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IV – a determinação, pelo juiz, do prazo, que variará entre 20 (vinte) e 60 (sessenta) dias, correndo da data da primeira publicação;

V – a advertência a que se refere o art. 285, segunda parte, se o litígio versar sobre direitos disponíveis.

§ 1º Juntar-se-á aos autos um exemplar de cada publicação, bem como do anúncio, de que trata o nº II deste artigo.

§ 2º A publicação do edital será feita apenas no órgão oficial quando a parte for beneficiária da Assistência Judiciária (caput, incisos e § 1º com a redação da Lei nº 5.925, de 01.10.1973; antigo parágrafo único renumerado para §§ 1º e 2º pela Lei nº 7.359, de 10.09.1985).

Referência Legislativa – CPC, arts. 239 (requisitos da intimação por edital), 241, III (fluência do prazo na citação por edital); 687 (edital de praça), 942 (citação por edital na ação de usucapião de terras particulares).

Breves Comentários – O edital de citação pode ser afixado resumidamente, desde que não lhe falte os dados essenciais.

Não ações em que ao autor é concedido o benefício da justiça gratuita basta tão-só a publicação do edital na imprensa oficial (Lei nº 1.060/50, art. 3º, § único).

Tratando-se de execução fiscal a publicação do edital será única (Lei nº 6.830/80, art. 8º, IV).

O prazo previsto no item IV é para a realização da citação (art. 241, III); o prazo para resposta será de 15 dias (art. 297).

Indicação Doutrinária – S. F. Grunzweig, L'Assistence Judiciaire, nº 314, p. 143 – sobre o custeio da publicação quando a parte é beneficiada pela assistência judiciária, o Código Belga prevê o pagamento pelo Tesouro da publicação; Hans Buegens, Da Assistência Judiciária, ps. 32/3 – sobre o pagamento da publicação quando a parte está beneficiada pela Assistência Judiciária.

Jurisprudência Selecionada – "Falência. Citação-edital. Prazo. A regra do art. 232, IV, do CPC, não se aplica subsidiariamente à Lei de Falências, para a citação do devedor. Precedente. Recurso não conhecido" (Ac. unân. da 4ª T. do STJ, no REsp. nº 114.918/MG, julgado em 09.06.1997 – Relator: Min.

Ruy Rosado de Aguiar; DJ de 18.08.97, p. 37.875).

Art. 233. A parte que requerer a citação por edital, alegando dolosamente os requisitos do art. 231, I e II, incorrerá em multa de 5 (cinco) vezes o salário mínimo vigente na sede do juízo.

Parágrafo único. A multa reverterá em benefício do citando.

Referência Legislativa – CPC, arts. 35 (sanções por má-fé), 486 (ação anulatória).

Breves Comentários – É caso de nulidade de todo o processo, inclusive da eventual sentença passada em julgado, quando o autor falsamente promover a citação-edital e o feito correr à revelia do réu.

Indicação Doutrinária – Lopes da Costa, Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., vol. II, nº 302, p. 243 – sobre a apuração da responsabilidade; Pedro Batista Martins, Comentários ao CPC, vol. II, nº 129, p. 204; Oscar da Cunha, O Dolo e o Direito Judiciário Brasileiro, 1936, ps. 19/20 – sobre o dolo processual.

Jurisprudência Selecionada – "Provado que o requerente tinha condições de indicar o endereço da pessoa citada por edital, cabível e justa a imposição da multa prevista no art. 233 do CPC" (Ac. da 1ª Câm. do TJRS de 16.06.1987, na Apel. nº 587.018.441, Rel. Des. Elias Elmyr Manssour; RJTJRS, 126/429).

"A revelia, decorrente da má-fé, constitui dolo processual, levando à nulidade do processo. O fato de poder a nulidade da citação ser argüida através de embargos ou da competente ação declaratória não exclui a possibilidade de se pleitear a anulação através da ação rescisória" (Ac. das Câms. Civs.

