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Art. 407. Incumbe à parte, 5(cinco) dias antes da audiência, depositar em cartório o rol de testemunhas, precisando-lhes o nome, a profissão e a residência.

Parágrafo único. É lícito a cada parte oferecer, no máximo, dez testemunhas; quando qualquer das partes oferecer mais de três testemunhas para a prova de cada fato, o juiz poderá dispensar as restantes.

Breves Comentários – É de preclusão o prazo do art. 407, só podendo o juiz ouvir testemunhas arroladas fora dele quando se tratar de direitos indisponíveis.

A testemunha residente fora da comarca da sede do juízo poderá ser ouvida pessoalmente ou mediante precatória.

No procedimento sumário o rol de testemunhas deverá ser produzido, pelo autor, com a inicial (art. 276) e, pelo réu, com a contestação (art. 278, caput).

Indicação Doutrinária – Herotides da Silva Lima, Comentários ao CPC,1940, vol. I, p. 444 – os depoimentos negativos não devem ser contados, ou seja, não devem ser computadas como testemunhas aquelas que declararam nada saber; Humberto Theodoro Jr., Curso de D. Processual Civil,vol. I, nº 464;

Odilon de Andrade, Os Poderes do Juiz no Processo Civil,RF,84/03 – sobre a dispensa de testemunhas que excederem a três: esta faculdade é claro que somente poderá ser exercida quando entender o juiz provado sem a mais leve dúvida o fato probando, pois não seria crível que o legislador quisesse permitir à autoridade judiciária cercear à parte o direito de provar cumpridamente uma alegação, sem que esgotado estivesse o número de testemunhas que lhe é licito produzir; Elyseu Zavataro, Preclusão Temporal na Apresentação do Rol de Testemunhas, RT,562/268; Antônio Raphael Silva Salvador, O MP e o Momento para pedir a Ouvida de Testemunhas,Justitia,121/171.

Jurisprudência Selecionada – "Testemunhas cujo rol foi depositado em cartório dentro do prazo do art. 407 do CPC, com expresso pedido de intimação, eis que, corretamente qualificadas e com endereço certo, ainda que não procuradas pelo meirinho, por qualquer motivo, se comparecem ao ato, na hora aprazada, têm de ser ouvidas, sob pena de cerceamento de defesa, pois que, nesta circunstância, aplica-se o § 1º do artigo supramencionado" (Ac. unân.

da T. Civ. do TJMT de 15.04.86, no Agr. nº 1.149/86, Rel. Des. Sérgio Martins Sobrinho).

"No procedimento ordinário, o prazo para o depósito do rol das testemunhas é de cinco dias antes da audiência, vale dizer, seis dias com o da audiência – CPC, art. 407. O prazo de cinco dias afere-se segundo o preceito do art. 184 do CPC, mas de forma regressiva, ou seja, do dia da audiência para trás. O que a lei exige é que se conceda à parte adversa um prazo razoável, fixado em cinco dias, a fim de que possa conhecer, com a necessária antecedência, a idoneidade da prova que contra si vai ser produzida. O que não pode cair em feriado é o dia subseqüente ao depósito" (Ac. unân. da 3ª Câm. do TARS de 19.11.86, no Agr. nº 186.069.753, Rel. Juiz Celeste Vicente Rovani; JTARS,62/177).

Art. 408. Depois de apresentado o rol, de que trata o artigo antecedente, a parte só pode substituir a testemunha:

I – que falecer;

II – que, por enfermidade, não estiver em condições de depor;

III – que, tendo mudado de residência, não for encontrada pelo oficial de justiça.

Indicação Doutrinária – Humberto Theodoro Jr., Curso de D. Processual Civil,vol. I, nº 464.

Jurisprudência Selecionada – "Justifica-se a substituição de testemunhas, fora dos casos do art. 408 do CPC, se a audiência ainda não foi marcada ou teve adiada a sua realização, desde que o novo rol venha apresentado com observância do qüinqüídio legal" (Ac. unân. da T. Civ. do TJMS no Agr. nº 1.362, Rel. Des. Gilberto da Silva Castro; Adcoas,1987, nº 116.084).

Art. 409. Quando for arrolado como testemunha o juiz da causa, este:

I – declarar-se-á impedido, se tiver conhecimento de fatos, que possam influir na decisão; caso em que será defeso à parte, que o incluiu no rol, desistir de seu depoimento;

II – se nada souber, mandará excluir o seu nome.

Referência Legislativa – CPC, art. 134, II (impedimento do juiz).

