- A despeito de o simples deferimento da recuperação judicial não ter o condão de suspender a execução fiscal, o colendo superior Tribunal de Justiça já decidiu pela possibilidade de o Magistrado afastar atos judi-ciais que reduzam o patrimônio da empresa em recuperação judicial, evitando que os mesmos inibam o cumprimento do plano de recuperação judicial previamente aprovado e homologado.
- Deve ser mantida a decisão que indefere pedido expropriatório quando suficientemente demonstrado, pela sociedade empresária executada em recuperação judicial, que o ato de constrição patrimonial pretendido nos autos da execução fiscal causará prejuízo à sua recuperação.
- Tendo a recorrida se desincumbido do ônus da prova concernente à demonstração, no caso concreto, de que o ato de constrição patrimonial pretendido causará prejuízo à sua recuperação, não merece reforma a decisão recorrida que suspendeu a medida expropriatória.
AGrAVo De insTrUMenTo CÍVel nº 1.0450.11.001002-9/001 - Comarca de nova Ponte - Agravante:
estado de Minas Gerais - Agravado: A rela s.A. indústria e Comércio - relator: Des. MoACYr loBATo Acórdão
Vistos etc., acorda, em Turma, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do estado de Minas Gerais, na conformidade da ata dos julgamentos, em reJeiTAr A PreliMinAr e neGAr ProViMenTo.
Belo horizonte, 14 de dezembro de 2017. - Moacyr Lobato - relator.
notas taquigráficas
Des. MoACYr loBATo - Trata-se de agravo de instrumento com pedido de antecipação da tutela recursal interposto pelo estado de Minas Gerais em face da decisão de f. 37/39-TJ, proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de nova Ponte, que, nos autos da execução fiscal ajuizada em desfavor de A rela s.A. indústria e Comércio, aceitou a recusa do exequente ao bem nomeado à penhora pela executada, bem como indeferiu o pedido de penhora on-line e suspendeu quaisquer atos de expropriação que importem na redução do patrimônio da sociedade empresária ou exclua parte dele do processo de recuperação.
em suas razões, o agravante sustenta, em síntese, que a decisão agravada merece reforma, ao fundamento de que, a teor dos §§ 4º e 7º do art. 6º da lei 11.101/2005, é cabível, na espécie, a penhora on-line em desfavor da sociedade empresária agravada.
Aduz que a restrição imposta à Fazenda Pública estadual quanto à execução de medidas capazes de afetar o patrimônio da executada afigura-se absurda, bem como que o indeferimento da penhora de bens da socie-dade empresária fere o interesse público diante da indisponibilisocie-dade do crédito tributário, o qual é privile-giado em inúmeros dispositivos legais.
Jurisprudência Cível
Próprio e tempestivo, estando ausente o preparo, em face da isenção legal, vieram-me os autos conclusos, tendo sido proferido o despacho inicial de f. 49/50-TJ, deferindo-se o processamento do presente agravo de instrumento, indeferida, na oportunidade, a medida liminar requerida.
Devidamente intimada, a parte agravada apresentou contraminuta às f. 52/93-TJ, pugnando pelo não conhe-cimento e, subsidiariamente, pelo desprovimento do recurso.
é o relatório.
Passo à análise das preliminares.
Da preliminar de descumprimento do art. 1.018 do Código de Processo Civil.
A agravada arguiu, em sede de contraminuta, preliminar de não conhecimento do recurso, ao fundamento de que o ente agravante teria descumprido a regra contida no art. 1.018 do Código de Processo Civil, ao não realizar a apresentação de cópias do agravo de instrumento perante o Juízo de origem.
Cediço que o ônus de informar quanto à interposição do agravo de instrumento em primeira instância incumbe ao recorrente, que, no prazo de até três dias, deve juntar a cópia da petição do agravo de instru-mento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso, valendo a transcrição do art. 1.018 do CPC:
Art. 1.018. o agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso.
§ 1º se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o agravo de instrumento.
§ 2º não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a providência prevista no caput, no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de instrumento.
§ 3º o descumprimento da exigência de que trata o § 2º, desde que arguido e provado pelo agravado, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento.
no entanto, depreende-se do § 3° do aludido artigo que, embora o descumprimento das providências devidas importe na inadmissibilidade do recurso, imperioso reconhecer que a não disponibilização do agravo de instrumento interposto aos autos do processo deve ser arguida e provada pela própria parte agravada.
