“Durio Lusitania inscript”
EM JEITO DE CONCLUSÃO
Como acabámos de verificar sobre este terroir foram sendo construídos ao longo dos tempos olhares “prosaicos” e “poéticos” díspares que originaram um surpreendente caleidoscópio de representações comerciais, institucionais estribadas em imagens textuais, visuais, escultóricas, musicais e outras, evidenciando uma polifonia comunicacional e artística múltipla, porém pouco concertada pelos órgãos de governação do território.
Na verdade, o Douro pode ser encarado de diversos prismas, com inúmeros olhares, graças às excecionais qualidades naturais, culturais, evolutivas e vivas que o tornam num espaço de inesgotáveis possibilidades, portanto mereceria ter mais atenção por parte dos agentes do sistema turístico, dos artistas e dos portugueses, em geral. Como expressaram, entre outros, Araújo Correia, Sant’Anna Dionísio e Saramago, todos deveriam visitar o Douro, pelo menos, no tempo das “vinhas coloridas”.
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INTRODUÇÃO
Ao longo dos seis capítulos anteriores, o potencial turístico da NUTS III - Douro foi abordado numa perspetiva histórica. O desafio do presente capítulo é abrir o horizonte para o futuro e debruçar-se num potencial produto turístico, surgido no passado recente e que prolifera ainda: os equipamentos de educação para a sustentabilidade. Um maior e melhor aproveitamento turístico destas iniciativas, incluindo-as nos programas de quem visita o Douro, certamente contribuiria para aumentar o respeito dos visitantes pelo passado e pelo património – natural e cultural – desta região.
Incentivar os diversos intervenientes da atividade turística a adotar boas práticas ambientais, com vista a uma efetiva redução da pegada ecológica do turismo, assume cada vez maior importância. Numa altura em que o país obteve reconhecimento internacional consolidado, como um destino turístico (WTA, 2019), e em que o turismo é a sua maior atividade económica exportadora (Pordata, 2019; Turismo de Portugal, 2019), é essencial que Portugal contribua, de forma direta e visível, na concretização dos Objetivos e Metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Em paralelo, tendo em conta que Portugal obteve também a distinção ITB Earth Awards 2019 na categoria Destino Mais Sustentável da Europa (Green Destinations, 2019), mostra-se não só relevante e desejável, mas até premente que este caminho de sustentabilidade se estenda aos territórios da NUTS III - Douro. Urge consciencializar a comunidade e os visitantes para a importância da preservação, conservação e promoção, de forma sustentável, do património duriense, além de promover amplamente o turismo sustentável.