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Andarilhos estáticos e Andarilhos com rodas

SA Siglas e Acrónicos

Part 4: Walking sticks with three or more

4.5 Inspeção: passo-a-passo

4.5.2 Andarilhos estáticos e Andarilhos com rodas

Na inspeção de Andarilhos, o processo é semelhante ao anterior, inicialmente é necessário identificar o tipo: andarilho fixo, andarilho articulado e andarilho com rodas (no caso de walking

tables, seguir as indicações para as partes semelhantes); após procede-se à identificação das

componentes, legendadas e identificadas na Figura 50. A inspeção visual é primordial na identificação de desgaste das partes e estragos evidentes. Procedendo-se a uma inspeção mais minuciosa e detalhada às diferentes partes.

Dependendo do tipo de andarilho e seus constituintes, é preciso ter atenção à estrutura (estabilidade lateral, frontal e traseira), ponteira, punho/manípulo, mecanismo de regulação (altura e outros ajustes), rodas ou rodízios (para o caso dos andarilhos com rodas ou walking

tables), e consequentemente travões. Caso possuam outros acessórios, como cestos ou

assentos, também devem ser inspecionados, garantindo o seu bom estado.

Para PA para a mobilidade manipulado por ambos os braços, como é o caso dos andarilhos e, segundo a norma ISO 11199, é necessário inspecionar a estabilidade em três situações: lateral, frontal e traseira. Inicialmente o andarilho deve ser colocado sobre uma superfície horizontal estável, e apresentar total estabilidade nessa posição, sem cambalear. As situações, lateral, frontal e traseira, irão inspecionar a estabilidade e certificar que não existe

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Figura 50- Componentes dos diferentes tipos de andarilhos: 1) ponteiras; 2) punhos ou pegas; 3) hastes metálicas reguláveis; 4) hastes horizontais articuláveis ou fixas; 5)

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tendência a tombar e desequilíbrio. No caso de andarilhos ou walking tables, com rodas nos 4 pontos de apoio, deve ser efetuado um teste numa superfície horizontal e lisa, onde aplica- se um ligeiro empurrão para verificar se este avança em linha reta, caso contrário, procede- se a uma inspeção nas rodas ou ajustes das hastes.

Após a inspeção na estabilidade, é necessário, conferir a estrutura, deve apresentar-se firme, segura e estável, sem apresentar fragilidade e instabilidade no uso, ou deformações, como as hastes estarem danificadas, fraturadas, quebradas, curvadas e com fendas. Caso apresente alguma anomalia ou deformação significa um potencial perigo, que deve ser substituído ou reparado se possível.

Para o mecanismo de regulação, as ponteiras e punhos/manípulos as considerações e indicações mantêm-se as mesmas analisadas em Canadianas e bengalas, porém na Tabela 12, segue os pontos a ponderar na inspeção. Porém mecanismos de ajuste de outros tipos, também devem ser inspecionados, garantindo o seu correto funcionamento, sem comprometer as funcionalidades ou fixação das partes.

No caso de andarilhos com rodas ou walking tables, é necessário ter em considerar as rodas ou rodízios e travão. As rodas ou rodízios, facilmente ficam contaminadas com cabelos e resíduos acumulados com o uso ao longo do tempo. Para além desta limpeza, deve-se observar o desgaste e danificação dos pneus ou rolamentos, que devem ser substituídos quando necessário, ou quando possível, encher. O garfo do rodizio, assim como parafusos e conexões, devem ser inspecionados e apertados e reajustados. Os travões devem funcionar devidamente e eficientemente para não comprometer a segurança do utilizador. Se a função de travagem for insuficiente, reajustar o respetivo cabo do travão com o parafuso de ajustamento.

A Figura 12 resume a inspeção detalhada aos andarilhos. Após a inspeção, substituir sempre que necessário e reajustar parafusos. Quanto à limpeza, todos os componentes da estrutura devem ser devidamente limpos, peças em plásticos apenas utilizar detergentes suaves. Utilizar vapor para a limpeza e higienização ou utilizar um pano húmido com algum detergente neutro ou desinfetante, é recomendado. No caso de andarilhos com rodas, é fundamental uma boa limpeza na zona das rodas, desobstruído de cabelos ou outros resíduos acumulados com o tempo e uso.

