X Palavras de Encorajamento e Disciplina (12:1-24)
XI. Uma Conclamação Para a Virtude e o Sacrifício
2. Os Sacrifícios Que Deus Aprova (13: 9-16)
9 N ão v o s d e ix e is l e v a r p o r d o u tr in a s v á r i a s e e s t r a n h a s ; p o rq u e b o m é q u e o c o r a ç ã o se fo rtifiq u e c o m a g r a ç a , e n ã o co m a lim e n to s , q u e n ã o tr o u x e r a m p ro v e ito a l g u m p a r a o s q u e c o m e le s se p r e o c u p a r a m . 10 T e m o s u m a l t a r , do q u a l n ã o tê m d i re ito d e c o m e r os q u e s e r v e m a o t a b e r n á culo. 11 P o rq u e o s c o rp o s d o s a n im a is , cu jo sa n g u e é tr a z id o p a r a d e n tr o do s a n to lu g a r p elo su m o s a c e r d o te c o m o o f e r ta p elo p é c a - do, sã o q u e im a d o s f o r a do a r r a i a l . 12 P o r isso ta m b é m f f ie s u s ^ p a r a s a n tif lc a r -o -n o v o p elo s e u p ró p rio s a n g u e , s o f re u f o r a d a por- t a . 13 S a ia m o s , p o ls ,lT e le fora, do a r r a i a l , le v a n d o o s e u o p ró b rio . 14 P o rq u e n ã o te m o s a q u i c id a d e p e r m a n e n te , m a s b u s c a m o s a v in d o u r a . 15 P o r e le , p o is , o fe re ç a m o s s e m p re a D e u s s a c r ifíc io d e louva i , Isto é , o fru to d o s lá b io s q u e c o n fe s s a m o s e u n o m e . 16 M a s n ã o v o s e s q u e ç a is d e fa z e r o b e m , e d e r e p a r t i r c o m o u tro s, p o rq u e c o m ta is sa c rifíc io s D e u s s e a g r a d a .
Essas doutrinas várias e estranhas bem podem se referir às leis dietéticas do judeus ou dos essênios. Era excessiva mente difícil, para os convertidos ao cristianismo, pararem de crer que Deus concedia especial favor através de certas comidas. Ao escrever aos romanos, Paulo insistiu que “o reino de Deus não consis te no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo” (Rom. 14:17). Paulo também considerou estas tentações em sua Epístola aos Co- lossenses, capítulo 2.
O pregador de Hebreus insiste que o
coração do crente se fortifique com a graça, e não com alimentos. O coração é
a soma da vida interior de uma pessoa. Não é o alimento que sustenta esta vida, mas a graça de Deus. Abstinências as céticas não fortalecem o coracão. Só a graça de Ò>êus.
A mesma palavra aqui traduzida “gra-^ ça” é traduzida no inglês co m o ^ g rafr clao7r em 12:28. O escritor está dizendo-! < que a graça é o dom de Deus para
A homem, enquanto a reação adequada,
S gratidão, é o dom do homem a Deus. raça de Deus é um dom dinâmico," que dispõe o seu destinatário a ser gra cioso para com os outros, por causa da sua gratidão a Deus. Onde não há gra tidão, não há evidência de que a graça de Deus foi derramada.
Temos um altar do qual não têm direi to de comer os que servem ao taberná- culo. O verdadeiro sacrifício cristão, de
que depen3ê~~ã~ nossa comunhão cõm Deus, não tem nada a vercom alimentos. < Pelo contrário, é um sacrifício em que<
2 prometemos realizar obras graciosas e p caridosas pelos outros. Ante este altar
espiritual de sacrifício, fazemos uma pergunta: “ Que.posso oferecer a Deus?” A respostav ê r ‘Trecls^^ê¥êcer" louvor a': -"^Deus, e preciso compartilhar com os
/o u tro s o que Deus propiciou.”
