Instituto Garcia Neto
131 Figura 18 – Organigrama do IGN em
4.4. O Corpo Docente
No Instituto Normal Garcia Neto, no ano lectivo de 1985/ 1986 as aulas iniciaram-se a 1 de Outubro de 1985 divididas em dois semestres. O 1º semestre foi de 1 de Outubro de 1985 a 15 de Fevereiro de 1986 e o 2º semestre foi de 1 de Maio a 26 de Julho de 1986, data do encerramento do ano lectivo
Neste ano o instituto funcionou com o corpo docente diversificado e qualificado de diferentes nacionalidades entre Angolanos, Cubanos, Búlgaros, Congoleses, Zairenses, Portugueses, Checoslovacos, Britânicos e Alemãs, numo total de 52 (cinquenta e dois) professores, entre efectivos e colaboradores que apresentamos por números no quadro nº24 (cf. Anexo 4.01).
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Neste período em Angola o número de professores habilitados para trabalharem nas instituições de ensino médio era muito reduzido no caso do Instituto Garcia Neto na pesquisa efectuada verificamos que a maioria dos docentes que leccionavam foi estrangeiro de várias nacionalidades com referência para os docentes Cubanos numa percentagem de 38,46% e Búlgaros 21,15% ao comparamos os docentes Angolanos 17,30%, e entre outras tais como: Congoleses 9,61%, Britânicos 3,84%, Checoslováquia 1,92%, D.Alemanha 1,92%, Portugueses 3,84%, Zairense 1,92%.
No ano lectivo de 1988/1989, o corpo docente era heterogéneo e constituído por 73 (setenta e três) técnicos profissionais do ensino representados por 8 (oito) nacionalidades distribuídas por 15 (quinze) disciplinas, entre Angolanos e Estrangeiros.
Apresentamos o quadro com as disciplinas leccionadas e o número de professores por nacionalidades de cada disciplina.
Quadro nº 25: Professores e disciplinas leccionadas no ano lectivo de
1988/1989
Fonte: AIGN, Relatório de 1988/1989
Neste ano o instituto tinha 18 salas de aulas com 34 turmas, repartidas em 34 directores de turma e 14 coordenadores de disciplinas.
No Instituto Médio Normal Garcia Neto, no ano lectivo de 1989/ 1990, o corpo docente era constituído por 74 (setenta e quatro) professores nas quais se contavam colaboradores e estrangeiros, na sua maioria de varias nacionalidades.
Neste ano lectivo, o instituto registou a falta de professores de Língua Portuguesa, de Educação Física com suficiente experiência para assegurar as metodologias do 1º nível e de outras disciplinas com base na realidade angolana. Constituiu grave problema para o aproveitamento e resultado dos
Nacionalidade Matemática Psicologia Geografia Quimica Biologia Português Francês Inglês Eduacaçao Física Física Pré-Escolar Pedagogia Filosofia Economia políticaHistória Total
Angolana 4 1 3 2 3 3 4 1 1 1 3 4 30 Bulgaro/a 2 1 1 1 1 1 2 1 3 3 1 1 18 Britânico 1 1 Cubano 2 1 1 1 2 2 1 3 13 Congoleses 4 1 5 Portugueses 3 3 Vietnamita 1 1 Zairenses 1 1 2 Total 8 4 5 4 6 6 5 8 3 4 5 9 1 1 4 73
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alunos, tendo em conta os objectivos reais da instituição na formação de formadores.
Os professores de outras nacionalidades apresentavam diferenciação no tratamento com os alunos e nível de maior exigência nas disciplinas leccionadas, devido aos seus problemas com a língua.
Foi nesta época que se verificou um maior número de quadros angolanos (professores) que abandonaram o ensino, em busca de melhores condições de trabalho e vida (salário).
No ano de 1991/1992 cerca de 92 (noventa e dois) professores integraram o quadro docente do Instituto Médio Normal Garcia Neto, dos quais 63 (sessenta e três) de nacionalidade angolana e 29 (vinte e nove) de diversas nacionalidades.
Apresentamos o quadro nº26 específico da distribuição dos professores por nacionalidades e actividades desenvolvidas (cf. Anexo 4.02).
