1. EXPRESSO DE HOGWARTS
2.1 O feitiço do cinema
O primeiro filme da série Harry Potter foi lançado em 2001, mais de um século após os primeiros passos que desenvolveram a linguagem cinematográfica do modo que o conhecemos hoje em dia. Aqui nos é importante compreender este percurso pelo qual o cinema passou até o contexto atual, em que a série cinematográfica de Rowling foi inserida.
O cinema vivenciou várias mudanças desde as primeiras ideias de que o poderia vir a se tornar e continua, atualmente, em transformações constantes. Vale ressaltar, entretanto, que a origem do cinema deu-se por conta de importantes passos de descobertas e necessidades do homem em séculos anteriores.
Precedente aos inventos modernos do homem para o registro de imagens e movimentos, o homem primitivo tinha a necessidade de fazer seus registros cotidianos, porém com uma limitação de recursos ou instrumentos que pudessem auxiliar o homem para realizá-lo.
Na pré-história, o homem utilizava as paredes de grutas e cavernas para realizar seus registros. Apesar de serem elementos muito simples, com pouca diversidade de cores, formas, detalhes, é possível identificar, na grande maioria, figuras de animais e de pessoas. Muito ainda é questionado a respeito da significação destes elementos, mas acredita-se que essas gravuras e pinturas rupestres representam a cultura dos homens daquela época, as atividades que realizavam em seus cotidianos, como a caça, rituais etc.
Esses registros de ações de movimentos era possível graças à configuração das imagens distribuídas nas paredes com a luz e sombras dentro das cavernas. Aqui há a primeira necessidade de o homem gravar algo, ainda que somente pelo uso de imagens.
A respeito, Wachtel reflete:
os artistas do Paleolítico tinham os instrumentos do pintor, mas olhos e a mente do cineasta. Nas entranhas da terra, eles construíam
imagens que parecem se mover, imagens que 'cortavam' para outras imagens ou dissolviam-se em outras imagens, ou ainda podiam desaparecer e reaparecer. (1993, p. 140).
Posteriormente, as pinturas do antigo Egito ganhavam formas por esculturas e ilustrações bidimensionais. Os traços dos desenhos eram mais bem definidos, havia diversidade nas cores e formas, os elementos apresentavam simetria. As pinturas, distribuídas em espaços arquitetônicos importantes para aquela civilização, tinham o caráter simbólico, remetendo ao plano místico da pós-morte.
Com a mesma necessidade de gravar eventos e atividades cotidianas e culturais, outros povos também deixaram seus registros, cada qual com suas características e peculiaridades. Assim, o povo antigo que habitou a ilha grega de Creta deixou para a humanidade um grande sítio arqueológico com diversos afrescos, ou seja, gravuras em gesso, nas paredes, que apresentavam uma antiga civilização em atividades com animais.
Outro registro antigo que merece destaque é a Tapeçaria de Bayeux, que mostra não apenas um evento específico, mas um episódio da Normandia do século XI. As imagens no grande tapete narram o período histórico da Batalha de Hastings, que cravou uma luta pelo poder entre o exército franco-normando de Guilherme II e o exército inglês do rei Haroldo II. A tapeçaria não apenas ilustra o episódio da batalha, mas o seu prelúdio e prólogo.
Imagem 18: Visitantes no Musée de la Tapisserie de Bayeux, onde a Tapeçaria de Bayeux se
encontra na Normandia. Nota-se a disposição das imagens na tapeçaria como uma narrativa. Disponível em: https://bordadologia.files.wordpress.com/2014/10/bayeux-tapestry-museum-
bordadologia-002.jpg. Acesso em 11.05.2016.
Imagem 19: Extrato da Tapeçaria de Bayeux. Disponível em:
https://bordadologia.files.wordpress.com/2014/10/tapec3a7aria-bayeux-histc3b3ria-bordadologia- 006.jpg. Acesso em 11.05.2016.
