6.7. Modificadores da motilidade intestinal
6.7.1. Laxantes e catárticos
6.8. Antidiarreicos
6.1. Antiácidos e antiulcerosos
Neste capítulo agrupam-se fármacos muito heterogéneos que partilham utilização terapêu- tica comum (neutralização da acidez gástrica e/ou tratamento da úlcera péptica).
A fisiopatologia da úlcera péptica, multifacto- rial e ainda insuficientemente conhecida, a forte componente do efeito placebo na melhoria sin- tomática, a história natural de cicatrização espontânea e recorrências, são factores que explicam algumas das «modas terapêuticas», que no passado eram frequentes, e de que ainda sobrevivem alguns resquícios.
Não cabe nos objectivos deste texto a descri- ção dos mecanismos conhecidos da fisiologia da secreção gástrica e da fisiopatologia da úlcera péptica. Referir-se-ão apenas, e a propósito de cada grupo de fármacos, os factores relevantes para a sua acção.
É usual considerar a úlcera péptica como a manifestação clínica comum de um grupo hete- rogéneo de doenças. As causas podem ser diver- sas, ou terem preponderância diferente (alguns doentes têm aumento da secreção clorídrico-pép- tica, outros alterações nas defesas da mucosa, por vezes identificam-se factores exógenos, die- téticos ou iatrogénicos, outras vezes existe pre- disposição genética), mas o tratamento é comum. A estes factos, bem conhecidos, somou- se, nos últimos anos, o reconhecimento de que a úlcera é frequentemente uma «doença infec- ciosa», embora os mecanismos patogénicos não estejam ainda totalmente esclarecidos.
Cerca de 90% dos doentes com úlcera duode- nal e cerca de 70% dos doentes com úlcera gás- trica tem infecção pelo Helicobacter pylori. As taxas de recidiva de úlcera reduzem-se muito sig- nificativamente quando se consegue erradicar o
Helicobacter pylori.
As úlceras cicatrizam mais rapidamente quando se evita o contacto da mucosa com ácido e pepsina.
Este objectivo pode conseguir-se: inibindo a
secreção ácida (bloqueadores dos receptores H2,
pirenzepina, derivados benzimidazólicos, prosta- glandinas); pela sua neutralização (antiácidos); revestindo a cratera ulcerosa e prevenindo a sua agressão (sucralfato) e aumentando a defesa da mucosa (carbenoxolona, prostaglandinas).
6.1.1. Critérios de escolha dos antiulcerosos
No tratamento da fase aguda da úlcera gás- trica quase todos os fármacos disponíveis são efi-
176 Capítulo 6 | 6.2. Antiácidos
Quando é ingerido cálcio em simultâneo (leite, antiácido contendo cálcio, cálcio como suplemento) pode manifestar-se a sindroma lác- teo-alcalina, manifestada por cefaleias, anore- xia, náuseas e vómitos, astenia, dores abdomi- nais, obstipação, sede, poliúria. Esta síndroma é caracterizada por hipercalcemia sem hipercalciú- ria ou hipofosfatemia, fosfatase alcalina normal, alcalose, insuficiência renal. Melhora após sus- pensão da ingestão dos alcalinos absorvíveis e do cálcio.
A litíase renal pode ser agravada ou desenca- deada pelo consumo de antiácidos. A ingestão crónica de cálcio pode aumentar a incidência de cálculos renais, a litíase fosfática é favorecida pela alcalinização persistente da urina e podem ocorrer cálculos de sílica em doentes tratados com silicato de magnésio.
O uso prolongado e não controlado de antiá- cidos pode determinar efeitos indesejáveis signi- ficativos. As modificações de trânsito intestinal são frequentes: os sais de magnésio podem pro- vocar diarreia, os de alumínio obstipação, o car- bonato de cálcio uma ou outra. Há risco de oclu- são intestinal se se verificar hemorragia digestiva. As alterações iónicas embora pouco frequen- tes têm grande relevo clínico.
Com o carbonato de cálcio verifica-se hiper- calcemia (e consequentemente aumento da gas- trina e da secreção ácida).
