6A. Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual.
6.1 Taxa de prevalência do HIV/Aids entre as mulheres grávidas com idades de 15 a 24 anos
6.2 Taxa de utilização de anticoncepcionais
6.2 A Uso de preservativo na última relação sexual de risco 6.2 B Porcentagem da população de 15 a 24 anos com conhecimento correto de HIV/Aids
6.3 Número de crianças tornadas órfãs pela Aids
a. Taxa de incidência de Aids, segundo região de residência por ano de diagnóstico
b. Prevalência da infecção pelo HIV entre a população de 15 a 49 anos, por sexo
c. Coeficiente de mortalidade por Aids segundo residência 6B. Alcançar, até 2010, o acesso universal ao
tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem.
6.4 Proporção de portadores de HIV com infecção avançada que têm acesso a medicamentos antirretrovirais
6C. Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
6.5 Taxas de prevalência e de mortalidade ligadas à malária. 6.6 Proporção da população das zonas de risco que utiliza meios de proteção e de tratamento eficazes contra a malária
6.7 Taxas de prevalência e de mortalidade ligadas à tuberculose.
6.8 Proporção de casos de tuberculose detectados e curados no âmbito de tratamentos de curta duração sob vigilância direta.
6C-‐BR. Até 2015, ter reduzido a incidência da malária e da tuberculose.
d. Número de casos de malária na Amazônia Legal e. Incidência e taxa de incidência de tuberculose (de todas as formas, pulmonar e pulmonar bacilífera), por ano de notificação
6D-‐BR. Reduzir em 10%, entre 2008 e 2011, e em 7,8%, entre 2011 e 2015, o coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos
f. Coeficiente de prevalência de hanseníase (utiliza indicador de coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos).
6E-‐BR. Reduzir em 13%, entre 2008 e 2015, o coeficiente de casos novos da doença com grau 2 de incapacidade física
g. Coeficiente de casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade
Verde: Indicadores estabelecidos para o Brasil a partir de 2005, com exceção das metas para hanseníase estabelecidas em 2007 e 2009.
6A. Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual
a. Taxa de incidência de Aids, segundo região de residência por ano de diagnóstico
Em relação à taxa de incidência por região do País, observa-‐se, a partir de 2002, decréscimo na Sudeste, estabilização na Centro-‐Oeste e crescimento nas demais regiões (IPEA, 2010).
Gráfico 16. Taxa de incidência de Aids (1) (por 100 mil habitantes), segundo região de residência e ano de diagnóstico. Brasil e regiões (2), 1997/2007
Fonte: IPEA, 2010. Fonte dos dados: MS/SVS/Departamento de DST/AIDS e Hepatites Vitais. População: MS/SE/DATASUS em WWW.datasus.gov.br, acessado em 20/10/2009.
(1) Casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e registrados no Sistema de Controle de Exames Laboratoriais/Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SISCEL/SICLOM) até 30/06/2009 e SIM de 2000 a 2008.
(2) Dados preliminares para os últimos cinco anos.
b. Prevalência da infecção pelo HIV entre a população de 15 a 49 anos, por sexo
Estima-‐se que 630 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no País. A taxa de prevalência da infecção na população geral, de 15 a 49 anos, é de 0,61%, sendo 0,41% entre as mulheres e 0,82% entre os homens, mantendo-‐se estável desde 2000 (IPEA, 2010).
c. Coeficiente de mortalidade por Aids segundo residência
A universalização do acesso gratuito à terapia antirretroviral (TARV) na rede pública de saúde, implantada pelo Governo Federal em 1996, levou ao aumento na sobrevida, à melhoria na qualidade de vida dos pacientes com HIV/AIDS e a uma grande redução no número de hospitalizações, que diminuiu em 82% no período de 1997 a 2007. Na última década, foram registrados, em média, 11 mil óbitos por ano. O coeficiente de mortalidade está estabilizado em cerca de 6,0 óbitos por 100 mil habitantes. A análise por região de monstra que o coeficiente de mortalidade diminuiu na Sudeste, apresentou tendência de estabilização na Centro-‐Oeste e aumentou nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
Este aumento da mortalidade pode ser explicado por um diagnóstico ainda tardio, sobretudo nas regiões Nordeste e Norte, e diferenças no padrão da epidemia, particularmente na região Sul.