Se compararmos a parâmetros atuais, a Tapeçaria de Bayeux aproxima-se ao que conhecemos como storyboard no cinema, um conjunto de cenas que compõem uma narrativa por meio de uma sequência de imagens, geralmente utilizadas para pré- visualizar um filme. A seguir temos um fragmento do storyboard original, ainda em
fase de desenho, do quinto filme da saga Harry Potter, ilustrando a primeira cena do longa:
Imagem 20: Modelo de storyboard da primeira cena do filme Harry Potter e a Ordem da Fênix. Disponível em: https://samturner01.files.wordpress.com/2014/10/fullsizerender.jpg. Acesso em
11.05.2016.
É importante ressaltar, novamente, a necessidade que o homem tinha (e mantém até hoje) de registrar a realidade, ou seja, o cotidiano, a cultura e para fins de entretenimento e que, com o passar dos anos, os recursos e instrumentos para realizar estes registros sofreram alterações, porque a necessidade do homem foi ficando maior, ainda mais com a procura de não realizar registros e formas narrativas totalmente estáticas, mas com movimentos e dinamicidade.
Carrière traz uma reflexão que nos permite compreender um dos propósitos do cinema:
Inicialmente, o que surpreendia as pessoas quanto ao cinema era a capacidade deste de reproduzir a realidade. [...] No cinema, tudo parece simples. Para descrever, basta fazer a câmera funcionar. Mas para descrever o quê? A realidade? Uma imagem achatada da realidade? [...] Na qual a realidade é peneirada por uma rede de palavras, não é mais densa, profunda e, afinal, mais palpável, do que uma vagarosa panorâmica sobre os objetos? (2014, p. 170)
Compreendendo o cinema como uma forma de representação da realidade, logo entendemos que essa é uma forma de registro da realidade, e uma manifestação e/ou representação artística, que o homem desenvolveu com a ajuda de recursos, máquinas especiais que foram sendo descobertas e incrementadas com a evolução da tecnologia de cada época. Estes recursos podem ser apontados mesmo na época pré-cinema, conforme explicita Machado:
A história da invenção técnica do cinema não abrange apenas pesquisas científicas de laboratório ou investimentos na área industrial, mas também um universo mais exótico, onde se incluem ainda o mediunismo, a fantasmagoria ([...] projeções[...]), várias modalidades de espetáculos de massa, os fabricantes de brinquedos e adornos de mesa [...] (1997, p. 15).
Um dos fundamentos mais antigos que podemos compreender como precursor do cinema dá-se com a antiga cultura oriental de jogo de sombras, tratando-se de projeções sobre as paredes que consistiam de recortes manipulados, postos em oposição a um foco de luz, como uma lamparina ou fogueira. As pessoas que geralmente conduziam, propunham algum tipo de narrativa que acompanhasse as figuras projetadas.
Na mesma ideia de projeção sobre superfície que no século XV Leonardo da Vinci idealizou o desenvolvimento da caverna de Platão em Câmara Escura, porém foi Della Posta, no século seguinte, que divulgou estes princípios. Segundo A República de Platão, o mito da caverna é baseado na captação da existência do mundo sensível e do mundo conhecido pela razão. Nesta, homens nascidos prisioneiros
veem projeções das paredes das cavernas em que moram geradas a partir de uma fogueira e com estas sombras acabam por gerar e refletir sobre situações.
Lo Duca articula a questão da caverna de Platão na história do cinema salientando também o teatro de sombras:
[...] a caverna de Platão em câmara escura – Platão descreve perfeitamente uma sala de projeção de sombras chinesas. Surgiu até que reduzisse a um buraquinho a abertura em seu antro [...] Platão, desenvolvendo seu fundo da caverna, teria obtido um filme gigantesco. (LO DUCA, 1949, p. 06)
A Câmara Escura consistia de uma caixa com uma abertura circular pequena coberta por uma lente. Por esta abertura passava-se os raios produzidos por objetos exteriores. Dentro dessa câmara, assim, eram projetadas as imagens invertidas na realidade.
Foi com a contribuição de Athanasius Kirchner, no século XVII, que o oposto foi desenvolvido: as projeções passaram a ser realizadas do lado de fora da caixa a partir de uma vela inserida em seu interior que emitia luz a uma lâmina de vidro com imagens desenhadas. Conhecemos esse mecanismo como Lanterna Mágica.
