Descrição: Programa com foco em territórios rurais marcados pela pobreza visa estabelecer uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável. Foram definidos 120 territórios rurais para atendimento (até 2010), a partir de indicadores: menor IDH; maior concentração de agricultores familiares e assentamentos da Reforma Agrária; maior concentração de populações quilombolas e indígenas; maior número de beneficiários do Programa Bolsa Família; maior número de municípios com baixo dinamismo econômico; maior organização social; pelo menos um território por estado da federação. A unidade territorial é a microrregião, conforme estabelecido pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Governo Federal acompanha as ações de 22 ministérios, realizadas nos 120 territórios. Os territórios são priorizados na agenda social do governo federal.
Gestão/Marco Legal: Coordenado por um Comitê Gestor Nacional, composto por 19 Ministérios. O Comitê é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República. Cada território possui um conselho, com participação dos três níveis de governo e da sociedade civil, que define um plano visando integrar ações dos governos federal, estaduais e municipais. O Programa foi instituído pelo Decreto DSN 02, de 25 de fevereiro de 2008.
Alcance Nacional: Em 2009 foram investidos R$24,6 bilhões nos 120 territórios, com execução financeira superior a 75%. Para 2010 foram previstos R$27 bilhões.
Territórios da Cidadania e a RIDE:
O Território da Cidadania Sertão do São Francisco – PE inclui os municípios da RIDE, e outros três: Cabrobó, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Afrânio e Dormentes. Totalizam 403.174 habitantes, dos quais 78.474 vivem na área rural, o que corresponde a 19,46% do total. Possui 17.717 agricultores familiares, 4.694 famílias assentadas, 11 comunidades quilombolas e 2 terras indígenas. Seu IDH médio é 0,72. Para 2010 foram previstas 58 ações de 10 Ministérios, totalizando R$ 221.936.677,91.Até dezembro de 2010 foram executadas 53 ações, representando investimentos de R$231.046.617,38.
O Território da Cidadania Sertão do São Francisco – BA inclui os municípios da RIDE, e outros seis: Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá. Totalizam 520.782 habitantes, dos quais 148.122 vivem na área rural, o que corresponde a 28,44% do total. Possui 31.768 agricultores familiares, 2.371 famílias assentadas, 1 comunidades quilombolas e 1 terras indígenas. Seu IDH médio é 0,64. Para 2010 foram previstas 64 ações de 12 Ministérios, totalizando R$ 220.812.431,29.Até dezembro de 2010 foram executadas 60 ações, representando investimentos de R$211.142.062,18.
Os investimentos correspondem as programas da agenda social do Governo Federal e neste relatório estão apresentados de forma separada, para cada programa, sempre que disponível destacando o valor por município.
Páginas: PE:http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/territriosrurais/sertodosofranciscop e/one-‐community?page_num=0 BA:http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/territriosrurais/sertodosofrancisco ba/one-‐community?page_num=0
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar -‐ Pronaf
Descrição: Financiamento a projetos individuais ou coletivos para a geração de renda para agricultores e empreendedores familiares rurais, e assentados da reforma agrária. Possui as menores taxas de juros de financiamentos rurais e as menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do país. Podem ser financiados: custeio da safra ou da atividade agroindustrial, aquisição de máquinas, equipamentos ou infraestrutura de produção, e serviços necessários à produção.
Gestão/Marco Legal: órgão responsavel: Ministério do Desenvolvimento Agrário -‐ MDA. Para acessar o crédito, a família deve obter junto ao sindicato rural ou Emater a Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP, ou para assentados, devem buscar a Unidade técnica Estadual do Incra. As condições de crédito e montante disponível são definidas a cada ano no Plano Safra da Agricultura Familiar, pelo MDA.
Alcance Nacional: Os produtores, que respondem por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e por 10% do Produto Interno Bruto do País (PIB), têm à disposição R$ 16 bilhões (para 2011), um aumento de 672% em relação aos R$ 2,38 bilhões aplicados na safra 2002/2003. Do total, R$8,5bi são destinados a operações de investimentos e R$7,5bi para operações de custeio.
O Pronaf Semiárido teve ampliação do limite de financiamento em 2010 de R$7mil para R$10mil. Produtores com renda bruta de até R$220mil anual tem aceso à investimento e custeio de culturas alimentares que substituam a produção de fumo. A Linha Pronaf Mais Alimentos tem limite financiamento de R$130mil.
