Rodrigo da Costa Dominguez*
Esse trabalho é resultado de um desejo de investigação acerca do câmbio, da atividade cambista, dos negócios relacionados ao comércio e das finanças em Portugal nos séculos XIV e XV. Desejo esse despertado pela realização de um resumo acerca de um artigo que tratava do assunto, mas relacionado à atividade cambista na Valência medieval (IGUAL LUIS, 2000, p. 105-138), trabalho esse desenvolvido para a disciplina “Sociedades Urbanas”, no âmbito do Curso Integrado de Estudos Pós-Graduados em História Medieval e do Renascimento. A idéia deste ensaio é analisar brevemente alguma bibliografia e documentação existente sobre esse tema, em função da grande dificuldade da busca por fontes, e levantar questionamentos com base nessa mesma documentação, percebendo os pormenores da dificuldade de se trabalhar com as mesmas e, numa perspectiva mais modesta, tentar facilitar ou contribuir para os estudos que se seguirão nessa mesma área afim.
A proposta de trabalho para uma possível tese é, nas palavras do medievalista belga Henri Pirenne, uma pequena tentativa na área da “História social do capitalismo”; é propor uma ilustração do homem de negócios em Portugal, em especial no Porto e em Lisboa, e tirar conclusões acerca do seu
modus vivendi e das consequências e relações de suas atividades para com
a economia portuguesa, assim como lançar questionamentos futuros acerca do tema e das eventuais relações causa-efeito nos grandes descobrimentos e demais fatos políticos portugueses no transcorrer do período.
Em termos de metodologia e definições para a organização do estudo, optou-se por definir Lisboa e o Porto como base para a investigação, uma vez que são centros urbanos de grande destaque em Portugal à época tratada (MARQUES, 1987, p. 150; MARQUES, 1959, p. 100), assim como centros comerciais de grande relevância, onde a circulação monetária seria muito provavelmente maior, em função de serem os dois grandes portos internacionais de Portugal, sem deixar de considerar o fato de os dois sítios em questão possuírem, em funcionamento, durante muito tempo, casas para a confecção dos numerários lusos – a Casa da Moeda –, assim como no
domínio português em Ceuta, em território magrebino.
A periodização escolhida para se fazer este estudo, em princípio, seriam os séculos XIII, XIV e XV, de acordo com a proposta original. Mas, analisando a situação e as fontes que se apresentam, decidiu-se por fazer um “recorte” um pouco menor, tratando somente dos períodos trecentista (fins do século, após a ascensão de D.João I ao trono português) e quatrocentista, até o fim do reinado de D. Duarte, em 1438.
Por volta de 1385, já sob os auspícios da Dinastia de Avis, enfrentava- se um período de séria crise monetária em Portugal, em função da grave desvalorização do numerário luso. Várias moedas foram criadas para, primeiramente, fazer os pagamentos aos funcionários reais e de demais despesas do reino e, também, num segundo momento, para financiar as expedições marítimas, em particular a conquista de Ceuta, em 1415.
Sabe-se que, neste momento, a “quebra” da moeda foi efetuada várias vezes, no intuito de produzir riqueza, ainda que de maneira artificial, para tentar solucionar o problema da captação de recursos para tal finalidade e para financiar as guerras com Castela. Neste sentido não se torna nenhum absurdo afirmar que há relação entre as quebras de moeda e as finanças públicas (GODINHO, 1963, p. 121-122).
Em contrapartida, o mesmo período é também visto como uma época de recuperação econômica de Portugal, solidificando as bases do período expansionista luso, com o incremento do comério português. Citando uma das estudiosas do tema, “…todos nós sabemos e a documentação o comprova,
que D. João I incrementou não só o comércio interno mas também o externo.” (TAVARES, 1974, p. 32). As relações comerciais eram das mais
variadas e com parceiros muitos, desde a compra de produtos com a região de Flandres, Inglaterra, França, Castela e outros (MARQUES, 1987, p.152-153) até as negociações com a região hanseática (MARQUES, 1959, p.103-104).
Visto isso, percebe-se forte movimentação financeira no Portugal do 1300 e do 1400, às vésperas do processo de expansão ultramarina. Com essa considerável circulação de riqueza e, consequentemente, de vários tipos de numerários, assim como uma boa movimentação de mercadorias, com grandes fluxos de comércio, polarizados substancialmente em Lisboa e no Porto, cria-se o cenário ideal para a atividade cambista em território luso, além de condições altamente favoráveis para o início do processo das grandes descobertas.
