N i:i Númaro das Delegacias
44 Existem 03 tipos de leis: Ordinárias, Delegadas e Complementares: A lei ordinária é um ato normativo primário e contém normas gerais e abstratas Já a Lei Delegada é o ato normativo elaborado e editada pelo Presidente da República em virtude
de autorização do Poder Legislativo. As Leis Complementares constituem um terceiro tipo de leis que não ostentam a rigidez dos preceitos constitucionais, e tampouco comportam a revogação por força de qualquer lei ordinária superveniente. A diferença na forma de aprovação entre elas é que as leis Complementares devem ser aprovadas pela maioria absoluta (metade + 1 ) de cada uma das Casas do Congresso, e a lei Ordinária, maioria simples, ou seja, metade + 1 dos presentes. Não há hierarquia entre as duas leis, no entanto, a lei ordinária não pode tratar ou alterar dispositivos da lei complementar, ou quando a Constituição Federal assim define. As leis delegadas, emitidas mediante expressa delegação do Legislativo, acham-se equiparadas às leis ordinárias, pelas quais podem ser alteradas ou revogadas. [Índice Fundamental do Direito http://www.dji.com.br/constitucional/leis complementares.htmj em 1 0/05/04 às 14:15.
45 É possível defender nossos projetos naquilo que não se enquadre ou que esteja em desacordo com o citado no Regulamento, nesse caso o procedimento sendo feito através de petição direta ao Secretário Municipal de Urbanismo. Via de regra, transforma-se em um processo bastante demorado e altamente desgastante, podendo inclusive inviabilizar o projeto.
O caso das Subzonas A-2 e A-1 8 da Barra da Tijuca no Período de 1 960 a 2004.
destacados os principais decretos legislativos norteadores de decisões que afetam a qualidade de vida dos usuários dos edificios multifamiliares
O Decreto Nº. 2.087, de 19/01/1925, introduz pela primeira vez, na zona central o conceito de zona
urbana, fixa "uma correlação entra a largura do logradouro 46 e o gabarito dos edificios e obriga a
harmonização de cores e parâmetros de fachada com prédios vizinhos".
Figura 27 - Esquema básico do Dec. Nº. 2.087
O Decreto Nº. 5.595, de 10/07/1 935, com a subdivisão do território da cidade, inicia o zoneamento com o parcelamento em áreas cada vez menores, às quais se aplicam parâmetros edilícios específicos. Cria entre outras. a Zona especial da Esplanada do Castelo e a Zona residencial I (Copacabana, Flamengo e Botafogo ), institui as galerias de passeio cobertas, os pátios internos para aeração coletivas e respectivas passagens de acessos sugeridos por Agache. Induz fortemente ao escalonamento dos últimos
10 r.• D
andares dos edificios, ao seu coroamento e mantém as exigências quanto ao "casamento"
47 com os edificios vizinhos.
Figura 28 - Esquema básico do Dec. Nº. 5.595
O Decreto Nº. 6.000, de 01/07/1937, vigorou como código de obras durante trinta anos, foi o único documento legislativo que procurava impor limites e restrições às atividades imobiliárias na cidade do Rio de Janeiro [Guia arquitetura Art Déco, 1 997: 1 9] . Apesar de todas as transformações ocorridas na maiha urbana e nas formas de habitação, este era o único documento púbiico reguiador que, sujeito a inúmeras alterações, adequava-se às necessidades de produção de moradia: 53 leis, 21 decretos leis, 1 93 decretos, duas portarias, três circulares, 1 2 resoluções e duas ordens de serviço que lhe foram incorporados. 48
46 O Logradouro inclui além da caixa de passagem dos veículos as calçadas da rua.
4; O termo casamento significa que os edifícios de uma mesma quadra deverão obedecer todos o mesmo partido arquitetônico, não perturbando a harmonia do conjunto e não produzindo alterações no gabarito a que a construção estiver
submetida.
