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PARTE II CONCEITOS DO JOGO

IMPLIED ODDS

Implied odds são uma extensão do pot odds. No caso, as implied odds são as chances que temos de sermos pagos, caso acertemos nosso jogo. Muitos justificam um call por implied odds, quando não possuem pot odds suficientes. Ou seja, imaginemos que o nosso adversário aposte num flop em que estejamos flush draw. Além dos odds que temos que calcular para saber se o preço pago é justo para se conseguir o flush, também precisamos saber se, caso consigamos nosso flush, se ainda teremos mais fichas a ser pagas pelo vilão. Ou se eu pagar esse raise com 55 e acertar minha trinca, ganharei muitas fichas caso ele tenha um grande par.

Um dos problemas é que este conceito ensina aos jogadores todo um universo de possibilidades e perspectivas complexas que acabam sendo resumidas em frases exatamente como a que postamos anteriormente: “Se eu conseguir uma trinca, posso tirar muitas fichas dele.” Resumindo dessa maneira, não podemos aprender a utilização correta do conceito. As pessoas vão pagando apostas e quebrando todas as diretrizes ensinadas sob

a desculpa das implied odds. Com isso, o jogador acaba se perdendo e empobrecendo sua técnica. O que quero dizer é que as implied odds que você possa eventualmente ter dependem contra quem você está jogando. Já ouvi dezenas de vezes alguém dizer: “Não vou lhe pagar, porque sei que não tenho implieds.” Dizendo de outra maneira, podemos dizer que as implieds são os lucros que você consegue quando o vilão não é tão bom. Ao contrário do que muitos ensinam, é o jogador que possui implied odds sobre os outros, e não as cartas.

É verdade que os pares baixos possuem implied odds, mas não é esse o ponto. Suponhamos que tenhamos 44. É uma mão muito simples de se jogar pós-flop. Se você não trincar, está fora diante de qualquer aposta significativa. Jogando assim, você estará jogando bem. Se você trincar, tentará construir um pote grande. No entanto, o oponente que encara uma sorrateira trinca de quatro estará em grande perigo. Ele deveria fazer check/fold, entretanto, apenas um gênio mediúnico seria capaz disso quando estiver segurando algo como AK com A74 rainbow no flop. Então a questão é: quão mal ele jogará? Quão distante do check/fold serão as decisões dele? Provavelmente a distância será enorme, portanto, trocando em miúdos, ele estará jogando muito mal. Mas agora imaginemos que um jogador superfish esteja enfrentando um jogador experiente como Daniel Negreanu. Negreanu tem AK no flop A74 e o superfish tem a trinca de 4. Qual será a perda de Negreanu? Vamos supor que seja $X. Agora, vamos supor que invertamos as mãos. Se Negreanu tiver a trinca e o superfish tiver AK? Qual será a perda do superfish? Provavelmente $10X. Podemos concluir que essa diferença de valores é o que chamamos de implied odds, que são compostas tanto pelas cartas como pela qualidade dos jogadores.

Por isso, mas uma vez, voltamos a um tema recorrente: posição! A posição é capaz de aumentar suas implied odds de acordo com as informações que você tem do adversário. Se um profissional como Negreanu enfrentasse um bom jogador amador num head’s-up e sempre tivesse que jogar fora de posição, eu diria que o amador é um grande favorito. O próprio Negreanu em seu livro More Wisdon for All Players afirma a mesma coisa. Portanto, preste atenção, pois dar call numa aposta com 44 no botão contra um amador é bem diferente de fazer a mesma

coisa quando se está no big blind e Phill Ivey6 no botão. Apesar de termos melhores pot odds para pagarmos um aumento desse nos blinds, pois já colocamos algum dinheiro, temos muito menos implied odds do que imaginamos.

FALINHA

A graça desse jogo é sair atrás e chegar na frente.

