Isabella abriu os olhos lentamente, relutante em sair dos seus sonhos deliciosos. Ela se sentia quente e segura. Quando os olhos dela ganharam foco, ela se viu olhando o peito de Merrick.
Como se ela tivesse vida própria, as mãos dela subiram e deslizaram suavemente até os ombros dele. Ele parecia exatamente como ela sempre imaginara que um homem seria. Duro, robusto e forte. Ele cheirava a couro e cavalos, mas nele, isso era atraente.
Quando ele abriu os olhos, ela rapidamente retirou as mãos.
— Bom dia. — Ele murmurou com a voz levemente rouca. — Eu acredito que você
dormiu bem.
Ela assentiu.
Ele se afastou rapidamente e uma corrente de ar frio tomou conta dela quando o cobertor foi levantado. Ela sentiu a falta do calor dele em cada milı́metro do seu corpo e controlou o desejo por pedir que ele voltasse.
Ela o seguiu, levantando-se, suas pernas gritando em protesto quando ela se estirou.
Esfregando as dobras do pescoço com uma mão, ela levou a outra até o seu casaco que ela havia pendurado nos galhos de uma pequena árvore. A névoa da manhã pairava precariamente sob o solo, emprestando ao ambiente uma qualidade assustadora. Vapor subia das costas dos cavalos enquanto eles pisavam e relinchavam.
Merrick se ajoelhou na beira do riacho, recolheu um pouco de água com as mãos e levou até a boca. Ele gesticulou para ela e depois repetiu o gesto para ela. Hesitante, ela abaixou a boca e bebeu. De alguma forma o ato de beber das mãos dele tornou-se sensual. Ela quase saltou quando os lábios dela entraram em contato com o polegar dele. A pele dele tinha um leve sabor de sal e parecia áspera ao toque suave de sua boca. A boca dela se lançou rapidamente enquanto ela absorvia a água restante e ela se perguntou se o resto dele teria o gosto tão bom.
— Mais? — Ele perguntou, abaixando as mãos para o riacho novamente.
Ela balançou a cabeça.
— Não, é o bastante. Obrigada — Ela lambeu os lábios onde o toque dele ainda formigava.
Ele retornou aos cavalos e pegou dois pães da sacola e lhe estendeu um.
— Nós devemos ir. Podemos comer no caminho.
Ela pegou o pão oferecido e foi até o seu cavalo. As mãos de Merrick rodearam a sua cintura e a ergueu até a sela. Enquanto ela se ajeitava, as mãos dele se demoraram e depois deslizaram por sua perna enquanto ele pegava e passava as rédeas para ela.
Ele olhou como se fosse dizer alguma coisa, mas virou abruptamente e montou no seu próprio cavalo. Eles partiram em silêncio, mais uma vez saindo da estrada principal e seguindo seu caminho através da loresta.
Depois de alguns quilômetros, Isabella se cansou do silêncio e olhou para Merrick.
— Quando você acha que chegaremos a Dover?
— Eu espero que hoje à noite. — Ele respondeu. — Nós faremos perguntas sobre os navios que poderão nos levar a Leaudor e, espero, seguiremos nosso caminho logo em seguida.
— Ele fez uma pausa, olhou para frente e depois voltou a olhar para ela. — Mas isso pode levar vários dias.
— O que nós faremos se formos incapazes de encontrar um navio para nos levar? — Ela perguntou verbalizando o medo que prevalecia sobre todos os outros.
— Nós não falharemos. — Ele disse com irmeza.
A con iança dele a animou de alguma forma, e ela se forçou a ser mais otimista em relação às chances deles em assegurar uma passagem para Leaudor. A mente dela rapidamente se focou no que poderia ocorrer após o retorno dela a sua casa.
As garras de medo apertaram o seu coração. Primeiro e antes de tudo, ela teria que viajar até os penhascos para recolher as relı́quias antes que Jacques as obtivesse. Provavelmente ele já tinha vasculhado as cavernas na esperança de encontrar o tesouro.