48 Estas medidas foram posteriormente incorporadas e drasticamente alteradas no código atual a fim de que as empresas de construção pudessem garantir os seus interessas. Assim, o Estado, para atender esta classe do setor privado gerador de retorno financeiro, admitia estas modificações, legalizando os inúmeros pedidos de alteraçôes da legislação.
A influência da evolução dos Códigos Edilicios na qualidade ambiental dos projetos residenciais multifamiliares:
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O caso das Subzonas A-2 e A-18 da Barra da Tijuca no Período de 1960 a 2004.
Por se tratar de uma pesquisa relacionada com o conforto ambiental, é importante destacar que nesse decreto encontrávamos um tratamento especial principalmente nos dormitórios, ou como eles definiam "compartimento de utilização prolongada noturna", que conferiam a esses espaços uma proteção especial principalmente no que se refere à incidência solar, ao exigirem proteção pra os mesmos. Essa diferenciação pode ser claramente percebida no anexo 04 que contém o quadro com a evolução dos decretos municipais. Como conseqüência temos a implantação das famosas "janelas Copacabana", em todos os edificios dos bairros da zona sul da época.(Flamengo, Botafogo e Copacabana, principalmente).
O Decreto Nº. 1.077, de 08/06/1968, após muitos anos, veio substituir o código antigo, e
pretensamente resguardado de alterações por simples decretos esporádicos, permitia: "liberação das alturas dos prédios desde que vinculados aos afastamentos das divisas, e incentivava desta forma, a junção de terrenos para a construção de prédios em centros de terrenos e altura ilimitada". [Cunha,
1983:68].
Figura 29 -Esquema básico do Dec. Nº. 1.077
Nesse decreto são criados os Regulamentos de Construção e Edificações, de Licenciamento e Fiscalização, de Parcelamento da Terra e para o Assentamento de Máquinas Motores e Equipamentos. Não foi nessa ocasião aprovado o Regulamento de Zoneamento.
Essa medida do governo tentava atender a duas questões principais. Em primeiro lugar, demonstrava a capacidade de ajudar nas melhorias da moradia, normalizando certas exigências no padrão de conforto, pois as modificações levavam em conta as dimensões de cada apartamento, garagens para cada unidade, reservatório de água e elevadores em prédios a partir de 04 (quatro) andares. Em segundo lugar, atendia o setor privado das construtoras e
incorporadoras, com a permissão do livre gabarito para a construção
gerando mais retomo financeiro nas atividades imobiliárias. 49
O Decreto "E" Nº. 3.800, de 20/04/1970, cuja alteração já era
prevista por decretos complementares desde sua promulgação, sofreu desde o início inúmeras modificações até ficar quase todo desfigurado. Este decreto foi mais um artifício do governo ara atender ao setor privado, pois elevava consideravelmente os
gabaritos das áreas mais requisitadas. Ele substitui o Dec. 1 .077/68
e aprova o Regulamento de Zoneamento (RZ). básico do Dec. NFigura 30 -Esquema º. 3.800
49 A partir dessa medida, na região de Copacabana, a mais requisitada, iniciou-se uma produção de edifícios altos, com inúmeros apartamentos de áreas reduzidas. Onde, apesar do apartamento sala e quarto, ou conjugado, ser de menor valor, a grande quantidade de unidades garantia um enorme lucro para as empresas construtoras. No restante da zona sul, entretanto, houve contenção de crescimento vertical nos demais bairros oceânicos, já que a Lei Municipal 525/50, limitou o gabarito destas áreas em 04 pavimentos mais cobertura para os logradouros de 22 m de largura.
O caso das Subzonas A-2 e A-18 da Barra da Tijuca no Período de 1960 a 2004.
Foram liberados 02 ou 03 pavimentos para a construção de garagens, um pavimento para áreas de recreação, salões de festas, com a determinação de uma vaga para cada unidade. Desta maneira. foram concedidos tais espaços ao edifício, porém para aumentar o lucro, foram inseridos o aproveitamento vertical máximo dos terrenos e o aumento do número de unidades nos edifícios.