Indicação Doutrinária – Elicio de Cresci Sobrinho, O Juiz Testemunha,RF,293/507.

Art. 410. As testemunhas depõem, na audiência de instrução, perante o juiz da causa, exceto:

I – as que prestam depoimento antecipadamente;

II – as que são inquiridas por carta;

III – as que, por doença, ou outro motivo relevante, estão impossibilitadas de comparecer em juízo (art. 336, parágrafo único);

IV – as designadas no artigo seguinte.

Referência Legislativa – CPC, arts. 202 a 212 (cartas); 846 a 851 (produção antecipada de provas).

Breves Comentários – A testemunha depõe no foro de seu domicílio. Pode concordar em depor em outro foro, mas não pode ser obrigada a fazê-lo (RT, 546/137).

Jurisprudência Selecionada – "O depoimento da testemunha será oral, de modo que deve depor em audiência, respondendo de viva voz às perguntas que lhe fizer o Juiz. É inadmissível pretender-se substituir o depoimento de uma testemunha por declaração escrita da mesma" (Ac. unân. da 6ª Câm. do 1º TACiv. SP de 17.06.86, na Apel. nº 358.741, Rel. Juiz Ernâni de Paiva; Adcoas,1987, nº 111.117).

Art. 411. São inquiridos em sua residência, ou onde exercem a sua função:

I – o Presidente e o Vice-Presidente da República;

II – o presidente do Senado e o da Câmara dos Deputados;

III – os ministros de Estado;

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IV – os ministros do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Federal de Recursos, do Superior Tribunal Militar, do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da União;

V – o procurador-geral da República;

VI – os senadores e deputados federais;

VII – os governadores dos Estados, dos Territórios e do Distrito Federal;

VIII – os deputados estaduais;

IX – os desembargadores dos Tribunais de Justiça, ou juízes dos Tribunais de Alçada, os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal;

X – o embaixador de país que, por lei ou tratado, concede idêntica prerrogativa ao agente diplomático do Brasil.

Parágrafo único. O juiz solicitará à autoridade que designe dia, hora e local a fim de ser inquirida, remetendo-lhe cópia da petição inicial ou da defesa oferecida pela parte, que arrolou como testemunha.

Referência Legislativa – LOMN, art. 33, I (inquirição de ministro e de juiz).

Indicação Doutrinária – Humberto Theodoro Jr., Curso de D. Processual Civil,vol. I, nº 464.

Art. 412. A testemunha é intimada a comparecer à audiência, constando do mandado dia, hora e local, bem como os nomes das partes e a natureza da causa. Se a testemunha deixar de comparecer, sem motivo justificado, será conduzida, respondendo pelas despesas do adiamento.

§ 1º A parte pode comprometer-se a levar à audiência a testemunha, independentemente de intimação; presumindo-se, caso não compareça, que desistiu de ouvi-la.

§ 2º Quando figurar no rol de testemunhas funcionário público ou militar, o juiz o requisitará ao chefe da repartição ou ao comando do corpo em que servir.

§ 3º A intimação poderá ser feita pelo correio, sob registro ou com entrega em mão própria, quando a testemunha tiver residência certa. (caput e §§ 1º e 2º com a redação da Lei nº 5.925, de 01.10.1973; § 3º acrescentado pela Lei nº 8.710, de 24.09.1993).

Jurisprudência Selecionada – "Testemunha. Dever de colaborar com a apuração da verdade. Comparecimento a juízo. Intimação. Não pode o terceiro, injustificadamente, recusar sua colaboração para esclarecer fatos necessários ao julgamento da causa. Não há razão, entretanto, para ser determinada sua condução, se não foi previamente intimado a comparecer em determinado dia e local" (STJ, RO em HC nº 8.448/PR, 3ª T., Rel. Min. Eduardo Ribeiro, ac. 11.05.99, in DJU 21.06.99, p. 148).

Art. 413. O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente; primeiro as do autor e depois as do réu, providenciando de modo que uma não ouça o depoimento das outras.

Jurisprudência Selecionada – "A ordem prevista no art. 413 do CPC pressupõe que tanto as testemunhas do autor como as do réu sejam inquiridas perante o mesmo Juízo. Mas não constitui nulidade a inobservância da regra, quando as testemunhas do réu são ouvidas em Juízo diverso, mediante carta precatória" (Ac. unân. da 1ª Câm. do TAPR de 16.08.88, na Apel. nº 1.599/87, Rel. Juiz Trotta Telles; Par. Judic.,27/143).

