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Capítulo 6 Administração de garantias

6.1 Critério de elegibilidade

6.1.1 Ativos elegíveis

O depósito de garantias deve ser efetuado em moeda nacional, podendo ser substituído pelo depósito de outros ativos e moedas, a critério da câmara.

Os seguintes tipos de ativos são elegíveis à aceitação pela câmara como garantia, em substituição à moeda nacional, observadas as restrições indicadas nas próximas seções e nas tabelas 6.2 e 6.3:

(i) Título público federal negociado no Brasil (título público federal); (ii) Ouro ativo financeiro;

(iii) Ação de companhia aberta admitida à negociação na BM&FBOVESPA;

(iv) Certificado de depósito de ações (unit) de companhia aberta admitida à negociação na BM&FBOVESPA;

(v) ADR (American Depositary Receipt) de ação elegível à aceitação como garantia; (vi) Títulos de renda fixa emitidos por bancos emissores de garantias

(a) Certificado de depósito bancário (CDB); (b) Letra de crédito imobiliário (LCI); e

(c)

Letra de crédito do agronegócio (LCA); (vii) Dólar;

(viii) Título de emissão do tesouro norte-americano; (ix) Título de emissão do tesouro alemão;

(x) Carta de fiança bancária;

(xi) Cédula de produto rural (CPR);

(xii)(xi) Cota de fundo de índice negociado em bolsa no Brasil (ETF – Exchange Traded Fund)

(xiii)(xii) Cota dedo fundo de investimento selecionadoBM&FBOVESPA Margem Garantia Renda Fixa Referenciado DI Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FIC); e

(xiv)(xiii) Cota do Fundo de Investimento Liquidez da Câmara BM&FBOVESPA (FILCB).

A câmara adota regras e procedimentos específicos, por tipo de ativo, para a aceitação e constituição de garantias prestadas pelos participantes. O critério de aceitação, definido para cada tipo de ativo, é função de características diversas como, por exemplo, o emissor do ativo, o volume de garantias depositadas constituídas pelo ativo, a categoria de participante em que o depositante se enquadra, a finalidade da garantia, entre outras, a critério da BM&FBOVESPA.

São apresentadas a seguir regras específicas para cada tipo de ativo.

A câmara não aceita em garantia os ativos a seguir listados, caso (a) sejam emitidos por instituições ou companhias ligadas, subsidiárias, controladas ou controladoras do participante constituinte da garantia ou (b) no caso de participante constituído como fundo de investimento, sejam emitidos pelo seu gestor ou por instituições ou companhias ligadas, subsidiárias, controladas ou controladoras do mesmo:

(i) CDB, LCI e LCA;

(ii) Carta de fiança bancária; e (iii) Valores mobiliários.

Moeda corrente nacional

O depósito de moeda corrente nacional para constituição de garantia é de aceitação automática pela câmara, não havendo necessidade de consulta prévia.

Título público federal negociado no Brasil

O depósito de título público federal negociado no Brasil para constituição de garantia é de aceitação automática pela câmara, desde que o título seja aceito pelo BCB para redesconto.

A câmara divulga periodicamente a relação dos títulos públicos federais aceitos em garantia. A aceitação de títulos públicos federais para constituição de garantia para terceiros depende de prévia consulta à câmara, a qual avalia a disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3.

Ouro ativo financeiro

O depósito de ouro ativo financeiro para constituição de garantia é de aceitação automática pela câmara, não havendo necessidade de consulta prévia. Somente é admitido o depósito de ouro ativo financeiro custodiado junto à central depositária da BM&FBOVESPA, com a emissão do respectivo Certificado de Custódia de Ouro - BM&FBOVESPA (documento emitido pelo depositário de ouro, contendo as características dos lingotes de ouro e a indentificação de seus proprietários).