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Tabela 12- Resumo da Inspeção detalhada aos Andarilhos

Inspeção Andarilhos

Parte Verificação Passo-a-Passo

- Testar estabilidade lateral, frontal e traseira, não deve existir tendência a tombar (atenção ao desequilíbrio);

- Estabilidade: não deve cambalear, quando numa superfície horizontal e estável; - Deve avançar em linha reta em superfície lisa e horizontal (No caso de andarilhos ou walk ing tables, com rodas nos 4 pontos de apoio)

- Deve estar firme, segura e estável;

- Não deve apresentar deformações, fragilidade ou instabilidade;

- As hastes metálicas não devem estar danificadas, quebradas, curvadas ou com fendas.

- Não dever ter farpas ou arestas cortantes; - Não deve estar solto (mas firme ao uso); - Não estar danificado (sem fendas ou buracos) - Verificar apertos.

- Devem funcionar devidamente: travar e destravar com eficiência;

- Se a função de travagem for insuficiente, reajustar o respetivo cabo do travão com o parafuso de ajustamento.

- Deve fixar devidamente as hastes;

- Não deve apresentar folga (furos de ajuste largos); - Não deve soltar aquando o impacto no chão; - Fácil de ajuste e regulação;

- O clip não está solto ou desgastado.

- Não deve estar solta, lisa, partida (rachada) ou desgastada.

- Pneus ou rolamentos não devem estar gastos e danificados; - Verificar a pressão dos pneus, encher se necessário;

- Garfo do rodizio, parafusos e conexões, devem ser inspecionados, apertados e reajustados.

- Limpar e desobstruir de cabelos ou outros resíduos acumulados;

- Verificar se os rodízios estão bem seguros ao garfo, fazendo-os rodar (os rodízios devem diminuir de velocidade até parar gradualmente)

- Soltar ou apertar porcas de bloqueio se houver oscilações dos rodízios. - Verificar a limpeza e funcionamento dos rolamentos.

Mecanismo regulação Ponteira Punho/manípulo Rodas ou rodízios Estrutura Travões

126 4.5.3 Cadeira de rodas

Na cadeira de rodas a manutenção e revisão são essenciais à segurança do seu utilizador, pois o desgaste pode representar riscos à estabilidade e firmeza da estrutura e componentes, arriscando-o a possíveis acidentes, quedas e lesões. A inspeção e manutenção são medidas essenciais para tornar a cadeira mais segura e em boas condições. Numa perspetiva de mobilidade, deve garantir maior durabilidade, desempenho e eficiência ao utilizador no seu contexto e tarefas do seu dia-a-dia.

Num programa de reutilização de PA, e dado que a maioria das cadeiras de rodas são usadas, tanto os testes simples para testar a durabilidade da cadeira, apresentados na Tabela 13, como as indicações para inspeção das partes, apontadas ao longo da Tabela 14, são fundamentais para garantir qualidade, desempenho e segurança à cadeira. Uma boa inspeção e reparação permitem identificar e substituir as peças defeituosas e gastas, melhorando assim o funcionamento e segurança da cadeira.

Figura 51- Legenda das componentes básicas de uma cadeira de rodas manual

A Figura 51 apresenta a legendas das partes básicas de uma cadeira de rodas manual, representando as partes que serão sujeitas a testes, inspeção e verificação.

Facilmente se percebe que os fatores que determinam o desempenho têm diretamente a ver com os diversos componentes da cadeira. Podem dividir-se em três grandes grupos: estrutura da cadeira de rodas, rodas motrizes e rodízios. Estas componentes podem ser inspecionadas e testadas em conformidade com a norma ISO 7176-8, segue alguns exemplos de testes

Barra anti - inclinação Apoio de pés Estrutura Assento Almofada Encosto Punhos ou manípulos Apoio de braços Aro de tração (empurrar) Travão manual Roda motriz ou traseira Rodízio ou roda dianteira Apoio de pernas

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simples para verificar a durabilidade da cadeira de rodas, sendo descritas e apresentadas ao longo da Tabela 13.