Tabela 44: Crédito Pronaf 2010 por Território da Cidadania Território da Cidadania Contratos Firmados Valores Sertão do São Francisco –
PE 1.926 R$11.621.965,14
Sertão do São Francisco – BA
1.854 R$10.052.020,92
Brasil 337.176 R$ 2.298.929.225,30
Fonte: www.territoriosdacidadania.gov.br
Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar – PAA
Descrição: Promove a inclusão econômica e social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar, através da Aquisição de alimentos diretamente de agricultores familiares ou de suas organizações (cooperativas e associações), dispensada a licitação, desde que os preços sejam compatíveis com os praticados nos mercados locais e regionais. Os alimentos abastecem a rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição (Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias, Bancos de Alimentos) e rede socioassistencial. Para a alimentação escolar, 30% dos recursos repassados aos municípios pelo FNDE e PNAE devem ser destinados à compra de produtos de agricultores familiares e empreendedores familiares rurais. Por ano, os agricultores podem vender ao programa R$ 4,5 mil. Na modalidade leite, os produtores podem vender R$ 4 mil por semestre.
Gestão/Marco Legal: Instituído pelo artigo 19 da Lei 10.696/2003, é desenvolvido com recursos dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Implementado por meio de parcerias com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), governos estaduais e municipais. Para participar do Programa, o agricultor deve ser identificado como agricultor familiar, enquadrando-‐se no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A identificação é feita por meio de uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap).
Alcance Nacional: Desde 2003, o PAA já investiu mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades. Para 2011, o orçamento do programa é de R$ 640 milhões.
Alcance na RIDE:
Tabela 45: Transferências do Governo Federal. Municípios da RIDE, 2010.
2798 -‐ Aquisição de Alimentos
Provenientes da Agricultura Familiar (2010)
Petrolina 617.220,00
Orocó 225.809,93
Lagoa Grande 225.809,93
Santa Maria da Boa Vista -‐
Juazeiro -‐
Casa Nova -‐
Sobradinho -
Curaça -‐
Política de Valorização do Salário Mínimo
Descrição: Elevação do valor nominal do salário mínimo acima da inflação promovendo a recuperação do poder de compra. O salário mínimo passou de R$200,00 em fins de 2002 para R$465,00 em 2009, representando um crescimento real de aproximadamente 63%. A nova política para o salário mínimo estabelece que entre os anos de 2008 e 2011 os reajustes do salário mínimo sejam realizados com base na reposição da inflação, acrescida da taxa de crescimento real do PIB de dois anos antes.
Gestão: Ministério do Trabalho e Emprego.
Alcance Nacional: Análise da PNAD entre 2007 e 2008 verifica-‐se aumento na renda, principalmente dos que recebem rendimentos mais baixos. Em um cenário econômico recessivo, houve também a manutenção do consumo interno devido ao aumento do poder de compra dos trabalhadores. Fonte: IPEA, 2010.
Investimentos do Fundo de Amparo ao Trabalhador -‐ FAT para a Geração de Emprego e Renda
Descrição: Linhas de crédito para apoio às micro e pequenas empresas com depósitos especiais do FAT, no Programa de Geração de Emprego e Renda – Proger, com encargos financeiros mais competitivos que o mercado bancário privado. Fomento ao empreendedorismo visando geração de emprego e renda e redução das desigualdades regionais.
Gestão: Ministério do Trabalho e Emprego. Financiamento operado por bancos federais. Alcance Nacional: Em 2008 foram realizadas 1.756.287 operações, totalizando R$ 13,6bilhões. Fonte: IPEA, 2010
Programa Nacional de Economia Solidária em Desenvolvimento
Descrição: Atende a demandas de Empreendimentos Econômicos Solidários – EES (organizações permanentes autogeridas por trabalhadores) por acesso a bens, serviços financeiros, infraestrutura, formação, assistência técnica, entre outros.
Gestão: Ministério do Trabalho e Emprego.
Alcance Nacional: Desde sua criação foram cadastrados 21.859 EES, com uma média de 1.500 novos por ano entre 2003 e 2008. Foram apoiados 50 projetos, com investimentos de R$5milhões, representando cerca de 700 empreendimentos. Foram criados 44 Bancos Comunitários em áreas de periferia urbana, comunidades quilombolas e municípios rurais. Foram qualificados mais de 20mil trabalhadores, e dada assistência técnica a cerca de 3.800 trabalhadores, entre outras ações.
Fonte: IPEA, 2010
Inclusão Bancária e Microcrédito
Descrição: Apoiar o acesso das famílias de baixa renda ao sistema bancário, através da regulamentação de contas correntes simplificadas. Disponibilizar linhas de crédito para operações de microcrédito produtivo orientado: Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado -‐ PNMPO.