Reunidas do TJMG, na AR nº 1.010, de 19.08.1987, Rel. Des. Guimarães Mendonça; DJMG, de 27.04.1988).

"A omissão do juiz na nomeação de curador à lide ao réu revel, citado por edital, implica nulidade dos atos posteriores, inclusive da sentença, que poderá ser rescindida por violação a literal disposição de lei" (Ac. do TAMG, de 05.12.1989, na AR nº 369-1, Rel. Juiz Gomes Lima; DJMG de 21.11.1990).

Seção IV - Das Intimações

Art. 234. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa.

Referência Legislativa – CPC, arts. 49 (intimação do litisconsorte), 192 (prazo mínimo para comparecimento nas intimações), 238 (intimações por

86 despacho e por mandado), 247 (nulidade da intimação), 322 (fluência do prazo contra o revel).

Indicação Doutrinária – José Frederico Marques, Instituições de D. Processual Civil, vol. II, nº 537, p. 491; Lopes da Costa, Direito Processual Civil Brasileiro, 1ª ed., vol. II, nº 188, p. 152 e nº 324, p. 259; Antônio Pereira Braga, Exegese do Código de Processo Civil, vol. III, p. 309; J. J. Calmon de Passos, Da Revelia do Demandado, nºs 21/24, ps. 53 e segs.; Rogério Lauria Tucci, Da Contumácia no Processo Civil Brasileiro, nº 380, p. 132; Lopes da Costa, Manual Elementar de D. Processual Civil, nº 145, p. 109; Wellington Moreira Pimentel, Comentários ao CPC, 1ª ed., vol. III, p. 341; Humberto Theodoro Júnior, Curso de D. Processual Civil, vol. I, nº 269; João Roberto Parizatto, Das citações e das intimações cíveis e criminais, 2ª ed., 1992.

Jurisprudência Selecionada – "Se a lei não dispõe em contrário, as intimações devem ser feitas ao advogado e não à parte" (Ac. unân. 1.413 do TJAC de 19.12.1985, na Apel. nº 224, Rel. Des. Jáder Barros Eiras; RJTJE,40/216). No mesmo sentido: STJ – 2ª T., REsp. 46.495-1-BA, ac. 25.5.94, rel. Min.

Antônio Pádua Ribeiro; DJU 13.6.94, p. 15.097).

"Embora o CPC indique exigências formais para a comprovação da realização da intimação, destinadas à segurança dos atos processuais, a jurisprudência tem admitido a intimação, nos casos em que não ocorra irregularmente, como válida, se a parte a que se destinava teve ciência inequívoca do ato, o que equivale dizer que a parte com segurança tomou conhecimento do ato por outra forma que não a prevista" (Ac. unân. da 4ª Câm. do TARS de 09.11.1988, na Apel. nº 2.388/88, Rel. Juiz Alfredo Augusto Malucelli; Par. Judic.,28/188).

Art. 235. As intimações efetuam-se de ofício, em processos pendentes, salvo disposição em contrário.

Breves Comentários – As partes serão intimadas dos atos dos processos pendentes não só de ofício, como também por quaisquer das modalidades de citação (art. 221) e pelos modos indicados no art. 236.

Indicação Doutrinária – E. D. Moniz de Aragão, Comentários ao CPC, vol. II, Ed. Forense, Rio de Janeiro, nos313-314.

Art. 236. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial.

§ 1º É indispensável, sob pena de nulidade, que da publicação constem os nomes das partes e de seus advogados, suficientes para sua identificação.

§ 2º A intimação do Ministério Público, em qualquer caso, será feita pessoalmente.

Referência Legislativa – CPC, arts. 84 (intimação obrigatória do MP), 237 (intimação dos advogados nas comarcas do interior), 246 (nulidade por não intimação do MP), 240 (contagem do prazo para a fazenda Pública e para o MP), 552 (intimações nos tribunais), 1.216 (publicação gratuita), RISTF, art.

82 (intimação no STF); RISTJ, arts. 88 e 93 (intimação no STJ).

