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OBJETIVOS E RELEVÂNCIA

No documento Tecnologias Sociais para a Sustentabilidade (páginas 164-170)

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OBJETIVOS E RELEVÂNCIA

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Este trabalho tem como objetivo geral descrever e analisar criticamente as consequências da poluição às margens de canais, rios e afluentes do Recife. Como objetivos específicos: identificar os impactos ambientais locais acarretados pela poluição urbana; descrever os principais tipos de resíduos sólidos; enumerar os representantes animais; e relacionar a presença destes animais com o nível de poluição nos corpos hídricos.

DESENVOLVIMENTO

O referido estudo compreende uma investigação ambiental, onde o procedimento metodológico foi realizado em três fases experimentais. (i) Escolha das áreas de estudo e Levantamento Bibliográfico - A escolha dos pontos de estudo deste trabalho foi feita a partir de sites com informações cartográficas de diferentes canais, rios e afluentes do Recife. Inicialmente realizamos uma investigação bibliográfica sobre as áreas escolhidas para o estudo, visando compreender as causas e consequências da ação humana no meio urbano, e subsidiar a discussão dos problemas ambientais mais decorrentes na região.

(ii) Trabalho de Campo - Na segunda fase realizou-se um trabalho de campo, com uso de questionamentos subjetivos junto aos moradores residentes próximos aos locais de estudo, para diagnóstico dos impactos ambientais ocorridos pelo processo de urbanização. Paralelamente realizou-se um estudo de campo, com registro de imagens (fotográficas) e descrição da configuração ambiental e presença de representantes animais, e descrição dos principais danos ocasionados pela ocupação e uso irracional de corpos hídricos.

(iii) Análise dos dados - Na última etapa realizou-se a análise dos dados obtidos no estudo de campo, quantificando os problemas citados pelos moradores, descrevendo os prejuízos ambientais registrados e retratados na configuração do corpo hídrico. Por fim, discussão e redação científica do projeto.

CONCLUSÕES/RECOMENDAÇÕES

Vários tipos de resíduos sólidos foram observados em alguns pontos de estudo, alterando as configurações físicas e biológicas destes ambientes. Estes resíduos muitas vezes denominados lixos estão localizados em

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ambientes urbanos ocupados irregularmente, onde a coleta de lixo e a conscientização ambiental são consideradas insatisfatórias.

A relação direta entre a presença de representantes animais e áreas com poucos resíduos sólidos e líquidos foi confirmada nos pontos de estudo, corroborando com a perspectiva de vida animal selvagem em locais com baixos níveis de poluição. A presença de animais silvestres em rios e canais, como encontrado no presente estudo, já foi descrita em várias cidades brasileiras, evidenciando que a sobrevida de animais como: jacarés, cobras, tartarugas, capivaras, caranguejos, guaiamuns, garças, iguanas, galinhas d’água, raposa, peixes, saguins entre outros, está relacionada às regiões que sofreram poucas influências da atividade humana.

A deficiência na coleta do lixo, a falta de limpeza dos rios e canais, a urbanização irregular e a falta de conscientização dos moradores, que residem próximos a corpos hídricos, resumem os fatores responsáveis pela degradação ambiental e inexistência de seres vivos em áreas urbanas. A presença e conservação da fauna silvestre em áreas urbanas devem ser vistas como prioritárias pelas autoridades governamentais, bem como pela população em geral que tem o dever em preservar o ambiente em que vive.

REFERÊNCIAS

ALVES, H. P. F.; ALVES, C. D.; PEREIRA, M. N.; MONTEIRO, A. M. V., Dinâmicas de urbanização na hiperperiferia da metrópole de São Paulo: análise dos processos de expansão urbana e das situações de

vulnerabilidade socioambiental em escala intraurbana, Rev. bras. Est.

Pop., Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, jan./jun, 2010, p. 141-159.

DINIZ, A. F.; SILVA, A. H. D.; SANTOS, C. S. ; SANTOS, F. R. ; ROCHA, J. S.; PEREIRA, M. C. R.; SILVA, M. S.; CARNEIRO, R. T. O. Impactos Ambientais no Entorno da Lagoa do Geladinho - Complexo da Lagoa do Prato Raso em Feira de Santana (Bahia). I Simpósio Nacional de Geografia Política,

Território e Poder, Curitiba (Paraná), 2009.

LEMOS, S. M.; HIGUCHI, M. I. G., Compromisso Socioambiental e Vulnerabilidade Ambiente & Sociedade, Campinas, v. 24, n.2, jul.-dez. 2011, p. 123 -138.

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SANTOS, G. V; DIAS, H. C. T.; SILVA, A. P. S; MACEDO, M. N. C.; Análise Hidrológica e Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Córrego Romão dos Reis, Viçosa-MG, Sociedade de Investigações Florestais R. Árvore, Viçosa-MG, v.31, n.5, 2007, p.931-940.