ISAC

1Outs são cartas que completam nossos jogos. Por exemplo, se temos duas cartas de um naipe e no flop tem também duas cartas daquele naipe, temos 9 outs (há 13 cartas de cada naipe menos as 4 que já conhecemos) para completar o flush (cinco cartas do mesmo naipe). 2Não dar odds significa fazer com que ele folde ou pague errado, ou seja,

pague um custo mais alto do que as chances que ele tem de ganhar a mão.

3Famoso jogador profissional de poker, notável por ter uma boa leitura das mãos dos adversários.

4Quando falamos em ranges, definimos as possíveis mãos que alguém possa ter. Por exemplo, se dissermos que ele aumentaria com qualquer par na mão, isso quer dizer 22+ (par de 2 ou maiores). Se dissermos que ele paga com qualquer A na mão, mas volta reraise com A e figura, colocamos assim: paga com A2+ e volta reraise com AJ+. Nós definimos essas possíveis mãos com base nas nossas experiências anteriores com determinado vilão ou com dados fornecidos por programas da internet.

pares de 77 a AA. AT+ quer dizer mãos que incluem um Ás e a segunda carta de T a K.

6Grande jogador profissional de poker, considerado por muitos o melhor do mundo.

CAPÍTULO 8

Level de jogo – Metagame

Metagame é a capacidade de concluir o que seu adversário está pensando a seu respeito e modificar sua ação baseado nessa leitura. Pode ser difícil explicar com palavras, mas é muito fácil de ser entendido. Metagame seria quando você pensa: “ele tá tiltado, então vai jogar mais mãos”, ou “ele acabou de dar raise aqui, então não daria raise de novo”… Metagame “anda” junto com o conceito de “level thinking” (nível de pensamento). Os conceitos são parecidos e se misturam. Com isso, os jogadores vão agindo de acordo com o que acham que o outro está pensando, e as ações se modificam “infinitamente”. Uma vez que o vilão também é um bom jogador que raciocina o que você pode ter nas mãos, ele também sabe que você está pensando a mesma coisa que ele. Ou seja, essa noção do “ele pensa que eu penso que ele pensa que eu estou blefando” é level, e não metagame.

O termo “metagame” é muito comentado e, embora possa parecer algo que apenas um Tom Dwan ou um Phill Ivey possam compreender e fazer, é um conceito bem simples. Quando usamos o metagame, estamos indo além da simples mecânica do jogo – as apostas, fichas e cartas – para analisar outros detalhes mais psicológicos, como o emocional do seu adversário, seu histórico com um vilão em particular e como é a sua imagem para o vilão. Um exemplo simples de uma situação em que você pode pensar que o metagame está presente é quando você está no botão em um torneio e todos foldam até você. Na ausência de qualquer outra informação, você dá raise, esperando que todos desistam e você ganhe os blinds. Se você faz isso todas as vezes, alguém, em um dos blinds, pode imaginar que você está fazendo isso com uma mão fraca e resolver lhe dar um reraise, ou pensar que cartas como A9o estejam muito à frente do seu range.

O metagame é uma importante parte de uma estratégia bem balanceada. Acima de tudo, se focar apenas nas cartas, na mesa e na matemática, você não será melhor do que um robô. Entretanto, o metagame deve raramente ser utilizado como uma desculpa para uma jogada que não faz

sentido em termos normais de estratégia. Por exemplo, você não pode desistir com um par de Ases antes do flop devido a fatores de metagame! Entretanto, isso deve ajudá-lo entre escolher dentre duas ou mais decisões.

Não precisamos pensar em utilizar o metagame apenas se jogarmos uma mesa final do LAPT1 ou quando jogarmos um grande jogo em Las Vegas. Pode ser importante nos jogos na cozinha de casa também, desde que os jogadores levem o jogo a sério. Se os jogadores não estão levando o jogo a sério, então normalmente eles jogarão de qualquer forma e não irão prestar muita atenção.

Para ser útil, o metagame requer um longo histórico. Por exemplo, se você fizer uma jogada para construir uma imagem específica na mente do seu oponente, você deve estar certo de que irá jogar mais mãos contra esse jogador, pois está fazendo uma jogada para um lucro no futuro. Se você fosse jogar uma única mão contra um oponente, não há razão em observar sua tendência. Ou seja, o metagame se torna uma análise importante quando você está jogando contra o mesmo oponente dia após dia.

