais, observam-se maiores multiplicidade e contraste nas tendências que, atuando ao nível intelectual, os ligam uns aos outros. Então, o indivíduo participa mais ou menos da massa de tendências em conflito mútuo.

Enquanto os que participam diretamente no processo de produção — o operário e o empresário — estando vinculados a uma classe e a um ponto-de-vista particulares têm os seus pontos-de-vista e atividades direta e exclusivamente determinados por suas situações sociais específicas, os intelectuais, além de portarem indubitàvelmente a marca de sua afinidade específica de classe, são também determinados, em seus pontos-de-vista, por este meio intelectual que contém todos os pontos-de-vista contraditórios. Esta situação social sempre forneceu a energia potencial que habilitava os intelectuais mais eminentes a desenvolverem a sensibilidade social indispensável para que se tornassem sintonizados com as forças dinamicamente em conflito. Cada ponto-de-vista era constantemente examinado quanto à sua importância para a situação presente. Além disso, exatamente por meio dos vínculos culturais deste grupo, atingiu-se uma apreensão tão profunda da situação total que a tendência a uma síntese dinâmica reaparecia constantemente, apesar das deformações temporárias que ainda teremos de estudar.

Até agora, tem-se quase que exclusivamente enfatizado o aspecto negativo do “desvinculamento” dos intelectuais, sua instabilidade social e o caráter predominantemente calculista de sua mentalidade. Foram, em especial, grupos politicamente extremistas que, exigindo uma declaração definida de simpatias, rotularam este traço de “falta de caráter”. Resta indagar, entretanto, se, na esfera política, a decisão a favor de uma mediação dinâmica não constituirá uma decisão tanto quanto o é a adoção brusca de teorias de ontem ou a ênfase unilateral nas teorias de amanhã.

Duas são as linhas de ação efetivamente adotadas pelos intelectuais desvinculados como saída para esta posição a meio caminho: uma, que corresponde à voluntária filiação a uma ou outra das várias classes antagônicas; outra, o exame de suas próprias raízes sociais e a tentativa de cumprir sua missão de defensores predestinados dos interesses intelectuais do todo.

No que se refere à primeira saída, os intelectuais desvinculados são encontrados em todos os campos no curso da história. Assim, sempre forneceram teóricos aos conservadores que, devido à sua estabilidade social, dificilmente conseguiam alçar-se até a autoconsciência teórica. Forneceram, da mesma forma, teóricos ao proletariado que, devido a suas condições sociais, carecia dos pré-requisitos para a aquisição do conhecimento necessário em face do conflito político moderno. Sua filiação à burguesia liberal já foi discutida.

Esta capacidade de se vincularem a classes a que originalmente não pertenciam era possível aos intelectuais porque eles podiam adaptar-se a qualquer ponto-de-vista e porque eram os únicos em condições de escolher uma filiação, ao passo que os indivíduos imediatamente ligados por filiações de classe somente em raras exceções se mostravam capazes de transcender os limites de sua visto de classe. Esta decisão voluntária de aliar-se às lutas políticas de uma classe determinada unia-os realmente a essa classe durante a luta, mas não os punha a salvo da desconfiança nutrida pelos membros originais da classe. Esta

desconfiança constitui apenas um sintoma do fato sociológico de que a condição de assimilação de intelectuais a uma classe estranha é limitada por suas próprias características psíquicas e sociais peculiares. Sociologicamente, esta peculiaridade de pertencer à

intelligentsia explica o fato de que um proletário que se torne um intelectual costuma mudar

sua personalidade social. Não caberia aqui um estudo minucioso da atitude do intelectual ao deparar com essa desconfiança. Desejamos apenas assinalar que o fanatismo dos intelectuais radicalizados deve ser entendido à luz dessa desconfiança. Indica uma compreensão psíquica pela falta de uma integração mais fundamental em uma classe, bem como a necessidade de superar a própria desconfiança e a dos outros.

Claro que se poderia condenar o rumo tomado pelos intelectuais e as suas infindas oscilações, mas só nos interessa aqui explicar este comportamento através da posição dos intelectuais na estrutura social total. Este abandono e transgressão sociais podem ser encarados como nada mais do que um abuso negativo de uma posição social peculiar. Ao invés de concentrar suas energias nas potencialidades positivas da situação, o indivíduo sucumbe às tentações potenciais da situação. Nada seria mais incorreto do que se basear um juízo sobre a função de um estrato social no comportamento apostático de alguns de seus membros, deixando de ver que a frequente “falta de convicção” dos intelectuais constitui apenas o reverso do fato de que somente eles se acham em condições de ter convicções intelectuais. Em termos de longo prazo, a história pode ser vista como uma série de experimentos de tentativa e erro, em que mesmo os fracassos humanos têm um valor provisório, sendo os intelectuais aqueles que, no seu curso, se viram mais expostos ao fracasso, devido à sua falta de inserção em nossa sociedade. As repetidas tentativas de se identificarem com outras classes, bem como as contínuas recusas destas últimas, devem eventualmente conduzir a uma concepção mais clara, por parte dos intelectuais, do significado e do valor de sua própria posição na ordem social.