O sódio presente nos antiácidos formulados sob a forma de gel é absorvível e em doentes com insuficiência renal ou insuficiência cardíaca con- gestiva pode agravar a situação clínica.
O risco de hipermagnesemia com hipotensão, náuseas e vómitos e em casos mais graves dimi- nuição de reflexos osteotendinosos, depressão respiratória e coma, só se verifica em insuficien- tes renais.
O hidróxido de alumínio e o hidróxido de
magnésio diminuem a absorção de fósforo. A
depleção do fósforo caracteriza-se por: hipofos- fatemia, hipofosfatúria, aumento da absorção intestinal de cálcio, hipercalciúria, aumento da reabsorção de cálcio e fósforo dos ossos. Pode ocorrer osteomalacia.
Os antiácidos podem interferir com a acção de outros fármacos por vários mecanismos: – alteração do pH do conteúdo gástrico e intes-
tinal. A alcalinização do conteúdo gástrico diminui a absorção dos ácidos fracos e aumenta a absorção dos compostos básicos. Estas interacções podem dificultar a obtenção de concentrações eficazes ou determinar toxi- cidade;
– interferência com a excreção urinária – por modificação do pH urinário;
As modalidades terapêuticas clássicas têm vindo a ser reformuladas, em consequência da identificação do papel da infecção pelo Helico-
bacter na patogenia da úlcera péptica. Esta evo-
lução modificou a atitude terapêutica, dado que, se a úlcera é uma «doença infecciosa», pode ser curada.
As taxas de recidiva de úlcera péptica dimi- nuem muito significativamente quando se conse- gue erradicar o H. Pylori. A erradicação não é exequível com monoterapia. Os tratamentos associando sais de bismuto com metronidazol e tetraciclina, claritromicina ou amoxicilina per- mitem obter taxas de erradicação de 70 a 80%. A principal limitação destas associações reside na incidência de efeitos indesejáveis e na inco- modidade resultante das tomas múltiplas.
Conseguem-se resultados idênticos asso- ciando inibidores da secreção ácida (bloqueado-
res H2ou inibidores da bomba de protões) com
antibióticos. Assim, a associação de omeprazol com amoxicilina e metronidazol, de omeprazol e claritromicina, de ranitidina com amoxicilina e metronidazol ou ranitidina e claritromicina pos- sibilitam erradicações percentualmente sobrepo- níveis.
6.2. Antiácidos
A base racional da sua prescrição era o clás- sico aforismo de Schwarz, «sem ácido, não há úlcera». Os antiácidos removem ou neutralizam ácido do conteúdo gástrico e assim aliviam a dor. Quando administrados em quantidade suficiente para elevar marcadamente o pH gástrico inibem a actividade péptica, dado que a pepsina é inac- tivada entre pH 7 e 8. Em doentes com úlcera duodenal pode verificar-se «ricochete» da acidez (aumento marcado da acidez no termo do efeito do antiácido), que se deve à secreção de gastrina, induzida pela elevação do pH do conteúdo gás- trico.
Os antiácidos podem ser absorvidos e o grau de absorção justifica a sua classificação em sisté- micos e não sistémicos. Os sistémicos podem produzir alterações do equilíbrio ácido-base (alcalose metabólica) por absorção de catiões. Os antiácidos não sistémicos dão origem, no intestino, a compostos básicos insolúveis, não absorvíveis.
O bicarbonato de sódio é exemplo típico de antiácido sistémico que, ao neutralizar a acidez gástrica, poupa bicarbonato intestinal que pode ser absorvido. Em condições homeostáticas o excesso de bicarbonato é excretado pelo rim, alcalinizando a urina e mantendo o equilíbrio ácido-base.
– alteração do pH plasmático – a ligação às proteínas plasmáticas pode ser alterada na alcalose;
– adsorção – os antiácidos que contêm cálcio, magnésio e alumínio podem adsorver fárma- cos como a tetraciclina, anticolinérgicos, clo- ropromazina, dificultando a sua absorção. Estas interacções podem ter significado clínico quando os antiácidos são prescritos para preve- nir ou tratar efeitos dispépticos ou ulcerogénicos de outros fármacos (PAS, antibióticos, corticos- teróides, etc,), em doentes submetidos a poli- pragmasia por outras razões.