A grande questão a ser levantada e tese a ser defendida, diante deste ponto de visa, é de estabelecer uma conexão: estaria a atividade cambista e de usureiro ligada à atividade mercantil? Seria possível a existência do mercador-banqueiro? Há autores que já utilizam este mesmo termo, como o Professor John Day. No entanto, neste sentido, existem várias questões por analisar. Verifica-se, mediante algumas pesquisas feitas e algumas leituras desenvolvidas, que realmente pode haver esta conexão, esta “comunhão” de interesses entre as atividades (FOURQUIN, 1997, p. 276; GUREVIC, 1989, p. 168), o que abre algumas perspectivas para que o mesmo possa ter acontecido em Portugal. Pelo menos, no que diz respeito à atividade de
prestamista, sabe-se da existência de italianos em Lisboa, no século XIV, exercendo o ofício (MARQUES, 1959, p. 206).
Neste momento de crise, no transcorrer dos séculos XIV e XV, a situação financeira, à grosso modo, é caótica não somente em território português como em toda a Europa Ocidental. Diante deste ponto de vista, para o senhorio, em função de uma completa falta de “liquidez” de seus rendimentos, o destino havia lhes pregado uma peça. A peste negra atacava sem piedade os campos e núcleos urbanos e ceifava grande parte das vidas dos trabalhadores, fazendo com que o preço da mão-de-obra ficasse mais caro. Sua situação era crítica, sem lhes permitir qualquer tipo de socorro entre os pares, com o declínio das respectivas rendas (FOURQUIN, 1997, p. 348).
A falta de metais preciosos, assim como as constantes quebras de moeda e o processo de “entesouramento” do pouco de moeda circulante, a qual nestas alturas é, em boa parte, vinda de fora, formam um cenário completamente negro no que diz respeito à questão do crédito. Partindo destes pressupostos, a figura do mercador seria, talvez, a única que disporia de uma situação favorável de fácil liquidez para gerar recursos, os quais poderiam ser aproveitados em atividades financeiras de empréstimos, trocas de moedas e demais atividades afins diretamente relacionadas. Poderia tal atividade ser desenvolvida por artesãos? Talvez, dependendo do tipo de ofício desempenhado e da relação “custo-benefício” envolvida em sua ocupação (MARQUES, 1987, p. 118-119).
De acordo com o argumento citado acima, os mercadores também não teriam tal possibilidade, pois também teriam despesas a que fazer frente. Entretando, no caso dos mesteirais, estamos tratando ainda de uma produção artesanal, que em alguns casos apenas rendia o suficiente para a subsistência. No caso dos mercadores, a quantidade, a organização e a complexidade da rede que interliga estes, somada ao fato de que em muitos casos trata-se de “quantidades favoráveis”, ou seja, o transporte de grandes quantidades minimiza os custos, isto poderia proporcionar um cenário favorável à acumulação de capital para os mercadores, de modo que estes poderiam, em algum momento, ter a oportunidade de acumular capitais e, porventura, vir a conceder empréstimo ou qualquer outra forma de crédito, quando e como achassem por bem o fazer.
Entretanto, faz-se necessário algumas considerações: sob este ponto de vista, há que se fazer a distinção entre o “pequeno” e o “grande” (IGUAL LUIS, 2000, p. 105-106), ou seja: o mesmo que efetua empréstimos para as pessoas sob circunstâncias que poderíamos considerar como de “dia-a- dia” – comida, vestuário, necessidades básicas –, certamente não deve ser o mesmo que emprestava grandes somas aos monarcas (GARCÍA MARSILLA, 2002, p. 47-48), concedendo altas somas para dotes de casamentos, constituição de exércitos, efetuação de negócios entre reinos, dentre outras atividades.
Por mais elementar que possa parecer, há vários aspectos a se considerar quando tratamos desta questão da atividade creditícia. Outro ítem ainda por se considerar é o empréstimo “rural”, concedido ao camponês, e
todas as suas nuances – a negociação antecipada de colheitas, quitações de dívidas – e o “urbano”, o qual abrangeria as atividades mercantis, artesanais e demais situações de pequeno porte, fossem elas pessoais ou não.
No que diz respeito aos cambistas propriamente ditos, em boa parte seriam eles, na prática, pessoas vindas de famílias de mercadores que obtiveram êxito na função (cf. RAU, 1956) e que agora deixam de lado a sua ocupação inicial (o comércio) e passam a se ocupar de “tarefas bancárias”, que pela sua própria natureza outorgavam-lhes uma certa capacidade de controle sobre o mundo urbano.
Existiam uma série de procedimentos acerca da profissão de cambista. Sabia-se, por exemplo que, com relação aos metais, existiam limitações sobre a forma de sua circulação. Havia, também, dificuldades em possuir e negociar com todas as espécies de moedas e metais, pela quantidade de numerário em circulação (MARQUES, 1980, p. 215-216); outro aspecto de suma importância é o processo de formação do mercador-banqueiro. Tem-se notícia de vários “manuais de conduta” para melhor formar aquele que desejava seguir caminho na profissão. Há registros de alguns autores acerca destes procedimentos de “formação” (DAY, 1994, p. 194-195; CASADO ALONSO, 2003, p. 75; GUREVIC, 1989, p. 166-167).
