ARCANO XVI: “A CASA DE DEUS” ou “A TORRE”
SHAKTIS: AS SETE FORÇAS CÓSMICAS INTRODUÇÃO
Já é do conhecimento do estudante que Brahma manifesta-se na Evolução, em aspecto sétuplo. São, portanto, os seus sete estados de consciência, os sete Luzeiros, os sete Arquétipos, as sete Forças Cósmicas.
Para melhor entendimento do nosso objetivo de estudo não se deve perder de mira que Brahma é o pólo inicial da manifestação. Consequentemente, Ele se projeta nas suas Hierarquias, assumindo funções adequadas ao Arquétipo a ser desenvolvido e, como não poderia deixar de ser, essas sete Forças o envolvem. Assim sendo, passaremos ao estudo das mesmas.
Obedecendo à polaridade Universal, podemos dividir as sete Hierarquias Criadoras, quanto à sua forma de atuação, em dois tipos:
a) As do RAIO DIVINO:
As sete Hierarquias que são auto-evolventes da Força Una, sem Causa; b) As do RAIO PRIMORDIAL:
As sete Hierarquias que fornecem os veículos necessários à manifestação das Hierarquias do Raio Divino.
Essas hierarquias não podem existir separadamente, pois exprimem os pólos Espiritual e Material, respectivamente, da Evolução; logo, as Hierarquias do Raio Divino não são mais do que a parte interna das Hierarquias do Raio Primordial.
A composição dessas Hierarquias em seus respectivos pólos com seus respectivos nomes, relativos à sua forma de atuação na manifestação, é:
O Raio Divino é composto de:
a) Sete Anjos da Presença ou da Face; b) 7 Espíritos Diante do Trono;
c) 7 Construtores Maiores; d) 7 Dhyân-Chohâns Superiores; e) 7 Forças ou Shaktis;
f) 7 Raios;
g) 7 Logos Planetários.
Todo esse conjunto representa as sete forças Auto-Evolventes da Força Una Sem Causa (tríplice hipostaticamente – Sol Oculto).
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a) 3 Hierarquias Arûpa: 1) Leões de Fogo
2) Olhos e Ouvidos Alertas 3) Virgens de Vida b) 4 Hierarquias Rûpa 4) Suras [Assuras] 5) Agnishwâttas 6) Bharihchads 7) Jivas COMENTÁRIOS:
1º) SHAKTIS são energias específicas conscientes das que se utilizam os Sete Raios para dar vida e forma aos respectivos mundos. São as contrapartes dos Homens Celestes.
2º) Nas Hierarquias do Raio Primordial, até o momento evolucional há (quatro) Hierarquias rûpa ou formais que são: SURAS, AGNISHWÂTTAS, BARIHCHADS, e JIVAS; 3 (três) Hierarquias arûpa ou não formais que são a saber: Leões de Fogo, Olhos e Ouvidos Alerta e Virgens de Vida. Essas três Hierarquias agem através das quatro Hierarquias rûpa, até o final do Quarto Sistema de Evolução.
3º) Os 7 Logois ou Logos Planetários são chamados de os 7 imortais que influem particularmente, cada um deles, numa cadeia, dando-lhe a sua tônica de vida.
4º) Cada um dos Logos Planetários é um Homem Celeste e um Ser Cósmico, com consciência de natureza do Raio Divino e veículo de manifestação de natureza do Raio Primordial.
5º) Cada Logos Planetário é uma coletividade de seres, tanto do ponto de vista da consciência, como do veículo de manifestação. É assim que um Homem Celeste, considerado internamente, é uma síntese de sete princípios. O primeiro Homem Celeste, por exemplo, representa um particular estado de consciência (VONTADE) que precisa de uma energia específica (Âdi-shakti), a qual, orientada pela inteligência Dhyan-Choânica correspondente, como espírito de hostes de construtores ativos (que formam coletivamente, o PRIMEIRO CONSTRUTOR MAIOR), de hostes de vigilantes. (O PRIMEIRO ANJO DIANTE DO TRONO) e mensageiros DIVINOS (o primeiro Anjo da Face), vão trabalhar a matéria para a consecução do plano evolutivo que lhe cabe pôr em prática.
As três Hierarquias arûpa (ou informais) no tempo devido, num futuro evolucional, deixarão de ser arûpa, passando a formas veiculares correspondentes, como ocorreu às quatro primeiras Hierarquias do Raio Primordial.
As Hierarquias Arûpa não são concebidas como Legiões de seres separados ou individualizados.
Essas Hierarquias formam um conjunto tríplice e têm a direção ativa e a duração de uma cadeia planetária, cuja ação ocorre através das Hierarquias rûpa.
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As Hierarquias Rûpa funcionam como Hierarquias Criadoras dos mundos e seres que têm nome e forma; portanto, limitados.
Sete são as Hierarquias; sete são os Logois e a Luz Solar também se decompõe em sete cores diferentes.
Do Logos Único, “dele brotam 7 potestades distintas, construindo a verdadeira razão da composição setenária de tudo que existe no Universo”
Os 7 Logoi representam o princípio sintético ou a síntese de todos os princípios expressos pelas 7 Hierarquias do Raio Divino. Os 7 raios integrantes do Raio Divino exprimem os estados de consciência particulares dos 7 Logos Planetários (Tônica do Planetário)
De cada um desses raios, emana uma energia específica que é a respectiva SHAKTI (ou Sakti).
