Acuidade visual significa o grau de detalhe que o olho pode discernir em uma finagem.
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metodo usual para expressao da acuidade visual 6 o de comparar a visao da pessoa que esta sendo testada corn a via() de uma pessoa normal. Se, a distancia de 6,1 metros (vinte pes), ela mal consegue identificar letras corn dime saes que, igualmente, uma pessoa normal mg come, gue discernir, diz-se que ele tern visao 20/20, que 6 a normal. Se as letras para serem identificadas precisam ter as dimensOes que a pessoa normal pode ver a 12,2 metros (40 p6s), diz-se que sua visao 6 20/40 ou, em outras palavras, metade da normal. Se mal conse gue identificar letras, a distancia de 6,1 metros que a pessoa normal discerne a 30,5 metros (100 p6s), sua visao 6 20/100, ou, em outras palavras, urn quinto da normal. Ocasionalmente, a pessoa pode apresentar visao melhor do que a normal, de modo que consegue ler a 6,1 metros o que uma pessoa normal sO consegue a 4,6 metros (15 p6s) e , nesse caso, diz-se que sua visao 6 20/15.Importancia da F6vea para uma Boa Acuidade Visual. Uma pessoa, normgmente, tern visao bern
detalhada apenas na area central de seu campo visual. A razffo disso 6 que a pequena area central da retina,
corn cerca de 0,5 mm de diametro, chamada de fdvea, 6 especialmente adaptada para uma alta acuidade vi- sual. 1\15b existem bastonetes na fovea e os cones
Objeto de tamanho e
distancia conhecidos Objeto desconhecido
0 0 LHO
dessa area tem diametro substancialmente menor do que os das regiOes perifdricas da retina, de modo que pontos muitos pequenos da imagem visual podem ser detectados. Tambem, as fibras nervosas e os vasos san-
giffneos sao deslocados para urn lado, de modo que a luz pode passar diretamente para as camadas mais profundas da retina, onde ficam situados os cones. Finalmente e, de forma especial, muito importante, cada um dos cones dessa regiao esta conectado, por meio de via quase direta, corn o cerebro, urn cone com uma fibra do nervo Optico, de modo que os im- pulsOs'de urn cone nab sao.misturados com os impul-
sos de outros cones.
191
1. Tamanho da imagem
2. Estereopsia
Figura 14-15.0 mecanismo para percepcffo de distancia (ou de profundidade).
Percepcao de Profundidade
Os olhos determinam a distancia de um objeto por dois meios' principais. Sao, primeiro, pelo tamanho da ent.'sobre . a retina e, segundo, pelo fenOmeno da gstereopsia.. Para a determinago da distancia do bjeto pelo`.tamanho da imagem, a pessoa precisa ter o experiencia previa corn o objeto e conhecer suas adetra§ dimensOes. Por exemplo, a experiencia via corn outra pessoa faz corn que nos lembremos e,;que :sua estatura esta entre 1,52 metro (5 pes) e 1,83 metro (6 pes). Portanto, usando-se apenas urn ollto pocle-se determinar, corn precisab relativa, a dis- dncia que esta uma pessoa pelo tamanho de sua
agem sobre nossa retina. Se esta perto, sua imagem grander se esta longe, sua imagem 6 pequena.
0 segundo rneio para a deterrninacao da distancia
a que eStd um objeto, a estereopsia , depende de pe- quenas diferencas entre as formas e as posicOes das'
imagers.:de mesmo objeto sobre as retinas dos dois elhOs. Esse efeito, mostrado na Fig. 1445, ocor- re . que os dois olhos ficam separados por al guns centimetros. Nessa figura, os dois olhos estao observaiido uma bola situada prOxima aos olhos e uma caixa distante. No olho esquerdo, a imagem da cam fica a direita da imagem da bola mas, no olho direito; a imagem. da caixa fica a esquerda da imagem da bola. Em outras palavras, as imagens dos dois objetos sao verdadeiramente invertidas na retina, em fungo dos ingulos com que sao vistos pelos dois olhos, e o cerebra interpreta suas distancias relativas em fungo do grau de sua inversab. Obviamente, esse 6 urn exemplo extremo, mas mesmo quando se esta olhando para urn unico objeto, as imagens dos dois olhos sao ligeiramente diferentes. Em particular, deve ser notado que esse mecanismo apenas interpreta as
distdncias relatives dos objetos e nab as distancias ver- dadeiras. Entretanto, se a distancia real a que esta urn objeto d conhecida, a do segundo objeto tambem o sera. Para consideragOes praticas, a pessoa sempre tern suas maos ou outras partes de seu corpo para usar como objetos a distancia conhecida, que podem ser usados como referencia para a determinacao da dis-
tancia a que estao objetos desconhecidos.
