Limite Bankroll mínimo
CAPÍTULO 13 Psicologia do jogo
Dá azar ser supersticioso!
Você não é uma pessoa de azar! E não é um sortudo também! Ninguém é sortudo ou azarado, e se você se vê de uma das duas maneiras, terá problemas jogando poker. Por diversas vezes, acabará por se colocar numa situação em que tomará decisões erradas por pensar em sorte ou azar. “ Eu fui all in com uma trinca no flop, pois havia flush draw no flop e eu sempre tenho azar contra flushes” ou “Eu nunca perco quando dou all in para duas pontas.” Se você perder 10 flush draws seguidos, a chance de fazer um flush na próxima vez é a mesma de fazer na primeira mão que você perdeu ou em qualquer outra mão com flush draw.
O professor Noga Alon, PhD em Matemática e Ciência da Computação da Universidade de Tel Aviv em Israel, tem um importante estudo, analisando probabilidades e estatísticas. Segundo ele, os princípios da Física Estatística e Mecânica Quântica implicam que alguma influência de azar aparece em essencialmente todos os fenômenos de nossas vidas e não apenas no poker. Tanto no futebol como no tênis, também há influência do azar, mas as pessoas tendem a associá-lo mais ao acaso das cartas do que ao tempo (se não estivesse ventando, a bola teria entrado; ou se não estivesse chovendo, a Seleção teria feito um gol) ou à protuberância de uma quadra de saibro, mudando a trajetória da bola. Até mesmo em eventos que não são jogos e fazem parte de nossas vidas, costumamos levantar a questão de sorte e azar: “Puxa, se eu não tivesse parado naquele sinal justamente naquele minuto, não teria sido assaltado.” Por exemplo, meus pais se conheceram porque minha mãe esbarrou no botão do elevador do hotel onde estava hospedada numa viagem a Londres e lá dentro estava meu pai. “MEU DEUS, TIVE MUITA SORTE! SE NÃO FOSSE POR ISSO, ELES NÃO TERIAM SE CASADO E EU NÃO TERIA NASCIDO!”
Mesmo se você soubesse, em cada ponto do planeta, toda medição metereológica – temperatura, pressão, umidade, pressão atmosférica, direção do vento e qualquer outra medida – e colocasse todas as
informações num supercomputador de previsão do tempo, ainda assim não poderia dizer com segurança o clima num determinado dia daqui a um mês. Isso porque há fatores que negligenciamos que podem influenciar o resultado final. A mudança na corrente de ar, provocada pelas asas de uma borboleta, contribuirá para modificar o ambiente em volta dela. Essas diferenças modificará em larga escala uma área cada vez maior. E por isso, há a famosa frase “Uma batida de asas de uma borboleta na Ásia pode provocar um Tornado na Flórida”.1
Essa é a premissa da TEORIA DO CAOS, um ramo matemático que envolve o estudo de sistemas sensíveis às pequenas mudanças em relação às condições iniciais. Imagine que você acabou de se sentar à mesa de poker e, por apenas um segundo, o dealer não lhe deu as cartas, pois não viu que você já estava sentado com fichas. Você não sabia, mas teria ganhado essa mão. Pior, acabou perdendo as três mãos seguintes que jogou, que não teriam sido distribuídas daquela forma se você tivesse jogado a primeira mão. O desastre aumenta quando um gol de futebol na televisão fez um “tiozinho” no big blind comemorar e pagar o seu raise, jogando as fichas no pote sem olhar as próprias cartas e lhe aplicou uma enorme bad beat. Você tenta relaxar e vai até o banheiro lavar o rosto no momento em que teria ganhado um AA, volta correndo a tempo de receber um KK e perder a mão seguinte novamente. Você pede ao dealer para “lavar o baralho”,2 mas sem saber que se ele não tivesse feito aquilo, você teria ganhado um pote enorme na mão seguinte. Pelo fato de estar perdendo, deixa de ir a uma festa que tinha à noite para tentar recuperar o dinheiro perdido. Era a festa onde conheceria a mulher da sua vida, com quem teria um filho que acabaria por descobrir a cura do câncer, salvando milhões de vidas. Em vez disso, acabou casando-se com outra mulher com quem teve um filho que acabou indo preso aos 18 anos de idade. O dinheiro pago com advogados para defendê-lo era o dinheiro que você usaria para jogar o WSOP, no qual, se tivesse jogado, teria chegado na mesa final. Poderíamos continuar com o dominó de desastres indefinidamente. Na verdade, qualquer detalhe ocorrido ao longo do jogo naquele dia poderia ter modificado todo o cenário de eventos.