Durante o ano lectivo o corpo docente foi diversificado por nacionalidades em que a maior representação de professores 68,47% Angolanos entre Búlgaros 9,78%,Congoleses 6,52%, Portugueses 6,52%, Alemanha 3,26%, em comparação as nacionalidades de Cabo Verde, Espanhola, Francês, Zairense, foi de 1,08% foram as que tiveram menor presença no instituto.
Em 1994/ 1995 o corpo docente do Instituto Médio Normal Garcia Neto foi constituído por 17% de angolanos e estrangeiros distribuídos por nacionalidades; 4 Alemãs, 1 Búlgaro, 1 Francês, 6 Portugueses e 3 Vietnamitas.
Os docentes trabalhavam na sua maioria em regime integral, no entanto, na especialidade de Educação de Infância, Biologia, Instrução Primária e a disciplina de Pratica Pedagógica eram colaboradores.
No ano lectivo de 1997/1998 o Instituto Médio Normal Garcia Neto foi repartido em núcleos nas diferentes escolas do 2ºe 3º nível em virtude da entrega das instalações do colégio Ex. São José de Cluny. Os núcleos foram distribuídos nas escolas do 1º de Maio, Ngola Kanini, Ngola Kiluanje e Juventude em Luta. Durante este período, o turno da manhã funcionou com 5 turmas e 4 salas e o turno da tarde com 4 turmas na escola 1ºde Maio.
A escola Ngola Kanini, funcionou com 6 turmas e 4 salas no turno da manhã e 5 turmas no turno da tarde. A escola Ngola Kiluanje funcionou com 5 turmas e
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4 salas de manhã e 5 turmas de tarde, 16 turmas de noite. A escola Juventude em Luta funcionou com 3 turmas e 2 salas de manhã e 2 turmas de tarde.
Neste período, o corpo docente do Instituto Médio Normal de Educação Garcia Neto foi aumentado em 10 licenciados angolanos provenientes da Republica de Cuba; A composição do corpo docente variava entre Doutores (cooperantes), licenciados e bacharéis formados pelo ISCED, Faculdade de Ciências totalizando assim 115 (cento e quinze) professores neste ano lectivo. (AIGN. Relatório anual de 1997/1998. Luanda.)
No ano lectivo de 1999/2000 o corpo docente foi heterogéneo e multidisciplinar e devido à complexidade e às divisões de currículos em diferentes especialidades, os professores foram distribuídos em 4 secções: Ciências Exactas englobavam (Matemática, Física, Biologia, Química), Ciências Sociais (Historia, Geografia, Economia e Filosofia), Psicopedagogia (Psicologia, Pedagogia e Educação Física) e Educação Primária. Neste período foram organizados em secções, para possibilitar um melhor entrosamento entre as diferentes especialidades ministradas. O corpo docente era composto por 102 professores efectivos e 11 professores colaboradores a composição constante no quadro 27.
No ano lectivo de 2000 o corpo docente era constituído por 101 professores efectivos e 8 colaboradores, distribuídos em diferentes especialidades e foram repartidos em 4 secções: Ciências Exactas englobavam (Matemática, Física, Biologia, Química), Ciências Sociais (Historia, Geografia, Economia e Filosofia), Psicopedagogia (Psicologia, Pedagogia, Sociologia e Educação Física), Educação Primaria e Letras (Português, Inglês e Francês. (AIGN. Relatório anual de 2000. Luanda.).
O corpo docente do Instituto Médio Normal Garcia Neto, no ano lectivo de 2001, foi composto por 98 efectivos e 8 colaboradores. Estes foram distribuídos em 4 secções como: Ciências Exactas (Matemática, Física, Biologia, Química), Ciências Sociais (Historia, Geografia, Economia e Filosofia), Psicopedagogia (Psicologia, Pedagogia, Sociologia e Educação Física), Educação Primáaria e Letras (Português, Inglês e Francês. (AIGN. Relatório anual de 2001. Luanda.)