CONTROLE NEURAL DOS MOVIMENTOS OCULARES
Se os olhos devem funcionar satisfatoriamente como camaras fotograficas, suas linhas de mirada devem ser adequadamente direcionadas de modo .que a parte mais importante da imagem caia sobre a f6vea, que a area retiniana onde a visa° apresenta maior acuida- de. Alem disso, o sistema de lentes do olho deve ser focalizado para a distancia a que esta o objeto, e a pu pila do olho deve estar dilatada ou contraida em proporgo a quantidade existente de luz, o que favo- rece a adaptacao ao claro e ao escuro. Pode ser visto que, entao, os diferentes grupos de milsculos devem ser controlados, corn muita precisab para que possa ser atingida a maxima eficacia visual.
Posicionamento dos Olhos
Cada olho d posicionado por tres grupos, distintos de masculos, mostrados na Fig. 14-16. Urn desses pares de milsculos esta inserido nas partes superior e infe- rior do globo ocular, movendo-o para cima ou para baixo; urn segundo par esta inserido, de forma hori- zontal, nos dois lados do globo ocular, movendo-o para a esquerda ou para a direita; e o terceiro par esta inserido em tomb do globo ocular, de modo a poder gird-lo em qualquer sentido.
Para o controle dos movimentos oculares, as areas associativas visuais do cOrtex Optic() devem determi- nar, primeiro, se os olhos estao dirigidos para o obje- to; se nab estao, os impulsos sao transmitidos para os
ndcleos oculomotores no tronco cerebral, a fim de fazer com que os olhos sejam voltados para a dirego adequada. As areas associativas visuais tarnbem deter- minam se os dois olhos estao recebendo a mesma ima
gem sobre as porcOes correspondentes das duas reti- nas — isto d, se as duas imagens estao fundidas. Se nab estao, urn dos olhos ou as dois olhos sac) movidos — para cima ou para baixo, para a esquerda ou para a di-
Reto N. I V lateral Fasciculo longitudinal medial Obliguo inferior -Obliguo superior --Reto inferior Estrabismo
de rotacao Estrabismovertical Estrabismo
horizontal •
•
. Reto superior
Figura 14-16. Os nuisculos extra-oculares.
usculo ciliar Ligamentos suspens6rios Cristalino
Controle da Pupila
A pupila ocular 6' urn oriffcio redondo da Iris, por onde a luz passa para o interior do olho. A iris pode contrair ate que a pupila tenha diSrnetro igual ou menor que 1,5 mm, ou relaxar ate que atinja 8 a 9 mm. A constricgo pupilar 6 causada por contrago do esfincter pupilar, urn rndsculo circular da tHs, que
Figura 14-17.
cao) do olho.
0 mecanismo de focalizacdo (ou de acomoda-
EsclerOtica
cjou rneos-°
CorOide clerOtica suspensOriosLigamentos circularesFibras Fibras meridionais
192 OS SISTEMAS SENSOR IAIS ESPECIAIS
meridionais estendem-se desde as extremidades dos ligamentos suspensOrios para a frente, ate a junc,so esclerocomeana; quando contraem, essas fibras puxam os ligamentos suspensOrios para a frente, o que os afrouxa. Isso permite que o cristalino eldstico que estava achatado fique mais espessado, o que au- menta sua curvatura, aumentando seu poder de foca- lizacffo. As fibras circulares estifo dispostas em tomo do cristalino. Quando contrafdas, atuam como es- fincter, delimitando cfrculo progressivamente menor, o que, de outra maneira, afrouxa os ligamentos sus- pens6rios, tornando o cristalino ainda mais convexo, desenvolvendo poder de focalizago ainda maior.