Ação e certificado de depósito de ações e (units) de companhia aberta admitida à negociação na BM&FBOVESPA

São elegíveis para aceitação em garantia as ações e units cujo depósito não represente violação dos limites de constituição de que trata a seção 6.3 e que cumpram todas as condições a seguir listadas:

(i) Apresentar, para o período dos últimos

m

1 meses encerrados, média de preço de fechamento igual ou superior a R$ 1,00 (um real);

(ii) Ter sido negociada em pelo menos

p

1% dos pregões realizados nos últimos

m

2 meses encerrados;

(iii) Apresentar, para o período dos últimos

m

3 meses encerrados, mediana da quantidade diária de negócios igual ou superior a

q

; e

(iv) Apresentar, para o período dos últimos

m

4meses encerrados, mediana do volume financeiro diário negociado igual ou superior a

v

.

v

1; e

(v) Apresentar, para o período dos últimos

m

5 meses encerrados, percentual

p

2% do free float igual ou superior a

v

2. Para o caso de units, o free float é calculado a partir dos ativos que as compõem.

A aceitação de ações e units que tenham sido admitidas à negociação na BM&FBOVESPA, ou que sofreram eventos corporativos, em data posterior ao início de algum dos períodos estabelecidos acima (

m

1,

m

2,

m

3 ou

m

3,

m

4 ou

m

5 meses encerrados) será analisada pela BM&FBOVESPA caso a caso.

A aceitação das demais ações e units admitidas à negociação na BM&FBOVESPA depende de consulta prévia à câmara, e é função das condições de liquidez e do risco do ativo.

A BM&FBOVESPA revisa e divulga periodicamente a lista de ações e units aceitas em garantia que não necessitam de consulta prévia à câmara, bem como os valores atribuídos aos parâmetros

p

1,

p

2,

v

1

, v

2

, m

1,

m

2,

m

3,

m

4 e

m

5 do critério de elegibilidade acima estabelecido e os limites de aceitação de que trata a seção 6.3.4.

Ações de emissão da BM&FBOVESPA não são aceitas como garantia. Somente é aceita como garantia a ação ou unit:

(i) De propriedade do depositante; e

(ii) Custodiada junto à central depositária da BM&FBOVESPA; e

(iii)(ii) Cujo emissor não seja instituição ou companhia ligada, subsidiária, controlada ou controladora do depositante.

Títulos de renda fixa emitidos por bancos emissores de garantias (CDB, LCI e LCA)

A aceitação de títulos de renda fixa emitidos por bancos emissores de garantias (CDB, LCI e LCA) em garantia depende de prévia consulta à câmara, a qual avalia a disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3, e o risco do ativo, considerando suas características, o prazo até o vencimento, a liquidez e os riscos de mercado e de crédito do emissor.

Somente é aceito em garantia o título:

(i) Emitido por banco previamente cadastrado e analisado pela câmara;

(ii) Cujo emissor não seja instituição ligada, subsidiária, controlada ou controladora do depositante;

(iii)(ii) Com prazo de vencimento aprovado pela câmara; e

(iv)(iii) Registrado em sistema de registro e liquidação financeira autorizado pelo BCB ou CVM.

Carta de fiança bancária

O depósito de carta de fiança bancária para constituição de garantia está sujeito a prévia consulta à câmara, e sua aceitação depende da disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3.

É passível de admissão a carta de fiança bancária:

(i) Emitida por banco previamente cadastrado e analisado pela câmara;

(ii) Cujo emissor não seja instituição ligada, subsidiária, controlada ou controladora do depositante;

(iii) Cujo teor e forma estejam em conformidade com os modelos estabelecidos pela BM&FBOVESPA;

(iv) Assinada por procuradores do banco emissor de garantias e contendo selo de reconhecimento de firma; e

(v) Cujo banco emissor de garantias tenha confirmado eletronicamente sua emissão.

A câmara aceita o depósito de carta de fiança bancária denominada “guarda-chuva”, emitida em favor de um participante de negociação pleno ou participante de liquidação, destinada a garantir obrigações decorrentes de posições de seus comitentes, registradas sob a modalidade de colateralização pelo comitente. Apesar de constituir garantia de obrigações colateralizadas sob a modalidade de colateralização pelo comitente, a carta de fiança bancária “guarda-chuva” somente pode ser executada caso o afiançado, ou seja, o participante de negociação pleno ou

As cartas de fiança bancária depositadas em garantia devem ser substituídas ou aditadas previamente aos respectivos vencimentos, com antecedência determinada pela BM&FBOVESPA. A substituição se dá por meio dos procedimentos de depósito da nova carta de fiança e retirada da carta de fiança a ser substituída, nesta ordem.

Cédula de produto rural (CPR)

É aceita em garantia CPR registrada no sistema de registro de títulos do agronegócio da BM&FBOVESPA (RTA), devidamente avalizada por instituição financeira autorizada pela BM&FBOVESPA.