futuro. Não fique neurótico; além do mais, pode mudar para pior, mas para melhor também. Você não pode fazer nada a respeito dessa aleatoriedade. Não se preocupe em alterar eventos, pois isso não o ajudará a prever os resultados futuros. Por isso, concentre-se nas coisas que você domina e que podem fazer diferença na probabilidade de sucesso.
Então, o que é realmente sorte e azar? Quantas vezes eu já escutei frases do tipo: “Ah, mas também fulano tem a conta protegida pelo site” ou “Você nunca vai bater o beltrano num coin flip, nem sei por que se arrisca justamente contra ele”. Será possível que exista mesmo alguém mais “iluminado” do que outros para qualquer que seja a atividade? O que diríamos quando pessoas que têm sorte no jogo ganham com uma frequência muito acima do que se poderia esperar pela lei das probabilidades? Várias pessoas vêm me apresentar exemplos de pessoas que não são as melhores para determinadas funções e que tiveram a sorte de deixar para trás pessoas mais talentosas.
Essa concepção de que existem “coincidências significativas”, e não apenas casualidades, foi uma das mais importantes contribuições de Jung à psicologia. A repetição de fatos positivos ou negativos que nos acontecem em série em certas fases da vida sugere a existência de algum processo interferindo em nosso destino. Aqueles que leram ou viram o filme “O Segredo” saberão a lógica de se pensar positivamente, de ter “fome” por vitória e de se visualizar atingindo seus objetivos. O pensamento científico não pode, pelo menos por enquanto, ir muito longe no sentido de estudar a influência de fatores sobre-humanos em nossas vidas. No entanto, alguns mecanismos psicológicos podem influir sobre o que chamamos de sorte ou de azar. É bastante provável que existam criaturas mais positivas do que outras. Nossa mente, quando funciona de forma mais otimista e com mais coragem de ter sucesso naquilo a que nos propomos, pode interferir muito nos resultados.
Acredito que os fenômenos que não entendemos e que muitos chamam de paranormais existam em todos nós, sendo mais eficientes em algumas pessoas do que em outras. Simplesmente porque a mente dessas pessoas é mais bem preparada para buscar a vitória ou o sucesso. Por exemplo, um vendedor que esteja realmente determinado a vender terá melhores
resultados do que outro que só está ali por ser o único trabalho que conseguiu. Quem você acha que terá mais “sorte” ao conseguir as melhores vendas? Um tenista como o espanhol Rafael Nadal tem mais gana para o sucesso e consegue muito mais chances de sucesso do que o francês Richard Gasquet, que era considerado pelos especialistas muito mais talentoso, quando ambos começaram nas categorias de base. O que realmente diferencia os dois? Ou seja, é bem provável que nossas mentes disponham de mais poderes do que aqueles que conhecemos e utilizamos.
Quando jogamos poker com confiança de que as coisas sairão bem, parece que a sorte está do nosso lado. Mas por quê? Porque estamos mais focados, porque temos a capacidade de ver melhor as jogadas corretas, de “ler” nossos adversários de forma mais clara. Mesmo que de forma intuitiva, algumas pessoas conseguem se utilizar dessa “força interna”, obtendo resultados muito melhores. E é por isso que jogadores vencedores são pessoas mais otimistas e por isso que essas são as pessoas de sorte. Esses mesmos “poderes” poderão provocar, quando ativados negativamente, fracassos em série, e as pessoas que sofrem com essa tendência são as azaradas. Assim, para que uma pessoa possa ter sorte, é necessário que ela se permita coisas boas e vice-versa. Por exemplo, um homem pode sempre achar que começa a perder depois que sua mulher liga para ele, pois isso traz azar. Mas a explicação mais lógica é a de que ele perde o foco sempre que ela liga, jogando pior, ou mais tight, ou mais loose, ou mais agressivo do que deveria.