Art. 414. Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarando o nome por inteiro, a residência e o estado civil, bem como se tem relações de parentesco com a parte, ou interesse no objeto do processo.

§ 1º É lícito à parte contraditar a testemunha, argüindo-lhe a incapacidade, o impedimento ou a suspeição. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados, a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas, até três, apresentadas no ato e inquiridas em separado. Sendo provados ou confessados os fatos, o juiz dispensará a testemunha, ou lhe tomará o depoimento, observando o disposto no art. 405, § 4º.

§ 2º A testemunha pode requerer ao juiz que a escuse de depor, alegando os motivos de que trata o art. 406; ouvidas as partes, o juiz decidirá de plano.

Indicação Doutrinária – Orlando Soares, Comentários ao CPC, 1ª ed., 1992, vol. I, ps. 744/6; Moacir Amaral Santos, Prova Judiciária,vol. III, nºs 199 e 215 – sobre a contradita; J. C. Barbosa Moreira, O Novo Processo Civil Brasileiro,18ª ed., ps. 76/7; Sergio Sahione Fadel, CPC Comentado, 5ª ed., ps.

660/1; Marcos Salvador de Toledo Piza, Contradita e o Contraditório, RT, 638/250; Marcelo Cintra Zarif, Prova Testemunhal – Contradita – Acareação – Testemunha Referida, RP, 21/90.

Jurisprudência Selecionada – "A contradita há de ser feita logo em seguida à qualificação das testemunhas, argüindo-se a sua incapacidade ou impedimento. Depois de tomados os depoimentos a contradita oposta vem a destempo" (Ac. unân. da 1ª Câm. do TJRJ de 14.06.88, na Apel. nº 225/88, Rel. Des. Pedro Américo; RT, 637/162).

Art. 415. Ao início da inquirição, a testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado.

Parágrafo único. O juiz advertirá à testemunha que incorre em sanção penal quem faz a afirmação falsa, cala ou oculta a verdade.

Referência Legislativa – CP, art. 342 (falso testemunho); CPC, art. 405, § 4º (depoimento da testemunha impedida ou suspeita independente de compromisso).

Jurisprudência Selecionada – "O crime de falso testemunho se caracteriza pela mera potencialidade de dano à administração da Justiça, sendo, portanto, crime formal que se consuma com o depoimento falso, independentemente da produção do efetivo resultado material a que visou o agente. Por isso, como acentuado no RHC nº 58.039 – RTJ95/573 –, a extinção da punibilidade por prescrição declarada no processo em que teria havido a prática do delito de falso testemunho não impede que seja este apurado e reprimido" (Ac. unân. da 1ª T. do STF de 28.08.87, no RE nº 112.808-SP, Rel. Min.

Moreira Alves; RTJ,124/340).

"Sujeito ativo do crime de falso testemunho pode ser somente a testemunha, perito, tradutor ou intérprete. Tais pessoas são obrigadas a dizer verdade, prestando compromisso nesse sentido. Não sendo o acusado testemunha, perito, tradutor ou intérprete no processo em que se verificou o falso testemunho, falta tipicidade ao delito que lhe é imputado, impondo-se, conseqüentemente, o trancamento da ação penal, por lhe faltar justa causa" (Ac.

unân. da 1ª Câm. Crim. do TJSP de 12.08.85, no HC nº 37.719-3, Rel. Des. Jarbas Mazzoni; RJTJSP,97/250).

Art. 416. O juiz interrogará a testemunha sobre os fatos articulados, cabendo, primeiro à parte, que a arrolou, e depois à parte contrária, formular perguntas tendentes a esclarecer ou completar o depoimento.

§ 1º As partes devem tratar as testemunhas com urbanidade, não lhes fazendo perguntas ou considerações impertinentes, capciosas ou vexatórias.

§ 2º As perguntas que o juiz indeferir serão obrigatoriamente transcritas no termo, se a parte o requerer (§ 2º com a redação da Lei nº 7.005, de 28.06.1982).

Referência Legislativa – CPC, arts. 446, III e § único (audiência; atividades do juiz); 457 (termo da audiência).

136 Indicação Doutrinária – João Mendes Junior, Inquirição de Testemunhas,Revista da Faculdade de Direito de São Paulo,03/81.

Jurisprudência Selecionada – "A irregularidade de inquirição de testemunhas só pode ser alegada utilmente na própria audiência ou, quando mais, no prazo para agravar" (Ac. da 6ª Câm. do TJRS de 22.12.87, na Apel. nº 587.049.917, Rel. Des. Adroaldo Furtado Fabrício; RJTJRS,128/452).