É difícil indicar uma escolha racional entre tantos antiácidos. Embora seja possível promo- ver a cicatrização de úlceras utilizando exclusi- vamente antiácidos (a neutralização contínua de acidez gástrica é então o alvo), esse não é o objectivo da terapêutica, pelo custo em efeitos indesejáveis e incomodidade, que implica. O seu uso deve restringir-se ao controlo sintomático (da dor), recomendando-se a sua prescrição 1 e 3 horas após as refeições e ao deitar, ou em fun- ção das manifestações sintomáticas.
As preparações liquidas ou em pó, são mais eficazes do que os comprimidos, provavelmente por se dispersarem mais rapidamente.
Os mais eficazes (bicarbonato de sódio, car-
bonato de cálcio) têm as limitações já descritas.
O óxido e o hidróxido de magnésio actuam rapi- damente mas podem determinar diarreia (são úteis como laxantes). Outras (trisilicato de mag-
nésio, gel de hidróxido de alumínio, sais de bis- muto, etc.) são menos eficazes, mas também ori-
ginam menos efeitos indesejáveis.
Frequentemente estão comercializados em associação em dose fixa que poderão justificar- -se quando uma componente tem efeitos laterais correctores dos de outra componente (por exem- plo efeito laxante do sal de magnésio versus efeito obstipante do sal de alumínio).
Antiácidos
■CARBONATO DE CÁLCIO
+ ÓXIDO DE MAGNÉSIO + BELADONA Indicações, reacções adversas, precauções: Ver
introdução deste subgrupo.
Posologia: 1 colher de chá uma a três horas após
as refeições e ao deitar, ou em função das manifestações sintomáticas.
SERVETINAL PÓ
Salusif; pó para. susp. oral; 76 + 76 + 6,7; 80 g;
249$00 (3$10); 0%. •
■CARBONATO DE (BI, CA, MG, NA) + SILICATO DE ALUMÍNIO
Indicações, reacções adversas, precauções: Ver
introdução deste subgrupo.
Posologia: 1 colher de chá uma a três horas após
as refeições e ao deitar, ou em função das manifestações sintomáticas,
GASTROPLEX PÓ
Codilab; pó para susp. oral; 790 + 160; 80 g;
250$00 (3$10); 0%. •
■HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO + HIDRÓXIDO DE MAGNÉSIO + SIMETICONE
Indicações, reacções adversas, precauções: Ver
introdução deste subgrupo.
Posologia: 1 comprimido 1 a 3 horas após as
refeições e ao deitar, ou em função das mani- festações sintomáticas.
MAALOX PLUS
Rhone Poulenc; comprimidos; 200 + 200 + + 25; 20;
330$00 (16$50); 0%.
MAALOX PLUS
Rhone Poulenc; comprimidos; 200 + 200 + + 25; 60;
815$00 (13$60); 0%. •
■HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO + HIDRÓXIDO DE MAGNÉSIO
Indicações, reacções adversas, precauções: Ver
introdução deste subgrupo.
Posologia: Mastigar 1 a 2 comprimidos ou inge-
rir 1 a 2 carteiras de suspensão oral, 1 a 3 horas após as refeições e ao deitar, ou em fun- ção das manifestações sintomáticas.
RIOPAN
BYK Portugal; comprimidos; 800; 20; 645$00 (32$30); 40%.
RIOPAN
BYK Portugal; comprimidos; 800; 50; 1 220$00 (24$40); 0%.
RIOPAN
BYK Portugal; suspensão oral; 800; 20 ml;
1 162$00 (58$10); 0%. •
177
178 Capítulo 6 | 6.3. Modificadores da secreção gástrica
A cimetidina e análogos antagonizam os três secretagogos endógenos, histamina, gastrina e acetilcolina.