Com a chegada do século XIX vários inventores desenvolveram novas máquinas que permitiam novos recursos de projeções e movimentação de imagens. Ainda nesse século a fotografia é elaborada, sendo a primeira da história registrada em 1826 por Joseph Nicéphore Niépce, com exposição ao sol de 6 a 8 horas. Com o decorrer dos anos, esse tempo de exposição foi reduzindo e ao final daquele século, em 1888, George Eastman desenvolve o primeiro aparelho fotográfico a filme, permitindo maior acesso à população.
Em 1832 Plateau desenvolve um mecanismo, chamado de Fenacitoscópio, que, quando em movimentos circulares, dá a ilusão de ótica de que a imagem inserida em seu interior está em movimento, promovida pela sucessão de imagens que decorrem uma ação.
Em 1877 Émile Reynaud apresenta o Praxinoscópio, uma máquina circular com imagens em seu interior e uma série de espelhos em seu centro e que, quando em movimento, promove uma ilusão de ótica que faz parecer que as imagens estão sendo sucedidas.
Outro passo que merece destaque é o desenvolvimento do Fuzil Fotográfico por Étienne-Jules Marey disposto ao longo de uma pista de corrida, disparando sucessivamente 24 disparos consecutivos de 24 máquinas diferentes, formando fotografias que registram a ação dos movimentos.
O Cinetoscópio de Thomas Edison (1890) e o Cinematógrafo dos irmãos Lumière (1895) marcaram o fim do século XIX. O primeiro tinha um visor individual, permitindo somente um espectador por vez, exibia uma tira de filmes em looping em seu interior. Edison realizou a produção destes pequenos filmes para exibir em sua máquina dentro de um pequeno estúdio que ficou conhecido como o primeiro da história do cinema do mundo, conhecido como Black Maria. O Cinematógrafo fazia os filmetes e ganhou ampla divulgação. Os irmãos Lumière eram negociantes e fizeram publicidade do que sua máquina era capaz de produzir, fazendo com que em 28 de dezembro de 1895, data de demonstração para o público, ganhasse destaque.
Sabendo das transições pelas quais vários recursos foram desenvolvidos e aprimorados para que chegassem ao cinema mais próximo do que conhecemos hoje, compreendemos que não houve um único precursor ou responsável, conforme ressalta Mascarello:
Não existiu um único descobridor do cinema, e os aparatos que a invenção envolve não surgiram repentinamente num único lugar. Uma conjunção de circunstâncias técnicas aconteceu [...] vários inventores passaram a mostrar os resultados de suas pesquisas na busca da projeção de imagens em movimento [...]. (2013, p. 18).
Com a repercussão dos acontecimentos promovidos pelo invento dos irmãos Lumière, novos olhares foram se atentando para a novidade, e um dos destaques é George Mèliés. Lo Duca (1949, p. 16) coloca-nos o seguinte ponto: “Com Lumière
nasceu o cinematógrafo. Com Mèliés nasce o espetáculo cinematográfico, o cinema”.
Mèliés, mágico e encenador, ficou atraído pelo desenho, pela máquina e pela ideia de espetáculo que a invenção proporcionava. Com centenas de filmes realizados, muitas destas produções eram de caráter ficcional, apresentando criaturas e mundos diferentes além de atmosferas que se aproximavam a do fantástico. A estrutura de seus filmes aproximava-se a do teatro. Mèliés descobriu por acidente o truque da substituição, o que contribuiu ainda mais para a inclusão de novos espetáculos visuais para os espectadores juntamente com efeitos especiais realizando durante as filmagens.
Conforme o aprimoramento das técnicas mais preliminares com a junção de outras linguagens e culturas (como o teatro, atrações de feiras), a fonte de espetáculos foi transformando-se até chegar a um patamar de manifestação artística. Mascarello afirma, a respeito:
Os filmes teriam aos poucos superado suas limitações iniciais e se transformando em arte ao encontrar os princípios específicos de sua linguagem, ligados ao manejo da montagem como elemento fundamental da narrativa. (2013, p. 22).