Breves Comentários – O art. 236, caput, refere-se à intimação na pessoa do advogado; a parte será intimada por meio de oficial de justiça (art. 238).

A publicação das intimações através da imprensa poderá ser feita em resumo (RISTF, art. 84).

Também a intimação do Defensor Público é pessoal (Lei nº 1.060/50, art. 5º, § 5º, com a redação do Lei nº 7.871/89).

Indicação Doutrinária – Sérgio Bermudes, Comentários ao CPC,1ª ed., vol. II, p. 95; Ulderico Pires dos Santos, Sistematização e Exegese dos Prazos no Novo Processo Civil, p. 72 – sobre a intimação das partes na audiência de seus procuradores; Humberto Theodoro Júnior, Curso de D. Processual Civil, vol. I, nº 270; Alcides de Mendonça Lima, "Intimação pela Imprensa e Contagem de Prazo", Ajuris, 9/101; Marcos Chaves, "Da Intimação Pessoal do MP no CPC", RP, 26/169.

Jurisprudência Selecionada – "É nulo o julgamento em segundo grau, se no edital de intimação omitiu-se o nome do advogado substabelecido, o qual, ao inserir o instrumento de mandato perante o Tribunal, protestou por sustentação oral, à sessão não acudindo, originando-se o desprovimento do recurso de seus constituintes" (Ac. unân. da 2ª T. do STF de 01.10.1976, no RE nº 84.710-RS, rel. Min. Carlos Thompson Flores).

"Se a parte a ser intimada tem dois advogados nos autos e a publicação mencionou o nome de um deles, é de todo eficaz o ato intimatório" (Ac. da 1ª T.

do STF de 05.11.1976, em Agr. Reg. no Agr. nº 64.093-ES, Rel. Min. Antônio Neder; RT, 498/223).

"Considera-se válida a intimação, através de publicação em órgão oficial, desde que conste o nome dos advogados da parte, se ela tiver mais de um" (TA-PR, Ac. unân. da 7ª Câm. Cív., de 13.2.95, Apel. 70.921-5, Rel. Juiz Leonardo Lustosa).

"Não é necessário que sejam publicados os nomes de todos os advogados de uma parte, bastando que o seja um, quando o litigante está representado in solidum por eles" (TJ-SP, Ac. unân. da 11ª Câm. Cív., publ. na JTJSP nº 160/230, AI 241.908-2, Rel. Des. Gildo dos Santos).

Art. 237. Nas demais comarcas aplicar-se-á o disposto no artigo antecedente, se houver órgão de publicação dos atos oficiais; não o havendo, competirá ao escrivão intimar, de todos os atos do processo, os advogados das partes:

I – pessoalmente, tendo domicílio na sede do juízo;

II – por carta registrada, com aviso de recebimento, quando domiciliado fora do juízo.

Referência Legislativa – CPC, arts. 39 (postulação em causa própria; comunicação de mudança de endereço), 241, V (intimação por carta postal;

fluência do prazo), 242 (prazo para recorrer).

§ 2º do art. 6º da Lei nº 9.028/95, acrescido pela Medida Provisória nº 1.798-2, de 11.03.99 (intimação de membros da Advocacia Geral da União).

Breves Comentários – Quando a intimação se fizer por carta postal ao advogado, considerar-se-á realizada na data da juntada do aviso de recebimento aos autos (art. 241, V).

Indicação Doutrinária – Hélio Tornaghi, Comentários ao CPC, 1ª ed., vol. I, p. 195; Humberto Theodoro Júnior, Curso de D. Processual Civil, vol. I, nº 271; Antônio Vital Ramos de Vasconcelos, "Intimação pela Imprensa do Interior", RP, 14/199; Breno Moreira Mussi, "Legalidade e Oportunidade da Intimação pela Imprensa Particular, nos Juízos do Interior", RT, 513/295.