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Quadro nº 27: Distribuição de professores por disciplina e habilitações
literárias ano lectivo de 1999/2000
Licenciados Bacharéis
Disciplina Com FP Sem FP Com FP Sem FP Colaboradores Total
Biologia 9 1 10 Eco/Filosofia 3 3 Edu Física 3 3 Edu Primaria 8 1 1 10 Física 4 2 1 1 1 9 Francês 3 4 2 9 Geografia 8 2 1 11 História 8 1 9 Inglês 7 3 10 Matemática 5 5 1 1 12 Português 2 4 3 1 10 Psico/Pedagogi a 2 7 1 10 Química 5 2 7 Total 38 2 48 14 11 113
Fonte: AIGN. Relatório anual de 1999/2000. Luanda.
No ano lectivo de 2002 o corpo docente foi composto por cerca de 108 professores entre eles Licenciados, Bacharéis e colaboradores conforme a composição seguinte:
Durante o ano lectivo de 2003 o Instituto Médio Normal Garcia Neto funcionou com um corpo docente composto por 112 professores, entre Licenciados e Bacharéis, bem como colaboradores que fizeram parte do mesmo. Funcionaram nos turnos da manha 41 tarde 40 e noite 31. (AIGN. Relatório anual de 2003. Luanda.)
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Quadro nº 28: Professores licenciados e bacharéis do ano lectivo de 2002
Disciplina Licenciados Bachareis
Com FP Sem FP Com FP Sem FP Colaboaradores Total
Biologia 8 1 1 10 Eco/Filosofia 1 1 2 Edu Física 1 1 2 Física 6 2 8 Francês 1 7 1 9 Geografia 5 3 1 9 História 9 9 Inglês 2 7 2 11 Matemática 7 3 1 11 Português 1 11 2 4 18 Psico/Pedagogia 3 6 1 2 12 Química 6 1 7 Total 41 50 4 13 108
Fonte: Arquivo do IGN. Relatório Anual de 2002. Legenda: F.P = Formação Pedagógica.
No ano lectivo de 2004 o corpo docente foi distribuído por doze coordenações no total de 107 professores e 8 colaboradores entre 48 licenciados, 49 bacharéis e 1 técnico médio conforme a composição referida pelo quadro 29. Durante o ano lectivo, os professores tiveram a carga horária de 17 tempos lectivos, distribuídos por coordenações de disciplina. As coordenações dos cursos de Língua Portuguesa, Matemática, Física, e Geografia devido a existência de um número elevado de alunos, obrigou os professores e coordenadores de disciplina a sofrerem uma sobrecarga de horário, sobretudo na cadeira de práticas pedagógicas. As turmas tiveram um número de alunos entre quarenta a sessenta e dois o que levou os professores a sofrerem uma forte pressão durante os momentos de avaliação, planificação das actividades e atendimento as particularidades individuais dos alunos. (AIGN. Relatório anual de 2004. Luanda.).
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Quadro nº 29: Professores efectivos e colaboradores 2004 Disciplina Efectivo Colaborador Total
Biologia 11 11 Eco/Filosofia 4 4 Edu Física 2 2 Física 10 10 Francês 7 1 8 Geografia 7 7 História 8 8 Inglês 8 5 13 Matemática 11 11 Português 15 2 17 Psico/Pedagogia 9 9 Química 7 7 Total 90 17 107
Fonte: AIGN, Relatório anual de 2004
Durante o ano lectivo de 2005 o Instituto Médio Normal Garcia Neto funcionou com o corpo docente de 97 professores entre eles Licenciados e Bacharéis que funcionaram em 3 turnos, 29 no turno da noite, 34 e 33 nos turnos da manha e tarde. (AIGN. Relatório anual de 2005. Luanda.)
No ano lectivo de 2006, a Escola de Formação de Professores do 2º Ciclo do Ensino Secundário nº 3031 Garcia Neto, funcionou com 96 professores entre licenciados e bacharéis, com 28 no turno da noite e os turnos da manhã e tarde 36 e 37.
A carga horária dos professores foi elaborada com base no despacho 12/04 do Ministério da Educação, tendo em conta a relação número de professores, disciplinas e número de alunos por turmas, no qual cada coordenação de disciplina, originou que os professores tivessem um horário de 15 a 20 tempos, muito embora algumas coordenações de disciplina funcionassem com sobrecarga de horários para alguns professores. (AIGN. Relatório Anual de 2006. Luanda.).
