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2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Competitividade

2.1.1 Conceito e Ambiente Competitivo

Para Contador (2008), a competitividade está diretamente relacionada a habilidade das organizações em obter resultado superior e sustentável quando comparado aos seus competidores.

Coutinho e Ferraz (1995) definem o conceito de competitividade como sendo a capacidade da empresa de formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado.

Segundo Silva (2001), competitividade é um conceito dinâmico. Para acompanhar o complexo processo concorrencial, as empresas devem ter um olho no processo – para fortalecer os acertos e não repetir os erros; os pés firmes no presente – para posicionar-se com segurança diante das instabilidades do mercado; e olhar atento para o futuro – para promover os ajustes necessários.

Já Khalil (2000) considera que a competitividade pode ser alcançada através do fornecimento de valor ao cliente.

Segundo Agostinho (2017), competitividade é a capacidade de uma organização de oferecer ao mercado, alternativas capazes de motivar a troca da organização detentora de produto para aquela substituta. Ainda há que se ressaltar, que a competitividade é uma grandeza temporal.

Conforme Silva (2001), a competitividade não pode ser vista como uma característica intrínseca da empresa, pois advém de fatores internos e externos, que podem ser controlados ou não por ela. Por definição, a competitividade é intrínseca à concorrência, pois onde há concorrência há competição e, portanto, competitividade, mas a própria competitividade transcende as características peculiares da firma.

Silva (2001) conclui que a competitividade é entendida como a capacidade das firmas de estabelecer estratégias que compreendam tanto o contexto externo (mercado e sistema econômico) quanto o interno (sua organização) a fim de manter ou superar a sua participação no mercado no processo de competição.

Para Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1995), competitividade é definida como a capacidade do gestor empresarial em formular e implementar estratégias que proporcionem à empresa o aumento ou a manutenção, de maneira duradoura, de uma posição sustentável no mercado.

Ao conjunto de estímulos provocados pelos usuários e consumidores das organizações, Agostinho (2017) denominou competitividade. Para o autor a competitividade deve ser definida em dois cenários, um externo e outro interno à organização.

Com relação aos cenários internos e externos, Carayannis e Wang (2012) coloca que existem dois tipos de competividade. Um é um modelo de competitividade liderado por recursos, no qual uma maior produtividade é obtida através do menor custo de recursos e o outro é a competividade liderada pela inovação, em que uma maior produtividade é alcançada através de uma maior eficiência baseada no conhecimento e na inovação.

Com um foco um pouco diferente, mas ainda no âmbito da competitividade, Certo e Peter (2005) afirmam que a concorrência entre as organizações existente é importante para o crescimento, mas, ainda afirma que é demasiadamente necessário conhecer o concorrente para se desenvolver uma estratégia de sucesso.

De acordo com Coutinho e Ferraz (1995), o sucesso competitivo de uma organização depende da avaliação do ambiente e do conhecimento de seus adversários.

O ambiente competitivo é caracterizado por um crescente dinamismo, com novas tecnologias, novos produtos e novos competidores no mercado. De acordo com Giffi, Roth e Seal (1990), a mudança no ambiente competitivo não está restrita em termos de fronteiras nacionais, mas é global no seu escopo. Este fato tem levado as empresas a buscar a substituição de métodos obsoletos por arranjos competitivos baseados em novas tecnologias e em ativos humanos.

No ambiente competitivo, Silva (2001) afirmar que o resultado da concorrência não depende só da firma, mas de vários fatores que a cercam. Cada fator tem a sua importância e peso dentro de um ambiente de competição, e, em alguns mercados, um fator pode ser mais representativo que outro, formando-se no contexto da interação dos fatores sistêmicos, estruturais e internos à firma.

Grant (1996) destaca o papel do conhecimento organizacional frente à complexidade crescente no ambiente competitivo presente.

No ambiente competitivo, os principais motivos que estimulam o lançamento de novos produtos são a concorrência e a redução de ciclo de vida dos produtos (MARTINS, 2003).

Segundo Lamb et al. (2005), a importância do ambiente onde o empreendimento está inserido é importante para classificar em 4 possíveis estruturas um empreendimento a partir da análise de possíveis ameaças a sua continuidade, através da análise de número de concorrentes, barreiras técnicas, comerciais, tecnológicas, graus de integração vertical e grau de globalização.

Apesar da classificação arbitrária, de acordo com Tigre (2006), não há estratégias exclusivas e as organizações acabam adotando algum tipo de combinação de diferentes alternativas, pois para competir e se sustentar em longo prazo, elas devem ser flexíveis e incorporar as mudanças de tecnologias e mercados, pois para cumprir seus objetivos econômicos, as decisões tecnológicas precisam estar em harmonia com as estratégias de negócios gerais adotadas pela empresa.

No entanto, para Agostinho (2017), a busca pela competitividade tem feito surgir, ao longo do tempo, diversas metodologias, que utilizam conceitos científicos e tecnológicos, para melhorar o estado da organização. Porém, até o início da década de 70, nos países desenvolvidos, e no início da década de 90 no Brasil, a noção de competitividade não era claramente necessária, pois o ritmo interno das organizações é que ditava as leis no mercado, e, por conseguinte, a vontade do consumidor.

Para Carayannis e Wang (2012), a posição competitiva é um nicho único que uma empresa em um país em desenvolvimento alcançou ou pretende alcançar através da efetiva exploração de seus recursos internos e externos acessíveis.

Agostinho (2017), sobre o ambiente competitivo, cita ainda que o equilíbrio existente se rompeu devido à maior oferta de produtos, que permitiu ao usuário variedade de opções por um mesmo produto, e às pressões dos fatores mercado/ciência, tecnologia/sociedade e política, provocadores de estímulos sobre as organizações.

Sendo assim neste ambiente corporativo em que mais de um fornecedor oferte o mesmo produto ou serviço, faz-se fundamental e essencial que ocorra a competitividade. Segundo Slack, Chambers e Johnston et al. (2008), todas as operações podem fazer parte de uma rede maior, e a esta perspectiva de rede visualiza-se não somente as operações, mas também clientes, fornecedores, materiais, peças, informações, ideias e até pessoas.

Atualmente é preciso fomentar a capacidade competitiva da organização e para isto é necessário utilizar da mão de obra de trabalhadores do conhecimento. Trabalhadores do

conhecimento segundo Davenport (2005), são aqueles responsáveis por incentivar a inovação e o crescimento das organizações, são os que inventam os novos produtos e serviços, desenvolvem programas de marketing e criam as estratégias. São os cavalos que puxam o arado do progresso econômico.

Seguindo um outro caminho, Rohr e Corrêa (1998) propõem três estratégias para se tonar competitivo: eliminar as atividades que não agregam valor, melhorar a coordenação entre as atividades, integração das atividades, redução do tempo das atividades que agregam valor.

De acordo com Agostinho (2017), a necessidade de competição entre empresas ou organizações seguia estratégias definidas, com separação de áreas de atuação e influência. A principal fonte de interesse era a produtividade e a melhoria interna das organizações.

Uma das questões importantes para a sobrevivência de qualquer negócio é a capacidade de competir. Há um importante aspecto, que joga uma função fundamental neste processo da busca da liderança (ou da sobrevivência), é denominado de vantagem competitiva (PORTER, 1998).

Para a obtenção da vantagem competitiva, Slack, Chambers e Johnston et al. (2008) enfatizam as vantagens externas, representadas pelo menor tempo de entrega do produto ou serviço ao consumidor, e as vantagens internas, representadas pela redução do tempo de fluxo das operações, confiabilidade, redução de custos e redução dos inventários.