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MODALIDADES DE PAGAMENTO/PAGAMENTOS ESPECIAIS

EMENTA:

MODALIDADES DE PAGAMENTO/PAGAMENTOS ESPECIAIS. PAGAMENTO POR CONSIGNAÇÃO.

OBJETIVO:

Compreender o funcionamento dos mecanismos de especiais de extinção das obrigações com a satisfação do credor; dominar as regras da consignação em pagamento e seus efeitos.

MODALIDADES DE PAGAMENTO/PAGAMENTOS ESPECIAIS

1) Pagamento por Consignação

# Importância do pagamento regular para o devedor: liberação

# Importância da quitação: prova o pagamento e, portanto, a exoneração do devedor, sua liberação

# Há interesse do devedor em fazer o pagamento e obter a quitação res- pectiva

# Sempre que ocorrer algum óbice ao pagamento regular ou ao recebi- mento da quitação regular, a lei assegura ao devedor a faculdade de, com o prévio depósito da prestação devida, obter liberação (por sentença ou presun- ção): art. 334.

# Hipóteses (art. 335): (i) credor recusa, injustamente, receber o paga- mento (dívida portável) ou dar quitação na devida forma; (ii) credor não vai receber a coisa no lugar, no tempo e condições devidas (dívida quesível); (iii) credor desconhecido, ausente, ou residente em lugar incerto ou de acesso pe- rigoso ou difícil; (iv) se ocorrer dúvida sobre quem efetivamente deva receber o objeto do pagamento (ex.: instituto de previdência que não sabe a quem pagar, se à viúva ou aos herdeiros, pois todos requereram administrativamen- te a pensão); (v) se pender litígio sobre o objeto do pagamento (art. 344); (vi) se houver concurso de preferência aberto contra o credor, ou se este for incapaz de receber o pagamento (incapaz que não tenha representante legal).

# Não obstante a enumeração, “há de ser cabível a o recurso à consignação toda vez que o devedor não possa efetuar um pagamento válido” (Alfredo

# Antes devia ser exclusivamente judicial. Mas dentre as alterações no CPC, uma fez com que o procedimento previsse a consignação extra-judi- cialmente. Tal procedimento encontra-se regulado nos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do art. 890 do Código de Processo Civil.

# Art. 336 (a prestação tem que ser a efetivamente devida e tem que se dar no mesmo tempo e modo):

# Somente as prestações de dar podem ser consignadas. As de fazer e não fazer, por óbvio, não podem. Peculiaridade quanto às obrigações de dar coisa incerta (art. 342)

# Efeitos da sentença na ação de consignação (procedente e improceden- te)/Perda da coisa antes da sentença.

INSTRUÇÕES:

1) Ler PEREIRA (2013, v.2), capítulo XXXI, item 158; 2) Ler NE- VES (2012), Capítulo 16.1; Ler acórdão e votos do julgamento do REsp 1.194.264/PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão para discussão em sala.

SUGESTÕES:

AULA 17: MODALIDADES DE PAGAMENTO/PAGAMENTOS ESPECIAIS

EMENTA:

MODALIDADES DE PAGAMENTO/PAGAMENTOS ESPECIAIS. PAGAMENTO COM SUBROGAÇÃO. IMPUTAÇÃO DO PAGAMEN- TO. DAÇÃO EM PAGAMENTO.

OBJETIVO:

Compreender o funcionamento dos mecanismos de especiais de extin- ção das obrigações com a satisfação do credor; dominar as regras das demais espécies de pagamentos especiais saber diferenciar tais mecanismos e assim conhecer quando se aplicam e quais seus efeitos.

2) Pagamento com Sub-rogação

# Pagamento por terceiro interessado: uma das hipóteses de sub-rogação pessoal <> sub-rogação real

# Conceito: Caio Mario, “a transferência da qualidade creditória para aque- le que solveu obrigação de outrem ou emprestou o necessário para isso”; Marcel Planiol: “o pagamento com sub-rogação é um pagamento que não libera o deve- dor porque não é feito por ele, e a sub-rogação que o acompanha é uma instituição jurídica em virtude da qual o crédito pago pelo terceiro subsiste em seu proveito e lhe é transmitido com todos os seus acessórios, se bem que seja considerado extinto em relação ao credor”.

# Natureza: Teorias: (i) Cessão de Crédito (sempre decorre de vontade; sempre necessita da vontade do credor); (ii) Mandato (a sub-rogação se opera mesmo contra a vontade do devedor); (iii) Ficção. O melhor é reconhecer que se trata de figura própria, considerada pela doutrina e por nosso código como uma modalidade de pagamento: se dá com a entrega da prestação devi- da; libera o devedor do vínculo com o credor; satisfaz o credor.

# Espécies:

(b) Convencional (art. 347): entre credor e terceiro, sem a participação do devedor (= cessão de crédito (art. 348); ou entre devedor e terceiro, sem a participação do credor (aqui o credor é pago pelo devedor)).

