Os olhos de Isabella iluminaram-se e ela empalideceu à medida que o impacto de sua a irmação a atingia. Ela se recostou no sofá e umedeceu nervosamente os lábios. Uma reação interessante. Essa declaração não deveria ser recebida com alı́vio? Simon a estudava intensamente, esperando a sua reação. Ele estava convencido, mais do que nunca, de que sua a irmação estava correta.
— O que... o que o fez pensar isso? — Ela gaguejou. — Eu lhe asseguro, tudo o que eles têm feito, deu-me a impressão de que eles desejavam nada além de minha morte.
Ela esfregou seu abdômen enquanto falava como se recordasse a ferida que ela recebera no primeiro encontro com eles.
— Tenho me perguntado. — Ele murmurou. — E cada vez que penso sobre isso, mas eu começo a pensar que talvez você tenha algo que eles queiram. Algo que eles desejam em demasia. Demasiadamente o bastante para querer você viva. — Ele a olhou mordazmente enquanto terminava a fala.
A voz dela tremia indiscutivelmente enquanto falava.
— O que eu poderia ter e que eles desejam tanto?
— Esta é uma boa pergunta, de verdade. Uma que eu gostaria muito de responder.
Ele se aproximou dela, encarando-a com toda a força de seu olhar.
— Você não está me contando tudo, Princesa. E eu não posso mantê-la segura, a menos que você fale. Eu acho que você sabe exatamente do que estou falando.
Embora sua acusação fosse um tiro no escuro, ele descobriu imediatamente que acertara a verdade. Ela empalideceu e desviou o olhar, sua agitação aumentando. Ela saltou do assento e deu as costas para ele, suas mãos fechadas ao lado do corpo.
Em seguida ela lentamente voltou-se para ele, sua respiração saindo entrecortada. Suor escorria de sua testa e ele era capaz de ler a indecisão que a rasgava. Ela soltou o ar lentamente, suas bochechas in lando um pouco com o esforço.
— E-eles querem algo que eu peguei do palácio antes de fugir. — Ela disse com voz trêmula.
A antecipação quase o fez se apressar, mas ele rapidamente controlou sua reação.
— O que você pegou?
— Um mapa.
— Um mapa? — Ele não conseguiu esconder sua incredulidade e explodiu. — Você tem sido perseguida por toda a Inglaterra, seu irmão foi assassinado, tudo por causa de um mapa?
Esta é a razão pela qual os seus pais foram mortos?
— Eu não sei o motivo pelo qual meus pais foram mortos. — Ela sussurrou. — Mas eu sei que eles procuram o mapa. Sem isso, eles não podem garantir o trono.
— E onde está o mapa?
Ela pegou a sua bota que estava secando perto do fogo e retirou de dentro dela um pergaminho dentro de uma delas. Estendo-o para ele, ela falou:
— Muitos morreram ao longo dos anos protegendo este mapa. Eu não tenho dúvidas que há quem queira matar por ele.
A mente dele corria para compreender tudo o que ela dizia. Desenrolando o pergaminho umedecido, ele olhou em descrédito para os rabiscos indecifráveis e rudes desenhos. Era obviamente um mapa, mas de quê?
Ele voltou-se para ela que esticou a mão pedindo o mapa. Ele não fez movimento algum para devolvê-lo a ela.
— O que há de tão importante neste mapa?
— Eu não espero que você entenda. — Ela disse em voz baixa.
— Tente.
Ela o olhou por um longo tempo depois afundou-se na cadeira.
— Sente-se, por favor. Você me deixa nervosa pairando sobre mim desta maneira.
Ele sentou-se no banco e a olhou com expectativa.
— O mapa é a única forma para acessar as relı́quias da Realeza Leoudoriana.
— Eu percebo; então a ganância é a motivação deles?
Ela seguiu, ignorando a interrupção dele.
— Isso não é um tesouro qualquer. As leis de Leaudor proı́bem que um governante suba ao trono a menos que ele tenha em sua posse no momento da coroação o Cetro de Joias e a Esmeralda Real. Ambas são parte integral de nossa história.