A cimetidina é um inibidor potente da secre- ção ácida basal e nocturna, diminuindo a con- centração hidrogeniónica e o volume de suco gástrico. É excretada por via renal, cerca de 50 a 70% não metabolizada, em 24 horas.
Em insuficientes renais a semi-vida é prolon- gada, sendo necessária a redução posológica.
Após ministração endovenosa pode ocorrer hiperprolactinemia. Estão descritos casos de ginecomastia.
É frequente a elevação da creatinina no soro. Em doentes idosos com insuficiência renal e para doses elevadas, há risco de agitação, confu- são mental e coma.
A ranitidina tem maior actividade, peso por peso, do que a cimetidina, determinando a inibi- ção mais prolongada da secreção ácida.
Com a ranitidina não se têm observado esta- dos de confusão, agitação e delírio, descritos para a cimetidina em insuficientes renais e em doentes idosos. Não se têm verificado efeitos antiandrogénicos nem antidopaminérgicos, não determinando ginecomastia, disfunção sexual, nem aumento da prolactina.
A cimetidina interactua com anticoagulantes orais, com o diazepam, a fenitoína, a teofilina e o propranolol por inibição de enzimas oxidati- vas dos microssomas hepáticos, ligando-se ao citocromo P450. A ranitidina, a famotidina e a
nizatidina não inibem o metabolismo oxidativo
hepático P450.
A famotidina é um bloqueador dos receptores
H2mais potente que a ranitidina e com longa
duração de acção. Na posologia de 40 mg à noite a sua eficácia é semelhante. Aparentemente não interactua com fármacos metabolizados por enzimas oxidativas.
A nizatidina é semelhante à ranitidina.
■CIMETIDINA
Indicações: Úlcera péptica, gastrite, duodenite,
esofagite de refluxo, síndroma de Zollinger Ellison.
Reacções adversas: Ver introdução deste sub-
grupo.
Interacções: Ver introdução deste subgrupo. Posologia: Cicatrização de úlcera péptica: 400
mg, 2 vezes/dia, ao pequeno almoço e ao dei- tar (se necessário 800 mg, 2 vezes ao dia)
Esofagite de refluxo: 400 mg, 2 vezes/dia, ao
pequeno almoço e ao deitar (se necessário 800 mg, 2 vezes ao dia).
Prevenção de recidiva: 400 mg/dia, ao deitar.
6.3. Modificadores da secreção gástrica
6.3.1. Anticolinérgicos
A secreção gástrica é modulada por inervação colinérgica. Os anticolinérgicos clássicos não têm interesse no tratamento da úlcera péptica por serem pouco eficazes e determinarem uma incidência elevada de efeitos indesejáveis. É igualmente de evitar o uso de associações em dose fixa, de anticolinérgico com ansiolítico ou sedativo, por não permitirem individualização da dose.
Após a identificação de subtipos de recepto- res muscarínicos no tubo digestivo (tipo M1) tentou dissociar-se os efeitos terapêuticos dos efeitos anticolinérgicos indesejáveis usando fár- macos selectivos para esta subpopulação de receptores. A pirenzepina e a telenzepina são fár- macos deste grupo.
A pirenzepina passa mal a barreira hematoen- cefálica. Inibe a secreção ácida com doses meno- res do que as necessárias para determinar efeitos anticolinérgicos sistémicos. Não está contraindi- cada em doentes com hipertrofia prostática ou glaucoma.
Os efeitos adversos mais frequentes raramente impõem suspensão do tratamento (secura de boca, visão enevoada, obstipação, diarreia, cefa- leias, confusão mental). A incidência de visão enevoada é dependente da dose (1% na posolo- gia de 100 mg/dia, 5,6% na posologia de 150 mg/dia).
■PIRENZEPINA
Indicações: Úlcera péptica, gastrite, duodenite. Reacções adversas e contra-indicações: Ver
introdução deste subgrupo.
Posologia: 50 mg, 2 vezes/dia, antes das refei-
ções, por um período de 4 a 8 semanas.
