OUTRAS OCORReNCIAS NO BRASIL
7 1 CONSI DERA�ES PELEOBIOLOGICAS E PALEOECOLOGICAS
Procuramos di agnosti car os hábi tos ali mentares dos di versos componentes da fauna de Itapi poca, através de compara<; �o com representantes atuai s daqueles jé exi stentes na ocasi �o . Para os ani mai s ex ti ntos uti li zamos como mei o de i nforma<; i::\o, tanto representantes atuai s da mesma categori a f,�mi 1 i ar como possíveis i nferênci as deduzi das a parti r de sua mc:wfol oq i a.
Os tanques 2 e 3, onde foram coletados os fós sei s que estudamos, n�o fi cam di stantes um do outro, e sobre eles n�o há i nforma��es preci sas.
Tudo que se pode obter foi um esbo�o, no caderno de campo do Prof . Fausto Cunha, das di mensôes e posi ci ona mento dos tanques . ( Quadro
II)
Em ambos os tanques, há predomíni o das formas herb:i'. vorê."IS ( c:Juaclro
III> ,
todas de médi o a grande porte, chamados por PRADO et all ( 1987 ) megaherbívoros. Os carnívo ros est�o presentes em menor número, e com di versas formas e tamanhos.A segui r s�o apresentados os dados ecológi cos consegui dos sobre cada espéci e anteri ormente estudada.
H . a a qu i r, er, s e
Segundo SCILLATO-YANE < 1977 ) os Nothrotheri i nae estar-i ,::1m relaci onados com a pregu i ij a atual Br adypus
L i nnaeus, 1758, que vi ve em árvores e é estri tamente fi lófa- ga. H . aaquinense pelas possívei s afi ni dades, poderi a ter
além de hábi tos fi lófagos, hábi tos grami nívoros. Para
CARTELLE & FONSECA ( 1983 ) , · tai s pregui ijas teri am vi vi do em ambiente de vegeta� �º de savana ri ca.
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,.,
í
X . ce arer, s i s
A espécie , al ém de extinta é pouco conhecida. Podemos deduz i r que , sendo Megalonychidae, teria hábitos ali mentares predominantemente graminivoros, o que evidencia a existéncia de um ambiente aberto.
E , laurillardi
O grande tamanho e a singular estrutura den tária , permitem a suposiç�o de que , além de comedor de folhas e brotos de gramíneas arborescentes, procurariam raízes escavando o solo com auxilio de suas grandes garras d ianteiras <PAULA COUTO, 1953) e deveriam necessitar de um ambiente semelhante ao de H , aaquinense e X , cearens i s.
S, cuvieri
A julgar pelos seus demais contemporãneos, deveria habitar áreas razoavelmente abertas, que oferecessem vegeta��º arbustiva. O tipo de dentiç�o e as garras desen volvidas sugerem um hábito alimentar semelhante ao de E , laurillardi ou H , aaquinense.
H , paulacoutoi
O tipo de denti��o (dentes posteriores bilobula dos) e o desgaste oclusal homogêneo , sâo indicadores de hábitos alimentares dos Pampatheriinae herbívoros. Houve na subfamília uma espécializaç�o neste sentido. Necessitariam poi s de um surtimento de gramas , folhas suculentas, brotos e etc. o que corresponderia a uma vegetaç�o bem heterogênea. Os tatus atuais habitam geralmente áreas abertas como pampas e savanas.
Gl i ptodor, =·P.
Seus assim c:omo dos central composta
dentes diferem do tatus atuais , por por osteodentina
dos Edentata Pilosa , possuírem
(FERI GOL.O,
uma crista 1985) uma
subst�ncia mais resistente que a encontrada nos Edentata
Pilosa (ortodentina modificada) . Esta camada <osteodentina) ressaltada sobre a superfície oclusal, sugere uma maior r·esi sténci a é abras�o e uma melhor eficiência alimentar, possibilitando a ingest�o de rai zes e ramos mais grossos e folhas mai s cori áceas.
e.
thousAs espécies atuais vivem em áreas abertas, com gramíneas ( WALKER et all, 1983) e em montes que margeiam os rios
(CABRERA
&YEPES ,
1940). Alimentam-se principalmente depequenos roedores , mas suprem-se também, na ordem de
preferênc i a de insetos, pequenos frutos, bananas e mangas,
sapos e crustáceos. As vezes comem aves ou
desenterram ovos de tartaruga < Podocn eays>. P . trogl odyctes
Eram provavelmente de hábitos similares aos do pois a estes muito se assemelham
<PP1ULA
atual
COUTO ,
Speoth<)s ,
1 979) . O género Speothos habita savanas e áreas arborizadas ( WALKER et all , 1 983 ) .
