SUMÁRIO
4 APRESENTAÇÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA (SD)
4.3 CRONOGRAMA E DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
Aqui apresentam-se a ordem das atividades e os conteúdos mobilizados, apontando-se ainda as etapas da situação-problema (se pertinente), estratégia utilizada e instrumentos de coleta de dados empregados.
Os questionários inicial e final são aplicados na primeira e na décima aulas, respectivamente. Como foram elaborados para entendimento de como os mitos CTS se refletem nas opiniões sobre as relações CTS, os questionários em pauta compreendem conteúdos conceituais e atitudinais.
Na segunda aula o enfoque CTS é apresentado aos estudantes. A discussão sobre as relações CTS é desenvolvida a partir de trechos de vídeos baixados da internet que são de uso público e trazem uma visão da ciência e da tecnologia, bem como aspectos do impacto de ambas sobre a sociedade e vice- versa. Os vídeos foram escolhidos com base no conteúdo e na didática da exposição destes. Além disso, são discutidas as visões diversas existentes sobre o papel do cientista e a participação da sociedade nas decisões que envolvem ciência e tecnologia. Essa atividade compreende conteúdos conceituais e atitudinais.
A análise da situação-problema proposta para discussão em grupos é feita da terceira até a nona aula; a apreciação referida foi lida em etapas. Na aula três, as etapas 1 e 2 da situação-problema são lidas e discutidas com a turma para possibilitar o olhar dos estudantes sobre o problema considerando as posições das pessoas na hierarquia do organograma da empresa. Nessa aula, os alunos discutem livremente suas propostas de solução para a questão geral da situação-problema que é a redução de custos na empresa. Aqui os conteúdos mais fortes são os atitudinais e os conceituais.
As aulas quatro e cinco são dedicadas à discussão nas equipes das soluções dentro dos diversos setores da empresa e especificamente no setor de manutenção elétrica. Na aula quatro são abordadas as etapas 3 e 4 da situação- problema, sendo a turma dividida em grupos com, no máximo, cinco componentes; cada componente recebe um quadro guia de sistematização individual (Quadro Guia 1), para apontar a sua percepção sobre a situação, bem como as opiniões dos colegas que considera mais significativas. Em seguida, a professora faz uma exposição sobre a conta de energia elétrica para que os estudantes compreendam os itens que a compõem e possam buscar soluções para redução de custos com o insumo energia elétrica. No começo da aula cinco é lida a etapa 5 e é entregue a cada equipe um quadro guia de sistematização das informações da equipe (Quadro Guia 2) para que seja anotado o consenso do grupo sobre ações que podem promover a redução de custos no setor de manutenção elétrica. Ao final da aula, os Quadros Guias 1 e 2 são devolvidos à professora.
Nesse momento os estudantes são incentivados a pesquisar sobre fator de potência e tecnologias para correção do fator de potência para a atividade que será desenvolvida nas aulas seguintes. São indicadas algumas questões para direcionamento da pesquisa: “O que é fator de potência?”, “Quais as restrições legais para o valor do fator de potência?”, “Qual a implicação em ter baixo fator de potência?”, “Como corrigir o fator de potência?”, “Quais as tecnologias para correção do fator de potência?”, “Quais as vantagens e desvantagens dessas tecnologias?” e “Qual a tecnologia mais empregada e por quê?”. Pelo tipo de contexto abordado nessas aulas, infere-se que estas apresentam forte conteúdo procedimental e atitudinal.
A abordagem sobre fator de potência é feita nas aulas seis e sete. Na sexta aula, os estudantes são convidados a expor o resultado da pesquisa que fizeram ou impulsionados a fazê-la no momento, caso não a tenham feito ainda. A partir das colocações dos educandos, a professora introduz os conceitos associados a fator de potência e sua correção. Depois, direciona para as tecnologias que podem ser utilizadas e incentiva os estudantes quanto ao pensar sobre critérios que podem ser empregados para seleção de uma tecnologia. Os discentes recebem dois guias para identificação de conhecimentos, sendo um (Quadro
Guia 3) no início da atividade e o segundo (Quadro Guia 4), pouco antes de seu final. Ambos são recolhidos ao término da aula. Aqui predominam os conteúdos conceituais e procedimentais. A aplicação do conteúdo é feita na sétima aula, na qual os estudantes recebem informações extras sobre a empresa (potência ativa e potência reativa) e executam os cálculos para verificação do valor do fator de potência, sua comparação com o valor de referência definido na legislação e o da correção necessária. As equipes recebem um quadro guia (Quadro Guia 5) no começo da aula para explicitação do cálculo de correção do fator de potência. Ao termo da aula devolvem o quadro à professora. Nesse momento os estudantes são incentivados a pesquisar sobre argumentos a favor e contra a terceirização, como preparação para o debate. Nessa aula o predomínio é de conteúdos conceituais e procedimentais.
As aulas oito e nove são dedicadas à discussão sobre terceirização. A oitava aula compreende a última etapa da situação-problema, na qual cada aluno recebe um guia de sistematização (Quadro Guia 6) para organizar os seus argumentos e as equipes discutem os pontos positivos e negativos da terceirização. A turma é reorganizada em dois grupos, sendo que um deles deverá defender e o outro deverá se opor à terceirização. Em seguida é disponibilizado um tempo para que preparem seus argumentos. Nessa aula o predomínio é de conteúdos procedimentais e conceituais. Na nona aula, os grupos se posicionam para o debate. A ideia dessa atividade é possibilitar um momento de diálogo que favoreça o desenvolvimento do pensamento crítico, conforme assentado por Fartura (2005) e Santos (2017). Nessa aula o predomínio é de conteúdos atitudinais e procedimentais. Ao final da aula os estudantes entregam o guia de sistematização (Quadro Guia 6).
O Apêndice G apresenta o detalhamento das atividades que foram desenvolvidas nas aulas e também a classificação dos conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais, descritos por Zabala (1998), que foram abarcados em cada uma delas. No Apêndice H consta a estrutura organizacional da SD em cada aula.