GASTROZEPINA Unilfarma; comprimidos; 50; 20; 1923$00 (96$20); 70%. GASTROZEPINA Unilfarma; comprimidos; 50; 60; 4802$00 (80$00); 70%. •
6.3.2. Bloqueadores dos receptores H
2da histamina
O bloqueio dos receptores H2da célula parie-
CIM
Inst. Luso-Fármaco; comp. efervescentes; 800; 30;
9 026$00 (300$90); 70%.
CIM
Inst. Luso-Fármaco; comprimidos; 200; 20; 1 861$00 (93$10); 70%.
CIM
Inst. Luso-Fármaco; comprimidos; 200; 60; 4 643$00 (77$40); 70%.
CIM
Inst. Luso-Fármaco; comprimidos; 400; 60; 8 688$00 (144$80); 70%.
CIM
Inst. Luso-Fármaco; comprimidos; 800; 28; 8 847$00 (316$00); 70%.
CIM
Inst. Luso-Fármaco; sol. injectável; 200; 6; 964$00 (160$70); 70%.
EVICER
Sanofi Winthrop; comprimidos; 200; 60; 4567$00 (76$10); 70%.
EVICER
Sanofi Winthrop; comprimidos; 400; 60; 7 002$00 (116$70); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; comprimidos; 200; 20; 1 836$00 (91$80); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; comprimidos; 200; 60; 4 577$00 (76$30); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; comprimidos; 400; 60; 8 838$00 (147$30); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; comprimidos; 800; 28; 8 428$00 (301$00); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; pó para susp. oral (cart); 400; 20;
2 844$00 (142$20); 70%.
TAGAMET
Smith Kline & French; sol.injectável; 200; 6; 959$00 (159$80); 70%.
ULCERIDINE
Lab. Normal; cápsulas; 200; 20; 1 865$00 (93$20); 70%.
ULCERIDINE
Lab. Normal; cápsulas; 200; 60; 4652$00 (77$50); 70%.
ULCERIDINE
Lab. Normal; cápsulas; 400; 60;
8558$00 (142$70); 70%. •
■RANITIDINA
Indicações: Úlcera péptica, esofagite de refluxo,
síndroma de Zollinger Ellison.
Reacções adversas: Ver introdução deste subgrupo. Interacções: Ver introdução deste subgrupo. Posologia: Úlcera péptica: A dose habitual é de
300 mg/dia (em duas tomas de 150 ou toma única de 300 mg à noite) 4 a 6 semanas. Em casos excepcionais pode usar-se 600 mg/dia.
Esofagite de refluxo: 150 mg/duas vezes ao
dia; a posologia pode ser aumentada até 1200 mg/dia, em quatro tomas de 300 mg.
Síndroma de Zollinger-Ellison: dose variável
podendo ir até 6 gramas/dia.
Prevenção de recidiva de úlcera: 150 mg/dia,
à noite. GASTRIDINA Medibial; comprimidos; 150; 20; 4 775$00 (238$80); 70%. GASTRIDINA Medibial; comprimidos; 150; 60; 12 227$00 (203$80); 70%. GASTRIDINA Medibial; comprimidos; 300; 30; 12 227$00 (407$60); 70%. GASTROLAV
Lab. Vitória; comprimidos; 150; 20; 4 910$00 (245$50); 70%.
GASTROLAV
Lab. Vitória; comprimidos; 150; 60; 12 335$00 (205$60); 70%. GASTROLAV 300 Lab.Vitória; comprimidos; 300; 30; 12 398$00 (413$30); 70%. PEP-RANI Medinfar; comprimidos; 150; 20; 3 738$00 (186$90); 70%. PEP-RANI Medinfar; comprimidos; 150; 60; 9035$00 (150$60); 70%. PEP-RANI
Lab. Medinfar; comprimidos; 300; 60; 14 047$00 (234$10); 70%. PEPTAB Biofarma; comprimidos; 150; 20; 4 967$00 (248$40); 70%. PEPTAB Biofarma; comprimidos; 150; 60; 12 481$00 (208$00); 70%. PEPTAB Biofarma; comprimidos; 300; 20; 5 546$00 (277$30); 70%. PEPTAB Biofarma; comprimidos; 300; 60 14 047$00 (234$10); 70%. PEPTIFAR Tecnimede; comprimidos; 150; 10 14 12$00 (141$20); 70%. PEPTIFAR Tecnimede; comprimidos; 150; 60; 6 360$00 (106$00); 70%. 179
PEPTIFAR Tecnimede; comprimidos; 300; 30; 7 944$00 (264$80); 70%. PEPTIFAR Tecnimede; comprimidos; 300; 60; 13 026$00 (217$10); 70%. QUARDIN
Mepha; comp. revestidos; 150; 20; 2 359$00 (118$00); 70%.
