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Passe: o aluno executa o passe de uma forma eficiente, ou seja, a bola alcança o recetor pretendido 2) Drible: o aluno realiza o drible sem perda da posse de bola e o que lhe permite passar ou lançar.

Jogar com a estatística: uma prática integrada no Ensino Básico

1) Passe: o aluno executa o passe de uma forma eficiente, ou seja, a bola alcança o recetor pretendido 2) Drible: o aluno realiza o drible sem perda da posse de bola e o que lhe permite passar ou lançar.

3) Lançamento: o aluno lança e concretiza, introduzindo a bola no cesto contrário.

O índice de Execução por Habilidade (IEH) é determinado dividindo o número de execuções efica- zes da habilidade selecionada pelo número de execuções ineficazes da mesma habilidade. Os dois docentes de matemática construíram em conjunto a matriz para a correção do teste (pré e pós-teste) e classificaram os alunos das suas duas turmas.

intRODUÇÃO

MEtODOLOGia

AMOSTRA

Na aplicação do GPAI foram constituídas 4 equipas por turma no pré-teste e que se mantiveram no pós-teste. Optou-se pelo jogo reduzido 4x4 num espaço de jogo de 20x10m. Definiu-se 10 minutos como tempo de duração de cada jogo (Teste GPAI). O registo do desempenho dos alunos foi reali- zado pelos seus pares, ou seja, enquanto 2 equipas jogavam entre si, os elementos das outras duas equipas procediam à recolha dos dados em grelha própria para o efeito. No final do teste, cada aluno ficava com o registo do seu desempenho e da sua equipa. No grupo experimental os alunos analisaram os dados recolhidos com o docente de matemática.

O teste GPAI foi filmado com uma máquina Casio Exilim Pro EX-F1 posicionada num plano superior ao espaço de jogo.

O investigador principal analisou as filmagens dos jogos realizados no pré e pós-testes, recorrendo ao programa Virtualdub 1.10. Para a análise estatística aqui produzida, foram contabilizados os passes, os dribles e lançamentos eficazes e ineficazes, recolhidos das referidas filmagens. A recolha realizada pelos alunos nos pré e pós-teste GPAI foi apenas utilizada para a análise do desempenho individual e da equipa, nas 2 sessões de matemática (fase de intervenção).

Relativamente à fase de intervenção e no caso concreto das duas sessões de matemática, a primeira ocorreu logo após os pré-testes e teve como principal finalidade o tratamento e análise dos dados recolhidos pelos alunos durante a realização do pré-teste GPAI –basquetebol. Os dois docentes de matemática procuraram deste modo contextualizar as medidas de tendência central, a média e a moda, a amplitude e os valores mínimo e máximo, numa situação concreta, ou seja, no desempenho do aluno e da sua equipa em situação de jogo. Na segunda sessão repetiu-se o pro- cesso mas agora para os dados obtidos no pós-teste GPAI – Basquetebol. O pós-teste de matemáti- ca foi aplicado depois da dinamização da segunda sessão de matemática. No grupo de controlo, as referidas sessões não se realizaram, não tendo existido, portanto, qualquer tipo de intervenção por parte dos dois professores de matemática.

No âmbito da lecionação da disciplina de Educação Física, no período que intermediou o pré e o pós-teste GPAI, o docente e investigador principal, lecionou 2 blocos de 100 minutos na matéria de basquetebol. A fim de controlar a variável contaminante, metodologia de ensino, todos os alunos do grupo de controlo e experimental participaram nas mesmas tarefas educativas. O docente de Educação Física recorreu à perspetiva ecológica, sugerida por Graça e Mesquita (1995, 2002) na abordagem aos jogos coletivos desportivos.

A averiguação de diferenças estatisticamente significativas entre o pré e o pós-teste para os grupos experimental e de controlo nas variáveis dependentes, classificação do teste de matemática e os índices de execução das três habilidades selecionadas em contexto de jogo de basquetebol, efetuou-se através do teste ANOVA de medidas repetidas. Para aferir sobre as diferenças estatistica- mente significativas entre o grupo experimental e de controlo, tanto nos pré-testes de matemática e de GPAI como nos pós-testes, utilizou-se a ANOVA one-way. Esta análise foi realizada através do programa IBM SPSS Statistics (versão 20), para um nível de significância de 5%.

Relativamente à variável, classificação no teste de matemática, o grupo de controlo apresentou, tanto no pré como no pós-teste, médias superiores ao grupo experimental (cf. Tabela 2). Em ambos os grupos, os alunos melhoraram o seu desempenho do pré para o pós-teste. A análise aos Coeficientes de Variação (CV) permite verificar uma elevada dispersão das classificações dos alunos do grupo de controlo e experimental no pré-teste. No pós-teste constatou-se um decréscimo substancial no CV em ambos os grupos.

Contudo, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o grupo de controlo e experimental, tanto no pré-teste como no pós-teste.