A primeira saída para a crise em que os intelectuais se encontram, que é a da filiação direta a classes e partidos, evidencia uma tendência, ainda que inconsciente, a uma síntese dinâmica. A classe que recebia o seu apoio era, em geral, a classe que necessitava de desenvolvimento intelectual. Basicamente, o conflito de intelectuais é que transformava o conflito de interesses em um conflito de ideias. Esta tentativa de alçar o conflito de interesses a um plano espiritual tem dois aspectos: por um lado, significava a glorificação vazia de interesses indisfarçados através das tramas de mentiras tecidas por apologistas; por outro lado, em um sentido mais positivo, significava a introdução de certas exigências intelectuais na política prática. Em consequência de sua colaboração com partidos e classes, os intelectuais puderam deixá-los marcados por este cunho. Se nada mais tivessem a seu crédito, somente isso já teria sido uma significativa contribuição. Sua função consiste em penetrar nas fileiras dos partidos em conflito, de modo a obrigá-los a aceitar suas demandas. Esta atividade, considerada em termos sociológicos, demonstrou, amplamente, em que ponto residem a peculiaridade sociológica e a missão deste estrato social desvinculado.

A segunda saída para o dilema dos intelectuais consiste precisamente em tomar consciência de sua própria posição social e da missão nela implícita. Uma vez feito isto, a filiação ou a oposição políticas serão decididas com base em uma orientação consciente dentro da sociedade e de acordo com as exigências da vida intelectual.

Uma das tendências básicas no mundo contemporâneo é o gradativo despertar da consciência de classe em todas as classes. Assim sendo, segue-se que mesmo os intelectuais atingirão uma consciência — embora não uma consciência de classe — da posição social geral que ocupam e dos problemas e oportunidades que ela envolve. Esta tentativa de compreender o fenômeno sociológico dos intelectuais, e a de, com base nisto, tomar uma atitude face à política, possuem tradições próprias, tanto quanto a tendência de se assimiliar a outros partidos.

Não nos preocupamos aqui em examinar as possibilidades de uma política exclusivamente conveniente a intelectuais. Tal exame provavelmente demonstraria que os intelectuais, no período atual, não poderiam tornar-se politicamente ativos em termos independentes. Em uma época como a nossa, em que os interesses e posições de classe vêm atingindo uma definição cada vez mais acentuada, derivando sua força e direção da ação de massa, dificilmente seria possível uma conduta política que buscasse outros meios de apoio. O que, entretanto, não implica que sua posição particular os impeça de realizar coisas de indispensável significação para o processo social total. Destas, a mais importante seria a descoberta da posição que possibilitasse uma perspectiva total. Desse modo, poderiam desempenhar o papel de vigias no que, de outra forma, seria uma noite impenetrável. Resta saber se seria desejável descartar-se de todas as oportunidades decorrentes desta situação peculiar.

O ponto-de-vista político de um grupo, cuja posição de classe esteja mais ou menos definitivamente fixada, já se encontra por tal posição definido. Quando isso não sucede, como no caso dos intelectuais, existe uma área mais ampla de escolha e uma correspondente necessidade de orientação total e de síntese. Esta última tendência, oriunda da posição dos intelectuais, existe, ainda que a relação entre os vários grupos não conduza à formação de um partido integrado. Analogamente, os intelectuais permanecem capazes de chegar a uma orientação total mesmo depois de ingressarem em um partido. A capacidade de adquirir um ponto-de-vista mais amplo deveria ser considerada meramente um ônus? Não se trataria, pelo contrário, de uma missão? Só aquele que realmente pode escolher é que tem interesse em perceber o conjunto da estrutura social e política. Somente no período de tempo e no estágio de investigação que é dedicado a deliberação é que se poderá encontrar a localização sociológica e lógica do desenvolvimento de uma perspectiva sintética. A elaboração de uma decisão só é verdadeiramente possível sob condições de liberdade baseadas numa possibilidade de escolha que continue a existir, mesmo depois de tomada a decisão. Devemos a possibilidade de interpenetração mútua e compreensão das correntes de pensamento existentes à presença deste estrato médio relativamente desvinculado, que se encontra aberto ao ingresso constante de indivíduos das mais diversas classes e grupos sociais, com todos os pontos-de-vista possíveis. Só nessas condições pode surgir a síntese incessantemente nova e ampla a que nos referimos.

Mesmo o romantismo, devido à sua posição social, já havia incluído em seu programa a exigência de uma mediação ampla e dinâmica (dynamische Vermittlung) de pontos-de-vista conflitantes. Pela natureza do caso, esta exigência conduziu a uma perspectiva conservadora. No entanto, a geração que sucedeu ao romantismo suplantou esta visão conservadora com uma visão revolucionária que estaria mais de acordo com as necessidades da época. O essencial, no momento, é que, somente nessa linha de desenvolvimento, veio a persistir a tentativa de fazer desta mediação uma mediação viva e

de associar as decisões políticas a uma orientação total prévia. Hoje, mais do que nunca, espera-se que este grupo médio dinâmico se esforce por criar um foro, alheio às escolas de partido, que salvaguarde a perspectiva do todo e o interesse pelo todo.

Precisamente a estas tendências latentes é que devemos a nossa atual concepção de que todos os interesses e conhecimentos políticos são necessariamente partidaristas e particulares. Só hoje, quando nos tornamos cônscios de todas as correntes e em condições de compreender todo o processo de surgimento dos interesses políticos e das

Weltanschauungen, à luz de um processo sociológico inteligível, é que percebemos a

possibilidade da política como ciência. É provável que, de acordo com o espírito da época, venham a surgir mais e mais escolas partidárias, e, assim, tanto mais será de se desejar que se crie um foro efetivo, quer nas universidades, quer em instituições especializadas de ensino superior, que sirva à busca desta forma avançada de ciência política. Se as escolas partidárias se dirigem exclusivamente àqueles cujas decisões políticas já foram tomadas de antemão pelos partidos, este outro modo de estudo se voltará para aqueles cujas decisões

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