QUARDIN
Mepha; comp. revestidos; 150; 60; 6 085$00 (101$40); 70%.
RAN
Helsinn; comp. revestidos; 150; 20; 3 859$00 (193$00); 70%.
RAN
Helsinn; comp. revestidos; 150; 60; 9 655$00 (160$90); 70%.
RAN
Helsinn; comp. revestidos; 300; 60; 22 386$00 (373$10); 70%.
RANITINE
Pentafarma; comp. revestidos; 150; 20; 3 859$00 (193$00); 70%.
RANITINE
Pentafarma; comp. revestidos; 150; 60; 10 406$00 (173$40); 70%.
STACER
Lab. Atral; comp. revestidos; 150; 20; 3 859$00 (193$00); 70%.
STACER
Lab. Atral; comp. revestidos; 150; 60; 10 331$00 (172$20); 70%.
STACER
Lab. Atral; comp. revestidos; 300; 30; 10 331$00 (344$40); 70%.
ULCECUR
Ferring Portuguesa; comp. revestidos; 150; 60;
10 406$00 (173$40); 70%.
ULCECUR
Ferring Portuguesa; comp. revestidos; 300; 60;
13 529$00 (225$50); 70%.
ZANTAC
GlaxoWellcome; comp. revestidos; 150; 20; 4 927$00 (246$40); 70%.
ZANTAC
GlaxoWellcome; comp. revestidos; 150; 60; 12 379$00 (206$30); 70%.
ZANTAC
GlaxoWellcome; comp. revestidos; 300; 30; 12 474$00 (415$80); 70%.
ZANTAC
GlaxoWellcome; sol. injectável; 50; 5;
10 27$00 (205$40); 70%. •
■FAMOTIDINA
Indicações: Úlcera péptica, esofagite de refluxo,
síndroma de Zollinger Ellison.
Reacções adversas: Ver introdução deste subgrupo. Interacções: Ver introdução deste subgrupo. Contra-indicações: Ver introdução deste sub-
grupo.
Posologia: Úlcera péptica: 40 mg à noite, quatro
a seis semanas.
Prevenção de recidiva: 20 mg à noite. Esofagite de refluxo: 20 a 40 mg, 2 vezes ao
dia.
Síndroma de Zollinger-Ellison: posologia a
ajustar individualmente podendo ir até 800 mg/dia.
DINUL
Tecnifar; comp. revestidos; 20; 60; 8 104$00 (135$10); 70%.
DINUL
Tecnifar; comp. revestidos; 40; 30; 8 298$00 (276$60); 70%.
DIPSIN
Comp. Portuguesa de Higiene; comprimidos; 20; 20;
2 258$00 (112$90); 70%.
DIPSIN
Comp. P ortuguesa de Higiene; comprimidos; 20; 60;
5 169$00 (86$20); 70%.
DIPSIN
Comp. Portuguesa de Higiene; comprimidos; 40; 30;
4 992$00 (166$40); 70%.
FAMOTIDINA MERCK
Merck Genéricos; comprimidos; 20; 20; 2 421$00 (121$00); 70%.
FAMOTIDINA MERCK
Merck Genéricos; comprimidos; 20; 56; 5 821$00 (104$00); 70%.