Um jogador ruim pode ganhar várias mãos de um jogador com qualidades muito superiores, e um péssimo jogador pode vencer uma sessão ou um torneio contra jogadores muito mais habilidosos e experientes. Se perder sessões ou torneios no poker é algo bastante comum inclusive para jogadores vencedores, então por que a maioria dos jogadores tende a achar que são azarados? Por duas razões: a primeira é a que a maioria dos jogadores é perdedora (e quando a pessoa perde, pode colocar a culpa na sua falta de habilidade de dominar aquela mesa ou no azar).
É sempre mais fácil atribuir sua derrota ao azar, e se essas derrotas são consistentes ao longo do tempo, a pessoa pode decidir que ela é azarada, em vez de enfrentar a realidade de seu jogo, ou que ela não é tão boa
quanto as pessoas com quem está jogando. A segunda razão é que o azar tende a ficar guardado na sua cabeça mais tempo do que a sorte. Sempre nos lembramos das bad beats que sofremos, mas esquecemos com maior facilidade aquelas que damos. Muitos pedem para trocar o baralho, mudam de lugar na mesa, esperam a troca de dealer para jogar, mudam o casaco ou trocam de cadeira por não aceitar que não estão perdendo devido à sorte ou ao azar.
Por exemplo, vamos dizer que você dê raise pré-flop com A♠K♣ e um oponente dê call com T♦J♦. O flop vem A♦ J♠ 8♣. Você aposta e vai sendo pago até o river sem que nada mude para nenhum dos dois. Você teve sorte? Um monte de gente diria “não”, já que você tinha a melhor mão desde o começo. E você não consideraria seu oponente azarado nessa situação.
No entanto, você teve sorte num certo sentido. No pré-flop você era apenas 60% favorito para ganhar a mão. Mesmo depois do flop, você só era favorito em 3:1. Ou seja, se disputar essa mão 4 vezes, tende a ganhar 3. E a chance de ganhar 3 vezes consecutivamente é menor que 50%.
Quando estamos jogando, não tendemos a prestar atenção quando “as coisas” saem conforme o planejado. Não prestamos atenção quando nossa mão “segura”, nossos ases não são quebrados ou o flush draw do oponente não bate. Porém, prestamos atenção e reclamamos quando temos esse “azar” de perdermos a mão.
Ao longo do tempo jogando poker, você vai se dar conta de que sorte e azar não são fatores significantes em nossos resultados. Você terá mãos, sessões e até mesmo uma leva de sessões quando a sorte o abandona, mas isso tenderá a ficar igualado quando ela retornar no longo prazo.
Eu não entendo como jogadores bons e experientes que conheço há anos continuam reclamando de bad beats. Ou achando que, como sabem jogar o poker bem jogado, quando perdem é porque tiveram azar e o oponente deu sorte. É assim que muitos pensam. Às vezes, acreditam que são infalíveis e a única coisa capaz de detê-los é a falta de sorte. Com mais frequência do que eles imaginam, o problema é muito mais profundo. Eles acabam não focando no que realmente importa: como eles e os adversários jogaram a mão. É incrível que isso ainda aconteça nesse nível de jogo. É como
reclamar do calor do Rio de Janeiro durante o verão.
FALINHA
Quer ver flop de graça? Então liga para o Juliano Maesano! GUILHERME KALIL
1Matemático Edward Lorenz em estudo de 1972.
2Quando o carteador mexe com as cartas em cima da mesa, misturando- as todas, antes de reembaralhar.