Jurisprudência Selecionada – "Considera-se nula a intimação feita exclusivamente ao advogado substabelecente, posto com reserva de poderes, se este não milita na região onde se situa o foro da causa, e o substabelecimento teve o inequívoco propósito de propiciar que o advogado substabelecido, ali domiciliado e efetivamente atuante, pudesse acompanhar o andamento do feito. Apelação provida'' (TA-PR, ac. unân. da 8ª Câm. Cív., de 07.08.95, Apel.

nº 77.672-5, Rel. Juiz Antônio do Prado).

"Se a carta remetida com AR ao advogado da parte vencida intimando-o da sentença prolatada é restituída ao remetente porque "o destinatário mudou-se para endereço desconhecido" nada obsta a que o escrivão, a posteriori, em Cartório, intime o procurador da parte, certificando tal fato nos autos, colhendo a assinatura e o ciente do profissional da advocacia. A partir desta data tem início o decurso do prazo de apelação e jamais em data anterior, sob o fundamento de que, ao profissional liberal da advocacia incumbia informar a mudança do seu escritório ao Juízo" (Ac. unân. 6.749 da 2ª Câm. do TJPR de 30.11.89, na Apel. nº 1.282/89, Rel. Des. Negi Calixto).

"Não tendo o procurador comunicado ao cartório sua mudança de endereço, válida se apresenta a intimação pela via postal encaminhada ao endereço constante dos autos" (Ac. da 4ª T. do STJ de 05.06.1990, no REsp. nº 2.290-SC, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo; Lex-JSTJ, 19/95).

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"Intimação. Publicação em órgão oficial. Consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial apenas no Distrito Federal e nas Capitais dos Estados, a teor do disposto no art. 236, do CPC. Tratando-se de comarca interiorana, outra é a regra. Se, não obstante, as intimações são procedidas daquela forma, afigura-se escorreita a exegese no sentido de que o prazo recursal começa a correr da data da circulação do órgão oficial na comarca. Recurso conhecido e provido" (STJ, REsp. nº 157.880/RJ, 3ª T., Rel. Min. Costa Leite, ac. 21.05.98, in DJU 29.06.98, p. 170).

Art. 238. Não dispondo a lei de outro modo, as intimações serão feitas às partes, aos seus representantes legais e aos advogados pelo correio ou, se presentes em cartório, diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria (artigo com a redação da Lei nº 8.710, de 24.09.1993).

Referência Legislativa – CPC, art. 241 (intimações; fluência do prazo).

Breves Comentários – Em regra a intimação será feita na pessoa do advogado e não da parte, exceto quando se tratar de ato pessoal desta, como, v.g., a intimação da penhora (art. 655).

Ao contrário do que dispõe o caput do art. 238, usualmente quem procede à intimação do advogado é o escrivão ou o escrevente.

Indicação Doutrinária – Francisco Fernandes de Araújo, "Intimação Processual com Hora Certa", RP, 45/266.

Jurisprudência Selecionada – "A intimação pessoal da parte, para efeito de extinção do processo por abandono da causa, deve ser feita por oficial de justiça, mediante mandado, de acordo com a exegese do art. 238, da lei processual civil, sendo nula a intimação por carta com aviso de recebimento, sobretudo quando assinado por terceira pessoa, porquanto essa modalidade é reservada apenas ao advogado, e não à parte propriamente" (Ac. unân. da 1ª T. do TJMS de 19.12.1989, nas Apels. nºs 2.712/89 e 2.713/89, Rel. Des. Abss Duarte).

Art. 239. Far-se-á a intimação por meio de oficial de justiça quando frustrada a realização pelo correio.

Parágrafo único. A certidão deve conter:

I – a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada, mencionando, quando possível, o número de sua carteira de identidade e o órgão que a expediu;

II – a declaração de entrega da contrafé;

III – a nota de ciente ou certidão de que o interessado não a apôs no mandado (caput e § único com a redação da Lei nº 8.710, de 24.09.1993; inciso III com a redação da Lei nº 8.952, de 13.12.1994).