Assim, leciona elpídio Donizetti:
não obstante a utilização do verbete ‘poderá’ (caput do art. 1.018), permanece o caráter obrigatório da petição de juntada do agravo de instrumento interposto em segunda instância aos autos originais do processo, para fins de retratação do juízo singular e ciência do agravado sobre o ajuizamento do recurso e de seu conteúdo. A não informação ao juízo singular, no prazo de três dias a contar da interposição, implica inadmissibilidade do recurso, nos termos dos §§ 2° e 3° do art. 1.018 (DoniZeTTi, elpídio.
Curso didático de direito processual civil. 19. ed. são Paulo: Atlas, 2016, p.1.490).
Da mesma forma, é decisão deste eg. Tribunal:
Agravo de instrumento. embargos à execução fiscal. Preliminar de descumprimento do art. 1.018, § 2º, do CPC/2015. rejeição. Mérito. Atribuição de efeito suspensivo aos embargos à execução fiscal.
requisi-Jurisprudência Cível tos do art. 739-A, § 1º, do CPC/73. Aplicação subsidiária. Depósito judicial da totalidade do crédito
exe-cutado. suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Art. 151, inciso ii, do CTn. Paralisação do feito executivo. Possibilidade. recurso Provido. - 1. Constitui ônus da parte agravada alegar e demonstrar a inércia ou incorreção do agravante em promover a devida apresentação do recurso junto ao juízo de pri-meiro grau, conforme estabelece o art. 1.018, § 3º, do CPC/2015. 2. A aplicação das regras do Código de Processo Civil às execuções fiscais ocorre de maneira subsidiária, na forma do art. 1º da lei nº 6.830/80.
3. existindo o depósito judicial do crédito tributário em sua integralidade aplica-se a regra contida no art. 151, inciso ii, do CTn, que autoriza a suspensão de sua exigibilidade e, por consequência, do feito executivo. 4. recurso provido (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0079.15.012846-4/001, rel.ª Des.ª sandra Fonseca, 6ª Câmara Cível, j. em 9/8/2016, p. em 23/8/2016).
na espécie, a alegação quanto à ausência de juntada, em primeira instância, da documentação necessária para a ciência da recorrida e possível juízo de retratação encontra-se desacompanhada de qualquer compro-vação, pelo que não é possível acolher a preliminar arguida e inadmitir o presente agravo.
Pelo exposto, rejeito a preliminar.
Da preliminar de não cabimento do recurso de agravo de instrumento.
em sede de contraminuta, a agravada alega, ainda, que a decisão recorrida não estaria contemplada dentre as hipóteses de cabimento de agravo de instrumento elencadas pelo art. 1.015 do Código de Processo Civil.
Melhor sorte não assiste à agravada, haja vista que a decisão vergastada fora proferida nos autos de execução Fiscal, encontrando-se, pois, abrangida pela previsão contida no parágrafo único do art. 1.015 do Código de Processo Civil, segundo o qual caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de execução, mostrando-se oportuna a transcrição:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
[...]
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário.
Mediante tais considerações, rejeito a preliminar.
inexistindo mais preliminares a serem analisadas, passo ao exame do mérito.
Mérito.
Cinge-se o presente agravo de instrumento à análise da decisão que aceitou a recusa do ente público agra-vante ao bem nomeado à penhora pela agravada, indeferiu o pedido de penhora on-line formulado e, ainda, suspendeu quaisquer atos de expropriação que importem na redução do patrimônio da sociedade empre-sária agravada, ou exclua parte dele do processo de recuperação.
Preambularmente, insta salientar que o simples deferimento da recuperação judicial não tem o condão de suspender a execução fiscal, consoante dispõe o art. 6º, § 7º, da lei Federal nº 11.101/2005:
Jurisprudência Cível Art. 6º A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o
curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário.
[...]
§ 7º As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento da recuperação judicial, ressal-vada a concessão de parcelamento nos termos do Código Tributário nacional e da legislação ordinária específica.
[...].
Do mesmo modo, o art. 29, caput, da lei Federal nº 6.830/1980 enuncia: “Art. 29 - A cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, concor-data, liquidação, inventário ou arrolamento”.
e, ainda, o art. 187, caput, do CTn: “Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento”.