# Efeitos (art. 349)

# Sub-rogação Parcial: preferência do credor ao sub-rogado (art. 351)

3) Imputação do Pagamento

# “imputare” = atribuir (art. 352) # Requisitos:

(i) Deve existir mais de uma dívida com o mesmo credor;

(ii) A prestação a ser oferecida pelo devedor deve ser suficiente para o pagamento de mais de uma dívida (se a prestação só for suficiente para o pagamento de uma das dívidas e para parte de outra, não poderá haver imputação; o devedor terá que pagar a dívida para a qual o pagamento é suficiente e o credor não poderá ser obrigado a receber em parte (art. 314);

(iii) A prestação oferecida pelo devedor não pode cobrir todas as dívi- das;

(iv) As dívidas devem ser fungíveis entre si, isto é, devem ser da mesma natureza, podendo ser pagas com o mesmo objeto, ainda que em quan- tidades diferentes (quer dizer que a prestação oferecida deve ser apta a atender o objeto das dívidas, não podendo cada uma delas ter um objeto diferente (cem toneladas de ferro, duzentas vacas, trezentas sacas de café etc.)).

# Liberdade do devedor na escolha/Exceção: entre dívidas de capital e juros (art. 354)/Se devedor não fizer a escolha, passa ao credor (art. 353)/Se o credor também não fizer...(art. 355).

4) Dação em Pagamento

# Forma de extinção da obrigação com exoneração ou liberação do deve- dor pela entrega ao credor, com o seu consentimento, de uma coisa diversa daquela originalmente devida (art. 356). Não é exceção à regra do art. 313, pois só com a autorização do credor é que se pode fazer: É um acordo libe- ratório. Como diz Caio Mario, predomina a idéia de extinção da obrigação.

# Requisitos: (i) existência de uma obrigação; (ii) consentimento do cre- dor; (iii) entrega de coisa diversa da devida; (iv) extinção da obrigação.

— Dação de título de crédito: regulada pelas mesmas regras da cessão (art. 358): O devedor do título deve ser comunicado (292); O devedor do título pode opor exceções (294); O devedor que faz a dação responde pela existência do crédito (295).

# Estipulação de preço para a coisa dada: dação segue as regras da compra e venda (art. 357): Não quer dizer que se transforme em um contrato de compra e venda, apenas se equipara a um (na questão dos vícios redibitórios.; sujeição às regras de legitimação; restrição ao condômino).

— Tanto que as consequências da evicção são distintas (art. 359) # Natureza da dação em pagamento:

— Se distingue das obrigações alternativas pois nestas se estipula no próprio ato que o devedor poderá pagar uma coisa ou outra.

— Também se distingue das obrigações facultativas, pelo mesmo mo- tivo.

— É novação?

* Na dação há pagamento e na novação não.

* A dação extingue a obrigação sem criar outra em substituição, o que ocorre na novação.

*— É “a entrega de uma coisa por outra e não a substituição de uma obrigação por outra” (Caio Mario).

* Carvalho Santos também lembra que a evicção da coisa recebida não opera os mesmos efeitos que na compra e venda. Ocorrendo a evicção, é como se não houvesse pagamento. Isso não se compatibiliza com a no- vação, pois se existisse uma nova dívida, não haveria que se retornar ao vínculo anterior.

— Se o objeto autorizado a dar em pagamento não for entregue, volta-se à possibilidade de exigir o objeto original, o que não seria pos- sível no caso da novação.

INSTRUÇÕES:

1) Ler PEREIRA (2013, v.2), capítulo XXXI, itens 159 a 161; 2) Ler acór- dãos e votos dos julgamentos dos REsps 1.081.963/SP, Rel. Min. Jorge Mus-

si,1321739/SP, Rel. Min. Paulo Sanseverino e 1138993/SP, Rel. Min. Massa- mi Uyeda para discussão em sala; 3) Solucionar a seguinte questão: Frederico, funcionário público federal, vendo-se em situação financeira delicada no mês de abril de 2012 e aproveitando-se de oferta de seu banco, toma empresta- do junto à instituição financeira a quantia de R$1.000,00 (mil reais), como adiantamento de 13o salário, ficando estipulado que, ao receber o 13o salá-

rio, deverá pagar ao banco o valor de R$1.500,00. Não conseguindo equili- brar sua situação, no mês de setembro de 2012, vê-se forçado a tomar mais R$1.000,00 (dois mil reais) emprestados, também a título de adiantamento de 13o salário, ficando estabelecido que, no recebimento do 13o salário, deve-

rá pagar ao banco a quantia de R$1.500,00. Ocorre que, no mês de outubro, ao divorciar-se de sua esposa, fica obrigado a pagar pensão no equivalente a 1/3 de seus vencimentos líquidos, inclusive sobre o 13o salário, de modo que,

ao receber o benefício, Frederico percebe que só dispõe de R$1.500,00 para pagar ao banco. Efetua o depósito desse valor e recebe quitação relativa à primeira dívida. Alegando que as taxas de juros do segundo empréstimo são mais elevadas que as do primeiro, pode Frederico pleitear o reconhecimento do pagamento do segundo empréstimo em lugar do primeiro? Porquê? SUGESTÕES:

AULA 18: EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES SEM PAGAMENTO