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3.3.8 - Umbuzeiro, Spondias tuberosa, salvando a caatinga e valorizando raízes

Prof. Lauzo José dos Santos Discentes da Escola Moisés Bom de Oliveira (Araripina) Carla Daniele Sena Nunes Edivaldo Félix da Silva Júnior João Fernando Fialho da Silva

RESUMO

O projeto trata da flora da caatinga, em especial, do nosso precioso umbuzeiro. O principal objetivo é alertar à população que o umbuzeiro está sumindo, mas especificamente, orientá-los para sua preservação, bem como sensibilizá-los para o seu cultivo. Apresentam-se algumas propostas para salvar o umbuzeiro, como a confinação de animais, principalmente caprinos que obviamente incapacita-os de crescer. Além disso, trata de propostas futuras para dar continuidade ao projeto, apresentando suas propostas aos pais dos alunos.

INTRODUÇÃO

O umbuzeiro é conhecido cientificamente por Spondias tuberosa, popularmente conhecido como umbuzeiro, imbuzeiro e jique (Wikipédia). Caracteriza-se como uma árvore de pequeno porte (mede ate seis metros de altura), pertencente a família das anacardiáceas, de copa larga (até quinze metros de largura). Essa árvore é originária dos chapadões semiáridos do Nordeste brasileiro, que se destaca por fornecer sombra e aconchego.

Essa planta nos fornece frutos, como também suas raízes produzem uma batata, que em época de grande estiagem, é utilizada como alimento. Porém, esta planta está nos trazendo muitas preocupações, pois corre o risco de ficar extinta em nossa região. E como não existem relatos sobre a existência da planta em outras regiões do planeta, conservá-la é uma das principais preocupações.

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Uma das causas de extinção deve-se a estiagens prolongadas. Tomamos como exemplo, uma que aconteceu nas últimas quatro décadas. Além disso, observamos que esta planta está indo embora junto com o desmatamento de outras vegetações. E isto é bastante preocupante, pois se não tomarmos medidas cabíveis, esta planta ficará apenas na História.

Outro fator, também considerado motivo, é a questão de proprietários de sítios deixarem seus animais a soltas, como bodes e ovelhas que vivem praticamente "livres" e, assim comem algumas vegetações, entre elas, o umbuzeiro quando está pequeno. E obviamente isso o impossibilita de crescer. Sendo assim, é preciso que tomemos consciência desse problema e que desenvolvamos algumas ações preventivas de combate à extinção dessa planta, pois como diz Euclides da Cunha, “Umbuzeiro é a árvore sagrada do sertão”.

OBJETIVOS E RELEVÂNCIA

O objetivo principal deste projeto é despertar à população sobre a biodiversidade da caatinga, especificamente o umbuzeiro, planta nativa do semiárido da região Nordeste, a qual corre risco de ser extinta com o passar do tempo. Diante disso, propomos ações com objetivos específicos, como (i) Informar o que está acarretando a extinção do umbuzeiro; (ii) Orientar a população sobre a preservação do umbuzeiro e (iii) Sensibilizar à população a cultivar o umbuzeiro para evitar sua extinção.

DESENVOLVIMENTO

Após estudos e análises feitas sobre o umbuzeiro, descobrimos muitos problemas sobre esta árvore de que não tínhamos conhecimento, como por exemplo, o risco de extinção que é o nosso tema central. Pensamos então, numa maneira de divulgar as descobertas feitas, através das pesquisas, pois achamo-las muito importantes e necessárias para o nosso contexto.

Para este tema muito desconhecido, primeiramente, falamos sobre o objetivo da nossa pesquisa. Dando sequência, fizemos uma palestra no

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pátio da escola. E tivemos como público, estudantes, professores e coordenação. Apresentamos muitas propostas para conservar o umbuzeiro, para confinar animais, que comem as mudas, que obviamente incapacita-as de crescer. Além desses apresentamos o trabalho que envolvia assuntos variados, ex: valores nutricionais do umbu, em qual mês deverão plantá-lo, etc.

Além disso, distribuímos mudas para os estudantes plantarem e saber dar valor ao umbuzeiro que há uns anos atrás existiam em ambudância por toda a região da caatinga. Ademais, distribuímos livrinhos de receitas típicas do umbu, como a famosa umbuzada, iguaria preparada com leite e açúcar, nesta apresentação o nosso público se mostrou um tanto interessados, pois todos os participantes nos escutaram atentamente e fomos elogiados e orientados principalmente pelos professores. Apesar de termos trabalhado com um público de em média 150 alunos, quEscola de Referência em Ensino Médioos ir mais adiante, contemplar mais pessoas, para que possamos atingir nossos objetivos.

No documento Tecnologias Sociais para a Sustentabilidade (páginas 164-170)