A Escola de Formação de Professores do 2º Ciclo do Ensino Secundário nº 3031 Garcia Neto, no ano lectivo de 2007, funcionou com 99 professores, entre licenciados e bacharéis, distribuídos por turnos. No turno da noite funcionaram
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28 professores e nos turnos da manhãa e tarde 39 e 32. (AIGN. Relatório Anual de 2007. Luanda.).
No ano lectivo de 2008 a Escola de Formação de Professores do 2º Ciclo do Ensino Secundário nº 3031 Garcia Neto, funcionou com 97 professores, 3 turnos da manhã, tarde e noite, 50 directores de turma. (AIGN. Relatório Anual de 2008. Luanda.)
Em 2009 o corpo docente foi composto por 102 professores, distribuídos em 13 coordenações de disciplina com uma carga horária que variava entre os 15 a 21 tempos por semana, de acordo com o despacho de 12/01/04 do Ministério da Educação, repartidos em 3 turnos e funcionaram em 46 turmas das quais 15 no período da manhã, 16 no período da tarde e 15 no período da noite. (AIGN. Relatório Anual de 2009. Luanda.).
A reflexão mostrou que a evolução da nomenclatura e dos objectivos da criação consistiram na formação de professores. No entanto o IGN passou a receber alunos que terminavam o 3º nível (8ª classe). Tornou-se numa escola de ensino médio, que formava alunos, para o seu ingresso na Universidade ou seja, pela lei, a escola estava a desvirtuar os objectivos para os quais tinha sido criada. Muitos dos alunos que foram formados no IGN, seguiam ora para as faculdades de medicina e ciências e outros, faziam qualquer outro curso na universidade que estivesse relacionado com algum feito no IGN. Foi no entanto, ainda assim, um período de reflexão no Med, durante o qual os objectivos da escola passavam pela definição e designação.
Deixou de ser chamada por INE, IMN, e passou para o nome de “Escola de Formação de Professores do 2º Ciclo do Ensino Secundário, Nº 3031 Garcia Neto”. Em termos de crescimento do corpo docente do instituto tomamos como referencia o ano lectivo de 1985/1986.
Durante este período do ano lectivo de 1985/1986 o corpo docente angolano foi bastante reduzido 17,30% em relação ao corpo docente estrangeiro 38,46% cubanos e 21,15% búlgaros se tivermos em conta as perecentagens apresentadas pelo facto de a maioria dos angolanos não possuírem a habilitação exigida para leccionarem no instituto.
Mais tarde em 1991 face as mudanças políticas, económicas e sociais os professores de origem cubana terminarem a sua missão em Angola de
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cooperantes, o instituto funcionou com o número mais elevado de professores angolanos.
O anos lectivo de 1994/95 foi o ano que o instituto contou com o corpo de colaboradores nas especialidade de, Educação de Infância, Biologia, Instrução Primária e a disciplina de Pratica Pedagógica.
A evolução social angolana ao longo desses anos lectivos registou o aumento do número de professores angolanos, em que no ano lectivo de 1999/2000 o corpo docente no instituto passou a ser representado por angolanos formados na Universidade Agostinho Neto e outros formados em Cuba, permitiu maior responsabilização e aproveitamento dos quadros nacionais. Ainda este ano foi o ano da divisão do currículo de formação de professores em quatro secções: Ciências Exactas englobavam (Matemática, Física, Biologia, Química), Ciências Sociais (Historia, Geografia, Economia e Filosofia), Psicopedagogia (Psicologia, Pedagogia e Educação Física) e Educação primária.
Ao longo dos anos lectivos a variação do corpo docente em termos de quantidade podemos afirmar que os anos lectivos de 1985/1986 foi o ano com 52 docentes considerado o mais baixo, e o ano de 1997/1998 com 115 docentes entre eles 10 formados na República de Cuba o ano com maior índice de professores.
Ao longo dos anos lectivos registaram-se variações nas áreas de formação curricular, as que tiveram maior formação de professores ao longo do tempo foram as áreas de especialidade de história/ geografia, Biologia/química, matemática/física, e línguas.