Referência Legislativa – CPC, arts. 143 (atribuições do oficial de Justiça), 226 (procedimento na citação por meio de oficial de justiça).

Indicação Doutrinária – Humberto Theodoro Júnior, Curso de D. Processual Civil, vol. I, nº 272, ps. 270/1; Orlando Soares, Comentários ao CPC, 1ª ed., 1992, Forense, vol. I, ps. 394/5; Calmon de Passos, Inovações no CPC, Forense, 1995, p. 105.

Jurisprudência Selecionada – "Não se aplica à citação a regra do inc. III do art. 239 do CPC. Portanto por fé a declaração do oficial de justiça, não cabe exigir a menção às testemunhas da citação, se o citado se recusa a assinar o mandado. Se a intimação da penhora foi feita sem testemunhas, o ato é válido se alcançou sua finalidade e a parte veio depois argüir a sua nulidade" (Ac. unân. da 2ª T. do STF de 10.06.1986, no RE nº 108.275-MT, Rel. Min.

Carlos Madeira; RTJ, 121/748).

"Todos os requisitos previstos no art. 239 do CPC se prestam para as partes, mas quando se trata de intimação do escrivão ao advogado, desde que este não oponha seu ciente ou se recuse a tanto, certificará o escrivão, ficando dispensado de tais formalidades" (Ac. unân. da 3ª Câm. do TJPR de 23.03.1988, no Agr. nº 18/88, Rel. Des. Luiz Perroti; Par. Judic., 26/119).

"A falta de indicação de nomes determinados que hajam presenciado a intimação só é relevante quando aquele que teria sido intimado, além de não lançar o ciente, negue tenha havido a intimação" (Ac. unân. da 6ª T. do TFR de 30.06.1986, Rel. Min. Eduardo Ribeiro; Rev. Jur. Mineira, 36/79).

Art. 240. Salvo disposição em contrário, os prazos para as partes, para a Fazenda Pública e para o Ministério Público contar-se-ão da intimação.

Parágrafo único. As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte, se tiverem ocorrido em dia em que não tenha havido expediente (§

único acrescentado pela Lei nº 8.079, de 13.09.1990).

Referência Legislativa – CPC, arts. 184 (contagem dos prazos), 241 (intimação; fluência do prazo), 242 (prazo para recorrer), 298 (prazo para resposta do réu; litisconsórcio passivo), 322 (revelia; fluência dos prazos), 506 (recurso; contagem do prazo).

Breves Comentários – Sendo a intimação publicada no sábado ou em outro dia não-útil, será ela havida como efetivada no primeiro dia útil subseqüente e não naquele em que ocorreu a publicação. A controvérsia que existia sobre a matéria foi eliminada pela Lei nº 8.079, de 13.09.1990.

Havendo vários réus, uns citados por mandado ou precatória e outros por edital, o prazo comum de resposta somente começará a correr depois da consumação da última das citações (RP, 16/278).

Indicação Doutrinária – Pedro Batista Martins, Comentários ao CPC,2ª ed., 1960, vol. I, nº 97, p. 118; Sérgio Bermudes, Comentários ao CPC, 1ª ed., vol. VII, p. 96; Amílcar de Castro, Comentários ao CPC, 1ª ed., 1974, vol. VIII, nº 275, p. 209; nº 306, p. 227.

Jurisprudência Selecionada – "A tese de que os prazos começam a correr também a partir da data em que o advogado toma ciência informal da decisão, antes mesmo de intimado na forma da lei, tal tese somente é aplicável aos casos de ciência inequívoca do conteúdo da sentença ou decisão recorrível. Nas hipóteses em que remanesce alguma dúvida, inclusive por não haver o advogado recebido os autos em carga, cumpre afastar a presunção e simplesmente aplicar a lei" (Ac. unân. da 4ª T. do STJ de 4.12.91, no REsp. nº 14.939-PR, Rel. Min. Athos Carneiro; DJU, 24.2.92, p. 1.875).