Para finalizar essa introdução, deve-se entender que essas sub-divisões hierárquicas têm um cunho didático para expressar as funções cósmicas de Brahma, Deus, Supremo Arquiteto, etc..., na CRIAÇÃO (no sentido de geração). Daí se dizer que BRAHMÃ É TUDO. “ELE” quando questionado por Moisés no Monte Sinai: “Quem sois?”, respondeu: “EU SOU”.
1. O DESDOBRAR ATRAVÉS DAS CADEIAS
Cadeia Planeta regente Kumara dirigente Hierarquia formada 1a. Saturno Diananda Assuras
2a. Sol Sanat-Sujat Agnisvatas
3a. Lua Sanat Barishads
4a. Marte Satya Jiva
5a. Vênus Arda-Narisha* Leões de Fogo**
6a. Mercúrio - Olhos Ouvidos Alertas**
7a. Júpiter - Virgens de Vida**
* em formação. ** Arrupicas
Cadeia Subplanos percorridos Veículo mais denso Estado Consciência 1a. atomicoradiante Mental concreto Átmico
2a. subatomicogasoso Astral Búdico
3a. Etéreoliquido Duplo-etérico Mental abstrato 4a. radiantesólido Físico Mental Concreto
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SHAKTIS
Como foi abordado ANTERIORMENTE, Shakti é originado do raio integrante do Raio Divino.
Shakti é, portanto, a energia emanada de um determinado raio que, por sua vez, exprime o estado de consciência de um dos 7 Logoi Planetários.
Dentre estas, temos as 3 Shaktis Superiores: Adi- shakti, Para- shakti, Jñâna- shakti, além das 4 Shaktis manifestadas: Mantrikâshakti, Ichchhâ- shakti, Kriyâ- shakti e Kundaline- shakti.
O intuito principal para os estudos das Shaktis é mostrar que existem 7 caminhos para a conquista do alvo supremo da iluminação.
Destes, somente 4 estão ao nosso alcance:
1º) O do Arte pela realização do Belo (linha Hilarião) / Mantrikâshakiti.
2º) O da ciência, pela apreensão da Verdade Objetiva (Linha Mórya) / Ichchhâ-shakti.
3º) O da Devoção, Misticismo ou Amor (Linha Kûthûmi) / Kriyâ – shakti.
4º) O da Ação ou Trabalho, pela conquista na Terra da Suprema renúncia (Linha Serápis) / Kundaline-shakti.
Cada uma das shaktis é por sua vez setenária; assim da Força Una surgem, através das 7 Shaktis primordiais, 49 Shaktis menores, ou os 49 Fogos Místicos apontados por todos os tratados de Ciência Esotérica.
Analisemos, agora, cada uma das Shaktis: ÂDI- SHAKTI
É a força primordial relacionada com o Logos Planetário do 1º raio e expressa o poder da Vontade. Significa a força da própria existência, o poder em sua mais alta expressão, estando ligada à mais sutil das matérias manifestadas (Âdi-Tatwa) e ao supremo estado de percepção. Assim a iluminação (obtenção de Âtmã) confere ao homem poderes ilimitados. Quando se está imerso em SAMÂDHI, absorve-se, com esta 1ª Shakti, todas as demais, focando assim a consciência no limiar do manifestado, atingindo a compreensão unitária do Universo, sendo capaz de agir como o próprio Logos. É a síntese de todas as energias que agem no Cosmo. É a energia que explica o poder espiritual dos Buddhas, dos Cristos. É a energia atuante do espírito do homem (Âtmã), despertando-lhes as possibilidades de evolução, de tornar-se autoconsciente e seu próprio condutor (tornar-se a própria Lei). Ela favorece os meios para recompor a estrutura do Ser, dando-lhes meios para distinguirem entre o real e o ilusório, meios para se livrarem da ilusão que domina a maior parte das criaturas humanas, por mais excelsas que sejam enquanto não atingirem a etapa final
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(âtmã). Os 7 estados de Samâdhi estão relacionados aos 7 estados dessa Shakti. O selo de Salomão, o hexágono formado pelo entrelaçamento dos dois triângulos, é uma representação dos 6 grupos de forças, sintetizados pelo ponto central desse símbolo expressivo e poderoso. Assim as 6 forças que seguem Adi- shakti, nela repousam e dela tiram sua existência. A mais alta expressão da energia auréola a cabeça dos grandes Ungidos em êxtase. Luz puríssima, os que alcançam contempla-la chegam a colher, mais cedo ou mais tarde, os frutos da libertação. Fogo puro que consome todas as impurezas das almas peregrinas.
PARASHAKTI
O segundo grupo de forças cósmicas está ligado à inteligência pura, não discriminativa, de ordem universal, correspondente ao conhecimento direto que os Teósofos chamam de Amor-Sabedoria, enquanto nós conhecemos como Mahat, a mente infinita. Faz parte de um estado de consciência, que na criatura comum é Buddhi. Não há conhecimento puro sem compreensão do Amor Universal ou a Caridade Cósmica dos iniciados sufis. O estado de consciência correspondente à Parashakit é raríssimo, mesmo entre os denominados mestres ou iluminados. Referem os tibetanos que os Hutuktus ou Hubligans são criaturas que atingiram o pleno conhecimento, a mais alta iniciação no planeta Terra; e que são muito raros, entre os homens, dotados de capacidade para tanto. Quanto ao estado de consciência relativo à 1ª Shakti, sabemos que só um o conseguiu; por isso ele é impar, é o solitário, o vigilante, o Bijam dos Avataras, a Árvore da Vida, o Maha-Vishnu.