E então, sendo bem ou malsucedida em recuperá-los ela teria que encarar o homem que matou a sua famı́lia. Ela não desejava ser levada para um longo teste presidido pelos monges do Sacre Foi. Jacques poderia ser tanto condenado à morte como ser exilado da ilha. De qualquer forma ela sentia a traição. Ela queria confrontar o bastardo.
Ela apertou os punhos ao redor das rédeas até que os nós dos dedos icaram brancos. Ela teria a sua revanche mesmo se ela morresse tentando. Nada mais importava a ela. Isso era tão importante quanto assumir o trono de sua nação.
O amável rosto de sua mãe apareceu diante dela como se realmente estivesse em pé bem à sua frente, em carne e osso. Isabella piscou para reter as lágrimas e imaginou sua mão as secando gentilmente.
— Eu não deixarei a sua morte impune, Mamãe. _ ela sussurrou.
— Você falou alguma coisa? — Merrick perguntou, a tirando de seu devaneio.
Ela olhou para ela, engolindo as lágrimas e lhe dirigindo um sorriso brilhante.
— Não.
— Olhe Charlie, nós temos companhia. — Uma voz desconhecida soou, assustando tanto Isabella quanto Merrick.
A medida que eles se aproximavam de uma clareira eles viram dois homens esfarrapados sentados ao redor de um pequeno fogo. Merrick lançou um olhar de alerta para ela e ela assentiu em compreensão. Eles não parariam ali.
Merrick acenou aos dois homens e guiou o seu cavalo para o lado Isabella em sua ação.
— Ei, isso não é muito amigável. — O segundo dos homens falou, mostrando um sorriso desdentado. — Por que vocês não param e se sentam para uma conversa?
— Sim, por que vocês não param? — Uma terceira voz falou muito próxima a eles.
Isabella se virou para ver um homem parado sob à sombra das árvores com uma pistola na mão. Apontada diretamente para Merrick.
O homem estava vestido um pouco melhor do que os outros dois perto do fogo, mas o seu olhar era mais ameaçador. Ele balançava a pistola, gesticulando para que eles desmontassem.
Merrick desceu de seu cavalo, mas continuou segurando as rédeas. Ela lentamente desmontou ao lado dele e olhou com cautela para a ameaça diante deles.
— O que vocês querem? — Merrick grunhiu. — Nós gostarı́amos de seguir o nosso caminho.
Isabella admirou a mudança na voz dele. Fora-se o tom aristocrático. Ele adotara um tom mais plano que era facilmente identi icado como comum.
Ela avaliou rapidamente os arredores, tentando determinar se eles teriam quaisquer outras surpresas. Os dois homens haviam se levantado de suas posições perto do fogo e agora caminhavam para se unir a seu compatriota que brandia a arma.
Eles não eram homens muito grandes. Provavelmente ela e Merrick poderiam lidar com eles com a mı́nima di iculdade. Entretanto, a arma apontada era uma complicação indesejada.
— Jogue sua sacola aqui. — O homem com a arma rosnou para Merrick.
Merrick a alcançou e lentamente desatou a sacola da sela. Depois ele atirou na direção que o homem indicara em um amontoado aos pés dele. O homem gesticulou para que um dos seus comparsas a pegasse.
O homem se aproximou de Isabella e deslizou a pistola pelos braços, subiu para os ombros e desceu pelas costas enquanto andava ao redor dela.
— O que uma mulher bonita como você está fazendo vestida como um garoto? — Ele perguntou com uma risadinha.
Isabella continuou em silêncio, recusando-se a olhar para ele.
— Ela não tem nada que valha a pena. — Um dos outros homens falou. — E toda plana.
Os homens riram ruidosamente.
O homem com a pistola direcionou sua atenção para Merrick.
— E você? O que você carrega?
— Nada que poderia interessá-los. — Merrick respondeu.
— Isso eu quem julgarei. — Ele elevou a vista para Merrick e depois gesticulou com a arma. — Tire as suas botas.