" O sacrifício de louvor era considerado^ | % forma mais pura de adoração do que o s sacrifício pelo pecado, porque um sacri fício pelo pecado seria um ato de influ enciar Deus para dar perdão. Seria, nesse sentido, um ato egocêntrico, en quanto o sacrifício de louvor seria ofere cer a Deus um a oferta incondicional, em reconhecimento pelo que ele é e pelo que já fez. O ato de compartilhar com os outros era considerado, pelos antigos rabis, como um sacrifício que substituía o sacrifício no Templo, e que era agra dável a Deus. Comunicamos o espírito do , evangelho repartindo o que temos. - '
O ditado rabínico. citado em Tan- chuma55.2, reforça esta idéia: “No tem
po do Messias todos os sacrifícios ces sarão, mas o sacrifício de ação de graças não cessará; todas as orações cessarão, mas os louvores não cessarão (com base em Jer. 33:10 e Sal. 56:13)” (citado por James Moffatt, p. 237).
Há três referências superlativas ao serviço cristão e à adoração em o Novo Testamento. Estão em Hebreus 13:16, Romanos 12:1,2 e Tiago 1:27. Com todo o envolvimento e ênfase teológicos deste escritor, que não se esqueça que jeste pregador enfatiza que,a J g í ^ d ^ i r a j4 a - ragão se concentra na compaixão e na caridade para com o homem.
A permanência de Cristo, enfatizada no v. 8. nos leva a lembrar que a obri- j io crente é j e idèntócaT
e desta forma gaçao pnmeira __
cSnfoT am flcio de Crist
estar com ele. Dirigir-se para ele acarreta disposição para sair fora do arraial, le
vando o seu opróbrio. Aqui se descreve a
jicacão cristã de fé em três quadros
(1) Fora do arraial significaonde está
a^cruz. {jerusalém-)era^acidScle santa. Nenhuma crucificação p odia ocorrer dentro de suas muralhas. Portanto, o Pilho de Deus foi levado para fora dos muros da cidade, para o rude cume do ;Gólgota. Se nos dirigimos a ele, de acor- £do com o escritor de Hebreus, também ^
irecisamos sair da Cidade Santa, fora do ( ’santuário confortável, e estar dispostos ç j^palm ilhar a estrada da cruz. Porque*
Cristo morreu por nós, precisamos mor- * [ reT pãraãs coisas que causaram a morte p dele,,
(2) Fora do arraial significa também estar^m maggh^. O acampamento, men- cionado em Levítico, era a única habi- tação da luz em um deserto escuro; más a Terra da Promessa ficava além. Só os iju tflè abalançaram para fora da luz ^conhecida para a escuridão, pela fé, puderam esperar encontrar a Terra d a s '-Promessa. No livro de Êxodo, o arraial ""era o único lugar de segurança. Aven turar-se fora do arçaial significava, mui tas vezes, não voltar. Mas Jesus palmi-
lhou aquela perigosa estrada para fora da segurança do arraial, para um mundo que não o conhecia, a fim de que a luz de Deus pudesse resplandescer através das trevas da terra. Ele andou como o abri dor decaminho, o pioneiro de nossa fé.
(3) Sair fora do arraial significa que precisamos crer em um mundo invisível. Precisamos crer na cidade de Deus mais * do que cremqsém qualquer coisa aqui na terra. Nada é mais destrutivo da fé cristã do que edificar uma organização e ima- ginar quê ela é uma cidade permanente, que se iguala à cidade de Deus. Ç) reino de Deus já está edificado. Nunca, em o Novo Testamento, se diz que o reino é edificadoT20" O reino (reinado) de Deus edifica a igreja, mas a igreja não edifica o reino.
Porque não temos aqui cidade perma nente, mas buscamos a vindoura.CCristoJ;
está sempre além de qualquer cidade estabelecida, acenando para nós, adver tindo-nos para que não nos conformemos com qualqueF padrão mundano (cf. IRom. 12:2). O escritor, aqui, enfatiza o que já falou anteriormente, em 11:10, 14-16: O descanso final para o crente está naquela cidade para onde ele pre cisa, pela fé, estar avançando sempre.