Por outras razões, as considerações do metagame são muito mais valiosas se você jogar no mesmo clube de poker toda semana, onde o número de jogadores é menor. Não existe muita razão em constantemente pensar sobre metagame em jogos como os de 0,25-0,50 (também chamados de NL50) em um grande site, onde há centenas de mesas acontecendo simultaneamente e milhões de jogadores, embora você deva ainda fazer um esforço para identificar outros regulares e suas tendências.

Vamos ver as técnicas para que você “entre” na mente de seu oponente. Para isso, temos de saber sobre os níveis de pensamento em cada um deles, ou o chamado “metagame”.

Como vimos anteriormente, podemos classificar nossos oponentes como agressivos, passivos, loose, tight, traiçoeiros etc. Também podemos categorizá-los em diferentes personalidades e motivações. Juntos, esses dois métodos nos dão uma poderosa ferramenta de leitura de cada jogador.

Agora, veremos uma terceira forma de análise que fará sua leitura ainda mais poderosa. São os chamados “níveis de pensamento”. Há diferentes

níveis em que o jogador pode pensar, sendo cada um mais desenvolvido e complexo do que o outro.

Nível 0.

Eu não sei nada. Não entendo nada. Muitos nem consideram esse nível, pois é muito elementar.

Nível 1.

Que mão eu tenho? Nesse nível de pensamento, basta enxergar para ver o que há na sua mão e o que há no bordo. Aqui, o jogador só enxerga a mão dele, não sabendo o que o outro tem ou o que o outro está pensando.

Nível 2.

Que mão meu oponente deve ter? Nesse nível, só pensamos em nossa mão e nas possibilidades de mãos que nosso adversário pode ter.

Nível 3.

Que mão meu oponente pensa que eu tenho? Agora sim começa um nível mais complexo e inteligente do poker. Nesse nível, sabemos que o oponente vai nos colocar num range de mãos pelo nosso raise, posição, estilo, imagem etc., e com isso vai chegar nas conclusões dele do que nossa aposta representa.

Nível 4.

O que meu oponente pensa que eu penso que ele tem? Nesse nível, avaliamos as apostas de nosso adversário baseadas em como ele acha que nossas apostas representam. O nível 3 é o mais alto nível de pensamento definido, mas na verdade os níveis são indefinidos. Vi uma vez um Nick supercriativo no Poker Stars que falava exatamente isso: “I know you know I know”. O nível 4 seria “o que meu oponente acha que eu acho que ele acha que eu tenho?” e assim por diante. Esse nível é a porta para as mais complexas e intrigantes decisões de jogadas.

Pode parecer que nós devamos pensar no mais alto nível possível, mas esse não é o caso. O nível em que devemos pensar depende diretamente do nível em que nosso oponente pensa. O ideal é pensar um nível (e somente 1 nível) acima do que nosso oponente pensa. Se ele pensa em nível 0, então devemos pensar em nível 1. Como ele só vai estar pensando na mão dele, então precisamos adivinhar a mão dele pelas suas apostas. Não existe a necessidade de blefar uma carta assustadora ou fazer slow-play com uma mão grande, porque ele não está pensando no que você pode ter (ele só pensa na mão dele!).

Se ele está pensando em nível 1, então devemos pensar em nível 2. Ele estará tentando descobrir nossa mão, portanto temos que tentar fazer apostas e agir para que ele pense que temos uma determinada mão e agir de acordo. Aqui, as apostas dele não significarão apenas a força de sua mão. Por exemplo: se ele nos colocar numa mão fraca, ele pode fazer uma aposta com nada para darmos fold.