Gráfico 17. Coeficiente de mortalidade por AIDS (por 100 mil habitantes) padronizado por idade(1) -‐ Brasil e regiões, 1996/2008(2)
Fonte IPEA, 2010. Fonte dos dados: Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM (1) Utilização do método direto usando como base a população brasileira.
População: MS/SE/DATASUS em <www.datasus.gov.br>, acessado em 20/10/2009. (2) Os dados de 2008 são preliminares.
6C – Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
6.5 Taxas de prevalência e de mortalidade ligadas à tuberculose.
Gráfico 18. Coeficiente de mortalidade por tuberculose (por 100 mil habitantes). Brasil e regiões, 1990/2008(1)
Fonte: SIM/DASIS/SVS/MS.
(1) Dados de 2008 sujeitos à revisão.
6.7 Taxas de prevalência e de mortalidade ligadas à malária
A Amazônia Legal concentra 99,8% dos casos de malária no País. A mortalidade caiu de 1,10 óbitos por 100 mil habitantes para 0,23, o que representa uma diminuição de 75,8% (IPEA, 2010).
Gráfico 19. Taxa de mortalidade por malária (por 100 mil habitantes). Amazônia brasileira, 2000/2008.
Fonte: IPEA, 2010. Fonte dos dados: Sismal/Sivep-‐malária/SVS/MS.
6B-‐BR -‐ Até 2015, ter reduzido a incidência da malária e da tuberculose.
d. Número de casos de malária na Amazônia Legal
Em 2008, foram notificados 314.735 casos na Amazônia Legal. Os picos de transmissão da doença, registrado nos anos de 1999 e 2000 e entre 2003 e 2005, estão, em geral, associados ao processo de colonização na região quando aumenta a exposição de boa parte da população, envolvida em atividades de extrativismo e exploração de recursos das florestas à infecção (IPEA, 2010).
Gráfico 20. Número de casos de malária. Amazônia Brasileira, 1990/2008.
Fonte: IPEA, 2010. Fonte dos dados: Sismal/Sivep-‐malária/SVS/MS.
e. Incidência e taxa de incidência de tuberculose (de todas as formas, pulmonar e pulmonar bacilífera), por ano de notificação
Tabela 23. Número de casos novos, porcentagem de casos pulmonares e bacilíferos em relação ao total de casos e taxa de incidência de tuberculose (por 100 mil habitantes), segundo a
forma da doença -‐ Brasil, 2000/2008
Ano Nº de Casos Proporção Taxa de Incidência (por 100mil hab)
Casos
novos Casos novos pulmonares Casos novos pulmonares baciliferos Pulmonares
/Total Bacilíferos / Total Casos novos novos Casos pulmonares Casos novos pulmonares baciliferos 2000 69.887 60.293 37.495 83,3 53,7 41,2 35,5 22,1 2001 73.791 63.330 39.450 85,8 53,4 42,8 36,7 22,8 2002 77.490 66.249 41.410 85,4 53,4 44,3 37,9 23,7 2003 78.603 67.207 42.040 85,5 53,4 44,4 38,0 23,7 2004 77.694 66.425 41.467 85,5 53,3 43,8 37,0 23,1 2005 76.480 65.687 41.744 85,8 54,5 41,5 35,6 22,6 2006 72.598 62.311 40.485 85,8 55,7 38,8 33,6 21,6 2007 72.117 61.803 39.046 85,7 54,1 38,0 32,6 20,6 2008 70.646 60.490 37.818 85,6 53,5 37,2 31,9 19,9 Fonte: SINAN-‐TB/ SVS/ MS.
Meta 6D-‐BR. Reduzir em 10%, entre 2008 e 2011, e em 7,8%, entre 2011 e 2015, o
coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos
f. Coeficiente de prevalência de hanseníase (utiliza indicador de coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos)
Durante o período de 1994 a 2008, a evolução dos coeficientes de detecção de casos novos em menores de 15 anos demonstra que o País apresentou endemicidade muito alta, conforme parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde3.
3 (a) Baixo menos de 0,50 casos por 100.000 habitantes; (b) Médio 0,50 a 2,49 casos por 100.000 habitantes; (c) Alto 2,50 a 4,99 casos por 100.000 habitantes; (d) Muito alto 5,00 a 9,99 casos por 100.000 habitantes; (e) Hiperendêmico 10,00 ou mais casos por 100.000 habitantes.
Gráfico 21. Coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos (por 100 mil habitantes) -‐ Brasil e regiões, 1994/2008
Fonte: IPEA, 2010. Fonte dos dados: Sinan/SVS/MS.