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DO INGRESSO NA RENAF – MASCULINA

Art. 11° – Mediante solicitação da Comissão de Arbitragem (CA) da CBF, a RENAF será elaborada a cada ano e as Federações submeterão a ela a lista nominal dos candidatos aptos a cumprir as funções de árbitros, árbitros assistentes e assessores, elaboradas pelas Comissões Estaduais de Árbitros de Futebol (CEAF’s) obedecendo ao Regimento da CA-CBF. Art. 12° – De posse de tais relações, a CA-CBF publicará anualmente a RENAF, com as normas dos candidatos indicados pelas Federações e aprovados para exercer suas funções em partidas coordenadas pela CBF. Art. 13° – A RENAF vigora de 1º de maio a 31 de dezembro de cada ano. Art. 14° – Na elaboração das relações dos candidatos, as CEAF’s obede- cerão às seguintes condições:

I – Respeitar o número de vagas estabelecido pela CA-CBF, sendo considerado como base o “ranking” nacional das Federações estaduais homologado pela DCO.

II – Encaminhar as relações dos candidatos indicados pelas Fe- derações à CA/CBF na data estabelecida, juntamente com a documentação sugerida pela Corregedoria.

III – Os oficiais de arbitragem das CEAF’s que não cumprirem o pre- visto acima ficam inativos até a regularização.

IV – Embora a RENAF, naturalmente, seja constituída por árbitros indicados pelas federações, nada impede que a CA / ENAF- CBF selecione árbitros que julgue capacitados para integrar a RENAF independentemente de indicação por qualquer federa- ção, ficando claro que estes árbitros se sujeitarão as mesmas exigências, direitos e deveres estabelecidos para os demais. V – Após a conferência, a RENAF será divulgada aos interessados. Art. 15° – Os candidatos indicados para integrar a RENAF pela primeira vez iniciarão sua carreira na categoria CBF-3, devendo preencher os se- guintes requisitos:

a) apresentar diploma de árbitro de futebol, com carga horária mínima de 220 (duzentas e vinte) horas.

a.1 os que realizaram curso de formação de árbitros anterior a 2013 poderão complementar a carga horária, que não pode ser superior a 110 (cento e dez) horas, devidamente acompanhada pela ENAF.

b) ter dois anos de formado.

c) completar, no máximo, 40 (quarenta) anos no ano da indicação para ingresso ou reingresso.

d) ter atuado, pelo menos, em duas temporadas na divisão principal de qualquer federação estadual, sendo uma delas, obrigatoriamen- te, a última temporada. Além disso, deverá ter atuado em 10 (dez) jogos, sendo 05 (cinco) da principal divisão e 05 (cinco) de outras divisões de futebol profissional.

d.1) A quantidade mínima de jogos exigida pode ter sido realizada em mais de duas temporadas.

d.2) somente serão computadas as atuações nas funções de árbi- tro central e árbitro assistente. d) ter concluído ou comprovar perante a Corregedoria estar cursando o terceiro grau escolar. Neste último caso, deverá comprovar as matriculas subse- quentes até a conclusão do curso, sendo que, não o fazendo são inabilitados.

Parágrafo único – Se adotado o sistema de formação e/ou certifi- cação dos árbitros para composição da RENAF, a Escola Nacional dos Árbitros de Futebol fará as adequações necessárias e a CA emitirá as orientações para a composição da RENAF.

Art. 16° – As Federações poderão indicar árbitras e árbitras assistentes para atuar em competições masculinas, sem que isto prejudique o núme- ro preestabelecido de vagas para o gênero masculino.

§ 1º – As candidatas indicadas para atuar nas competições masculi- nas deverão cumprir as normas estabelecidas para ingresso ou reingresso na RENAF masculina, especialmente todas as condições previstas pelo Art. 15 e alcançar aprovação nas avaliações físicas com índices masculi- nos conforme estipulado pela ENAF, estando aptas para todas as compe- tições do gênero.