FAMOTIDINA MERCK
Merck Genéricos; comprimidos; 40; 28; 5 989$00 (231$90); 70%. FATIDIN Cipan; comprimidos; 20; 10; 1 363$00 (136$30); 70%. FATIDIN Cipan; comprimidos; 20; 60; 6 131$00 (102$20); 70%. FATIDIN Cipan; comprimidos; 40; 30; 6 296$00 (209$90); 70%. GASTOPRIDE
Solvay Farma; comprimidos; 20; 60; 5 483$00 (91$40); 70%.
GASTOPRIDE
Solvay Farma; comprimidos; 40; 30; 5483$00 (182$80); 70%. GASTRIFAM Helsinn; comprimidos; 20; 60; 6 601$00 (110$00); 70%. GASTRIFAM Helsinn; comprimidos; 40; 30; 6 748$00 (224$90); 70%. MENSOMA
Farmoquimica Baldacci; comprimidos; 20; 60;
5 900$00 (98$30); 70%.
MENSOMA
Farmoquimica Baldacci; comprimidos; 40; 30;
5 956$00 (198$50); 70%.
MENSOMA
Farmoquimica Baldacci; comprimidos; 40; 60; 9 761$00 (162$70); 70%. NULCERAN Euro-Labor; comprimidos; 20; 56; 7 569$00 (135$20); 70%. NULCERAN Euro-Labor; comprimidos; 40; 28; 7 751$00 (276$80); 70%. PEPCIDINA
Merck Sharp & Dohme; comprimidos; 20; 56;
9 613$00 (171$70); 70%.
PEPCIDINA
Merck Sharp & Dohme; comprimidos; 40; 28;
9 613$00 (343$30); 70%. •
■NIZATIDINA
Indicações: Úlcera péptica, esofagite de refluxo,
síndroma de Zollinger Ellison.
Reacções adversas: Ver introdução deste sub-
grupo.
Contra-indicações: Ver introdução deste sub-
grupo.
Posologia: Úlcera péptica: 300 mg/dia ao deitar,
ou 150 mg duas vezes por dia, de manhã e à noite, quatro a seis semanas.
Prevenção de recidivas: 150 mg/dia, ao deitar. Esofagite de refluxo: 150 a 300 mg, 2 vezes
ao dia.
NIZAXID
Lilly Farma; cápsulas; 150; 28; 3 750$00 (133$90); 70%.
NIZAXID
Lilly Farma; cápsulas; 300; 28;
7 459$00 (266$40); 70%. •
6.3.3. Derivados benzimidazólicos
Os derivados benzimidazólicos lansoprazol,
omeprazol, pantoprazol, picoprazol, e timopra-
zol inibem a secreção ácida por inibirem a ATPase de H+ e K+ das células parietais do estô- mago (inibição da bomba de protões).
O omeprazol, o mais potente, acumula-se nas células parietais determinando uma inibição pro- longada, superior a 24 horas, da secreção ácida. É eficaz numa toma única diária, na posologia de 20 a 40 mg/dias. A incidência de efeitos late- rais é muito baixa.
A dose usual de lansoprazol é de 300 mg uma vez por dia. A sua semivida é significativamente prolongada nos doentes com hepatite e cirrose hepática.
O omeprazol potencia os efeitos da varfarina, da fenitoína, do diazepam, reduz a absorção do cetoconazol e do itraconazol, aumenta as con- centrações plasmáticas do tacrolimus e dos digi- tálicos. O lanzoprazol pode acelerar a metaboli- zação de contraceptivos orais. Não têm sido des- critas interacções com o pantoprazol.
No tratamento da úlcera duodenal verifica-se uma cicatrização mais rápida com o omeprazol
do que com os bloqueadores H2. Há assim dife-
renças significativas nas percentagens de cicatri- zação verificadas às duas semanas de tratamento mas que não se mantêm ao fim de 4 semanas. Dado que não existe correlação entre o alívio sintomático da dor e a cicatrização esta diferença não parece ter grande relevo clínico. Por outro lado o risco de recidiva é idêntico após a tera- pêutica com qualquer dos fármacos.
■OMEPRAZOL
Indicações: Úlcera péptica, esofagite de refluxo,
síndroma de Zollinger Ellison.