— O quê? — Merrick inquiriu.
— Você me ouviu. Tire as suas botas antes que eu mesmo as tire.
Com um sorriso, Merrick se abaixou e icou em um pé só enquanto tirava uma bota e depois a outra. Ele as atirou com raiva para o homem e icou em pé apenas com as meias, o
tecido ensopando com a umidade do chão molhado.
O homem en iou as mãos nos bolsos de Merrick e tirou de lá o relógio e a bolsa de dinheiro.
— Ora, ora, ora, o que temos aqui? — Ele virou para os outros dois homens. — Nosso homem aqui tem os bolsos bem gordos.
Ele atirou a bolsa de dinheiro para os homens que avidamente as abriu, espalhando as moedas e as notas pelo chão.
Ele então se virou para Isabella e avaliou as botas dela. Ela prendeu o ar, desejando contra todas as probabilidades que ele a deixasse com as botas. A princı́pio ela icara feliz por ter escondido o anel e o mapa na ponta da bota que era um pouco grande, mas agora parecia que ela os perderia de qualquer maneira.
Uma olhada rápida para os outros homens lhe dissera que eles estavam absorvidos contando o dinheiro de Merrick. Ela analisou o homem com a arma pelo canto dos olhos e esperou pela melhor oportunidade. E então ela agiu. O homem se afastou dele, sua mão ainda segurando a arma em sua direção enquanto dava as costas a Merrick.
Em um instante, ela o atacou com seu braço, acertando o pulso dele e derrubando a pistola no chão. Ela ergueu a perna e girando sobre os calcanhares o golpeou no joelho.
Ele uivou de dor quando suas pernas dobraram e ele caiu no chão.
Os outros dois homens se levantaram. Um recolheu o dinheiro e imediatamente correu em direção às árvores, mas o outro veio para atacar Merrick. Enquanto Merrick recebia o golpe do homem, Isabella aproveitando-se da distração de seu oponente, saltou sobre sua arma.
Quando sua mão se conectou com o metal frio do cano, uma mão segurou seu pulso, quase o quebrando com a força de seu aperto.
— Vadia! — Ele gritou enquanto ele a puxava e a envia para o chão de costas.
A bochecha dela vibrou com uma abelha nervosa, porém ela se levantou em segundos. O ódio se espalhou quente dentro dela. Ela levantou o pé e o chutou no nariz. Sangue imediatamente explodiu no rosto dele, escorrendo para o chão abaixo dele.
Não dando a ele tempo de reação, ela o golpeou novamente, desta vez acertando o queixo.
Ela sentiu um estalo e soube que havia quebrado os dentes dele. Ele levou a mão ao nariz e queixo e gritou de dor.
Ela deslizou a arma pelo chão para fora do alcance dele com o pé e avançou sobre o homem mais uma vez.
Ele se ergueu, afastando-se freneticamente dela.
— Vadia do demônio!
Ele quase tropeçou sobre as botas de Merrick que estavam no chão. Agarrando-as, ele se virou e fugiu na mesma direção que o primeiro homem havia ido.
Merrick tinha acabado de terminar com o homem ao acertar um soco em sua mandı́bula quando Isabella correu para ajudá-lo.
— Você está bem? — Ele perguntou, tocando em seus ombros.
— Sim, e você?
— Eles fugiram com todo o meu dinheiro e minhas malditas botas, assim como a faca que eu escondo dentro deles. — Ele grunhiu, batendo com o punho em sua outra mão, frustrado.
Ele olhou de volta para ela e sua mão foi gentilmente até sua bochecha.
— Você não está completamente bem.
Ele tocava o local onde o homem a tinha atingido e ela estremeceu.
— Estou bem. — Ela protestou. — Não é nada.
— Eu gostaria de matar o bastardo por tocá-la. — Ele disse em uma voz perigosamente baixa.
— Realmente, estou bem.
Ele olhou para os seus pés descalços descontente.