XII. Conclusão (13:17-25)
1. Apelo (13:17-19) 17 O b e d e c e i a v o sso s g u ia s , se n d o -lh es s u b m is s o s ; p o rq u e v e la m p o r v o s s a s a lm a s com o q u e m h á d e p r e s t a r c o n ta s d e la s ; p a r a q u e o f a ç a m c o m a le g r ia e n ã o g e m e n d o ; p o rq u e isso n ã o v o s s e r ia ú til. 18 O ra i p o r n ó s, p o rq u e e s ta m o s p e rs u a d id o s de q u e te m o s b o a c o n s c iê n c ia , se n d o d e se jo so s d e, e m tu d o , p o rta r-n o s c o r r e ta m e n te . 19 E c o m in s tâ n c ia v o s e x o rto a q u e o fa ç a is , p a r a q u e e u m a is d e p r e s s a v o s s e j a r e s titu íd o .Os pastores cristãos são encarregados solenemente da responsabilidade de cuidar de cada pessoa que Deus colocou sob seus cuidados e verificar que nenhum se perca. Portanto, o pregador apela
20 Frank Stagg, New Testament Theology (Nashville: Broadman Press, 1962), p. 152 e ss.
para os seus ouvintes: Obedecei a vossos
guias, sendo-lhes submissos.
Devido às pesadas responsabilidades que tem, o pregador se inclui a si mesmo (cf. v. 18) entre esses líderes, e afirma o seu direito de ser obedecido, não por causa de seu prestígio, mas por causa do que faz. Eles velam pelas almas deles. A palavra traduzida como velam, na ver dade, significa “ficar acordado” . Um bom pastor está em constante vigília, como um alerta pastor de ovelhas cui dando de seu rebanho. E deve-se prestar obediência aos líderes cristãos, não para reafirmar a sua posição, mas para dar- lhes a certeza de que eles não perderam aqueles que Deus colocou aos seus cuida dos. Se um membro rebelde e hostil de uma congregação consome o tempo e as energias do seu pastor, enquanto o pas tor tenta reconciliá-lo com o resto do rebanho, o pastor tem muito menos energia para devotar aos que nunca en contraram o Salvador.
Nesta luz, palavras fortes como obe
decei e sendo-lhe submissos são justifi
cadas. Não que o pastor deseje ser um semideus, mas que ele enfrenta a tre menda responsabilidade de alguém que, por fim, precisa prestar contas ao grande Pastor de todos nós.
Além do mais, o pastor tem a respon sabilidade de proclamar a palavra de Deus, que é uma palavra de autoridade. A maior diferença entre um pastor cris tão e qualquer outro tipo de líder de homens é que o cristão tem em suas mãos um livro inspirado por Deus, através do qual ele fala. A conversação não é apenas entre o pastor e os seus ouvintes. Mas há uma terceira Pessoa falando ao pastor e através dele. Portanto, com firmeza in flexível o pregador pode dizer: “Vede que não rejeiteis ao que fala” (12:25).
Insubordinação na congregação cristã leva a um colapso desastroso da moral e da comunhão. Uma sentinela que está de guarda sobre o acampamento durante a noite tem o direito de fazer soar um alarme de autoridade, e ser obedecida.
Para que o façam com alegria, e não gemendo. Este pregador não consegue
conceber o fato de um pastor cristão negligenciar o seu dever e ter que se entristecer por causa de sua negligência para com o seu rebanho. Ele considera que a tristeza de um pastor se origina da desobediência e insubordinação daqueles que deviam estar tomando o serviço de Cristo algo alegre para ele. Novamente, o pastor não está dando vazão, nesta pas sagem, a autopiedade. A sua tristeza não é por causa de sua condição pessoal, mas por causa de seus paroquianos.
Porque isso não vos seria útil. Não
apenas aconteceria que o pastor se en tristeceria, mas o desobediente e insu bordinado é que teria mais a perder, se deixasse de entrar na plenitude da vida a que o pastor estava tentando levá-lo (cf. 6:9; 10:39).
Orai por nós. O pastor agora faz um
apelo em favor de si mesmo, pois sabe que a obra de Deus precisa ser feita no poder de Deus. Daí o apelo para um sustento através da oração.
Porque estamos persuadidos de que temos boa consciência. Ele sabe que a
sua motivação é digna e que os que oram por ele podem ter a certeza de que o que ele deseja, de suas orações, é que a vontade de Deus possa ser feita e, por tanto, que os seus melhores interesses finalmente sejam supridos.