"Não se pode considerar que o advogado teve ciência da sentença apenas por haver requerido vista dos autos. Aquela só se verificou quando foi efetivamente aberta vista e retirados os autos de cartório" (Ac. unân. da 3ª T. do STJ de 7.5.91, no REsp. nº 8.131-GO, Rel. Min. Eduardo Ribeiro; DJU, 27.5.91, p. 6.963).

"Expedição de carta intimatória e entrega dos autos ao advogado do vencido. O prazo começou a correr dessa entrega e não da devolução do aviso, que não pôde ser juntado ao processo por encontrar-se este em carga com o mencionado procurador" (Ac. da 1ª T. do STF de 2.5.78, no RE nº 88.138-MG, Rel. Min. Soares Muñoz; RTJ, 87/341).

"Intimação. Publicação no sábado. Prazo. Publicada a decisão no sábado, a intimação ocorre na segunda-feira, iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte" (Ac. unân. da 2ª T. do STJ, de 18.09.95, no R. Esp. nº 30.848-7-SP, Rel. Min. Hélio Mosimann; DJU de 09.10.95, p. 33.538).

Art. 241. Começa a correr o prazo:

I – quando a citação ou intimação for pelo correio, da data da juntada aos autos do aviso de recebimento;

II – quando a citação ou intimação for por oficial de justiça, da data de juntada aos autos do mandado cumprido;

III – quando houver vários réus, da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido;

88 IV – quando o ato se realizar em cumprimento de carta de ordem, precatória ou rogatória, da data de sua juntada aos autos devidamente cumprida;

V – quando a citação for por edital, finda a dilação assinada pelo juiz (incisos I a V com a redação da Lei nº 8.710, de 24.09.1993).

Referência Legislativa – CPC, arts. 39 (intimação; advogado que não comunica a mudança de endereço), 177 a 192 (contagem de prazo), 214 (citação inicial do réu), 238 (intimação por despacho e por mandado), 242 (prazo para recurso), 506 (idem).

Breves Comentários – Na citação, que é una, o prazo para apresentar resposta é comum; na intimação poderá recair em dias diferentes.

Embora o inciso I do art. 241 só se refira à citação, aplica-se também, por analogia e na lacuna da lei, à intimação, exceto para oposição de embargos do devedor, sobre o qual há dispositivo expresso (art. 738).

A intimação por carta postal deve ser feita ao advogado e não à parte, pena de nulidade.

A publicação da juntada do mandado citatório, pela imprensa, não altera a contagem do prazo de resposta disciplinada pelo incs. I e II do art. 241.

Indicação Doutrinária – Pedro Batista Martins, Comentários ao CPC, 2ª ed., vol. II, nº 113, p. 178 – sobre intimações por carta registrada.

Jurisprudência Selecionada – "Apelação. Republicação da sentença. Ciência anterior do advogado. Ausência de intimação formal. Prazo recursal. 1.

Republicada a sentença de ofício pelo escrivão, após a certidão de trânsito em julgado, face à ausência do nome da advogada da ré na publicação da sentença, o prazo recursal tem início após essa nova intimação pela imprensa. 2. Eventual ciência, posterior à certidão do trânsito em julgado e anterior à republicação, do andamento do processo pelo advogado, não tem o condão de, por si só, fazer correr o prazo recursal, que depende de intimação, inequívoca, desse fato e das providências a serem tomadas, mormente no presente caso, em que o advogado compareceu, apenas, para requerer, via petição, a republicação da sentença, não constando tenha retirado os autos do cartório. Além disso, a republicação faz o advogado acreditar que o seu pedido foi deferido e que o prazo recursal foi devolvido, correndo a partir da nova publicação. 3. Recurso especial conhecido e provido para determinar o prosseguimento da apelação" (Ac. unân. da 3ª T. do STJ, no REsp. nº 59.291/MG, julgado em 10.03.97 – Relator: Min. Carlos Alberto Menezes Direito;

RSTJ, a. 9, (97): 163/222, set. 97, p. 191).