Reacções adversas: Ver introdução deste sub-
grupo.
Contra-indicações: Ver introdução deste sub-
grupo.
Posologia: Úlcera péptica: 20 mg/dia uma toma
única 4 a 6 semanas.
Esofagite de refluxo: 20 a 40 mg/uma vez por
dia.
Síndroma de Zollinger-Ellison: doses variá-
veis, até 120 mg/dia.
Doses superiores a 60 mg/dia, devem ser frac- cionadas em 2 tomas diárias.
GASEC
Mepha; cápsulas; 20; 14; 4 666$00 (333$30); 70%.
181
GASEC
Mepha; cápsulas; 20; 28; 8 568$00 (306$00); 70%.
LOSEC
Astra Portuguesa; cápsulas; 20; 14; 7 560$00 (540$00); 70%.
LOSEC
Astra Portuguesa; cápsulas; 20; 28; 13 596$00 (485$60); 70%. MEPRAZ Farmoz; cápsulas; 20; 30; 10 021$00 (334$00); 70%. MEPRAZ Farmoz; cápsulas; 20; 60; 14 374$00 (239$60); 70%. OMEZOLAM Euro-Labor; cápsulas; 20; 14; 6 684$00 (477$40); 70%. OMEZOLAM Euro-Labor; cápsulas; 20; 28; 11 931$00 (426$10); 70%. PRAZENTOL Tecnimede; cápsulas; 20; 30; 10 021$00 (334$00); 70%. PROCLOR Pentafarma; cápsulas; 20; 30; 10 021$00 (334$00); 70%. PROCLOR Pentafarma; cápsulas; 20; 10; 3 195$00 (319$50); 70%. PROCLOR ER Pentafarma; cápsulas; 20; 60; 15 423$00 (257$00); 70%. PROTON
Lab. Medinfar; cápsulas; 20; 14; 6 490$00 (463$60); 70%.
PROTON
Lab. Medinfar; cápsulas; 20; 28;
11 734$00 (419$10); 70%. •
■PANTOPRAZOL
Indicações: Ver introdução deste subgrupo. Reacções adversas: Ver introdução deste sub-
grupo.
Contra-indicações: Ver introdução deste sub-
grupo.
Posologia: Úlcera péptica: 40 mg/dia uma toma
única 4 a 6 semanas.
Esofagite de refluxo: 20 a 40 mg/uma vez por
dia.
Síndroma de Zollinger-Ellison: doses variá-
veis, até 120 mg/dia.
Doses superioes a 60 mg/dia, devem ser frac- cionadas em 2 tomas diárias.
APTON
BYK Portugal; comp. revestidos; 40; 14; 5 355$00 (382$50); 70%.
APTON
BYK Portugal; comp. revestidos; 40; 28; 9 640$00 (344$30); 70%.
PANTOC
BYK Portugal; comp. revestidos; 40; 14; 5 355$00 (382$50); 70%.
PANTOC
BYK Portugal; comp. revestidos; 40; 28; 9 640$00 (344$30); 70%.
ZURCAL
Novartis Farma; comp. revestidos; 40; 14; 5 355$00 (382$50); 70%.
ZURCAL
Novartis Farma; comp. revestidos; 40; 28;
9 640$00 (344$30); 70%. •
6.3.4. Prostaglandinas
As prostaglandinas E1 e E2 têm efeito anti- secretor e exercem funções na prevenção de lesões erosivas de antiinflamatórios não esterói- des (aumentam o fluxo sanguíneo da mucosa, estimulam a secreção do muco e bicarbonato). Os seus análogos metilados, absorvíveis por via oral têm também efeito antisecretor e de preven- ção de hemorragia gastroduodenal em doentes tratados com AINES e aceleram a cicatrização de úlcera gástrica e duodenal. Entre nós apenas está disponível o misoprostol.
A sua inegável utilidade e eficácia clínica é limitada pelos efeitos adversos (diarreia, cólicas uterinas, meno e metrorragias, risco de provoca- rem abortamento).
A sua utilização poderia estar preferencial-