CAPÍTULO 14 Tilt
Tilt significa efetivamente não jogar o melhor que você poderia jogar, variando em diversos graus, desde um pouco pior até pessimamente mal. Todo mundo tilta de alguma forma alguma vez, e isso faz parte do jogo. Isso não significa que todos precisem ter problemas com o tilt. Bons jogadores sabem como evitar o tilt. A primeira coisa a fazer quando você tilta muito é jogar em limites baixos o suficiente para que não se sinta muito pressionado a ganhar. Instabilidade financeira pode induzir bastante ao tilt, e, se você realmente precisa de dinheiro, jogar poker não é a melhor solução.
Em seguida recomendo ter uma válvula de escape para o estresse. Algumas pessoas usam uma bola antiestresse, jogam com fichas em suas mãos, berram e gritam, fazem exercícios, tomam uma bebida gelada, respiram fundo, fazem uma pausa de alguns minutos etc. Ache o que funciona para você, e, se for uma válvula saudável, fique com ela. Todos temos gatilhos diferentes para nosso estresse/tilt, e imaginar quais são e evitá-los é essencial para uma boa cabeça. Tente perceber o quão é inútil ficar zangado com aquilo que não pode controlar. Como disse antes, você deve fazer as pazes com a variância, já que nunca vai entendê-la e ela NUNCA será “justa”. Reclamar da variância não só é contraprodutivo, mas qualquer um que faz mais que um pouco disso será rotulado como chato e idiota – e você não quer ser um chato e idiota, quer? Não é à toa que temos um aviso lá no Mural do Ases do Poker: “Tell me your bad beat: $10.” Honestamente, se cada um que quisesse contar sua historinha de azar pagasse esse valor para nosso clube, estaríamos vivendo disso (risos). No final das contas, tudo no poker se resume em tomar decisões corretas, seguidas de decisões corretas e mais decisões corretas até o infinito, e então ver os resultados. Você pode controlar as decisões que toma, mas não pode controlar os resultados.
Já que você sempre poderá entrar em outro torneio ou jogo, preocupar-se por perder um ou outro é irrelevante. Qualquer importância especial que você dê a um evento específico é insignificante. “Oh, mas Mavca, eu perdi
o evento principal do WSOP!” Bom, todos nós perdemos o evento principal do WSOP (acho muito improvável que qualquer campeão de WSOP esteja lendo isso agora). Como pode ser tão trágico se é tão comum? Na maioria dos torneios, normalmente só há um cara “feliz” com a forma como ele terminou, e este é obviamente o campeão. Se não suporta fracassar com uma frequência enorme, então torneio de poker não é para você. Tudo bem contar, ocasionalmente, uma história de uma bad beat sua aqui ou ali, mas investir uma quantidade enorme de emoção em um único torneio é bem idiota e irá lhe acarretar resultados ruins.
No fundo, as bad beats são boas para você. Se elas não ocorressem, os jogadores ruins nunca ganhariam nada e quebrariam tão rapidamente que não jogariam mais. A ideia vendida pelo poker de que qualquer iniciante pode vencer naquele dia faz muitos perdedores no longo prazo continuarem jogando. Lembrem-se de que os bons jogadores são aqueles que mais acabam tomando bad beats. Você deve se preocupar justamente se está dando muitas bad beats e não se está tomando.
O tilt é você ser uma criança mimada e chorona sobre a variância. Cresça, aceite o fato de que o poker frequentemente o desapontará, e faça tudo o que está realmente ao seu alcance para alcançar um resultado favorável.
Quando aconselho a saber controlar suas emoções, não quero dizer com isso que você as negue. Suas emoções suprimidas podem fazê-lo jogar poker como um maníaco ou dirigir seu carro a 150 km/h ou bater no seu chefe durante o trabalho. Se negar que está nervoso, zangado ou estressado e não souber lidar com isso, isso vai afetar o seu jogo e, em breve, você vai perder bastante dinheiro. Por isso, entenda suas emoções e monitore-as. Se está nervoso com seu chefe, escreva uma carta num e-mail, mas não envie. O simples fato de “colocar para fora” já nos ajuda a controlar nossos sentimentos.