Para o grupo de controlo e apesar das diferenças entre o pré e o pós-teste, serem estatisticamente significativas, a dimensão de efeito foi baixa e a potência do teste pouco relevante. Assim, verificou-

RESULtaDOS

PROCEDIMENTOS

ANáLISE ESTATíSTICA

se que os alunos do grupo de controlo melhoraram os seus resultados na matemática (Tabela 1). Relativamente ao grupo experimental, as diferenças foram de maior magnitude, ou seja, estes alunos melhoraram significativamente a classificação na matemática. O nível de significância obtido (p-value = 0,001) juntamente a uma dimensão de efeito e potência do teste mais elevada, conferem maior relevância à melhoria dos resultados dos alunos do grupo experimental.

Foram analisadas três habilidades em situação de jogo de basquetebol (4x4). Na variável passe eficaz, verificou-se um aumento substancial do número de execuções em ambos os grupos, entre o pré e o pós teste. Relativamente ao passe ineficaz, o número de execuções sem êxito decresceu ligeiramente no grupo experimental e subiu no grupo de controlo. No drible eficaz o número de execuções foi sempre superior no grupo de controlo e verificou-se um acréscimo em ambos os grupos, do pré para o pós-teste. Para o drible ineficaz, os valores foram sempre inferiores no grupo experimental e constatou-se um decréscimo em ambos os grupos, do pré para o pós-teste. No Lançamento eficaz os valores mantiveram-se ligeiramente superiores no grupo de controlo. Para o lançamento ineficaz verificou-se um decréscimo de execuções sem êxito no grupo de controlo e por outro lado, um acréscimo no grupo experimental.

Nos IEH, observou-se no passe uma melhoria substancial do pré para o pós-teste no grupo experi- mental. No respeitante ao drible a melhoria no índice de execução foi percetível nos dois grupos, de controlo e experimental. Quanto ao lançamento ao cesto, os índices de execução mantiveram- se muito baixos, nos dois grupos (Tabela 2).

Na compração entre o grupo de controlo e o experimental no pré-teste e no pós-teste, apenas se verificaram diferenças estatisticamente significativas no pós-teste para o drible eficaz (F(1,72)= 4,218; p-value = 0,044; η2=0,055; =0,526). Contudo, estas diferenças apresentam uma dimensão de efeito baixa e uma potência pouco relevante.

Não obstante a melhoria substancial já reportada entre o pré e o pós-teste no drible eficaz, as diferenças não foram estatisticamente significativas no grupo de controlo (F(1,35)= 3,634; p-value = 0,065; η2=0,092; =0,458).

No passe eficaz, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre o pré e o pós-teste no grupo experimental (F(1,35)=5,190; p-value = 0,029; η2=0,126; =0,601). Os alunos do grupo

Tabela 1

Resultados das ANOVAS com medidas repetidas entre o pré e pós-teste, para o grupo de controlo e experimental, na variável dependente, classificação no teste de matemática. Tabela 2 Índices de execução do passe, drible e lançamento.

experimental melhoraram significativamente o seu desempenho no passe em situação de jogo. Relativamente às restantes variáveis em estudo, não se verificaram quaisquer diferenças significati- vas entre o pré e o pós-teste.

Conforme foi reportado anteriormente, os alunos do grupo experimental apresentaram uma me- lhoria significativa nos resultados a matemática. Este facto vem reforçar a relevância da articulação da Educação Física e da matemática numa perspetiva integradora e convergente, para o ensino das crianças e jovens. Em linha com o exposto, Chen (2007), enaltece as práticas interdisciplinares entre a Educação Física e a matemática. Ainda neste âmbito, Dionísio et al (2013), igualmente reforçam a legi- timidade do trabalho interdisciplinar entre as referidas disciplinas no primeiro Ciclo do Ensino Básico. No que concerne ao desempenho dos alunos do grupo experimental no jogo de basquetebol, verificou-se uma melhoria significativa no passe eficaz. Este comportamento ofensivo é considera- do por Barreto et al. (1984), Araújo (1992) e Oliveira e Graça (1995), como uma das ações relevantes para o combate ao jogo anárquico. Os alunos que beneficiaram da articulação dos conteúdos da estatística descritiva, com a prática do basquetebol, demonstraram uma melhor circulação de bola, o que se refletiu num acréscimo de finalizações. Este facto pode ser explicado pela contex- tualização dos conceitos de estatística na disciplina de matemática. Os alunos perante esta prática interdisciplinar terão compreendido a relevância do passe no jogo.

Espera-se deste trabalho que potencie a diversidade de experiências dos professores, permitindo deste modo, uma maior aplicabilidade em contexto real dos conceitos e habilidades pelos alunos. Assim, anseia-se por uma visão mais unitária do aluno e da problemática que o envolve.

cOncLUSÃO DiScUSSÃO

1- Lancaster EA., Rikard GL. Across the Curriculum Learning

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