Todavia, embora o simples deferimento da recuperação judicial não suspenda o curso da execução fiscal, o colendo superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento segundo o qual, embora a execução fiscal, em si, não se suspenda, é possível que o Magistrado afaste atos judiciais que reduzam o patrimônio da empresa em recuperação judicial, evitando que os mesmos inibam o cumprimento do plano de recuperação judicial previamente aprovado e homologado.
nesse sentido o seguinte julgado:
Conflito de competência. Juízo da execução fiscal e juízo da vara de falências e recuperações judiciais.
empresa suscitante em recuperação judicial. Competência do juízo falimentar para todos os atos que impliquem restrição patrimonial. - 1. As execuções fiscais ajuizadas em face da empresa em recuperação judicial não se suspenderão em virtude do deferimento do processamento da recuperação judicial, ou seja, a concessão da recuperação judicial para a empresa em crise econômico-financeira não tem qual-quer influência na cobrança judicial dos tributos por ela devidos. 2. embora a execução fiscal, em si, não se suspenda, são vedados atos judiciais que reduzam o patrimônio da empresa em recuperação judicial, enquanto for mantida essa condição. isso porque a interpretação literal do art. 6º, § 7º, da lei 11.101/05 inibiria o cumprimento do plano de recuperação judicial previamente aprovado e homologado, tendo em vista o prosseguimento dos atos de constrição do patrimônio da empresa em dificuldades financei-ras. Precedentes. 3. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo da Vara de Falências e re-cuperações Judiciais do Distrito Federal para todos os atos que impliquem em restrição patrimonial da empresa suscitante (sTJ, Conflito de Competência nº 116.213/DF, rel.ª Min.ª nancy Andrighi, segunda seção, j. em 28.9.2011, p. em 5.10.2011).
no mesmo sentido o posicionamento adotado por este Tribunal em situações semelhantes:
Conflito negativo de competência. sociedade empresária em recuperação judicial. suspensão da execu-ção fiscal. impossibilidade. suspensão de atos de constriexecu-ção e alienaexecu-ção de bens da empresa. necessida-de. inteligência dos arts. 6º, § 7º, e 47 da lei nº 11.101/2005. Precedente do sTJ. - o art. 6º, § 7º, da lei nº 11.101/2005 estabelece que as ações de execução fiscal não se suspendem após o deferimento do pedido de recuperação judicial, exceto na hipótese de parcelamento do débito. - Apesar de o processamento da execução fiscal não se suspender pelo deferimento da recuperação judicial, é cediço que a prática de atos de constrição e alienação pode prejudicar o cumprimento do plano de recuperação judicial e a própria
Jurisprudência Cível superação da crise econômico-financeira da empresa. - o colendo sTJ consolidou o entendimento
se-gundo o qual somente com a anuência do juízo da recuperação judicial podem ser realizados os atos de alienação e constrição patrimonial que comprometam o cumprimento do plano de reorganização da empresa (TJMG - Conflito de Competência nº 1.0000.16.001083-1/000, rel. Des. Belizário de lacerda, 7ª Câmara Cível, j. em 31/5/2016, p. em 7/6/2016).
Agravo de instrumento. Ação de execução fiscal. exceção de pré-executividade. sociedade empresária em recuperação judicial. suspensão da execução fiscal. impossibilidade. suspensão de atos de constrição e alienação de bens da empresa. necessidade. inteligência dos arts. 6º, § 7º, e 47 da lei nº 11.101/2005, segundo o entendimento do sTJ. recurso parcialmente provido. - A exceção de pré-executividade con-siste na faculdade atribuída ao devedor, de submeter ao conhecimento do magistrado nos próprios autos da execução, independentemente de penhora ou embargos, em qualquer fase do procedimento, ma-térias suscetíveis de serem apreciadas de ofício ou que não exija qualquer dilação probatória para sua demonstração, sendo o vício ou a nulidade apontada evidente e flagrante. - o art. 6º, § 7º, da lei nº 11.101/2005 estabelece que as ações de execução fiscal não se suspendem após o deferimento do pedido de recuperação judicial, exceto na hipótese de parcelamento do débito. - Apesar de o processamento da execução fiscal não se suspender pelo deferimento da recuperação judicial, é cediço que a prática de atos de constrição e alienação pode prejudicar o cumprimento do plano de recuperação judicial e a própria superação da crise econômico-financeira da empresa. - o egrégio superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que, muito embora a execução fiscal não se suspenda pelo deferimento da recuperação judicial, devem ser obstados os atos judiciais que possam reduzir o patrimônio da socieda-de empresária em recuperação. - Portanto, a ação socieda-de execução fiscal socieda-deve prosseguir, porém sem a práti-ca de atos judiciais de constrição ou alienação dos bens da executada, razão pela qual a reforma parcial da decisão agravada é medida que se impõe (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0283.14.002333-6/001, rel.ª Des.ª Yeda Athias, 6ª Câmara Cível, j. em 1º/3/2016, p. em 15/3/2016).