Gestão: Ministério do Trabalho e Emprego. PNMPO criado pela Lei nº11.110/2005. Fonte: IPEA, 2010
Programa Qualificação Social e Profissional de Trabalhadores para o Acesso e Manutenção ao Emprego, Trabalho e Renda em Base Setorial (PlanSeQs)
Descrição: Visa promover a qualificação do trabalhador nas dimensões: social (cidadania, fortalecimento e o mundo do trabalho), profissional (fundamentos técnico-‐científicos da ocupação) e ocupacional (atividades específicas à ocupação). Promove a realização de cursos de carga horária média de 200h, com valor máximo de R$4,36 por aluno/hora, incluindo transporte e lanche para alunos. Voltado para estados e municípios com mais de 200mil habitantes, com ações para setores econômicos específicos.
Gestão/Marco Legal: Os planos territoriais de qualificação devem ser apresentados por estados, municípios ou entidades privadas sem fins lucrativos. O curso envolve a parceria com empregadores. Realizados com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT, e aprovado pelo Conselho Deliberativo do FAT. Resolução CODEFAT 575/2008.
Alcance Nacional: Qualificar 562.702 trabalhadores, entre 2008 e 2011, com ações específicas nos estados de: AC, AP, BA, DF, ES, MA, MG, PA, PI, RO, RJ, RS, SE, SP, TO.
Alcance na RIDE:
Prevista a qualificação de 18.621 trabalhadores no estado da Bahia.
Tabela 46: Transferências do Governo Federal. Municípios da RIDE, 2010
4725 -‐ Qualificação Social e
Profissional de Trabalhadores para o Acesso e Manutenção ao Emprego, Trabalho e Renda em Base Setorial (PlanSeQs)
Petrolina -‐
Orocó -‐
Lagoa Grande -‐
Santa Maria da Boa Vista -‐
Juazeiro 66.162,00 Casa Nova -‐ Sobradinho - Curaça -‐ Fonte: http://www.portaldatransparencia.gov.br http://portal.mte.gov.br/antd/qualificacao-‐social-‐e-‐profissional-‐de-‐trabalhadores-‐para-‐o-‐ acesso-‐e-‐manutencao-‐ao-‐emprego-‐trabalho-‐e-‐renda-‐em-‐base-‐setorial-‐planseqs.htm
Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
Descrição: Tem como objetivo reunir e acompanhar informações e indicadores sobre as políticas públicas focadas na redução da violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Promove redes de trabalho e de bases de dados para o monitoramento das atividades da Agenda Social da área.
Marco Legal / Gestão: Coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente – SNPDCA que, junto com outros 14 Ministério do Governo Federal constituem o Comitê Gestor da Agenda Social da Criança e Adolescente.
Página: http://www.obscriancaeadolescente.org.br
Agenda Social Criança e Adolescente
Descrição: Política estratégica do Governo Federal para enfrentar e combater a violência contra crianças e adolescentes, e reduzir a vulnerabilidade. Composta por 4 grandes projetos. (1) Bem-‐me quer: proteção e atendimento contra a violência nas regiões metropolitanas; (2) Caminho para a Casa: apoio sociofamiliar para acolhida de crianças e adolescentes, reordenamento de abrigos e promoção do direito de convivência familiar e comunitária; (3) Na Medida Certa: implementação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Sinase, qualificação das unidades de internação e ampliação de medidas socioeducativas em meio aberto; (4) Observatório Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente – exposto acima. Marco Legal / Gestão: Coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente – SNPDCA. Baseia-‐se no Decreto nº 6.230, out de 2007, que estabelece o Compromisso Nacional pela Redução da Violência contra a Criança e o Adolescente.
Alcance Nacional: Investimentos estimados em R$2,9 bilhões para o período de 2008-‐2011, sendo 76,24% no programa Bem-‐me-‐quer; 18,41% para o Na Medida Certa; 4,61% para o Caminho para Casa, e 0,75% para o Observatório. Não estão disponíveis as informações por UF/Município, mas verifica-‐se que a maior parte dos investimentos está concentrada nas Regiões Metropolitanas.
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
Descrição: Visa erradicar o trabalho de crianças e adolescentes menores de 16 anos e garantir a frequência à escola e atividades sócio-‐educativas. A família passa a receber uma complementação de renda que varia de R$25,00, até R$68,00+R$22,00, com regras específicas considerando a renda familiar e inserção rural/urbana. É condição para receber o benefício a garantia da frequência escolar e inclui acompanhamento e orientação às famílias através dos Centros de Referência de Assistência Social. Está integrado ao Cadastro Único e Programa Bolsa Família.