— Nós temos que procurar outra forma de conseguir nossas passagens para Leaudor. Eu esperava comprá-las com o dinheiro que os bandidos roubaram, mas agora a nossa única escolha é viajarmos clandestinamente.
— Nós encontraremos um jeito. — Ela disse em voz baixa.
— Sim. — Ele respondeu assegurando isto.
— Agora nós precisamos nos concentrar em conseguir botas para você. Ela disse olhando para os pés dele. — Há alguma cidade nas redondezas?
— Nós podemos chegar a Tynedale em algumas horas. — Ele disse. — Pelo menos eles não levaram nossos cavalos.
Ele olhou para o homem inconsciente aos seus pés com desgosto.
— Tenho certeza de que seus companheiros voltarão por ele.
— Ajude-me a movê-lo para mais perto do fogo, assim ele não congelará. — Ela disse agarrando o braço do homem.
Ele arqueou uma sobrancelha, mas não discutiu. Uma vez que eles colocaram o homem perto da fogueira, ela se abaixou e tirou as botas dele. Simon sorriu quando percebeu a intenção dela.
Ela arremessou as botas no chão perto dos pés dele.
— Você acha que eles voltarão? — Ela perguntou.
Ele olhou duvidosamente para ela, mas abaixou-se para tentar calçar uma das botas. Após alguns instantes tentando en iar o calcanhar no couro rasgado, ele suspirou irritado e atirou a bota de volta para onde o homem estava deitado.
Isabella deu de ombros.
— Valeu a pena tentar. — Ela se virou para o homem inconsciente por um tempo, depois para Merrick. — Ajude-me a tirar a camisa dele. Nós podemos rasgar o tecido em tiras e amarrar a seus pés.
Merrick lidou com os botões e juntos conseguiram soltar o material do homem. Ela puxou a camisa, tentando rasgá-la, mas era resistente. Merrick a pegou dela e rasgou em duas. Depois ele se abaixou e enrolou o tecido ao redor de cada um de seus pés.
Ela recolheu a pistola do chão distante alguns metros. Virando-se ela a entregou a Merrick.
— Nós podemos precisar dela depois.
Ele assentiu e a guardou dentro de suas calças.
Quando eles montaram em seus cavalos, Merrick se virou para ela.
— Mais uma vez você me surpreendeu, Princesa.
Ela o olhou inquisitivamente para ele.
— Há alguma situação em que ique em desvantagem?
— A necessidade alimenta o sucesso. — Ela respondeu. — Eu não posso falhar, então eu não o farei.
Ela sabia que soava um pouco melhor do que um presunçoso, mas ela falava a verdade.
Ela não falharia. Ela não poderia permitir que ninguém icasse entre ela e o que ela tinha que fazer. Entreter-se com qualquer coisa abriria o caminho para o desastre. Ela tinha que ser bem-sucedida ou morreria. Era simples assim.
— Eu acho que você é a mulher mais extraordinária que eu já conheci. — Ele disse, uma relutante admiração em sua voz.
— Se eu fosse realmente extraordinária, eu teria evitado a morte de meus pais. — Ela disse em voz baixa.
— Você não pode se culpar pela loucura dos outros, Isabella. E algo que aprendi em minha pro issão há muitos anos.
— Não, eu suponho que não. — Ela disse com um suspiro. — Mas se eu apenas não tivesse icado parada como uma estátua de mármore, assistindo como eles matavam meus pais.
— Não há nada que você pudesse ter feito. — Ele disse com irmeza. — Mas vamos providenciar para que eles sejam vingados.
O calor se espalhou pelo corpo dela e por seu peito. Ele falava como se ele tivesse assumido a causa dela. O pensamento de que ela não lidaria sozinha com isso a fortaleceu como nunca havia acontecido. Ela sentia um desejo ridı́culo de sorrir como uma criança que acabara de ganhar um pônei.
Eles cavalgaram por mais algum tempo e Isabella olhava para os pés dele. O tecido ino provavelmente não oferecia muita proteção para o frio, mas pelo menos era algo até que eles pudessem substituir as suas botas.