Traz com? principais inovações: criação do índice de utilização dos terrenos (IAA), utilização da ATE, isenção de limites para gabarito e para ATE em edificações afastadas das divisas, inclusão do elemento varanda, etc, além de possibilitar a abertura de cômodos para Prismas internos. Quanto às restrições relativas às dimensões mínimas dos prismas de ventilação e iluminação o referido decreto previa No capítulo VIII - Iluminação e ventilação das edificações, artigos 139 e 140, as definições das delimitações das faces verticais dos prismas e suas seções horizontais mínimas respectivamente, variando os prismas de Iluminação e ventilação de 3,00 x 3,00 para edifícios de 02 pavimentos a 10,20 x 10,20 para edifícios com 12 pavimentos. Para maiores detalhes verificar o anexo 04 com os quadros da evolução dos decretos municipais.
a.
Figura 31 - Esquema básico do Dec. Nº. 3.800
O Decreto-Lei estadual Nº 77 de 29/04/1975 estabeleceu o limite máximo de 1 8 pavimentos
incluindo os pavimentos destinados para garagens e playground. Este decreto, na verdade, limitou o gabarito das edificações em função da altura do terreno em relação ao nível do mar, de maneira que o número de pavimentos seria estabelecido pela cota em que se situasse: de 40 a 45m teriam até seis pavimentos, de 45m a 50 m o limite seria de quatro pavimentos, e na altura de cota igual ou superior a 100m, teriam, no máximo, dois pavimentos. E em edifícios colados em suas divisas seria, respectivamente, de mais um andar. Assim, determinou-se "Lagoa Rodrigo de Freitas, de 5 a 10 pavimentos; Copacabana, de 10 a 12 pavimentos; Botafogo, de 4 a 10 pavimentos; Flamengo, de 8 a 12 pavimentos; Grajaú e Tijuca, de 4 a 10 pavimentos; e subúrbio, de 4 a 12 pavimentos". [Cunha, 1983 : 71].
Figura 32 - Esquema básico da Lei estadual de 29/04/1975
O Decreto Nº. 322, de 03/03/1976, chamado também de Lei das Encostas, o setor da construção
civil sentiu-se extremamente prejudicado, pois, a partir deste, ficava proibida toda e qualquer construção acima da cota de 100 m nos morros. Com esta Lei, porém, eliminou-se o limite dos
A influência da evolução dos Códigos Edilícios na qualidade ambiental dos projetos residenciais multifamiliares:
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O caso das Subzonas A-2 e A-1 8 da Barra da Tijuca no Período de 1960 a 2004.
gabaritos dos hotéis, principalmente nas orlas marítimas, resultando assim, no início dos anos setenta, na construção de hotéis de 20 a 40 pavimentos. Retirando-se, também, com esta lei, o limite de altura dos prédios da região central, construíram-se os prédios de 40 andares em ruas de somente 5 metros de largura.
No caso da Barra da Tijuca o Decreto 322/76 aprova o Regulamento de Zoneamento do Município
Figura 33 - Esquema básico do Decreto Nº. 322
do Rio de Janeiro, onde
é criada a Zona especial ZE-5, pois antes disso prevalecia o que regia o Decreto-lei Nº. 42 de 23/06/1969, que definia gabarito máximo de dois pavimentos e posteriormente passa a prevalecer o Dec. 324, detalhado a seguir.
O Decreto Nº. 323 de 03/03/76 surge para fazer alterações no Regulamento de Construções e
Edificações (RCE) e no regulamento de Parcelamento da Terra, trazendo uma série de beneficias ao direito de construir. É aprovada a
permissão de ocupação da totalidade da área do pavimento das coberturas, que antes era de 50%. Além disso, o último pavimento resultante poderia continuar ocupando 50% da nova cobertura, um andar acima da antiga, o que implicou no aumento do direito de construir do proprietário naquelas condições. Permitia
ainda a construção de varandas, em balanço Figura 34 - Esquema básico do Decreto N
º. 323