Se ele está pensando em nível 2, então devemos pensar em nível 3. Ele estará tentando descobrir nossas apostas baseado no range de mão que ele acha que nós o colocamos. Por isso, devemos estar num nível acima e responder às suas apostas, sabendo que ele pensa assim. Ironicamente, em alguns casos, quando você tiver ganhando os potes de seu oponente, você pode fazer um jogador nível 2 retroceder ao nível 1, pensando e apostando somente com o que ele esteja segurando.

A maior dificuldade é que a maioria dos jogadores tende a pensar em diversos níveis em diferentes vezes.

Bom, agora sabemos que há três ferramentas para categorizarmos nossos oponentes:

• Estilo em geral. Quão loose, agressivos e tights, eles são? Quão traiçoeiros e ardilosos eles são? Que capacidades eles têm de preparar uma armadilha e fazerem um slow-play com uma grande mão? • Que tipo de jogadores eles são e como as suas principais motivações

influenciam suas tomadas de decisões? • Em que nível eles pensam?

Cada uma dessas considerações tem suas próprias limitações, mas, quando tomadas juntas, são uma forma poderosa de nos fazer entrar na mente de nosso adversário. Se nós conseguirmos entender as razões por que nosso oponente pensa da maneira que ele pensa e também age de certa maneira, poderemos entender nosso oponente num novo nível.

Agora, pense nas pessoas que jogam com você na mesa e os coloque em perfis determinados em cima dos três tipos de categorias. Veja como será mais fácil jogar contra eles e determinar suas mãos.

Uma vez que estiver familiarizado com os níveis de pensamento no poker e de como determinado jogador pensa, você precisará saber como agir. Um problema que ocorre é que, quando um bom jogador de Buy Ins médios analisa um jogador com pensamento nível 2, esse bom jogador tende a imaginar o range do vilão bem próximo ao seu e comete o erro de dar muito ou pouco crédito ao vilão. O que você tem de saber é que na maioria das vezes será um grande jogo de adivinhação de ranges com cada um dos vilões. Por isso, se tiver que optar, eu prefiro que você tente dar menos crédito aos vilões.

Vou mostrar aqui um exemplo de uma mão de cash game disputada entre o jogador profissional Tony G e a jogadora profissional Vanessa Rousso. A mesa roda em fold e Tony G dá raise do SB para $1.200 com 6

5♣. Vanessa Rousso, que tinha A A♣, resolveu só pagar para disfarçar sua mão. Tony G, então anunciou $2.000 no escuro.

FLOP: 6 5♠ J♠ (acertando dois pares para Tony G) Vanessa deu reraise para $5.000 e Tony reaumentou para $20.000. Vanessa deu call.

TURN: A♠

Tony apostou $10.000, visando colocar todo o dinheiro de Vanessa no pote.

Agora, vamos pausar a ação por um momento, e revisarmos a mão sob o ponto de vista de cada um dos níveis de raciocínio. Se os dois jogadores estivessem no nível 0, teríamos todo o dinheiro jogado no meio da mesa no próprio flop. Depois do reraise de Tony G, Vanessa, se fosse uma jogadora

de nível 0, teria pensado que seus ases continuavam sendo uma boa mão e ido all in.

Mas, neste ponto, Rousso estava raciocinando, no mínimo, no nível 1. Ela sabia que ele era um jogador muito agressivo, capaz de fazer movimentos gigantes sem ter nada. Entretanto, ela também tinha ciência de que ele poderia ter acertado ou uma trinca ou dois pares, ou poderia ter um flush draw com o qual valeria apostar; então, ela não queria um pote tão grande com apenas um overpair.

Uma vez que o Ás apareceu no turn, os dois jogadores precisaram estar atentos, no nível 1 de raciocínio. Os dois sabiam que o seu oponente poderia ter completado um flush, mas eles precisavam levar em consideração o nível 2, “O que ele pensa que eu tenho?”. Eles sabiam perfeitamente que o outro seria capaz de querer representar o flush.

Para ambos, a resposta era de que seu oponente não tinha uma leitura precisa: Tony G por não ter sido reaumentado pré-flop, e Rousso pelo aumento de Tony G no pré-flop com conectores baixos não naipados, seguido de sua aposta no escuro.