— Por séculos, antes que um novo rei ou rainha fosse coroada, o herdeiro ao trono tem que fazer sua jornada até o interior das cavernas antigas, localizadas nos Penhascos de Mármore. O mapa é necessário para navegar pelos labirintos formados pelas passagens secretas. Eles devem recolher o cetro e a esmeralda e voltar a tempo para a cerimônia.
Ele balançou a cabeça tentando encontrar sentido na explicação. Isso soava como inventado em um romance gótico.
Isabella focou o olhar nele, interrompendo sua narrativa.
— Eu sabia que isso estaria além de sua compreensão. Nossos costumes são bem diferentes da forma como a Inglaterra lida com seus assuntos. Nós somos profundamente enraizados em nossas tradições, nossa história e o nosso caminho transcende o âmbito normal do entendimento humano.
Ele ergueu a mão.
— Por favor, prossiga. Estou escutando.
Ela levantou o queixo e virou de lado na cadeira, observando as chamas dançarem na lareira.
— A jornada é vista como um rito de passagem. O homem ou a mulher é abençoado pelos monges na abadia que guarda a entrada às cavernas. As orações de toda a nação seguem o viajante em sua busca por seu direito de nascença e forja o futuro para o seu reinado.
— Na coroação, o recém-coroado rei ou rainha apresenta os tesouros como prova de seu mérito. Os monges julgam a validade de seu pedido e depois podem tanto oferecer ou recusar abençoar o novo governante.
Simon absorveu toda a informação, o entendimento o atingindo.
— Então um novo governo não pode ser instalado ao menos que eles apresentem as relı́quias?
Ela assentiu.
Ele se levantou mais uma vez, os lábios formando uma linha ina.
— Então por que assassinar a sua famı́lia? Assim eles poderiam clamar pelo trono? A monarquia não segue uma linha de sucessão? E se assim for, você seria a próxima na linha para o trono. Como eles -quem são eles a inal- esperam assumir o comando? Além disso, se eles estão apostando em tomar a monarquia, por que eles se preocupariam com a tradição? Não seria mais fácil estabelecer um novo regime completo com novas leis?
As perguntas, todas provenientes de sua confusão e frustração saı́ram rapidamente.
Nenhuma delas fazia sentido. E ele estava tão longe de descobrir a verdade agora do que estivera no inı́cio.
Uma isionomia de puro ódio tomou o rosto dela.
— “Eles” é o conselheiro chefe de assuntos militares do meu pai.
Uma poça de lágrimas brilhava tão intensamente quanto a animosidade nos olhos dela.
— Nem que seja a última coisa que eu faça, eu o farei pagar por trair a minha famı́lia.
Um calafrio serpenteou por sua espinha enquanto ela falava. Ele não duvidou dela nem por um segundo.
— Como ele espera obter o controle de Leaudor? Mesmo se ele fosse capaz de exibir as relı́quias, de initivamente isso não o daria o trono.
— Em Leaudor, se não houver parentes próximos vivos da famı́lia governante, o próximo na linha de sucessão é o Ministro de Assuntos Estrangeiros. Depois, o Conselheiro Chefe de Assuntos Militares. — Ela falou intencionalmente. — A linha para aqui. Tios, primos, irmãos ou irmãs do rei ou rainha não se quali icam.
— Isso parece bastante estranho. — Ele disse. Não apenas estranho, mas insólito.
Ela continuou como se ele não a tivesse interrompido.
— Tempos atrás, quando grande parte de nosso paı́s estava em constante tumultos com guerras e frequentes mudanças de monarquia, uma nova polı́tica foi adotada quando a Rainha Genevieve assumiu o poder.
— Foi revolucionário, mas uma vez implementado, mudou todo o curso de nossa história.
— Ela disse com uma nota de orgulho. — Eu fui nomeada como ela.
Tão versado em polı́tica externa como ele pensava ser, ele era assustadoramente ignorante sobre as leis leaudoriana. Porém, até então, ele nunca foi forçado a viajar além dos limites leuadorianos para proteger os interesses da Inglaterra. Até agora.
— Qual é esta nova polı́tica? — Ele inalmente perguntou.
— A longa linha de sucessão foi eliminada. — Ela explicou. — Além da famı́lia direta do monarca governante, o ministro de assuntos estrangeiros e o chefe de assuntos militares são os únicos que podem ascender ao trono. Na eventualidade de nenhum dos mencionados ser capaz de reinar, um novo governante é indicado pelos monges do Sacre Foi. Eles são encarregados de encontrar um governante adequado e justo entre os cidadãos de Leaudor.
— Ao adotar tal polı́tica, a ameaça externa tentar tomar a monarquia foi virtualmente eliminada. Até agora.
A explicação dela terminou irregularmente a dor acentuando cada respiração.
— E brilhante. — Ele reconheceu. — Ninguém de fora do paı́s pode obter nada se por acaso tomem o poder porque uma vez feito, a substituição é completamente aleatória. Mas e o poder militar? — Ele apontou. — Provavelmente outra nação poderia assumir e substituir as classes dominantes. Já aconteceu múltiplas vezes ao curso da história.
— Não sem antes abater cada cidadão de Leaudor e aniquilar o nosso exército. — Ela disse com irmeza. — Os leaudorianos são lendários em seu apoio, sua lealdade. Eles pegariam armas contra qualquer forma de invasão. A polı́tica da Rainha Genevieve foi inteligente. Deu muito poder para as pessoas comuns.
Um sorriso suave curvou os lábios dela e um olhar distante ocupou os seus olhos.
— Você sabia? — Ela começou suavemente. — Meu pai era um homem comum. Ele assumiu o poder após um terrı́vel acidente que assolou o rei anterior. O jovem rei estava navegando com seu ministro de assuntos estrangeiros e o chefe militar para a Bélica. O navio deles sumiu no mar. E pela primeira vez, os monges foram incumbidos de encontrar um novo governante.
Simon inclinou-se para frente, cativado por sua narrativa.
— Naquele tempo, meu pai era um jovem de vinte e dois anos. Ele havia acabado de se casar com a minha mãe e os dois tinham uma pequena fazenda em um pedaço de terra perto do mar.
Mesmo enquanto ela sorria, as lágrimas escorriam sem controle por suas bochechas.
Agora a familiar sensação de aperto estava em seu peito. Os olhos dela estavam brilhantes com amor e pelas preciosas memórias de seus pais.
— O que aconteceu depois? — Ele solicitou.
— Os monges vieram até ele e pediram que ele se apresentasse ao palácio para averiguação. Minha mãe não queria que ele fosse. — Ela disse, prestes a soluçar. — Eu queria
agora que ele tivesse escutado.
— Durante uma semana, ele e os outros foram interrogados, testados, medidos e tiveram que cumprir tarefas. No im, eles o escolheram para a jornada para as cavernas em busca das relı́quias. O paı́s inteiro se juntou quando ele conseguiu. Ele era amado por muitos. — Ela disse, sua voz inalmente quebrando diante do desgaste das emoções.
— Ele era um bom homem. Leaudor loresceu sob sua direção.
Simon permaneceu em silêncio, esperando que ela continuasse não querendo atrapalhar a re lexão dela.
— E agora, eles levaram tudo de mim. — Ela sussurrou, a raiva substituindo a agonia em sua voz. — E para quê?
Ele esticou e pegou as mãos dela nas dele.
— E por isso que eu preciso conversar com você, Isabella. Você pode suportar isso?
— Você me ajudará a voltar a Leaudor? — Ela perguntou, segurando as mãos dele bem apertadas.
Ele se mexeu desconfortável e olhou ao redor rapidamente. Ela estava pedindo que ele a ajudasse. Não a Leaudor. Não a Inglaterra. A ela.
Ele tinha toda a intenção de vê-la em Leaudor. Sua missão com a Inglaterra lhe obrigava a isso. Mas de alguma forma, ela fazia parecer que o ato era mais pessoal do que deveria.
Mas assim como ele não se imaginava fugindo às suas responsabilidades com a Inglaterra, ele também não era capaz de olhar diretamente nos olhos da princesa e manter a ideia de que ele não agia por causa do seu apelo. Ou ingir que ele estava agindo apenas pelo melhor interesse do paı́s dela.
— Sim, Isabella. Eu lhe ajudarei. — Ele disse com uma pontada de culpa. Uma vez que ela estivesse no trono, teria pouca importância para ela os motivos de sua ajuda.
— Então eu posso enfrentar isso. — Ela sussurrou.
Os dois se encararam por um longo momento de mãos dadas. Finalmente Simon as afastou e se levantou do banco.
— Eu preciso que você me conte tudo, Isabella. Não deixe nenhum detalhe de fora, não importa quão doloroso isso seja. Eu lhe ajudarei, mas eu devo saber tudo.
Ela assentiu em concordância.
— Conte-me o que aconteceu no dia em que os seus pais foram assassinados.
Ela se levantou como se fosse incapaz de suportar o con inamento da cadeira por mais tempo. Ela respirou profundamente e retorceu as mãos nervosamente em frente ao seu corpo.
— Jacques Montagne, o conselheiro militar do meu pai, convocou o meu pai para o desjejum. Nós sempre tomamos café juntos. — Ela disse com um leve sorriso.
— Eu sou capaz de dizer que era urgente. Jacques não era alguém que interrompesse as nossas refeições familiares por algo sem importância. Davide e eu decidimos dar uma caminhada pelos jardins logo depois do desjejum, assim nós deixamos nossa mãe e Stephane
na sala de jantar. Após recolher o cavalete de Davide, nós saı́mos para apreciar o tempo outonal. Davide estava fazendo um retrato meu.
— Talvez uma hora depois, nós subimos ao quarto de nossa mãe. Davide estava ansioso para mostrar a ela o seu trabalho e nós sabı́amos que ela estaria se trocando para a sessão do meio da manhã com as damas da corte.
— Quando nós encontramos o quarto vazio, nós pensamos que a encontrarı́amos na sala de música, onde normalmente ela recebia as damas. Em nosso caminho até lá, nós fomos parados por Jacques, que nos pediu que fôssemos com ele. Havia uma nota de urgência na voz dele que me perturbou. Davide sentiu o mesmo. Eu me recordo de ele pegar a minha mão enquanto corrı́amos atrás de Jacques.
A agitação dela aumentou e ela começou a torcer as mãos com mais vigor. Simon diminuiu o espaço que os separava e, novamente, pegou as mãos dela entre as dele.
— Eu estou aqui, Isabella. Você não deve suportar isso sozinha. Segure-se em mim, se precisar.
Ela apertou as mãos dele quase que dolorosamente e continuou com sua voz trêmula. As pupilas dela estavam dilatadas e o seu rosto parecia farinha branca.
— Quando nós chegamos à sala do trono, eu soube que algo estava mal. Os guardas pessoais do meu pai estavam longe de vista. A sala estava assustadoramente vazia. E então eu vi Mamãe e Papai.
A voz dela se quebrou e ela fechou os olhos como se quisesse se recompor. Quando ela os abriu novamente, toda a luz se fora, uma barreira opaca e sem vida os cobria.
— Mamãe estava parada ao lado de Papai, suas costas retas de orgulho. Ela nunca permitiria que Jacques visse o seu medo. Dois homens estavam posicionados ao lado deles com uma espada em suas gargantas. Eu recordo muito bem as últimas palavras que eles disseram.
— Ela sussurrou.
— Enquanto eles estavam parados ali, Papai olhou para mim e para Davide com tanto amor e orgulho em seus olhos. Ele disse: "Eu amo vocês, meus ilhos. Nunca esqueçam como vocês deram orgulho a sua mãe e a mim." E depois os soldados os mataram.
Um gemido alto escapou dela e ela puxou as mãos das dele, cobrindo o rosto com elas.
— Oh, Deus. — Ela soluçava. — Eles os mataram bem na minha frente.
Ela se jogou contra o peito dele, suas mãos agarrando seus antebraços. O súbito movimento dela o pegou de surpresa, mas ele permaneceu imóvel, incerto de como reagir ao abraço dela.
Ela tremia contra ele, a força das emoções dela o inquietava. Ele ergueu a mão e a deslizou desajeitadamente por seus cabelos em um esforço para confortá-la.
— Sinto muito. — Ele falou roucamente.
Ela falou novamente, suas palavras saindo abafadas pelo peito dele. Ele tentou afasta-la, mas ela se agarrou a ele. Ele abaixou a mão e suavemente afastou o cabelo do rosto dela,
levando-o gentilmente para trás da sua orelha.
Uma sensação inde inida serpenteou através de seu peito. Um sentimento, que se ele examinasse melhor, perceberia que gostava. Ele permitiu que as mechas de cabelo dela escorregassem de seus dedos e depois os fechou em punhos, assim ele não icaria tentado a continuar tocando-a.
Ela afastou a boca da camisa dele, então ele pode ouvi-la novamente.
— Jacques gargalhou. O bastardo ria enquanto os meus pais morriam. Ele levantou uma mão ensanguentada... — Ela quebrou novamente e amassou a camisa dele entre seus punhos.
— A mão do meu irmão.
— Stephane? — Simon murmurou.
Ela assentiu contra o seu peito.
— Jacques havia mostrado a mão ao meu pai em um esforço para levá-lo a causa dele.
Quando o meu pai se recusou, ele nos chamou, Davide e eu, e depois os matou em nossa frente.
O plano dele era me usar para que Davide se curvasse a sua vontade.
— O que ele queria? — Simon perguntou.
— Eu suponho que seja o mapa. — Ela respondeu mais calma. — Sem o mapa, mesmo com toda a minha famı́lia morta, ele não poderia assumir a liderança.
— Mas e o ministro de assuntos estrangeiros?
Ela tremeu contra ele.
— Eu não sei, embora eu suspeite que Jacques o tenha matado antes dos meus pais.
— O que aconteceu depois... depois que ele matou os seus pais? — Ele perguntou gentilmente, perguntando-se o quanto mais ele deveria forçá-la.
Ela icou imóvel ainda em seus braços e ele a sentiu respirando profundamente.
— Eu me recordo de gritar e gritar. Davide estava em choque. A próxima coisa que me lembro foi de Jacques me batendo e dizendo para que eu me calasse. Ele me olhava e sorria.
Nunca esquecerei aquele sorriso. Ele disse que tinha planos para mim.
— Então ele ordenou que um dos homens que mataram meus pais levar Davide e eu e nos trancar em uma pequena cela na área leste do castelo. O erro dele foi enviar apenas um homem. — Ela disse com desgosto. — A arrogância dele era tanta que nunca imaginou que precisaria de mais de um homem armado.
— Então foi assim que vocês escaparam. — Simon meditou.
Ela assentiu.
— Eu esperei até que nós estivéssemos bem longe de Jacques. Eu ixei meu olhar no de Davide e rezei para que ele tivesse compreendido o que queria lhe transmitir. Então eu ingi desmaiar. Quando o guarda se abaixou para me pegar, Davide e eu o atacamos. Davide icou ferido na luta e quando nós terminamos com o guarda, o enviei para um lugar seguro. Eu sabia que eu tinha que pegar o mapa.
— Você é uma mulher incrı́vel. Eu não sou capaz de acreditar como você conseguiu sobreviver.
— Eu tinha que viver. — Ela disse com irmeza. — Jacques e todos o que o apoiaram devem pagar por traição.
— Então você pegou o mapa. E depois?
Eu encontrei Davide fora das terras do castelo. Quando crianças nós passávamos horas navegando entre as muitas passagens secretas, assim foi fácil sair. De lá, nós fugimos até o porto. Havia dois navios partindo. Um para a Inglaterra. Outro para a América. Eu implorei a Davide pegar o mapa e vir para a Inglaterra. Procurar ajuda do regente. Mas ele não me ouviu.
Ele optou por icar para trás e fazer parecer que nós tı́nhamos embarcado para a América. Eu me escondi no navio que partia para Dover. Davide icaria em Leaudor o tempo su iciente para ser capaz de embarcar no navio para a Inglaterra sem ser detectado. Eu esperaria por ele e juntos, irı́amos falar com o regente. Mas como você sabe, isso nunca aconteceu.
Ela se afastou, seus olhos estavam tristes e... cansados.
Ela se afastou, seus olhos estavam tristes e... cansados.