Há alguns bons indícios de que a atividade existiu em território português, assim como de que eram pessoas distintas, não só no aspecto financeiro, mas também em termos de diferenciação no meio social medieval. O simples manuseio e o dia-a-dia com metais e moedas certamente faziam da figura do cambista uma figura importante, de destaque ou, ao menos, não igual aos demais.
No tocante ao regimento da função, conseguimos alguns indícios mediante a procura no Livro das Posturas Antigas de Lisboa, editado pela Câmara Municipal de Lisboa no ano de 1974, com coletâneas de legislações antigas referentes a vários ítens, dentre eles, o de caynbador, registrado pelas Pusturas das fianças, de 6 de maio de 1340 (C.M.L, 1974, p. 138- 139). Este pequeno indício trata das taxas pagas para o estabelecimento do negócio na cidade, ou seja, na prática, era uma “taxa de matrícula”, uma caução. Além desta fonte, a ser trabalhados ainda existem as atas de vereação – as chamadas “vereações” – da Câmara Municipal do Porto, os documentos do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, assim como as chancelarias régias e as crônicas dos reinados, elaboradas por Fernão Lopes e Rui de Pina, cronistas-régios nos reinados de D. Pedro I, D. Fernando, D. João I e D. Duarte, respectivamente, além de coletâneas de documentos nas obras “Descobrimentos Portugueses” e “Monumenta Henricina”.
O cotidiano dos mercadores-banqueiros e dos cambistas é algo mais complexo. Onde haveriam de se estabelecer? Ao que tudo indica, há fortes possibilidades de a Rua Nova dos Mercadores ter exercido este papel acolhedor, rua essa destruída pelo Grande Terremoto de 1755, no caso específico de Lisboa (CASADO ALONSO, 2003, p. 124). Até agora, não há como se pronunciar acerca da existência dos taulas de canvi (IGUAL LUÍS, 2000, p. 106) em território português. Seria a vida destes mais
confortável perante o restante da população? Neste sentido, muito provavelmente. As somas comportadas, tanto em empréstimos como em lucros, não nos fazem pensar o contrário. Sua estrutura familiar como seria? Tudo leva a crer que seria algo interessante de se questionar, dada a grande quantidade de negociantes que transmitem as funções para os filhos, preparando-os desde cedo para tal (GUREVIC, 1989, p. 178-179). Família esta que, normalmente, era a primeira opção de busca por “socorro financeiro”, por solidariedade (GARCÌA MARSILLA, 2002, p. 51-52). Os lucros obtidos gerariam algum tipo de conflito social? Provavelmente sim. As altas taxas cobradas pelos prestamistas eram um grande motivador de tensões em demasia. Neste sentido, os italianos, em especial os genoveses, não gozavam de grande estima por parte dos populares e até mesmo dos poderes maiores (DAY, 1994, p. 241; GUREVIC, 1989, p. 169-170 e 176). Certamente há muito mais o que se questionar, dadas as múltiplas possibilidades de abordagem.
O papel da Igreja neste contexto é também de suma importância, tendo em vista as limitações acerca da prática da usura e do lucro exacerbado, o que não impediu o desenvolvimento desta atividade (FOURQUIN, 1997, p. 282- 283), assim como também há registro de alguns membros do próprio clero também chegarem a se arriscar neste campo (BRAUDEL, 1992, p. 36). Além do aspecto do desempenhar das funções, há que se ressaltar o conflito pelo qual a cristandade passa neste momento. Sabe-se que o mercado e o desenvolvimento dos negócios, tanto do comércio quanto do câmbio, são algo intrínseco de uma sociedade ocidental que começa a caminhar de maneira mais intensa na trilha do capitalismo. As doutrinas canónicas neste sentido flexibilizavam-se de modo a buscar uma rápida adaptação à nova realidade que surge no alvorecer dos tempos modernos (FOURQUIN, 1997, p. 282-283).
A relação com os poderes centrais é também de vital importância para o desenvolvimento desta ocupação. Sob este prisma, há de se considerar a necessidade de uma boa relação entre o monarca e a classe mercantil- banqueira. No caso de D. João I, esta relação é intensa, dada a sua origem, apesar das várias intervenções régias no câmbio e na reordenação financeira. Soma-se a isto a necessidade real em casos de guerras e conflitos. A coroa tem como possibilidade a quebra do numerário para fazer face às despesas nestas situações. Entretanto, isto afeta a boa relação entre as partes. Havia que se considerar outras possibilidades: trazer esta nova classe para o seio da corte, de modo a poder contar com os seus préstimos em termos pessoais e monetários (GUREVIC, 1989, p. 177; DAY, 1994, p. 204). Em alguns casos, a concessão de privilégios pode, necessariamente, estar relacionada com a área de atividade comercial daquele que concede o préstimo, até mesmo porque não fazia sentido que fosse de outra forma, pois assim teria a possibilidade da expansão dos lucros e, consequentemente, a liquidez de seus proventos, ou seja, sua capacidade de concessão de empréstimos torna-se-ía ainda maior.