Depois da aposta de Tony G no turn, o nível 3 de pensamento entra em jogo. Pelos padrões de aposta adotados por Tony G através da mão, Rousso poderia ter suas respostas de várias formas. O grande reraise no flop, seguido pela aposta baixa no turn de Tony G, pode levar Rousso a acreditar que Tony pensa que ela pensa que ele tinha um flush draw e acertou. Sem ter nenhuma carta de espadas na mão, e conhecendo a reputação de apostador de Tony G, é difícil para ela aumentar ou empurrar neste ponto da mão, porque Tony G com certeza pagará com um flush e talvez até com algo como K-J, se tiver com o rei de espadas. Sua decisão foi pagar a aposta, incorporando de forma correta todos os 3 níveis de raciocínio e permitindo a ela ver o river para esclarecer suas dúvidas.

Vanessa deu call. RIVER: 5♠

Tony G deu check no river, esperando que ela estivesse pelo draw de espadas ou que tentasse comprá-lo. No entanto, o resultado da mão estava claramente pré-ordenado, tendo se desenvolvido em um clássico “cooler”.2

Neste ponto, a jogada foi tão talentosamente efetuada de ambas as partes, que nem um nem o outro consegue colocar seu adversário na mão que eles realmente têm. No desenrolar da mão, Rousso foi all-in, sendo paga por Tony G. Rousso levou um pote com quase $200.000, em uma mão onde todos os níveis de raciocínio foram utilizados.

Muitas vezes, nos buy ins mais baixos, eu cometo o erro de pensar que esta ou aquela são grandes situações para se blefar quando considero a posição da outra pessoa e então considero que ela está blefando. No entanto, ela não é tão boa quanto eu imagino e talvez não perceba o quão boa é a situação, e provavelmente tem o que está representando. Com o passar dos anos, estudando e revendo jogadas, acabei por me treinar a ser um jogador pensante. Esses exercícios diários nos adestram a sermos os jogadores pensantes dos níveis mais altos, discutindo com nossos amigos todos os dias (Marcos Sketch, Cristiano Ganley, Bastter, Renato Miranda, André Lamy, Plínio Fonte, Roni Molshansky, Fabiano Lemos, Bruno Coelho, Flávio Juruna, Bob Fraga…). Ao juntarmos as mentes e discutirmos as opções de jogadas, tentamos esmiuçar todo resultado possível. Se você apenas estudar as decisões prioritárias, achará que a situação apontará um erro de seu oponente, mas, ao efetuar essa “troca” de lógicas, verá que pode haver outra solução e um resultado diferente.

Os seguintes conselhos não servem para aqueles que jogam grandes buy ins on-line, mas se aplicam para buy ins entre $10 e $100 ou os torneios com field gigantesco a que muitos chegam por satélites menores. No começo desses torneios, a maioria de nossas mais importantes decisões é tomada contra vilões aleatórios, e isso torna difícil nossa leitura daquele nível de pensamento. Mesmo que você tenha um bom software como Pokertracker ou Sharkscope, que lhe dê os dados disponíveis do vilão, ainda assim, é difícil prever a forma como esses jogadores vão reagir e o que eles realmente têm. Pare de pensar em perspectiva de como se fosse você no lugar dele naquela situação e você começará a jogar muito melhor. Lembre-se: não coloque o vilão acima de onde ele deve estar. Na maioria das vezes, os vilões não terão os mesmos ranges que teríamos e, exatamente por isso, temos um edge, uma vantagem em cima deles. Mais cedo ou mais tarde, eles cometem enormes erros para nós.

De qualquer forma, você tem que ser cuidadoso para não cair na mentalidade de que “jogadas difíceis são divertidas e glamorosas”, justificando essas jogadas com o metagame. Cada jogada que você faz deve seguir uma razão e então deve existir outra razão para fazer essa jogada de acordo com o metagame.

Há uma generalização muito ampla que li uma vez na internet que dividia esses jogadores de buy ins médios como: