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Construindo Personagens

No documento LINGUAGENS EXPRESSIVAS (páginas 136-140)

Você poderá valer-se do recurso de transformar as produções simbólicas sugeridas em desenhos e ou pinturas, em personagens trabalhados no plano tridimensional. Esse procedimento facilita à criança o confronto com as informações contidas nestas

produções. Os mecanismos de construção de

personagens deverão levar em conta as possibilidades de desempenho de cada criança com os diferentes materiais, suas preferências expressivas e seu desenvolvimento motor. Geralmente, o recurso mais produtivo é o mais simples, utilizando materiais bastante rudimentares ou até mesmo o próprio corpo da criança.

ESTÓRIAS

O uso de estórias em terapia envolve: invenção das minhas próprias estórias para contar às crianças; as crianças inventarem suas próprias estórias; a leitura de estórias de livros; escrever estórias; ditar estórias; utilizar coisas para estimular estórias, tais como figuras, testes projetivos, bonecos, o painel de feltro, a mesa de areia, desenhos, fantasias de final aberto; e envolve também o emprego de recursos e aparelhos tais como gravador de fita, aparelho de

vídeo-tape, aparelhos portáteis de

intercomunicação (walkie-talkies), microfone de brinquedo, ou um televisor imaginário (uma caixa grande).

(Oaklander, Violet, Descobrindo

Cena da peça teatral A Bela e a Fera.

Crianças, Summus Editorial, 13a Edição, 1980) O uso de estórias e todas as suas possibilidades são infinitos. Vai muito da criatividade do educador, do ambiente de trabalho e o grau de interação e vínculo com as crianças. É muito importante conhecer diversas estórias e estar por dentro dos personagens atuais. Também pode ser bastante interessante o educador enfeitar um avental e contar a estória fazendo uso deste como cenário. Use a sua criatividade!

TEATRO DE BONECOS

Os espetáculos de bonecos são muito

semelhantes a contar estórias. A criança escolhe o boneco que lhe despertou o interesse, manipulando-o livremente, junto com as outras do grupo. Aos poucos, espontaneamente, a criança sentirá vontade de criar um diálogo ao qual irá aliar os movimentos que faz com o boneco. O educador, também, pode apresentar o espetáculo e neste caso pode pedir a ajuda da criança sobre o tema a ser abordado.

É um trabalho espontâneo, que surge da sua experiência com o mundo, sendo importantíssimo na educação, pois desenvolve não só a comunicação como também a expressão sensorial-motora.

TEATRO DE FANTOCHES

Temos diversos tipos de fantoches e podem ser criados de diversas formas. Temos os fantoches de dedo, podendo ser feito de feltro e outros materiais maleáveis, ou pintado diretamente no dedo da criança. Podem-se explorar os personagens de diversas formas, inclusive representando famílias inteiras.

Temos os fantoches feitos com canudos e cartolina com diferentes imagens. Pode ser feito de

bola de isopor e palitinho de churrasco ou arame.

Muitas vezes, ao iniciar o trabalho, a criança encontra-se tão bloqueada que precisará da ajuda de alguns brinquedos ou objetos já prontos como estímulo. É interessante ter bichos de pano, bonecos e brinquedos diversos.

A origem dos fantoches remonta à antiguidade quando os bonecos eram feitos de barro. Aos poucos,

esses bonecos foram sendo aprimorados,

permanecendo até hoje, sempre com muito boa aceitação.

TEATRO DE SOMBRAS

Este é um tipo de teatro pouco divulgado no Brasil, mas que estimula muito a criatividade. É originário da China e sobre ele existe uma lenda:

Diz a lenda que, no ano de 121, o imperador Wu Ti, da Dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta do “Reino das Sombras” ou seria decapitado. O mago usou a sua imaginação e, através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina.

Quando estava pronta, organizou um espetáculo no jardim do palácio, pondo uma cortina branca transparente por onde penetrasse a luz do sol, colocando a silhueta da bailarina atrás dela, fazendo-a dançar suavemente ao som de uma flauta. Nesse momento, estava criado o teatro de sombras

TEATRO DE MÁSCARAS

Esta é uma forma de teatro muito bem aceito pelas crianças, que gostam muito de usar máscaras, principalmente dos seus super-heróis que elas veem na TV. O importante é aproveitar a oportunidade para que elas confeccionem as máscaras, podendo para isso se utilizarem de cartolinas, tecidos, sacos de papel, pratos de papelão, tintas, jornal, material de sucata, elástico.

Esta é uma atividade fácil de ser executada, sendo, inclusive, muito prazerosa às crianças que poderão representar uma história com um material que elas mesmas elaboraram.

AS MÁSCARAS NO TEATRO

As máscaras são usadas pelos homens desde a Pré-História, quando se utilizavam delas nos rituais religiosos. Na África, elas são esculpidas em madeira e pintadas. Na Oceania, são feitas de conchas e madeira, com pérolas incrustadas. Os índios americanos para fazê-las se utilizam de couro pintado e adorno de penas, além de usarem, às vezes, a tinta sobre a própria pele nos rituais religiosos e nas guerras.

Na China, eles se utilizam das cores nas máscaras para representarem os sentimentos e, no Japão, os homens usavam as máscaras representando femininos.

No século XVIII, em Veneza, as máscaras faziam parte do vestuário da época. No Brasil, as máscaras também são usadas, mas só no carnaval ou nas festas populares.

O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, a socialização, a melhoria na fala e a desinibição

Máscara utilizada no Teatro Grego

dos alunos mais tímidos.

Exercício para adultos utilizando máscaras:

Uma atividade interessante para se trabalhar com máscaras é colocar no centro de uma roda uma variedade grande de máscaras de emoções: alegria, tristeza, raiva, medo, pavor e muitas outras. Geralmente, essas máscaras podem ser compradas ou, caso não encontre, podem ser confeccionadas por artistas plásticos. Procure entrar em contato com um artista na sua cidade e peça as máscaras que quer trabalhar.

Depois de colocadas no centro da roda, peça ao grupo para experimentar uma por uma. Depois devem escolher uma máscara de que mais tenham gostado. Devem ficar com ela e pensar em uma situação para ser encenada. Esta pode ser feita individualmente ou, se for necessário, pode pedir a participação de algumas pessoas do grupo ou do grupo todo.

Esta atividade permite entrar em contato consigo mesmo de uma forma lúdica. No final é interessante pedir para que cada participante fale da experiência vivida.

No documento LINGUAGENS EXPRESSIVAS (páginas 136-140)