A focalizacaO, como o posicionamento dos olhos,
d realizada por meio de sinais originados nas, areas
associativas visuais. Quando a imagem na retina estd fora de foco, o embacamento da imagem desenca- deia as reacOes adequadas para que ocorra modifi- cacao da tensao no mrlsculo ciliar. Conforme me- lhora o foco, ocorre urn moment° em que a imagem 6 vista corn a melhor acuidade. Nesse ponto, o meca- nismo "se amarra" e permanece inalterado ate que ocorra nova variago na distancia do objeto que 6 observado. Nesse caso, o mecanismo de focalizacaO passa para novo valor do foco em cerca de meio segundo.
reita, ou rotados —, de modo que a imagem sera fun- dida. Esses pequenos ajustes da posigifo dos olhos sato tab importantes para a visE° que quase a mesma ex- tend° das areas associativas visuais no c6rebro que tern como funcab a interpretago do significado dos sinais visuais estd relacionada aos movimentos ocula- res. Quando os olhos nffo fundem, o resultado 6 o es- trabismo, como mostrado na parte inferior da Fig. 14-16.
Focalizacab dos Olhos
Os olhos sao focalizados para a vido nitida pela mo- dificagffo da curvatura do cristalino, conforme 6 alte- rada a posicab do objeto que estd sendo focalizado. Isso d realizado pelo seguinte mecanismo neuro- muscular.
A Fig. 14-17 mostra o cristalino de um olho,.sus- penso das paredes do globo ocular por meio dos liga- mentos suspensOrios , em rnimero em torn de 70.
0 cristalino de uma pessoa jovem. 6 uma estrutura eldstica, envolta em envelope transparente, e corn c6lulas viscosas transparentes em seu interior. Quando os ligamentos ndO estao tracionando o cristalino, essa estrutura assume posicao esferica, mas quando os liga- mentos a tracionam, ela fica achatada. Usualmente, estd sob tracffo dos ligamentos e sua forma 6 acha- tada.
Um mfisculo liso, o mtisculo ciliar, estd fixado aos
ligamentos suspens6rios, onde se prendem a parede do globo ocular. Esse mrisculo 6 formado por fibras meridionais (radiais) e por fibras circulares. As fibras
0 OLHO
cerca o oriffcio pupilar, controlado pelos nervos pa- rassimpaticos para os olhos. A dilatago da pupila 6 causada pelo relaxamento do esffncter e pela contra- cab de fibras musculares radials .que se estendem
desde a borda da pupila a margem externa da Iris; esse mtisculo 6 controlado pelos nervos simpaticos para os olhos.
Tendo em vista que a quantidade de luz que pene- tra no olho B proporcional a area da pupila e nao a seu diametro, a quantidade de luz que entra no olho varia em funcao do quadrado do diametro, e pode ser feita variar entre dois extremos de variago de 30 vezes. Isso representa urn mecanismo para a adapta- go ao claro e ao escuro, adicional ao mecanismo re- tiniano para essas mesmas funcOes. As variacaes do diametro pupilar podern ocorrer em menos de um se- gundo, o que contrasta corn o mecanismo` retiniano
e adaPtacan, que necessita de vdriOs Minutos.
tamanho da pupila
e
regulado pelo reflexofotomotor. Quando a retinae estimulada por luz,
alguns dos impulsos do nervo dptiCo, ao inves de pas- sarem .at6 o cortex visual, abandonam o feixe Opti co;!como 6 mostrado na Fig. 14-12,, a passarn Para os
nacleos pre-tectais do tronco 'cerebral. Desse ponto, os sinais sao transmitidos para, os nucleos ocidomo-
torOS do tronco cerebral, que controlam os musculos dos olhos, e, fmalmente, atingem a iris. Quando a intensidade luminosa que atinge os olhos 6 forte, o tamanho do oriffeio pupilar aumentando y410 essa intensidade diminui.
:reflexOfotomotor esta; corn multa frequencia, ausente nos pacientes corn sffilis nervosa, pois essa doetia tem preferericia especial para a destruigo dos
icleos tectais e de sum conexCes. TEMAS PARA ESTUDO
Descreva o sistema Optico do olho e a formagab de ima- gens sobre a retina.
O que é que causa a hipermetropia, a miopia e o as- tigmatismo?
Descreva a estrutura de um bastonete.
Descreva o Ciclo da rodopsina e sua relagffo corn a via°. Explique a adaptagEo ao clam e ao escuro.
Descrevap mecanismo para a via.° de cores.
193 7. Descreva as conexdes neuronais da retina corn o cere-
bro.
8. Sob que formal sao transmitidos os sinais visuais da re- tina para o cdrebro?
9. Explique a irnporancia da fovea na acuidade visual. 10. Explique a percepcffo de profundidade.
11. Explique o mecanismo para a focalizacEo dos olhos e o seu controle cerebraL
12. Explique o tnecanismo do reflexo fotomotor.
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