No grupo, a possibilidade de troca é muito grande. As relações podem ser vividas de maneira mais direta. Um grupo não é uma realidade estática. É um processo em desenvolvimento. Através da arte e do corpo e pelo envolvimento do trabalho de grupo, buscar o autoconhecimento e soluções criativas para o momento presente e conflitos.
O movimento de restauração psíquica e física da dança pode acontecer em qualquer fase de nossas vidas, em qualquer segmento. O objetivo geral, também, vai ser resgatar a boa convivência, a partir de si próprio e com o grupo, bem como a autoestima (admiração, respeito e confiança).
Durante a sessão, a escolha das músicas deve estar em harmonia com o tom emotivo predominante no grupo. Um grupo em que domina a depressão iniciará com valsas lentas, para passar a valsas mais alegres... com um grupo de pacientes excitados, a sessão poderá iniciar com o movimento sobre uma música forte, vivaz, e terminará com a audição de uma música contemplativa.
É muito importante trazer a harmonia e o acolhimento para o grupo. À medida que as pessoas começam a relaxar e acompanhar a música, a expressão contraída da musculatura do rosto e do corpo como um todo relaxa gradualmente. As linhas duras perdem a sua definição e os olhos têm uma qualidade mais suave e expressiva. É curioso descobrir como as mãos, a cabeça, o corpo se movem por estímulos sonoros musicais, cuja expressão representa
maravilhosos movimentos próprios, espontâneos,
originais, ricos, multiplicadores de ações diversas que interagem numa fala poética. Nesse aspecto, podemos observar como o fator criatividade, através da espontaneidade, trabalhada em forma sistemática, pode surgir na dança, na medida em que os movimentos aparecem, pessoais e, ao mesmo tempo, sincronizados no grupo, singulares, promovendo no ser-do-corpo, uma revolução que vai do estático para o dinâmico.
É interessante reparar nas relações que se criam nos grupos mediante o movimento que encoraja os
Dica da professora
Parabéns! Seja bem- vindo ao mundo da dança e da terapia do movimento corporal.
Esperamos que esta aula lhe seja de grande valia pessoal e profissional. Bom estudo. Para refletir “Através do movimento no contexto do tempo e do espaço, a pessoa pode adquirir consciência do que acontece com seu próprio corpo.” (Lola Brikman in “Linguagem do movimento corporal”). Já pensou nisto?....
participantes a guiar, um por vez, o grupo. A liderança do grupo se alterna. Assim, o comportamento do outro que antes era bizarro, torna-se compreensível e aceitável para os outros, na medida em que as pessoas entram em relação com ele com base nas emoções expressas através da dança.
A atividade rítmica compartilhada em grupo é um local de estruturação do comportamento de cada indivíduo que permite, ainda, compartilhar um sentimento de profunda solidariedade e participação.
O brasileiro é um dançarino por excelência! Segundo pesquisas, nós, povo brasileiro, temos um legado de saúde a transmitir ao mundo: o saber desejar... dançar. Nosso folclore é riquíssimo, pela bênção de um grande caldeirão cultural, onde vários grupos étnicos se combinam e produzem vertentes tão variadas. Nosso anseio maior de “ordem (como manifestação do coração) e progresso” indica o nosso país como uma das civilizações solares... Com a vontade de facilitar ações movidas pela evolução dos sentimentos.
Brasil, China, Índia, Japão, Peru, Espanha, entre outros, são os chamados países do sol. Refletindo sobre isso, revendo algumas de nossas origens indígenas, poderíamos dizer que o sol, centro do universo, representaria o próprio Deus... o Deus em movimento.
O sol no seu trajeto circular, de constante
deslocamento... favorecendo o trabalho conjunto.
A dança resgata momentos de amorosidade, afetividade, facilitando o desbloqueio de centros vitais de nossos corpos. Em determinados momentos e com elementos a serem bem observados, pode-se perceber certa liberação no toque do corpo, (mantendo-se o cuidado de não invadir nem ser invadido).
O carnaval carioca, numa troca de afetividade, através da dança popular, é inaugurado por um de seus desfiles mais tradicionais, o Cordão do Bola Preta, abrindo, então, o grande cenário do samba, por ruas do centro do Rio de Janeiro, percorrendo pontos históricos, onde a cantora Chiquinha Gonzaga, grande estrela da primeira metade do século passado, fazia suas aparições nesta festa de fevereiro / março.
Ali, numa manifestação colorida pela alegria, pessoas de todas as idades, desde crianças pequenas até adultos numa idade maior (em torno de setenta, oitenta anos), dançam, pulam, sambam, num exercício de memória. É, ainda, o carnaval de antigamente, onde prevalece o espírito maior de descontração, onde se facilita a comunicação de todos pelo simples prazer de dançar.
Apenas dançar. Ao mesmo tempo, todo o grupo participava e essa participação global, na qual as “diferenças” não se notam nem são apontadas, faz prevalecer a crença de que “sua simplicidade pode conduzi-los ao amor”. É a indústria de uma dança maior que envolve pessoas da chamada “periferia”, estimuladas a trabalhar o ano inteiro, dedicando-se à verdade de que mais do que nunca é preciso “cantar, cantar e cantar”, como já diz o compositor Gonzaguinha na música “O que é o que é?”.
Durante o último carnaval, na Av. Rio Branco e nos Arcos da Lapa, ainda na cidade do Rio de Janeiro, apresentaram-se blocos de espetáculo afro, como re-vivificação de nossas origens, aberto ao público. Uma oportunidade imperdível para, também, se celebrar nossa identidade cultural, pela qual podemos nos reconhecer como seres autônomos, producentes; pela dança, que libera nosso potencial criador, com expressões próprias, permitindo a cada um que
Quer saber mais? Em 1940, Walt Disney apresentou ao mundo um desenho em longa metragem chamado “Fantasia”. Naquele momento, partituras musicais clássicas eram apresentadas às crianças e adultos tendo como “atores” personagens do mundo animal e vegetal. Como representavam?... Através de danças e expressão corporal!!! Vá a uma locadora e assista hoje mesmo.
introduza o próprio ritmo, em meio a um ritmo maior. A autonomia é um dos maiores predicados humanos,
preceito básico em todas as correntes
psicoterapêuticas, desde os humanistas existenciais como Carl Rogers, Rollomay, Maslow, passando por Carl G. Jung, Sigmund Freud.