• Nenhum resultado encontrado

Informações e Indicadores Sobre o Desempenho Operacional

No documento Relatório de Gestão 2015 (páginas 88-91)

4. PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E DESEMPENHO ORÇAMENTÁRIO

4.5 Apresentação e Análise de Indicadores de Desempenho

4.5.1 Informações e Indicadores Sobre o Desempenho Operacional

Considerando que as três atividades fins desta instituição - ensino, pesquisa e extensão – representam o objetivo central de sua missão, destacaremos nesta subseção os indicadores de desempenho operacional acadêmico que formam a produção dos diagnósticos, monitoramentos e avaliações desenvolvidas e acompanhadas pela Coordenação de Planejamento e Avaliação Acadêmica (COPAC), órgão da PROPLAN/UFS para subsidiar as ações da gestão institucional.

87

8 Valor do Índice referente a 2014. 9 Valor do Índice referente a 2015.

10 Último valor do IGC disponibilizado pelo e-MEC é referente a 2014.

Denominação Índice de

Referência8

Índice Previsto

Índice

Observado9 Periodicidade Fórmula de Cálculo

N° de opções de cursos ofertados

106 111 111 Anual = ∑ ,

Onde: = opões de cursos ofertados pelo departamento "d" Média geral ponderada por status do aluno (truncada na nota 5,00) 7,0 Status (Ativo, Graduando, Formando, Trancado) = 6,6. Ativo = 6,6 Graduando= 7,7 Formando = 7,6 Trancado = 5,7 Anual MGP = ∑ ∗ ∑ , onde Nx = componentes curriculares concluídas com êxito; ci carga

horária discente no i-ésimo componente curricular.

Vale ressaltar que as análises são realizadas segundo cota de ingresso, turno do curso, por cada departamento.

Índice de regularidade

56% 60% 54% Anual Íreg é o índice de regularidade, dado por:

= ∑

∗ ∗ 100

Onde:

Na = Número de créditos

curriculares acumulados pelo aluno;

ci = Carga horária discente do i-

ésimo componente curricular; CHM e CP são a carga horária mínima e a duração padrão do curso Taxa de aprovação 68,5% 70% 60% (Sem o Campus de Lagarto) Anual TA = ∑ !" ∑ # $"∗ 100,

Onde: Apid = Alunos aprovados

na disciplina i do departamento d;

Matid = Alunos matriculados na

disciplina i do departamento d Taxa de reprovação por média 18% 10% 16% Anual TRM = ∑ %&" ∑ # $"∗ 100,

Onde: Armid = Alunos

reprovados por média na disciplina i do departamento d; Matid = Alunos matriculados na

disciplina i do departamento d Taxa de reprovação por falta 0,5% 1% 0, 39% Anual TRF = ∑ %'" ∑ # $"∗ 100,

Onde: Arfid = Alunos reprovados

por falta na disciplina i do departamento d;

Matid = Alunos matriculados na

disciplina i do departamento d Alunos por tempo de permanência 1% 1% 1% Anual ATP= (1, * , - > , - -á01- ;0, 3* 4, á 1 1 Índice Geral dos Cursos -

4 4 410 Anual Metodologia definida pelo

88

Fonte: Microdados da Graduação/COPAC/PROPLAN, 2016.

Analisando os resultados dos indicadores de desempenhos operacionais acadêmicos demonstrados no Quadro A.4.14.2, têm-se as seguintes verificações:

A) Número de cursos ofertados

O número de cursos ofertados pela UFS mede o esforço institucional em atender aos objetivos da política de expansão do ensino superior no País, definida pelo Governo Federal. É um indicador de esforço que objetiva refletir o número de opções de cursos ofertados pelas IES. Desta forma, obedecendo à determinação do MEC, foram ofertadas 111 opções de curso em todos os campi da UFS, em 2015. Ressalta-se o início do funcionamento dos quatro cursos da nova unidade no Interior sergipano – Campus do Sertão, no município de Nossa Senhora da Glória.

B) Média geral ponderada (MGP)

A MGP é a média do rendimento escolar final, obtido pelo aluno nos componentes curriculares cursados na instituição e que obteve êxito, ponderado pela carga horária discente dos componentes (DAA/UFS). Essa medida é contabilizada ao final de cada semestre, sendo uma medida agregada do rendimento do aluno ao longo de sua trajetória acadêmica. Desta forma, a média que será analisada neste resumo refere-se apenas às disciplinas nas quais o aluno obteve aprovação, ou seja, pode ser entendida como a pontuação máxima obtida pelo aluno. Ressalta-se ainda que nas análises realizadas neste controle sejam considerados os alunos do ensino presencial.

No sistema acadêmico da UFS, os alunos com MGP disponível são aqueles com status ativo, formando, graduando e trancado. Dentre esses status, e para os quais estão disponíveis médias, o presente relatório, cuja data base é fevereiro de 2016, centra atenção nos alunos com status:

• Ativo: são os alunos matriculados, aptos a prosseguir nos estudos ou aqueles que não se matricularam, mas, que ainda podem ser excluídos por falta de matrícula. De acordo com as normas acadêmicas da UFS, se o aluno não renovar trancar ou solicitar dispensa de sua matrícula no semestre é classificado como abandono.