Art. 417. O depoimento, datilografado ou registrado por taquigrafia, estenotipia ou outro método idôneo de documentação, será assinado pelo juiz, pelo depoente e pelos procuradores, facultando-se às partes a sua gravação.

Parágrafo único. O depoimento será passado para a versão datilográfica quando houver recurso da sentença, ou noutros casos, quando o juiz o determinar, de ofício ou a requerimento da parte (caput com a redação da Lei nº 8.952, de 13.12.1994; § único acrescentado pela mesma Lei).

Breves Comentários – A nova redação do art. 417, introduzida pela Lei nº 8.952/94, acrescentou, como modo de registro do depoimento, não apenas a datilografia, como também a taquigrafia, a estenotipia ou qualquer outro método idôneo de documentação, facultando-se às partes a gravação do depoimento.

Indicação Doutrinária – Sidnei Agostinho Beneti, A Estenotipia no Judiciário, RJTJSP,76/29.

Art. 418. O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte:

I – a inquirição de testemunhas referidas nas declarações da parte ou das testemunhas;

II – a acareação de duas ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte, quando, sobre fato determinado, que possa influir na decisão da causa, divergirem as suas declarações.

Indicação Doutrinária – José Frederico Marques, Manual de Direito Processual Civil,1ª ed., vol. II, nº 498, p. 241 – não é cabível a contradita entre as partes; Humberto Theodoro Jr., Curso de Direito Processual Civil,vol. I, nº 464; Teresa Celina de Arruda Alvim Pinto, Testemunha Referida,RP,46/190;

Marcelo Cintra Zarif, Prova Testemunhal – Acareação – Testemunha Referida,RP,21/90.

Art. 419. A testemunha pode requerer ao juiz o pagamento da despesa que efetuou para comparecimento à audiência, devendo a parte pagá-la logo que arbitrada, ou depositá-la em cartório dentro de 3 (três) dias.

Parágrafo único. O depoimento prestado em juízo é considerado serviço público. A testemunha, quando sujeita ao regime da legislação trabalhista, não sofre, por comparecer à audiência, perda de salário nem desconto no tempo de serviço.

Referência Legislativa – CPC, art. 20, § 2º (diária de testemunha).

Seção VII - Da Prova Pericial Art. 420. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.

Parágrafo único. O juiz indeferirá a perícia quando:

I – a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico;

II – for desnecessária em vista de outras provas produzidas;

III – a verificação for impraticável.

Referência Legislativa – CPC, arts. 19 e 33 (remuneração do perito e dos assistentes técnicos); 145 a 147 (perito); 440 a 443 (inspeção de pessoas ou coisas pelo juiz).

Breves Comentários – Da decisão que determinar ou indeferir a realização da perícia cabe agravo de instrumento.

Quando se trata de perícia sobre o corpo humano, entende-se que ninguém deva ser compelido a submeter-se à prova técnica, embora a recusa possa ser havida, no contexto da instrução, como indício contra a parte que se furtou ao exame pericial. É, por exemplo, o que se passa nas provas hematológicas ou genéticas nas investigações de paternidade (RJTJSP, 99/35, 111/350; Amagis, 12/152).

Indicação Doutrinária – Moacir Amaral Santos, Comentários ao CPC,vol. IV, nº 248, p. 314 – para deferimento da perícia interessa a sua utilidadee não a sua necessidade; Pedro Batista Martins, Comentários ao CPC,vol. III, nº 128 – a verificação da utilidade da perícia é que a lei, em cada caso, confia à experiência do juiz;Humberto Theodoro Jr., Curso de D. Processual Civil,vol. I, nºs 465/6; Coqueijo Costa, Perícia Facultativa e Perícia Obrigatória,RF, 256/151; Arruda Alvim, Apontamentos sobre a Perícia, RBDP, 37/17; João Leão de Faria Jr., Avaliações Judiciais,RT, 518/53; Antonio Vital Ramos de Vasconcelos, A prova pericial nas desapropriações (RBDP 33/21; Vox13/146); Arruda Alvim, Apontamentos sobre a perícia (RBDP37/17; RP 23/9);