Marco Legal / Gestão: Lei 8.742/1993, Portaria MPAS nº2.917/200 estabelece normas e diretrizes do programa. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é desenvolvido em parceria com os diversos setores dos governos estaduais, municipais e da sociedade civil. O mapeamento do trabalho infantil é realizado pelo órgão gestor de assistência social do estado ou município, com participação das Delegacias Regionais do Trabalho -‐ DRT e Ministério Público. Uma Comissão Estadual avalia e valida a demanda.
Alcance Nacional: atende mais de 820 mil crianças em mais de 3,5mil municípios. Página: http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/peti ; portaldatransparencia.gov.br
Programa Nacional de Inclusão de Jovens
Descrição: Promoção de reintegração de jovens ao processo educacional, qualificação profissional e desenvolvimento humano, para jovens de 15 a 29 anos, nas modalidades Projovem Adolescente: serviço socioeducativo com prioridade para beneficiários do Bolsa Família, jovens egressos de medidas de internação, do PETI, ou programas de combate ao abuso e violência sexual; Projovem Urbano, com foco nas periferias das cidades grandes e médias; Projovem Campo – Saberes da Terra: bolsa para jovens por 2 meses para capacitação na atividade agrícola local; Projovem Trabalhador, visa preparar o jovem para o mercado de trabalho por meio de qualificação profissional.
Gestão/Marco Legal: Criado pela Lei nº11.692/2008. Alcance Nacional:
Projovem Adolescente: ofertou em 2009 520mil vagas, em 3.147 municípios;
Projovem Urbano: Entre 2008 e 2009 foram realizados convênios com 105 municípios e 23 estados, para atendimento de cerca de 340.000 alunos.
Projovem Campo – Saberes da Terra: 29.374 vagas em 2009 e 80mil previstas para 2010. Prioridade para os Territórios da Cidadania e municípios com baixo IDH.
Projovem Trabalhador: na submodalidade Juventude Cidadã atendeu 355 mil jovens. Realizado por convênios.
Alcance na RIDE:
Tabela 47: Transferências do Governo Federal. Municípios da RIDE, 2005 e 2010
4786 -‐ Capacitação e
Monitoramento da Juventude Rural (Projeto Amanhã) (2005)
2A95 -‐ Elevação da Escolaridade e Qualificação Profissional -‐ ProJovem Urbano e Campo (2010)
Petrolina 31.200,00 1.474.887,30
Orocó -‐
Lagoa Grande -‐
Santa Maria da Boa Vista -‐
Juazeiro 698.873,70 Casa Nova -‐ Sobradinho - Curaça -‐ Fonte: http://www.portaldatransparencia.gov.br
Objetivo 02 -‐ Atingir o Ensino Básico Universal
Meta 2A -‐ Indicador 2.1 – Taxa líquida de matrícula no ensino primário
Indicador Brasil a. Taxa de frequência escolar líquida das pessoas de 7 a 14 anos
Tabela 48: Taxa de frequência do ensino fundamental das pessoas de 7 a 14 anos
1991 2000
PE Petrolina 72 85
PE Orocó 79 94
PE Lagoa Grande 78 91
PE Santa Maria da Boa Vista 70 88
Pernambuco (2009) 93,2*
BA Juazeiro 78 86
BA Casa Nova 27 87
BA Sobradinho 75 91
BA Curaça 52 86
Bahia (2009) 93,8*
Fonte: Portal ODM; Fonte de dados: Ministério da Educação – INEP / IBGE -‐ Censo Demográfico. O dado para os municípios só está disponível para os anos do Censo Demográfico de 1991 e 2000.
Para os estados, PNAD, 2009.
A evolução de frequência escolar foi significativa nos 10 anos considerados. Apesar da média em 1991 para os municípios da RIDE ser bastante variável, e estar em patamares extremamente baixos, como 27% para Casa Nova, e 52% para Curaça, o avanço na década foi significativo, permitindo a todos os municípios aproximar-‐se da evolução verificada em nível nacional. A média para o Brasil era de 81,4% em 1992, e chegou a 94,9% em 2008. No ritmo de avanço verificado, podemos ver que a meta não está tão distante da realidade local.
No ensino médio os níveis ainda estão bastante baixos, apresentando-‐se como um desafio para o avanço da política educacional. Em 2009, temos os seguintes índices para os estados: PE: 38,2% BA: 36,1%.
