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As empresas de transmissão de energia elétrica, exclusivamente com essa atividade, originaram-se a partir do processo de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro RESEB, nos idos de 1995. O objetivo principal desse processo consistia em criar um novo contexto, caracterizado pela liberdade de competição na geração e na comercialização de energia, e pela

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regulação exercida sobre os últimos monopólios existentes, na transmissão e distribuição de energia elétrica. Dessa forma, com base nas alterações institucionais propostas pelo trabalho de Consultoria da Coopers & Lybrand2, (essa Consultora detinha a experiência do modelo inglês do setor elétrico), que inclusive formatou a criação da Agência Reguladora ANEEL, e em paralelo com a implementação do arcabouço jurídico, surgiram as primeiras regras do setor de transmissão de energia elétrica. Os ativos federais de geração foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND), e realizado o leilão da Gerasul empresa que herdou os ativos de geração da Eletrosul após processo de cisão em que esta última se manteve estatal e com o controle dos ativos de transmissão. Conforme determinação da Lei 9.648/98, o governo tentava promover a cisão das demais empresas federais, originando, a princípio, as seguintes empresas: a) três a partir de Furnas (duas geradoras e uma transmissora); quatro a partir da Chesf (três geradoras e uma transmissora) e, por fim, seis a partir da Eletronorte (duas geradoras isoladas, uma geradora que fornece para o sistema interligado hidrelétrica de Tucuruí , uma transmissora do sistema interligado e duas empresas integradas que atendem sistemas isolados).

Esta Lei foi criada para, além das motivações de legislar sobre a reforma do setor elétrico, regulamentar o processo de privatização das empresas federais de energia elétrica. Contudo, em função principalmente das dificuldades políticas, resultando em um encaminhamento de descontinuidade do processo de privatização, a separação dos ativos de transmissão (desverticalização) ocorreu, num primeiro momento (1998), apenas com a ELETROSUL e as empresas paulistas (ETPE Empresa Paulista de Transmissão2 e CTEEP - Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). O segmento de geração de energia elétrica da ELETROSUL e das empresas paulistas (com exceção da CESP) foram privatizados em 1998, permanecendo o segmento de transmissão em poder do Estado. As demais empresas transmissoras do Sistema ELETROBRÁS (CHESF, FURNAS, ELETRONORTE) foram desverticalizadas em 1999 (segregação contábil, apenas), e o segmento de geração não foi privatizado.

2 O Ministério de Minas e Energia (MME) e a ELETROBRÁS escolheram em 1996 (processo licitatório) um Consórcio de

empresas formado pela Coopers & Lybrand, Lathan & Watkins, empresas estas ligadas ao ramo de Consultoria Internacional., e pelas empresas nacionais Main e Engevix, com experiência no ramo de engenharia, gerenciamento de projetos e obras, além de uma empresa de consultoria jurídica, Ulhôa Canto, Rezende e Guerra. A este Consórcio foi atribuída a tarefa de desenvolver estudos e propor uma reforma para o setor elétrico brasileiro, sendo conhecido como

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2.6.1 Eletrosul

A Eletrosul Centrais Elétricas S.A. - Eletrosul foi criada em 23 de dezembro de 1968. Subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é uma sociedade anônima de capital fechado que atua no segmento de transmissão de energia em alta e extra-alta tensão.

O ano de 1997 foi um marco na história da Eletrosul, quando foi realizada a cisão dos ativos e passivos relativos às atividades de produção de energia elétrica, vertidos para a constituição de uma nova empresa. Assim, em 23 de dezembro de 1997, foi constituída a Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. - Gerasul, ficando responsável pelos negócios de geração de energia elétrica, a qual foi, por meio de leilão, vendida à iniciativa privada (TRACTBEL). A Eletrosul passou a atuar, a partir de então, exclusivamente no segmento de transmissão de energia elétrica.

A Eletrosul tem seu sistema de transmissão localizado nos estados da região Sul e no Mato Grosso do Sul, área que abriga um contingente populacional da ordem de 28 milhões de habitantes e que responde por 16% do PIB e 17% do mercado de energia elétrica do País. O sistema de transmissão da Eletrosul tem como funções principais interligar as fontes de energia elétrica aos mercados consumidores; integrar os mercados consumidores de energia elétrica; garantir o livre acesso ao sistema de transmissão, criando condições para que ocorra a competição; viabilizar a importação de energia elétrica dos demais países do Mercosul e garantir a qualidade da energia nos pontos de suprimento.

A direção executiva da Empresa está a cargo de um colegiado de diretores, subordinado ao Conselho de Administração, que tem mandato de três anos.

A estrutura organizacional possui também nove departamentos, sete assessorias, uma secretaria geral e vinte e cinco divisões. O quadro de pessoal é composto por 1.305 empregados.(Set/02).

Para o perfeito desempenho de suas funções, a Empresa conta com uma infra-estrutura de 19,8 mil torres; 69,5 mil km de cabos; 8.925 km de linhas de transmissão; além de 31 subestações e uma conversora de freqüência, na fronteira do Brasil com a Argentina, que possibilitam uma capacidade de transformação de 13.638MVA.

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2.6.2 Transmissão Paulista

A história da Transmissão Paulista, nome fantasia da CTEEP - Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista começa com a reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro, com a separação das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica das antigas concessionárias, dando origem às novas empresas.

A CTEEP, criada a partir da cisão da CESP - Companhia Energética de São Paulo, iniciou suas operações em 1° de abril de 1999 e, em novembro de 2001, incorporou a EPTE - Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A., oriunda da Cisão da ELETROPAULO Metropolitana - Eletricidade São Paulo S.A., resultando, dessa forma, em uma empresa bem maior. Foi a partir dessa alteração que a Empresa adotou a marca fantasia - Transmissão Paulista - utilizando-se das palavras mais significativas da razão social da CTEEP e que indicam sua atividade principal.

A missão da Transmissão Paulista é operar, manter, expandir e explorar sistemas de transmissão de energia elétrica com excelência na prestação do serviço, satisfação aos usuários, sustentabilidade ambiental e retorno adequado aos acionistas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da comunidade.

Segundo o site: a Transmissão Paulista3 opera uma complexa infra-estrutura composta

por mais de 11.780 quilômetros de linhas de transmissão que se estendem por todo o Estado de São Paulo, ultrapassando 18.266 quilômetros de circuitos. As 102 subestações operadas pela Empresa somam uma capacidade de transformação acima de 38.500 MVA. Toda essa operação é monitorada por um sistema integrado de coordenação, supervisão e controle do sistema elétrico. Esse complexo dispõe ainda de sistema próprio de telecomunicações. Para executar os serviços, a Empresa conta com empregados de alto nível, preparados para atender às demandas de um mercado continuamente exigente.

A Transmissão Paulista tem a remuneração pelos seus serviços definida anualmente pela ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica - e os recursos vêm das empresas usuárias do sistema de transmissão, ou seja, de geração, distribuição e consumidores livres.

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