No começo do século seguinte, alguns estúdios de filmes foram instalando-se. A área conhecida hoje em dia por Hollywood, localizada em Los Angeles, Califórnia, era na época muito barata e permitiu o crescimento abundante destes estúdios, incluindo Fox, Universal, Paramount, The Walt Disney Company, que, mais à frente, ganharia destaque com filmes de animação que chamou a atenção especialmente do público infantil; e da Warner Bros.
A Warner Bros, companhia que nos anos 2000 proporcionou a adaptação dos filmes de Harry Potter fora fundada em 4 de abril de 1923 pelos irmãos poloneses e judeus Albert, Sam, Harry e Jack Warner, que já haviam aberto seu primeiro cinema em 1903.
Com a chegada da década de 1920, novos gêneros de filmes foram surgindo, como o western, policial, comédia, entre outros. Com a força do crescimento dos estúdios de Hollywood um novo fenômeno surgiu, o star system, ou seja, a sistematização de estrelas, de modelos que encantavam os espectadores, fabricando, assim, estrelas de cinema.
Até o começo dos anos 1930, o cinema ganhou força também na Europa, sendo influenciado pelas vanguardas predominantes de cada lugar: o cinema francês foi marcado pelo impressionismo, o alemão pelo expressionismo e o espanhol pelo olhar surrealista.
A época ainda foi marcada pela chegada da era do som no cinema, com o aprimoramento do recurso da sincronização junto à imagem. Com a chegada do som um novo gênero surgiu e ganhou destaque: o musical. A Warner Bros. conseguiu a partir da sincronização dos sons inserir alguns diálogos em seus filmes, sendo o pioneiro o filme The Jazz Singer (1927).
A década de 1950 ficou marcada pela popularização da televisão e esta expansão contribuiu para uma substituição dos meios para entretenimento, ou seja, a população agora recorria à televisão para o lazer e para a informação. Com o tempo, houve uma predominante crise nos estúdios de Hollywood por influência, além da atenção dos mais jovens pelo cinema – o que aumentou a frequência destes nas salas, pela substituição do cinema. Mascarello sintetiza essa informação:
Se na década de 1950 o cinema fora substituído pela TV como principal fonte de entretenimento nos EUA, na de 1960, a própria ida ao cinema sofre profundas alterações, com destaque para dois efeitos do processo de suburbanização da classe média – a obsolescência das salas das grandes cidades e o estabelecimento do circuito drive-in (que irão aprofundar o fenômeno da juvenilização das audiências) – e para a consolidação do espaço mercadológico do cinema de arte e ensaio. (MASCARELLO, 2013, p. 345).
Hollywood verificou uma presença maior do público juvenil nas salas de cinema e os estúdios viram, assim, uma oportunidade de investir naqueles jovens de uma
geração de uma frente pós-contracultura uma nova fonte de sobrevivência do cinema. Então, no começo dos anos 1970, surge a aposta dos blockbusters.
Em inglês, block em tradução literal dá-se por blocos, buster em português podemos dizer que remete à explosão. O termo blockbuster, assim, pode ser associado a sucesso (remetido à explosão) que tomam blocos, quarteirões, logo, do ponto de vista do mercado cinematográfico, filmes que fazem sucesso e dobram quarteirões (blocos) devido à grande audiência.
Essa nova era de filmes superava questões de valores tanto em questões de produção quanto em estratégias de marketing. Os filmes, mais elaborados, mais divulgados e acessados pelo público promoveram ótimas bilheterias primeiramente com filmes de temáticas catastróficas, a citar O destino do Poseidon (1972),
Terremoto (1974), entre outros.
Com a questão dos blockbusters em alta, três eventos merecem destaque: o lançamento do filme Tubarão (1975) de Steven Spielberg, que investe fortemente na questão da publicidade em massa, o filme Os Embalos de Sábado a Noite (1977) de John Badham, que renova a possibilidade de mistura e da aproximação de filme com música; e Star Wars (1977) de George Lucas, que investiu na criação dos chamados filmes-franquia.
Segundo Mascarello (2013, p. 347), esses filmes-franquia têm uma característica peculiar que marca a história do cinema: “dando início ao florescimento da indústria de negócios conexos – intimamente associada [...] à prática das reprises ou sequências.”.