Ela clareou a garganta e o olhou. Ele seguia em frente, seus ombros se movendo ao mesmo ritmo do cavalo. A conversa deles há duas noites pesava em sua mente. Ele havia desviado de sua pergunta sobre o irmão dele, mas ela vira a dor em seu rosto. A ouvira em sua voz.
Ela não estava certa de como tocar no assunto, embora, ela desejasse saber tanto o que pudesse sobre ele.
— Sobre o que está pensando? — Ele perguntou, interrompendo o luxo de pensamentos dela. Ele inconscientemente havia aberto a porta para a desejada pergunta em sua mente.
— Estava pensando sobre a nossa conversa... sobre a sua famı́lia. — Ela disse, avaliando a reação dele à sua frase.
A isionomia dele icou fechada e ele desviou o olhar.
— O que aconteceu ao seu irmão? — Ela perguntou com delicadeza.
Ele se enrijeceu, assim como a sua postura.
— Ele cometeu suicı́dio. — Ele respondeu após uma longa pausa.
Isabella arregalou os olhos.
— Mas por quê?
Ele torceu a boca ironicamente.
— Eu gostaria de saber. Ele era tudo o que o futuro Conde de Merrick deveria ser. Todos gostavam dele, ele não tinha inimigos. Tinha uma voz entusiasmada para a polı́tica. Transitava bem nos cı́rculos da sociedade. Ele era... — Merrick parou, parecendo perdido sobre o que dizer.
— Ele era tudo o que eu não sou. — Ele inalmente falou.
A raiva irradiava dele em volume. As mãos dele estavam apertadas ao redor das rédeas enquanto olhava sem prestar atenção à sua frente.
— Sinto muito. — Ela disse dominando o nó em sua garganta.
De muitas formas ela e Merrick eram parecidos. Eles tinham perdido os únicos familiares que possuı́am.
Ele balançou a cabeça como se para espantar as lembranças dolorosas.
— Perda de tempo. Ele teve tudo.
Tudo o que eu não tive.
Ela ouviu isso tão claramente como se ele tivesse verbalizado as palavras em voz alta.
Como deveria ser não se sentir que pertencia a própria famı́lia?
Ela olhava para frente enquanto eles prosseguiam a viagem. Ela não tinha ideia do que dizer, então ela icou calada. Após alguns momentos de um silêncio constrangedor, ela falou mais uma vez.
— Como estão os seus pés? — Ela perguntou, mudando repentinamente de assunto.
— Eles estão icando dormentes. — Ele admitiu. — Estou mantendo-os apoiado ao cavalo para aquecê-los, mas comecei a perder a sensibilidade deles.
— Nós deveremos chegar à vila em breve. — Ela disse.
— Sim, alguns quilômetros mais ou menos. Tynedale não é muito longe.
— Nós pararemos, assim eu posso pegar suprimentos e botas.
— E o que usará como dinheiro? — Ele perguntou.
— Eu tenho o meu anel de sinete.
O rosto dele foi preenchido por arrependimento, mas ela o cortou antes que ele protestasse.
— Estas coisas não signi icarão nada se eu não conseguir voltar a Leaudor. E esse pode ser o nosso único jeito de fazê-lo.
Ele assentiu e eles continuaram.
Uma hora depois, eles viram nuvens de fumaça subindo entre os topos das árvores.
— A cidade ica logo após a próxima colina. — Merrick disse, apontando para o norte.
— Espere por mim nos arredores. — Ela direcionou. — Nós não queremos atrair mais atenção com você cavalgando descalço. Eu irei e comprarei nossos suprimentos e lhe encontrarei aqui.
— Eu não gosto da ideia de você ir sozinha. — Ele disse resoluto.
— Dê-me a pistola. Eu icarei bem.
Ele tirou a pistola de suas calças e passou para ela.
— Tenha cuidado. — Ele alertou. — Se você não voltar em uma hora, eu irei atrás de você.