Meta 2A -‐ Indicador Brasil c -‐ Proporção de pessoas de 18 anos que tenham concluído a 4a série do ensino fundamental
Tabela 49: Taxa de conclusão do ensino fundamental das pessoas de 15 a 17 anos
UF Município 1991 2000
PE Petrolina 17 30
PE Orocó 5 13
PE Lagoa Grande 8 12
PE Santa Maria da Boa Vista 1 15
BA Juazeiro 9 25
BA Casa Nova 3 8
BA Sobradinho 13 26
BA Curaça 3 6
Fonte: Portal ODM; Fonte de dados: Ministério da Educação – INEP / IBGE -‐ Censo Demográfico.
Apesar da frequência escolar estar se aproximando da média nacional, verifica-‐se uma defasagem na região como um todo na taxa de conclusão do ensino fundamental. Em 2000, os municípios estão ainda abaixo do patamar do Brasil para 1992 (34,0). O avanço no período é considerável, considerando o baixíssimo nível em 1991, mas ainda é muito preocupante. Meta 2A -‐ Indicador Brasil d -‐ Índice de adequação idade-‐anos de escolaridade
Tabela 50: Distorção idade-‐série no ensino fundamental e médio, 2010
Distorção idade-‐série no
ensino fundamental -‐ 2010 Distorção idade-‐série no ensino médio -‐ 2010
PE Petrolina 26,3 46,8
PE Orocó 23,1 48,5
PE Lagoa Grande 29,3 58,0
PE Santa Maria da Boa Vista 35,9 58,7
Pernambuco 29,7 49,1
BA Juazeiro 31,3 49,0
BA Casa Nova 45,3 53,5
BA Sobradinho 27,0 31,3
BA Curaça 39,2 54,0
Bahia 25,5 44,2
Fonte de dados: Ministério da Educação – INEP, http://portal.inep.gov.br/indicadores-‐educacionais
Meta 2A -‐ Indicador Brasil “d.” e “e.”
Tabela 51: Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)
2007 2009
4a série 8a série 4a série 8a série
PE Petrolina 3,5 3,9 3,1 3,6
PE Orocó 2,5 3,2 3,2 3,3
PE Lagoa Grande 3,0 3,1 2,6 3,2
PE Santa Maria da Boa Vista 2,5 3,7 2,5 2,9
BA Juazeiro 3,3 3,5 2,9 3,1
BA Casa Nova 2,4 2,7 2,4 2,5
BA Sobradinho 3,1 3,0 3,3 3,2
BA Curaça 2,8 3,0 2,7 2,7
Fonte: Portal ODM; Fonte de dados: Ministério da Educação – INEP
O IDEB nacional, em 2009, foi de 4,4 para os anos iniciais do ensino fundamental em escolas públicas e de 3,7 para os anos finais. Nas escolas particulares, as notas médias foram, respectivamente, 6,4 e 5,9 para o Brasil. Na RIDE, os índices são baixos para todos os municípios, e notamos que não houve evolução significativa. As áreas mais urbanizadas e com maior PIB apresentam índices um pouco melhores.
Atingir o acesso universal ao ensino fundamental é uma que pelos dados observados está bastante próxima. O desafio colocado é garantir a maior permanência na escola para o ensino médio, e ampliar a qualidade da educação. Nesse sentido, tornam-‐se fundamentais medidas regionalizadas, considerando as particularidades de cada território.
Meta 2A -‐ Indicador 2.3 – Taxa de alfabetização na faixa etária de 15 a 24 anos
Tabela 52: Taxa de alfabetização na faixa etária de 15 a 24 anos
1991 2000
PE Petrolina 84,5 91,9
PE Orocó 65,3 83,1
PE Lagoa Grande -‐ 84,7
PE Santa Maria da Boa Vista 67,4 86,7
76,2 87,6
BA Juazeiro 81,4 89,8
BA Casa Nova 65,9 83,8
BA Sobradinho 84,3 92,3
BA Curaça 65,2 85,4
Bahia 75,8 90,1
Brasil 87,9 94,2
Fonte: Portal ODM; Fonte de dados: Ministério da Educação – INEP, Censo Demográfico, 2000. Dados de 1991 retirados diretamente do site do Censo Demográfico, IBGE.
A taxa de alfabetização está em patamares ainda bem inferiores ao conjunto do Brasil. Quando observamos os indicadores nacionais, verificamos que a região nordeste que apresentava os índices mais baixos em 1992 (NE: 80%; Brasil: 91,3), porém há um avanço notável até 2005 (NE: 93,7; Brasil: 97,2). Na RIDE, a maior parte dos municípios ainda está em torno do patamar de 85% em 2000, mas considerando o cenário de 1991, verifica-‐se um avanço significativo.
Importante observar que na década de 2000 houve um grande avanço no Brasil como um todo, e a região nordeste chegou ao índice de 95,7. Ainda não temos os dados para os municípios, mas certamente acompanharam a elevação.