Coqueijo Costa, Perícia facultativa e perícia obrigatória (RDT6-2/81; RF 256/151); Ênio Azambuja Neves et alii, Normas gerais para avaliações em desapropriações (RT449/308); Ernesto Whitaker Carneiro e Joaquim da Rocha Medeiros Jr., Avaliação de terrenos superaproveitados (RT 522/267); Hugo Alves Pequeno, Normas para avaliação em desapropriação (RDC 38/97); João Leão de Faria Jr., Avaliação de imóveis por corretores ou técnicos em transações imobiliárias (RT523/54); João Leão de Faria Jr., Avaliações judiciais (RT518/53); José Carlos Pellegrino, Avaliação em desapropriação e servidões (RT513/302); José Carlos Pellegrino, Determinação de valor locativo de postos de serviço (RT594/277); José Carlos Pellegrino, A propósito do valor potencial. Raízes, problemas e implicações (RT 571/275); Lília de Muzio Piccinelli e Maria Cecília Meirelles Ortiz, A perícia psicológica (RT 609/262);

Moacir Amaral Santos, A prova pericial nas ações judiciais e nos procedimentos administrativos de interesse da procuradoria do patrimônio imobiliário (RPGESP 12/519); Mozar Costa de Oliveira, Laudo pericial no juízo cível (RF282/477, RJTJSP81/21; RT564/271); Sylvio José de Almeida Pires, Sobre a função e a remuneração dos peritos judiciais (RT479/252); Telmo Candiota da Rosa Filho, Tribunal de avaliação na desapropriação (RPGERS 35/65).

Jurisprudência Selecionada – "A prova pericial não pode ser utilizada indiscriminadamente e é inválida quando ao perito se comete analisar documentos e ouvir testemunhas sobre fatos não técnicos, porque isso implica violação aos princípios da imediatidade e da concentração, pelos quais a autoridade judiciária é que deve ter contato direto com aquele que vai prestar depoimento e que só pode prestá-lo em Juízo e em audiência" (Ac. da 1ª T. do TRT da 3ª R. de 17.02.86, no RO nº 3.368/85, Rel. Juiz Aroldo Gonçalves; Adcoas,1986, nº 108.592).

"Se o deslinde da matéria fática independe do conhecimento especial técnico, afigurando-se suficiente a prova documental, correto o indeferimento da perícia, haja vista o disposto no art. 420, I, do CPC" (Ac. unân. da 1ª T. do TFR no Agr. nº 57.954-SP, Rel. Min. Costa Leite; DJde 16.12.88; Adcoas,1989, nº 122.659; RTFR,158/53).

Art. 421. O juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para a entrega do laudo.

§ 1º Incumbe às partes, dentro de 5 (cinco) dias, contados da intimação do despacho de nomeação do perito:

I – indicar o assistente técnico;

II – apresentar quesitos.

§ 2º Quando a natureza do fato o permitir, a perícia poderá consistir apenas na inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes, por ocasião da audiência de instrução e julgamento a respeito das coisas que houverem informalmente examinado ou avaliado (caput e § 2º com a redação da Lei nº 8.455, de 24.08.1992).

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Referência Legislativa – CPC, art. 331, par. 2º (oportunidade para nomeação de perito); 426, I (quesitos impertinentes); 435 (quesitos elucidativos).

Indicação Doutrinária – Moacir Amaral Santos, Prova Judiciária,vol. V, nos 154/5 – sobre quesitos e sua apresentação; Humberto Theodoro Jr., Curso de D. Processual Civil,vol. I, nº 467.

Jurisprudência Selecionada – "O despacho que nomeia perito e concede prazo às partes para indicarem assistentes técnicos e formularem quesitos é de mero expediente e, portanto, irrecorrível" (Ac. unân. da 2ª Câm. do TJSC de 09.08.88, no Agr. nº 4.526, Rel. Des. Ruben Córdova; RTJE,57/136).

"Perícia. Indicação de assistente técnico. Formulação de quesitos. Prazo. I. Consolidado na jurisprudência do STJ o entendimento segundo o qual o prazo estabelecido no art. 421, § 1º, do CPC, não sendo preclusivo, não impede a indicação de assistente técnico ou a formulação de quesitos, a qualquer tempo, pela parte adversa, desde que não iniciados os trabalhos periciais. Orientação que melhor se harmoniza com os princípios do contraditório e de igualdade de tratamento às partes. II. Recurso não conhecido" (Ac. unân. da 3ª T. do STJ, no REsp. nº 94.534/SP, julgado em 15.04.1997 – Relator: Min.

Waldemar Zveiter; DJ de 12.08.97, p. 36.276).