§ 2º – Objetivando elevar a qualidade e incentivar o desenvolvimento da arbitragem feminina, a CA-CBF poderá utilizar as árbitras que obtive- rem os índices exigidos para o gênero masculino, todavia que não atenda aos requisitos exigidos pela letra “d” do Art. 15, poderá utilizar apenas na função de quarto árbitro nas séries C e D, se árbitras e série D, se assis- tentes.

Art. 17° – Uma vez cumpridas as disposições anteriores, os nomes dos indicados poderão ser homologados pela CA-CBF para composição da RENAF – MASCULINA.

Parágrafo único – Até que ocorra essa homologação a CA-CBF, se necessário, poderá utilizar a RENAF – MASCULINA, do ano anterior. SEÇÃO IV – DO INGRESSO NA RENAF – FEMININA

Art. 18° – As árbitras indicadas para integrar a RENAF pela primeira vez iniciarão sua carreira na categoria CBF-3, nela permanecendo por uma (1) temporada e na seguinte, sendo promovida a categoria CBF-2.

I – Encaminhar as relações das candidatas indicadas pelas Fede- rações à CA/CBF na data estabelecida, juntamente com a do- cumentação sugerida pela Corregedoria.

II – As oficiais de arbitragem das CEAF’s que não cumprirem o pre- visto acima ficam inativas até a regularização.

Art. 19° – Após o cumprimento das regras anteriores, os nomes das in- dicadas poderão ser homologados pela CA-CBF, para composição da RENAF.

Parágrafo único – Até que ocorra essa homologação a CA-CBF, se necessário, poderá utilizar a RENAF- FEMININA, do ano anterior. SEÇÃO V – DO REINGRESSO NA RENAF

Art. 20° – Os árbitros que tenham integrado a RENAF e dela hajam sido excluídos por motivo que não afete seu conceito quanto a honorabilidade ou por indicação da Corregedoria, poderão reintegrá-la, desde que obe- deçam as exigências do art. 15.

§ 1º – Será admitido reingresso apenas do árbitro que comprovar ter atuado no ano anterior na principal divisão do futebol profissional, mesmo sendo em federação distinta da que o indicar e do número de partidas.

§ 2° – Não se aplica aos árbitros que hajam pertencido às categorias FIFA, MASTER, ESPECIAL e ASP-FIFA apenas a exigência relativa à faixa etária prevista no item “b”, do art. 15, todavia não lhe será assegurado retorno na categoria a que tenha pertencido.

SEÇÃO VI – DAS DISPENSAS, LICENÇAS, AFASTAMENTOS, CRITÉ- RIOS PARA DESIGNAÇÃO, TRANSFERÊNCIAS E ATUAÇÕES EM FEDE- RAÇÕES QUE NÃO DE SUA ORIGEM

Art. 21° – Os pedidos de dispensa, licença, afastamento e transferências serão analisados pela CA/CBF e informados às entidades a que o árbitro seja filiado.

§ 1° – O árbitro que permanecer licenciado por qualquer temporada, ainda que no final de uma delas, deverá cumprir as exigências específi- cas, caso deseje ser reintegrado à RENAF, ressalvada a hipótese do §2° do art. 20.

§ 2° – A transferência de árbitro de uma para outra federação implica tanto no cumprimento de todas as exigências deste regulamento, como na automática perda da categoria a que pertencia na federação anterior. Neste último caso, salvo efetiva comprovação da necessidade da transfe- rência.

§ 3° – Ocorrendo intercâmbio de árbitros da RENAF para atuação entre Federações, a CA/CBF deverá ser informada dos critérios adotados e da relação dos participantes, cabendo à CA/CBF analisar a viabilidade de designação desses árbitros para jogos das equipes das respectivas federações.

§ 4° – A Federação que vier a utilizar árbitros vinculados de outras entidades esportivas, em suas competições estaduais, terão os árbitros de seu quadro reavaliados pela CA/CBF para atuar nas competições co- ordenadas pela CBF, do correspondente ano, pois tal utilização sugere dúvida sobre a capacitação dos integrantes do quadro local.

§ 5° – Ressalva-se, desta situação, hipóteses que exijam a indicação da CA em face de impedimento ou indisponibilidade física dos integrantes de todo quadro local.