"Procedimento sumário. Prazo. Citação e audiência. 1. No procedimento sumário a audiência não se realizará em prazo inferior a 10 dias, contados da citação. Este prazo é contado da data da efetiva citação e não da data da juntada aos autos do mandado citatório devidamente cumprido (art. 241, II, do CPC), hipótese aplicável ao procedimento ordinário. 2. Recurso especial não conhecido" (Ac. unân. da 3ª T. do STJ, no REsp. nº 76.348/SP, julgado em 03.02.1997 – Relator: Min. Carlos Alberto Menezes Direito; DJ de 03.02.1997, p. 719).

"Intimação. Ciência inequívoca. Prazo. A intimação da sentença somente deve ser presumida na hipótese de ciência inequívoca, sendo difícil a sua ocorrência fora do caso de recebimento dos autos em carga. – Recurso conhecido pela letra a e provido" (Ac. unân. da 4ª T. do STJ de 15.08.95; DJU de 04.09.95, p. 27.836).

Art. 242. O prazo para a interposição de recurso conta-se da data, em que os advogados são intimados da decisão, da sentença ou do acórdão.

§ 1º Reputam-se intimados na audiência, quando nesta é publicada a decisão ou a sentença.

§ 2º Havendo antecipação da audiência, o juiz, de ofício ou a requerimento da parte, mandará intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação (revogado o antigo § 2º e renumerado o antigo § 3º para § 2º pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994).

Referência Legislativa – CPC, arts. 184 (contagem dos prazos), 236 (intimação pela imprensa e do MP), 237 (intimação nas comarcas do interior), 240, parág. único (intimação em dia em que não houve expediente forense).

Lei nº 9.800, de 26.05.1999 (DOU 27.05.1999). Mencionada lei instituiu a utilização do sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile, para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita. In verbis a integralidade da lei: Art. 1º É permitida às partes a utilização de sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar, para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita. Art. 2º A utilização de sistema de transmissão de dados e imagens não prejudica o cumprimento dos prazos, devendo os originais ser entregues em juízo, necessariamente, até cinco dias da data de seu término. Parágrafo único. Nos atos sujeitos a prazo, os originais deverão ser entregues, necessariamente, até cinco dias da data de recepção do material. Art. 3º Os juízes poderão praticar atos de sua competência à vista de transmissões efetuadas na forma desta lei, sem prejuízo do disposto no artigo anterior. Art. 4º Quem fizer uso de sistema de transmissão torna-se responsável pela qualidade e fidelidade do material transmitido, e por sua entrega ao órgão judiciário. Parágrafo único. Sem prejuízo de outras sanções, o usuário do sistema será considerado litigante de má-fé se não houver perfeita concordância entre o original remetido pelo fac-símile e o original entregue em juízo. Art. 5º O disposto nesta lei não obriga a

Lei nº 9.800, de 26.05.1999 (DOU 27.05.1999). Mencionada lei instituiu a utilização do sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile, para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita. In verbis a integralidade da lei: Art. 1º É permitida às partes a utilização de sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar, para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita. Art. 2º A utilização de sistema de transmissão de dados e imagens não prejudica o cumprimento dos prazos, devendo os originais ser entregues em juízo, necessariamente, até cinco dias da data de seu término. Parágrafo único. Nos atos sujeitos a prazo, os originais deverão ser entregues, necessariamente, até cinco dias da data de recepção do material. Art. 3º Os juízes poderão praticar atos de sua competência à vista de transmissões efetuadas na forma desta lei, sem prejuízo do disposto no artigo anterior. Art. 4º Quem fizer uso de sistema de transmissão torna-se responsável pela qualidade e fidelidade do material transmitido, e por sua entrega ao órgão judiciário. Parágrafo único. Sem prejuízo de outras sanções, o usuário do sistema será considerado litigante de má-fé se não houver perfeita concordância entre o original remetido pelo fac-símile e o original entregue em juízo. Art. 5º O disposto nesta lei não obriga a