Sendo desejosos de, em tudo, portar- nos corretamente. Será que os seus ou
vintes haviam estado a m urmurar contra ele por causa de sua ausência? Está ele reafirmando-lhes o seu permanente in teresse por eles, embora esteja ausente deles?
Para que eu mais depressa vos seja restituído. Este pregador cria que o tem
po de sua vinda a eles dependia das orações deles (cf. Filem. 22).
2. Bênção (13:20,21) 20 O ra , o D e u s d e p a z , q u e p e lo s a n g u e do p a c to e te r n o to r n o u a t r a z e r d e n tr e o s m o r to s a n o sso S e n h o r J e s u s , g r a n d e p a s t o r d a s o v e lh a s , 21 vos a p e rf e iç o e e m to d a b o a o b ra , p a r a fa z e r d e s a s u a v o n ta d e , o p e ra n d o e m n ó s o q u e p e r a n te e le é a g r a d á v e l, p o r m eio de J e s u s C ris to , a o q u a l s e j a g ló ria p a r a todo o s e m p r e . A m ém .
Havia um pacto mútuo de oração entre o pregador de Hebreus e a sua congre gação. Ele pediu as orações dela, e agora enuncia uma oração por eles. Esta bên ção é tão lindamente equilibrada e eufô- nica, que bem pode ser que fizesse parte da adoração primitiva, freqüentemente citada, da mesma forma como a fórmula cristológica do v. 8. Se o autor estivesse primordialmente preocupado em orar de acordo com uma seqüência lógica, basea da no que ele dissera nesta carta, espe- rar-se-ia que ele se dirigisse a Cristo como o grande Sumo Sacerdote, e não como o grande pastor das ovelhas. Em nenhuma outra parte desta epístola há alguma referência a Cristo como “pas tor” . Contudo, quando uma oração é feita, a alma é, com freqüência elevada acima de qualquer seqüência lógica, e nós algumas vezes empregamos uma linguagem que não é nossa, mas que foi consagrada pelos outros, cujas orações ouvimos.
Todavia, as orações não são tão extá ticas que não possam ser analisadas, pelo menos em parte. Observe-se, por tanto, os componentes desta oração:
Ora, o Deus de paz. Ele se dirige ao
Deus que torna a paz possível mediante o seu triunfo sobre o mal; o Deus que pro picia tranqüilidade transcendental aos seus filhos, a serenidade dos santos que entraram em comunhão com Deus e a conseguiram através do doloroso pro cesso de rigorosa disciplina. Além dessa disciplina, a alma está em harmonia com Deus. Eles conhecem a bem-aventurança dos que estão perfeitamente reconcilia dos com Deus. A cruz do Conquistador propiciou paz. A disciplina do povo pere grino de Deus agora tomou essa paz uma experiência atual para eles.
Que tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor lesus. Este foi o triunfo
final. Como Bach o expressa: “Cristo jazeu na escura prisão da morte.” Mas Pedro disse: “Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” (At. 2:24). E Paulo nos diz por que: “O aguilhão da morte é o pecado” (I Cor. 15:56). O Cristo que venceu o pecado também pode vencer as conseqüências do pecado, que é a morte. E ele permanece nos assegurando, a nós que participa mos do seu triunfo sobre o pecado, que também participaremos de seu triunfo sobre a morte; que também poderemos zombar do poder da morte: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Cor. 15:55).
Grande pastor das ovelhas. O pastor
imortal quebra os laços da morte, para levantar-se por si mesmo, a fim de levá- los, por fim, para o aprisco final de Deus. Ele nunca os deixará. Nem mesmo a morte pode separá-lo dos seus. Pedro dá grande valor ao papel do divino pastor (cf. I. Ped. 2:25;5:4).
Pelo sangue do pacto etemo. O Deus
da paz, isto é, o Deus que triunfou sobre o mal na vida, morte e ressurreição de Jesus, e desta forma trouxe serenidade espiritual para o seu povo, teve um pro pósito cósmico, em sua ressurreição. Deus inverteu o julgamento dos homens maus que colocaram o Salvador na cruz. Deus justificou Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, dizendo, na verdade: “Ele não é digno de morte. Ele é digno de vida eterna!”