Os seguintes ensaios de resistência, ver Tabela 13, essenciais podem ser realizados utilizando equipamentos e procedimentos simples. No entanto, os testes de durabilidade, e alguns dos testes de impacto e fadiga, especificados na Norma ISO 7176-8 exigem máquinas complexas, existentes apenas em laboratórios especializados. Os testes, métodos de ensaio e os valores mínimos foram desenvolvidos por Ralf Hotchkiss, e outros colaboradores, durante a história de mais de 15 anos do tipo de cadeira de rodas WWI (Wheelchair Whirlwind

International). Os testes e procedimentos são baseados na análise mecânica, testes de

laboratório com a norma ISO e rigorosos testes de campo por Ralf Hotchkiss. (Johnson, 2011) Todos os testes devem ser realizados, sempre que necessário, com um boneco de teste ou pessoa com 91 Kg (como exemplo nas figuras da tabela 13, foram utilizados sacos de cimento), utilizar uma fita métrica, uma grande quadrado (por exemplo, madeira ou chapas de metal com cantos quadrados), balança de mola, e um braço de alavanca feita de forte tubo para medir os momentos. Para velocidades de impacto, o avaliador deve impulsionar a cadeira em 1,5 metros por segundo, ou seja deve percorrer 12 metros em 8 segundos - uma velocidade rápida impulsiona na cadeira.

A Tabela 13 ilustra e descreve os testes de resistência à fadiga, impacto e carga estática que uma cadeira de rodas e suas partes devem suportar sem quebrar ou manter a deformação estrutural permanente. Para verificar se há deformações permanentes, devem ser feita antes e depois dos testes medições usando a fita métrica.

Tabela 13- Exemplo de testes simples para testar a durabilidade da cadeira de rodas manual, segundo a norma ISO 7176-8. Uma descrição de cada teste segue o seu valor mínimo de teste.

(Johnson, 2011)

Teste Simples para testar a Durabilidade da Cadeiras de Rodas Manuais

Ilustração do teste Descrição do teste

Teste A: Força descendente sobre apoio de pés (1.000N)

Força de uma perna empurrando, ou uma posição "pé-coxinho", no apoio de pés. Testar segurando a cadeira de modo que o apoio de pés fique paralelo ao chão.

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Teste B: Impacto do apoio de pés (1.800e14 N)

Força de Impacto do apoio de pés ou frente da cadeira quando embate num objeto sólido. Testar batendo num objeto sólido (por exemplo passeio ou parede) a 1,5 m / seg - uma velocidade de rolamento típico, a cerca de 90 graus e 45 graus.

Testar ambos os apoios de pés.

Teste C: Impacto do rodízio ou roda dianteira (1.800N-M)

Força máxima quando uma roda giratória com uma borracha macia ou pneumáticas embate num objeto sólido. Testar como para teste B, mas contra um objeto sólido com 7 cm de espessura, por exemplo um bloco. Isto permite, testar tanto o garfo do rodízio, como a roda ou rolamento.

Verificar o impacto de cada rodízio em cerca de 90 graus e 45 graus em relação ao objeto.

Teste D: Força de resistência à flexão dos rodízios (195e NM)

Devido ao teste C, é necessário testar a resistência à flexão do garfo do rodizio. Componentes usadas para o teste, um torno mecânico e alavanca sobre a haste. Cerca de 40 mm do garfo deve se estender acima do torno mecânico.

Teste E: Inclinação para trás em plano inclinado (950e N)

Força lateral aproximada na roda traseira ao fazer um cavalinho a 18 cm da superfície, com a cadeira inclinada para o lado 5 graus (pneus nas rodas traseiras), ou avançar um passo ao nível ângulo de modo que as rodas traseiras não atingem em simultâneo. Testar fazendo um “cavalinho” (inclinação para trás) fora do plano inclinado.

É também, a força aproximada que a roda traseira deve suportar sem entrar em colapso.

Teste F: Eixo traseiro e monte flexão (280e NM)

Momento no eixo traseiro devido ao teste E.

Componentes utilizadas no teste, uma alavanca sobre o eixo, enquanto a estrutura lateral é colocada de forma segura contra uma superfície de referência vertical.

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Teste G: força para cima em punhos (1.140 N)

Capacidade de carga sobre os punhos ao puxar a cadeira sobre o passeio, até a 18 cm de altura, com uma mão.

Teste H: Fixação do punho (1.000 N)

Puxar com vigor o punho durante G. Usar uma boa cola plástico- metal e saltar o teste.