As
principais fontes de alimento teriam sidopacas , pecaris ou porcos do mato, que c::ai;:ariam
reunidos em al c ateias
(PAULA COUTO ,
op. cit.>, c:\l ém de animais menores , segundo se despreendem dos restos fósseis encontrados associados aos seus, nas cavernas de Minas Ger·ais.<PAULA COUTO ,
op. cit.>.O
hábito alimentar de P. troglodyctes confirma a possibilidade de sua preseni;:a nesta fauna local e corrobora a hipótese desta mesma fauna ter vivido em ambient� de mata aberta.S. populator
Como grande predador que foi, habitava as mesmas regi�es das suas presas. Porém parece n�o haver ddvidas de
í
-
que teriam tido hábitos e afinidades ecológicas diversas daquel as dos fel inos atuais C MERRIAM &
STOCK ,
1932) .Ter·i am se alimentado , princ:ipalment.e, grandes ungulados e desdentados
(PAULA
COUTO, 1 955) .dos
o
9rande desenvolvimento dos caninos superiores é mais de compatível com hábitos predatórios do que com os
devorador de cadáveres < PAULA COUTO, 1 979) . Confirmando esta hipótese AKERSTEN < 1 985 ) , faz um estudo sobre a func;:�o
destes grandes caninos, onde conclui que eram empregados para dar estocadas. Em oposic;:�o, os caninos inferior-es perfuravam o couro da vitima. Desta forma, com auxílio da for�a muscular da mandíbula, imobilizavam a presa.
H . warir,gi
coerente acreditar- que estes necessidades semelhantes as dos elefantes atuais
teriam < Elephas aaxi•us e Loxodonta afr ic an a > t.ais como os de hoje, dever-iam requerer enorme quantidade de alimento, preci.sando de amplas áreas r- ecober-tas por gramíneas que constituíam alimento básico,
brotos .
além de consumirem folhas de árvores, frutos e
H. principale e E. <A. J neogaeus
Ambos podem ser comparados aos cavalos atuais no que se refere aos hábitos alimentares. Seriam mais marchado-
res que trotadores, necessitando de áreas abertas onde
pudessem se locomover com facilidade. A maior complexicidade encontrada nos dentes de E. <A. J neogaeus em oposic;:�o a maior complexidade da superfície de mastiga��º (saliências) nos dentes de H. principale , leva-nos a acreditar que, sendo ambas simpétricas, poderiam necessitar de alimentos distin tos. Hipidion principale poderia, ent�o, ter uma alimenta��º mais abrasiva, enquanto E. · <A. J neogaeus teria uma alimenta
r
-
cies poderiam compartilhar o mesmo território e até, poderi �m consumir o mesmo tipo de vegetal: enquanto um se a l imen taria das p artes mais tenras da planta, ao outro sobrariam as mais r·íqid r.:1=- ·
T ,, pecar i
Habit am, ho je, locais abertos, vivem em grupos e
s�o nômades. S�o omnívoros, alimentando-se,
raízes, canas verdes e todo o tipo de planta. Consomem também insetos,
( CABRERA &YEPES ,
1940 ) •pecari ,
Podemos acreditar que o representante fóssil também teve o mesmo tipo de alimenta��º,
de T. se n�o,
muito semelhante, pois n�o mud aram morfologicamente do
Pleistoceno até hoje. Deveriam, portanto, necessitar de um mesmo tipo de ambiente, que pudesse oferecer
variedade alimentar.
toda esta
P. aaj or
De
acordo comCABRERA ( 1 935) ,
P. aajor apresen- taria muitas afinidades com Laaa Frisch,1 775
e deveria, portanto, ter necessidades ecológicas semelhantes as das lhamas atuais. Estas buscam sempre áreas �bertas e frescas. S�o essencialmente diurnas e c ostumam andar em grupos n�o muito grandes (CABRERA & YEPES, 1940) . A dieta consiste quase exclusivamente de gramíneas(WALKER
et al l,1 983) .
Como
as lhamas s�o adaptad as ao frio, podemos concluir que o clima reinante naquela ocasi�o (Pleistoceno/Holoceno), seria suficientemente mais frio que ho je, de maneira a possibili tar a sobrevivência do gênero Palaeolaaa na ocasi�o.H . gouaz<.>ubira
S�o animais muito velozes e fiéis aos seus terri t órios. Vivem em todos os ambientes de forma��º flores- tal aberta,
obseF·va, a
perto