• Ativo formando: é o aluno que está matriculado nos últimos créditos devidos, ou seja, é o provável concludente no semestre.

• Ativo graduando: é o aluno que já integralizou todas as disciplinas do curso.

• Trancado: é o aluno que solicitou dispensa ou trancamento total no semestre.

Em 2015, a MGP dos alunos ativos foi de 6,6; dos graduandos de 7,7; dos formandos de 7,6 e dos trancados de 5,7. Cabe ressaltar que essas médias foram calculadas excluindo os alunos com MGP zero, que ocorre em duas circunstâncias: a) quando há reprovação em todas as disciplinas matriculadas, ou seja, obtém zero em todas as avaliações realizadas; e, b) quando o aluno reingressa na universidade e realiza aproveitamento de disciplinas. Neste caso, atribui-se zero para a disciplina a ser cursada, fazendo constar a nota aproveitada em seu histórico escolar.

C) Índice de regularidade (IREG)

É um indicador que pode ser utilizado para monitorar as chances de retenção para cada aluno. Pode-se também avaliar como a regularidade se distribui de forma agregada, seja por cursos, departamentos, diretorias e campi. E também pode ser utilizado pelos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE) e Colegiados de Cursos, como instrumento de prevenção da retenção.

89

As análises realizadas utilizaram os microdados do sistema de graduação da UFS, cujos filtros aplicados realizados resultaram numa partição do banco de dados. Foram considerados os alunos ingressantes no ensino presencial em 2015 e que estavam com status ativo em fevereiro de 2016. Foram excluídos os cursos Programa de Qualificação Docente, Cursos em extinção e cursos de "Educação no Campo".

D) Taxas de reprovação por média e reprovação por falta

Uma das formas mais usuais de medir o desempenho dos alunos é, de fato, examinar os índices de aprovação ou, seu complementar, de reprovação. Elevados níveis de aprovação podem indicar maior efetividade na relação ensino-aprendizagem e outras características, como o perfil socioeconômico do aluno, base educacional e background familiar. A não aprovação, que ocorre por trancamento, reprovação por média, falta ou média e falta; por sua vez, impõe reflexos negativos na vida profissional do estudante, no desenvolvimento das atividades acadêmicas e na conexão dos conteúdos, uma vez que interrompe o fluxo de aprendizado previsto no projeto pedagógico do curso.

Para a Instituição, no âmbito macro, os prejuízos são refletidos nos indicadores de sucesso e no custo por aluno; já no nível micro, implica, por exemplo, na necessidade de alocar mais professores, salas de aula e na disputa por vagas em disciplinas. Nesse sentido, a implementação de ações institucionais visando reduzir o insucesso deve considerar os aspectos diferenciais observados por curso e campus. Seria parcial atribuir o insucesso dos alunos apenas aos fatores relacionados com a universidade. A realidade sergipana, embora se trate de um Estado de dimensões territoriais relativamente diminutas, é bastante heterogênea. Os ingressantes na UFS refletem, por sua vez, não apenas essa desigualdade, mas também as carências sociais vividas por parcelas importantes da população. No entanto, uma vez ingressado o aluno, esse problema torna-se institucional.

As análises realizadas para 2015 utilizaram os microdados do sistema de graduação da UFS, do banco de dados baixados em fevereiro de 2016, excetuando-se os alunos do Campus de Saúde de Lagarto, tendo em vista que o sistema acadêmico de lá é anual e que ainda está em andamento 2015, com conclusão prevista para 29 de julho de 2016, em decorrência da greve ocorrida em 2015.

E) Tempo de permanência e potencial de atraso na conclusão de curso

A média do prazo máximo de integralização dos alunos da instituição, por cursos, é de 7 a 10 anos. O índice de insucesso na graduação acarreta resultados de maior permanência na UFS, ou seja, a postergação da conclusão do curso. Vários aspectos negativos podem ser apontados como decorrentes dessa deficiência, dentre eles o dispêndio de recursos públicos e a concentração de alunos em determinadas disciplinas e o distanciamento entre o volume de ingressantes e concluintes com reflexos importantes na matriz de distribuição de recursos para as IES. No entanto, há situações que estimulam ações diretas, sejam elas de natureza pedagógica, assistenciais e, em alguns casos, mais incisivas.

Observe-se que existiam 254 alunos com 10 anos ou mais de vínculo com a Instituição em 2015. Isto significa que 1% dos alunos esteja nesta situação de longa permanência que, inclusive, desobedece aos projetos pedagógicos de curso. Frente a isto, foram iniciadas ações de enquadramento em programa especial de acompanhamento e estudo para esses alunos retardatários, sendo que os resultados só poderão ser avaliados em 2017.

4.5.2 Apresentação e Análise dos Indicadores de Desempenho Conforme Deliberações

No documento Relatório de Gestão 2015 (páginas 88-91)