Agravo de instrumento. execução fiscal. executado em recuperação judicial. suspensão das medidas constritivas. Preservação do plano de recuperação judicial. - o deferimento do processamento de recu-peração judicial não suspende a execução fiscal, mas somente os atos de constrição, de modo a preservar o plano de recuperação judicial apresentado no juízo universal (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0024.11.103762-8/001, rel. Des. renato Dresch, 4ª Câmara Cível, j. em 3/3/0016, p. em 4/3/2016).
Agravo de instrumento. execução Fiscal. Consulta ao sistema Bacenjud. executada. empresa em recupe-ração judicial. restrição patrimonial. impossibilidade. recurso provido. - embora a execução fiscal, em si, não se suspenda, são vedados atos judiciais que reduzam o patrimônio da empresa em recuperação ju-dicial, enquanto for mantida essa condição (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0324.13.003804-9/001, rel. Des. Marcelo rodrigues, 2ª Câmara Cível, j. em 7/4/2015, p. em 17/4/2015).
Agravo de instrumento. Tributário. execução fiscal. recuperação judicial. Atos de expropriação: efeito suspensivo. - embora a execução fiscal não se submeta diretamente ao juízo da recuperação judicial, o processamento desta implica impedimento aos atos expropriatórios, sob pena de inviabilizar-se o cum-primento do plano e tornar inócuo o instituto, violando-se os respectivos princípios que o orientam (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0024.06.073770-7/001, rel. Des. oliveira Firmo, 7ª Câmara Cível, j. em 24/9/2013, p. em 27/9/2013).
Agravo de instrumento. recuperação judicial. suspensão da ação de execução fiscal. impossibilidade.
Art. 6º, § 7º, lei nº 11.101/2005. Vedação de atos que impliquem restrição patrimonial. - segundo po-sicionamento adotado pela 2ª seção do superior Tribunal de Justiça, ‘embora a execução fiscal não se suspenda em razão do deferimento da recuperação judicial da empresa executada, são vedados atos
Jurisprudência Cível judiciais que importem a redução do patrimônio da empresa, ou exclua parte dele do processo de
recu-peração, sob pena de comprometer, de forma significativa, o soerguimento desta’ (TJMG - Agravo de instrumento Cível nº 1.0283.09.012480-3/001, rel. Des. Jair Varão, 3ª Câmara Cível, j. em 21/2/2013, p.
em 1/3/2013).
na espécie, tenho que restou suficientemente demonstrado que a constrição patrimonial na forma preten-dida pelo ente exequente irá comprometer significativamente o cumprimento do plano de recuperação judicial e o soerguimento da sociedade empresária recuperanda, notadamente considerando o relatório contábil, subscrito por profissional devidamente habilitado, no qual constam, inclusive, 5 (cinco) bens imóveis de propriedade da sociedade empresária passíveis de penhora como opção à supressão de fatura-mento da sociedade empresária.
nota-se, ademais, que o d. Magistrado a quo que proferiu a decisão suspensiva dos atos expropriatórios ora impugnada é também o Juiz que preside o processamento da recuperação judicial da sociedade empresária agravada, possuindo melhores condições de apreciar, previamente, os atos expropriatórios, a fim de verificar se tais medidas inviabilizariam o próprio plano recuperacional.
nesse passo, tendo a recorrida se desincumbido do ônus da prova concernente à demonstração, no caso concreto, de que o ato de constrição patrimonial pretendido causará prejuízo à sua recuperação, não merece reforma a decisão recorrida.
Com efeito, deve ser mantida a decisão agravada, haja vista que a suspensão dos atos expropriatórios se deu mediante prévia apreciação do Juiz responsável pelo processo da recuperação judicial da sociedade empre-sária agravada, que verificou que os atos pretendidos inviabilizariam o próprio plano de recuperação.
Mediante tais considerações, nego provimento ao recurso, mantendo a decisão recorrida por seus próprios fundamentos.
Custas, ao final.
Votaram de acordo com o relator os DeseMBArGADores lUÍs CArlos GAMBoGi e CArlos leVenhAGen.
Súmula - reJeiTArAM As PreliMinAres e neGArAM ProViMenTo.
. . .
Jurisprudência Cível