Em parâmetros atuais, a frequência de filmes-franquia ainda é destaque no cinema. Os filmes de Harry Potter, iniciados com Harry Potter e a Pedra Filosofal e baseados nos sete livros de J. K. Rowling tiveram as sequencias dos volumes da obra literária adaptadas, sendo assim, considerado um filme-franquia.
Além disso, do ponto de vista de sucesso de bilheteria, Harry Potter pode ser considerado um blockbuster pelo lucro rendido e também houve um forte investimento de marketing, especialmente depois do sucesso do primeiro longa da série, tendo sido divulgado por diversos meios como televisão, revistas, jornais, além
trailers e pela exposição de pôsteres que promoviam o interesse e a curiosidade do público.
O público juvenil é destaque com os filmes de Harry Potter. É o mesmo público que permite que o fenômeno de livros Best Sellers adaptados para o cinema esteja popularizando e ganhando força, especialmente a partir dos anos 2000. A citar como exemplo temos As Crônicas de Nárnia – 2005, 2008 e 2010 –; sagas como Jogos
Vorazes – 2012, 2013, 2014 e 2015 –; Divergente – 2014, 2015, 2016 –; Percy Jackson – 2010 e 2013 –; Desventuras em Série – 2004 –; a própria saga Harry Potter, entre outras. Séries adaptadas dos quadrinhos como os da Marvel e da DC Comics também recebem grande destaque pelo sucesso de bilheteria. A reprodução
do conteúdo literário em outra linguagem (no caso o cinematográfico) permite maior acesso à população. É importante ressaltar novamente que estas obras cinematográficas contribuem para o crescimento do número da formação de leitores, uma vez que, com o interesse pelo filme, os jovens podem buscar a forma que originou aquela estória que assistiram, seja romance, quadrinho ou game.
Os exemplos citados anteriormente, entre outros, são também exemplos de atuais
blockbusters não apenas pela questão do conteúdo, mas visam também o sucesso
de bilheteria, modo de promoção, o grande investimento das produtoras para que o filme se concretize.
Em relação à rotina cultural dos brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional sobre Hábitos Culturais feita pela Fecomércio RJ e Ipsos4, em dezembro de 2015, foi demonstrado que as pessoas que não realizam programas de lazer cultural passaram a frequentar mais os cinemas, essa porcentagem da população cresceu 100% nos últimos oito anos (de 17% para 35% dos brasileiros que não possuem hábitos cultuais). O motivo principal, ressaltado pela pesquisa, deste "não consumo" de bens cultuais se dá, justamente, pela falta de hábito.
Dos brasileiros que frequentam as salas de cinema atualmente, foi apontado pelo Ipobe, em fevereiro de 2016 (pesquisa realizada entre 2014 e 2015), que 68% dos espectadores têm preferência e costumam assistir com frequência filmes do gênero
4 Disponível em http://empreendedor.com.br/noticia/pesquisa-revela-habitos-culturais-dos- brasileiros, com acesso em 02.12.2016.
de ação ou aventura, seguido por filmes de comédia (50%), animações (28%), comédias românticas (27%) e ficção científica (25%).
Imagem 21: Gráfico da pesquisa feita pelo Ibope sobre as preferências de gênero de filmes dos brasileiros. Disponível em: http://arte.folha.uol.com.br/graficos/3Ux6L/?w=620&h=455. Acesso em
02.12.2016.
Por fim, mesmo após o lançamento do sétimo livro em 2007 e do oitavo e último filme em 2011 a saga Harry Potter mantém-se recorrente no contexto cultural de pessoas de diferentes idades. Além do conteúdo, os livros e os filmes, hoje há muitas páginas sobre o tema na internet, em redes sociais e também nas livrarias. Espectadores podem ter acesso aos filmes por meio de programas de assinatura
online para exibição de filmes e séries (como a rede Netflix). A saga possibilita a
geração de novos produtos e também a sua adaptação para outros meios onde os ambientes relatados nas narrativas, tanto na literatura quanto nos filmes, são recriados.