"O prazo estabelecido no art. 421, § 1º, do CPC, não sendo preclusivo, não impede a indicação de assistente técnico ou a formulação de quesitos, a qualquer tempo, pela parte adversa, desde que não iniciados os trabalhos periciais" (Ac. unân. da 3ª T. do STJ de 19.10.93, no REsp. nº 37.311-5-SP, rel.

Min. Waldemar Zveiter; DJU, 22.11.93, p. 24.951. No mesmo sentido: Ac. unân. da 4ª T. do STJ de 10.11.92, no REsp. nº 19.943-1-PR, rel. Min. Fontes de Alencar; DJU, 17.12.92, p. 24.249).

"A nomeação de estabelecimento oficial para a realização de perícia médico-legal, sem individuação do perito, não viola o art. 421, CPC, e encontra suporte legal no art. 434 da lei processual, supondo a confiança do juiz em todos os integrantes do quadro, bem como no critério de seu diretor" (Ac. da 4ª T. do STJ no AI nº 38.839-5-SP – Ag. Reg., rel. Min. Sálvio de Figueiredo; RJ212/82).

Art. 422. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido, independentemente de termo de compromisso. Os assistentes técnicos são de confiança da parte, não sujeitos a impedimento ou suspeição.

Breves Comentários – A exigência de prestação de compromisso pelo perito foi eliminada pela Lei nº 8.455, de 24.8.92, que deu nova redação ao art.

422.

Indicação Doutrinária – Ivan Lira de Carvalho, A prova pericial e a nova redação do CPC, Ajuris,57/241.

Art. 423. O perito pode escusar-se (art. 146), ou ser recusado por impedimento ou suspeição (art. 138, III); ao aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação, o juiz nomeará novo perito (artigo com a redação da Lei nº 8.455, de 24.08.1992).

Referência Legislativa – CPC, art. 138, III (impedimento e suspeição do perito e dos assistentes técnicos); 146 (escusa do perito).

Breves Comentários – A partir da Lei nº 8.455, de 24.08.92, que alterou a redação do art. 138, nº III, do CPC, não há mais suspeição de assistente técnico.

Indicação Doutrinária – Moacir Amaral Santos, Comentários ao CPC, vol. IV, nos254/6.

Jurisprudência Selecionada – "Não pode o Magistrado, de ofício, recusar o assistente técnico indicado por um dos litigantes, sem que tenha havido manifestação da parte contrária a impugnar a indicação por impedimento ou suspeição" (Ac. unân. da 5ª Câm. do TJ-MG de 09.09.88, no Agr. nº 20.595/5, Relª Desª Branca Rennó; Jurisp. Min., 102 e 103/80).

Art. 424. O perito pode ser substituído quando:

I – carecer de conhecimento técnico ou científico;

II – sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.

Parágrafo único. No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo (caput, inciso II e § único com a redação da Lei nº 8.455, de 24.08.1992).

Jurisprudência Selecionada – "A legislação processual, de forma simples, estabelece que o perito deve ter conhecimento técnico ou científico. Assim, a avaliação de imóvel não é atribuição privativa de engenheiro, não conduzindo à nulidade do laudo o só fato de ter sido realizado por corretor de imóveis"

(Ac. unân. da 1ª Câm. do 2º TACiv.SP de 17.08.88, no Agr. nº 223.398-7, Rel. Juiz Ruiter Oliva; RT, 635/264).

Art. 425. Poderão as partes apresentar, durante a diligência, quesitos suplementares. Da juntada dos quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte contrária.

Referência Legislativa – CPC, art. 435 (esclarecimentos do perito e dos assistentes técnicos).

Jurisprudência Selecionada – "Quando já apresentados o laudo pericial e os esclarecimentos posteriores, inadmissível o oferecimento de quesitos suplementares, que devem ser formulados durante a diligência. Assim, o indeferimento dos formulados extemporaneamente não constitui cerceamento de defesa, ainda mais se as respectivas respostas encontram-se no corpo do laudo apresentado" (Ac. unân. da 7ª Câm. do 2º TACiv.SP de 24.02.87, na

Jurisprudência Selecionada – "Quando já apresentados o laudo pericial e os esclarecimentos posteriores, inadmissível o oferecimento de quesitos suplementares, que devem ser formulados durante a diligência. Assim, o indeferimento dos formulados extemporaneamente não constitui cerceamento de defesa, ainda mais se as respectivas respostas encontram-se no corpo do laudo apresentado" (Ac. unân. da 7ª Câm. do 2º TACiv.SP de 24.02.87, na