A aceitação de CPR está condicionada ao prazo até o vencimento do título, à disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3 e a critérios de aceitação, utilização e avaliação estabelecidos de acordo com o tipo do título:

(a) CPR financeira pré-fixada é aceita independentemente do produto subjacente;

(b) CPR financeira indexada ao preço do produto subjacente é aceita mediante avaliação e autorização prévia da câmara; e

(c) CPRs físicas são aceitas mediante prévia avaliação e autorização da câmara.

Cota de fundo de índice negociado em bolsa no Brasil (ETF)

Somente são elegíveis para aceitação em garantia cotas de ETFs que cumpram os critérios de aceitação (i) a (iv) aplicáveis a ações e units, ou, alternativamente, se cada um dos ativos constituintes do índice de referência do ETF cumprir os critérios de aceitação (i) a (v) aplicáveis a ações e units.

A aceitação de cotas de ETF depende da disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3.

O deposito de cota de fundo de índice negociado em bolsa (ETF)no Brasil para constituição de garantia está sujeito a prévia consulta à câmara, e sua aceitação depende da disponibilidade dos limites de constituição de que trata a seção 6.3que analisará, dentre outros aspectos, a liquidez do índice de referência do fundo e o regulamento do fundo.

A BM&FBOVESPA revisa e divulga perioridicamente a lista de ETFs aceitos como garantia que não necessitam de consulta prévia à câmara, bem como os limites de aceitação de que trata a seção 6.3.4.

Cota dedo fundo de investimento selecionado BM&FBOVESPA Margem Garantia Renda Fixa Referenciado DI Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FIC)

É automaticamente aceito pela câmara o depósito, como garantia, de cota dedo FIC. Este fundo de investimento, sob gestão da BB Gestão de Recusros – DTVM e administração e custódia do

Banco BM&FBOVESPA, foi constituído exclusivamente com tal propósito e previamente autorizado pela câmara, e que contenhamcontem exclusivamente recursos em espécie e títulos públicos federais.

As cotas adquiridas pelo participante são automaticamente caucionadas em favor da câmara e somente ela pode autorizar sua liberação para resgate, cabendo ao administrador de cadado fundo

selecionado o controle das aplicações realizadas.

A BM&FBOVESPA divulga perioridicamente a lista de fundos selecionados aceitos como garantia.

Cota do Fundo de Investimento Liquidez da Câmara BM&FBOVESPA (FILCB)

Cotas do FILCB somente são aceitas para depósitos referentes à contribuição para o fundo de liquidação e constituem o único ativo aceito para taldepósitos referentes à finalidade de garantia

mínima não operacional.

As cotas adquiridas pelo membro de compensação, participante de negociação pleno e

participante de liquidação são automaticamente caucionadas em favor da câmara e somente ela pode autorizar sua liberação para resgate, cabendo ao administrador do fundo o controle das aplicações realizadas.

Ativos depositados no exterior

Os comitentes não residentes nos termos da Resolução CMN nº 2.687 estão autorizados a depositar em garantia dólares e títulos de emissão do tesouro norte-americano, sendo estes os únicos ativos passíveis de utilização para constituição de garantia por estes comitentes.

Os comitentes não residentes domiciliados nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e na França e dos tipos indicados na tabela 6.1 estão autorizados a depositar em garantia os ativos listados a seguir, observadas as restrições indicadas em seguida e os limites de que trata a seção 6.3:

(i) Dólar;

(ii) Título de emissão do tesouro norte-americano; (iii) Título de emissão do tesouro alemão; e

(iv) ADR (American Depositary Receipt) de ação elegível à aceitação como garantia.

A câmara divulga no site da BM&FBOVESPA a relação dos títulos dos tipos (ii), (iii) e (iv) acima passíveis de aceitação.

Em relação a comitentes não residentes domiciliados nos Estados Unidos da América, constituídos sob a forma de brokers ou investment firms e sujeitos aos procedimentos previstos no Securities

Investor Protection Act., a câmara não aceita como garantia ADRs, títulos de emissão do tesouro

norte-americano e títulos de emissão do tesouro alemão.

A câmara divulga periodicamente a relação dos ativos depositados no exterior aceitos em garantia.

Jurisdição de origem

Comitentes elegívels ao depósito de garantias no exterior (tipo do comitente em sua jurisdição de origem)

Estados Unidos da

América