Às vezes, quando uma pessoa está em tilt, perdendo um dinheiro que ela não pode perder, ela comete muito mais erros do que se tivesse o bankroll (BR) adequado para suportar tais perdas. Primeiro, ela pode tentar, a todo custo, recuperar aquilo que já perdeu. A maneira mais comum de tilt é quando a pessoa joga muitas mãos (loose tilt), muitas vezes com cada lixo
que, muito provavelmente a fará perder ainda mais. Outra coisa que pode acontecer é justamente o oposto: ela poderá não querer se arriscar a fazer uma jogada com expectativa positiva (EV+) por não estar confiante de que ganhará o pote e, então, deixa de fazê-la (tight tilt). Ela pode ficar muito tight e passiva. Além disso, começa a alimentar mais sentimentos que atrapalharão seu jogo, tais como impaciência e frustração (principalmente após perder um pote de bad beat). E um dos mais perigosos tipos de tilt que você pode ter é o agressivo. Aquele em que você perdeu a paciência com o jogo e quer se vingar dele! A boa notícia desse tipo de tilt é que ele não dura muito e é facilmente detectado, mas a má notícia é que é o mais perigoso num curto período de tempo, pois você pode perder bastante, especialmente se combinado com o loose tilt.
Ou seja, uma pessoa, antes de querer ganhar, deve querer evitar perder mais dinheiro. Para prevenir esse tilt, você precisa entender o poker e modificar sua atitude. O segredo está na sua cabeça e, uma vez que você exercite sua mente e compreenda como o poker funciona, estará mais apto a evitar que ele o atinja. Doyle Brunson tem um conselho que pode ajudar bastante: “Tente decidir o quão boa a sua mão é naquele determinado momento. Nada mais importa. Nada!” Isso não significa que você deva se esquecer de como cada jogador joga; isso é apenas para ajudá-lo a tomar uma decisão melhor, sem nenhuma desculpa para fazer uma jogada que não deveria. Jogue o ABC, sem tentar jogadas sofisticadas, grandes blefes e armadilhas inteligentes. Jogando a sua mão, você tende a tomar menos decisões erradas.
Há algumas formas de tilt mais difíceis de serem identificadas, pois você não perdeu nenhum pote grande, não tomou uma bad beat, nem precisa sair ganhando algum dinheiro na sessão. Você joga mal por razões extrajogo. Você pode estar nervoso com algum problema em casa ou com raiva por ter brigado no trabalho, com tédio por só receber cartas ruins e por não conseguir jogar, ou deprimido pela doença de um ente querido. Meu conselho: não jogue, ou jogue apenas jogos em que as perdas não podem afetar seu BR. Há ainda o problema do álcool. Já escutei inúmeras vezes alguém me dizer que joga melhor quando está bêbado, pois fica mais agressivo e tem menos medo de enfrentar seus oponentes. Nos meus
ouvidos é algo como “sou burro e não me importo com isso”. É o mesmo que dizer que alguém dirige melhor pelo fato de estar bêbado.
Outro sintoma é o cansaço. Outro dia, eu estava jogando no clube há umas oito horas e já estava com sono acumulado do dia anterior, por ter virado a madrugada escrevendo este livro. A mesa era mix (uma rodada hold’em e uma rodada omaha). O jogo, apesar de bem técnico nesse dia, estava tranquilo de ser jogado e eu estava ganhando, mesmo jogando no piloto automático, quase dormindo sobre a mesa. (Como eu fico até o clube fechar, ficar sentado na mesa costuma ser a melhor maneira de passar o tempo.) Foi quando aconteceu uma mão em que eu, em posição, tomei controle do pote contra dois adversários apostando num wrap de sequência1 no flop 356 rainbow. Fui mantendo um adversário até o river, quando saiu minha carta que me dava o nuts. Ele saiu apostando o pote no river e eu dei instacall, sem raciocinar nada (eu estava com o nuts, pelo amor de Deus!). Ele mostra o second nuts e eu abro minhas cartas, para espanto geral da mesa. Como deixei de ganhar bastante nessa mão! Apesar de ter vencido a mão e levado um bom pote, eu sabia que havia perdido dinheiro