O objetivo também era que ele apre sentasse o seu sangue no santuário eterno como a expiação plena e permanente pelo pecado do homem, desta forma tornando possível um pacto eterno. Através desse novo pacto, a energia re dentora do céu é liberada na alma do homem (cf. 9:11, 24 e ss.; Zac. 9:11; Is. 55:3).
Vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade. £ por este sangue
da eterna aliança que Deus equipa o seu povo para fazer a sua vontade. O homem
faz a vontade de Deus com a energia especial provinda de Deus. A tem a graça de Deus não apenas torna a sua vontade conhecida ao homem, mas também o capacita a cumpri-la.
Por meio de Jesus Cristo, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém. E
tudo isto é mediante Jesus Cristo. Atra vés dele, a palavra de Deus nos veio. Através de seu sacrifício, fomos levados ao Monte Sião (12:22-24), isto é, à nova Jerusalém, a Jerusalém celestial, o ver dadeiro tabernáculo de cima, o mundo de realidade espirituais. Na constante graça de Jesus, encontramos direção para os nossos pés errantes, amor para derrubar as hostilidades que se desen volvem em nossas relações interpessoais e permanente esperança de que um dia seremos aperfeiçoados, quando entrar mos na sua presença.
3. Oração (13:22-25) 22 R ogo-vos, p o ré m , ir m ã o s , qu e s u p o r te is e s t a p a la v r a d e e x o rta ç ã o , p o is v o s e s c r e v i e m p o u c a s p a la v r a s . 23 S ab ei q u e o ir m ã o T im ó te o j á e s t á so lto , c o m o q u a l, se ele v ie r b re v e m e n te , v o s v e re i. 24 S a u d a i a todos o s v o sso s g u ia s e a to d o s o s s a n to s . O s d e I t á li a v o s s a ú d a m . 25 A g r a ç a s e j a co m to d o s vós.
Esta espécie de conclusão — vos es
crevi em poucas palavras — dá a enten
der que os destinatários desta carta sa biam que muito mais podia ser dito a respeito de temas tão momentosos. Há um paralelo a esta frase em I Pedro 5:12, onde o escritor diz: “Escrevo abreviada mente.”
Sabei que o irmão Timóteo já está solto. Não sabemos com certeza se isto
dá a entender que Timóteo estivera na prisão, porque a palavra traduzida como
solto pode significar nada menos do que
o fato de que ele está livre, ou que ele começou um a viagem (está a caminho). O escritor espera encontrar Timóteo na igreja a que está se dirigindo.
Saudai a todos os vossos guias e a todos os santos. O escritor inclui tanto os
líderes quanto os membros, em seu inte resse. Será que a referência a todos dá a entender que eles eram numerosos de mais para serem mencionados nominal mente? O escritor, se assim é, estava desejando não omitir ninguém.
Os de Itália vos saúdam. O testemu
nho coletivo da comunidade cristã é sem pre conservado em mente por este pre gador. A igreja é uma comunidade de participação.
Gramaticalmente, os de Itália pode significar os que estavam então residindo na Itália, ou aqueles cuja terra natal era a Itália, mas que então estavam vivendo fora dela. Todavia, pareceria estranho se o autor fizesse uma saudação tão abran gente e genérica, se estivesse escrevendo da Itália. Seria mais natural ele dizer: “Os seus irmãos italianos, que estão ago ra comigo, fora da Itália, se juntam a mim em enviar-lhes saudações.” O autor
havia-se chamado de “ refugiado” em 6:18. Ele, provavelmente, estava plane jando uma viagem à igreja em Roma, à qual pode ser que esta epístola foi diri gida, depois de ser pregada como sermão algures.
A graça seja com todos vós. Amém.
Visto que esta obra foi, provavelmente, lida como um sermão, em voz alta, ori ginalmente (ela pode ser lida em voz alta em uma hora), se encerra com uma bênção e com um amém. Tanto II Timó teo como Tito se encerram de maneira semelhante (cf. II Tim. 4:22; Tito 3:15).
Graça é a grande e final palavra do
evangelho cristão, a graça de Deus, que nos deu o nosso grande Sumo Sacerdote, que ofereceu o seu próprio sangue por nós e agora está no santuário celestial, intercedendo por nós, até que nós tam bém possamos entrar na plena e final presença de Deus, para estar entre os justos aperfeiçoados (12:23).