Um outro aspecto a ser analisado é a origem daqueles que exerciam a função não só de mercador como também de prestamista e usureiro. É
sabido, e já mencionado anteriormente, da questão religiosa. Apesar das tentativas de adaptação, a Igreja ainda tinha vozes contrárias ao lucro e àqueles que insistiam em desempenhar tais funções (GUREVIC, 1989, p. 168). Neste sentido, abre-se as portas aos judeus. À esta comunidade é devida boa parte do processo de desenvolvimento das atividades financeiras e comerciais. Sua relação com as questões monetárias e de negócios é, juntamente com os italianos, uma relação de intensa dedicação (BRAUDEL, 1992, p. 130-135). Entretanto, é necessário desconstruir o mito do usureiro unica e exclusivamente judeu, dada a oferta de outras possibilidades (FOURQUIN, 1997, p. 275; DAY, 1994, p. 203-204; CARRASCO PEREZ, 2000, p. 404).
Diante deste grande panorama, as muitas e intermináveis questões intrínsecas da função e do cotidiano deste “mecanismo” de tamanha importância para o desenvolvimento do comércio e, em grande parte, para o desenvolvimento dos centros urbanos, são algo que ficará para se tentar responder no estudo maior que se seguirá (a dissertação de mestrado propriamente dita). Não se tem certeza se conseguiremos, mas tentaremos da melhor maneira possível senão responder, ao menos fornecer pistas e alguma base para que aqueles que vierem em seguida possam prosseguir esses estudos e continuar o fazer da história econômica portuguesa, que é um campo enorme e altamente convidativo a ser desbravado, seja pelos próprios portugueses como por qualquer outra pessoa.
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CASA DO ALONSO, Hilario. El Triunfo de Mercurio: La Presencia Castellana en
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GODINHO, Vitorino Magalhães. Os Descobrimentos e a Economia Mundial. Lisboa: Arcádia, 1963. V. I.
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RAU, Virgínia. Uma família de mercadores italianos em Portugal no Século XV: os Lomellini. Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, t. XXII, 2ª série, n. 2, Lisboa, 1956.
TAVARES, Maria José Pimenta Ferro. Estudos de História Monetária Portuguesa
Priscila Gonsalez Falci∗∗∗∗∗
Introdução
N
este artigo, apresentaremos as conclusões parciais de parte da pesquisa individual1 com a análise do relato da vida de Santa Eugênia, retiradoda Legenda Áurea. Nossa pesquisa foi construída a partir da reflexão teórica relacionada à perspectiva de História de Gênero e de leituras de obras a cerca da santidade, hagiografias e Ordens Mendicantes, encaminhadas durante o desenvolvimento do subprojeto2 responsável pelo levantamento e inventário
dos dados a respeito das hagiografias produzidas entre os séculos XI e XIII, do qual sou uma das pesquisadoras.
Neste sentido, escolhemos a Legenda Áurea, elaborada entre 1253 e 1270, de cujos objetivos podemos destacar: destinava-se às leituras litúrgicas nos conventos dominicanos, às leituras particulares como obra de edificação e como “fonte” de consulta para o preparo dos irmãos pregadores. Seu compilador foi Tiago de Vorágine, nascido na cidade de Varazze em 1226, que ingressou na Ordem Dominicana com, aproximadamente, dezoito anos.
Partindo destas reflexões, nossa pesquisa começou com a leitura exploratória de toda obra, sendo registradas as informações de interesse. Com base nestes dados, retornamos a algumas vitae da Legenda Áurea, para releitura e seleção mais apurada. No fim, escolhemos dois santos, Santo Ambrósio (p.355/364) e Santa Eugênia (p.763/766), que foram analisados a partir da montagem de dois quadros de leituras, com informações mais detalhadas e diretamente relacionadas à pesquisa. Durante estes processos, formulamos as questões centrais de nossa pesquisa: compreender como são realizadas as construções de gênero nestas narrativas e quais as relações destas com a construção da santidade.
Essa é a proposta norteadora de nossa comunicação, centralizada nas construções de identidade de gênero feitas no relato de Santa Eugênia e possíveis relações com a construção de sua santidade.
Pressupostos teóricos
Inicialmente, é fundamental esclarecermos nossa postura em relação à pesquisa histórica, estabelecendo nossos pressupostos teóricos e o conceito