A Tipografia Nova Minerva era propriedade de Joaquim José do Mato (v.), que começou em 1905 a trabalhar por conta própria, após vinte e cinco anos na profissão.
Adquiriu a oficina e instalou-a na rua Conselheiro Bívar, n.os 33-35.
Contudo, não teve a alegria de ver florescer o negócio que acabava de montar, pois faleceu poucos meses depois, a 28/05/1906, vítima de uma pneumonia dupla.
A oficina, no entanto, não sucumbiu com o proprietário, ficando ao cuidado da viúva que lhe deu continuidade.
Em 1907, imprimiu o quinzenário académico Destino (09/12/1907 – 06/01/1908), mas a sua produção foi essencialmente no âmbito dos trabalhos comerciais.
Em Maio de 1921, a proprietária pôs a oficina à venda, através das colunas do jornal Correio do Sul.
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nião(1909? – 2008) A Tipografia União, propriedade da Diocese do Algarve, foi fundada sob o impulso do Cónego Marcelino António Maria Franco (v.). Desconhece-se a data exacta da sua instalação. No entanto, a sua primeira publicação foi o Boletim do Algarve («Órgão Official da Diocese e Auxiliar do Ensino Religioso»), cujo primeiro número data de 15/01/1910, o que nos permite uma data aproximativa.
O seu primeiro local de funcionamento foi a Rua do Município, 16. Na segunda metade da década de 20, foi deslocada para a rua Tenente Valadim, 30, 1.º, e, em 1965, regressou à rua do Município, instalando-se no n.º 14, 1.º, onde ainda se mantém.
O Capitão José Vieira Branco afirmava nos anos 30 que a Tipografia União era uma oficina “bem montada”. Infelizmente, desconhecemos o parque completo com que foi constituída. Ainda assim, existe uma pequena sala que guarda parte dessas memórias iniciais. Aí se encontra o material mais antigo da casa: uma máquina de impressão a pedal Diamant, duas máquinas de agrafar, uma máquina de coser a arame, uma prensa para gravuras, uma enfardadeira e três cavaletes com trinta e nove gavetas de tipos. Não está, porém, todo aqui. À entrada da secção tipográfica da oficina exibe-se a jóia da casa: um prelo, o único existente em toda a Província.
Todo este material está naturalmente desactivado. Em 1950, a oficina foi alvo de melhoramentos consideráveis: foi construída uma nova sala de composição e foram adquiridas máquinas novas. Destas máquinas, creio que fizesse parte a primeira máquina de composição Intertype a entrar na Tipografia. Em 1957, foi adquirida a segunda máquina Intertype. Actualmente, o sector tipográfico é constituído por três máquinas de impressão Heidelberg (uma delas está desactivada), duas máquinas de composição Intertype, quinze cavaletes com tipo, duas máquinas de cantear (uma manual e outra mecânica) e uma máquina de encapar. No início da década de 90, a
oficina introduziu o sistema off-set e hoje este sector possui uma Heidelberg MO 48x65 cm e uma Ryobi 3300 34x45 cm. Tem ainda uma câmara fotográfica e uma máquina de gravuras, ambas desactivadas, e uma prensa de gravação de matrizes.
Quanto ao quadro tipográfico desta casa, podemos afirmar sem receios que tem constituído ao longo dos seus muitos anos de vida uma verdadeira escola de tipógrafos. Uns fizeram carreira na profissão, quer por conta de outrem quer por conta própria, outros seguiram outras profissões. Ainda assim, a quase todos ensinou os valores do mundo do trabalho.
Quando foi montada, o seu tipógrafo-chefe foi o já muito experiente João de Sousa Guerreiro (v.), que durante algum tempo repartiu funções com José Joaquim Gomes (v.). Com João de Sousa Guerreiro aprendeu a arte José da Piedade (v.), que foi o seu sucessor no cargo, a partir da década de 30. A partir dos anos 40, Manuel Augusto Ferro (v.) assumiu as funções de chefe da equipa que compunha e imprimia o jornal
Folha do Domingo. Sob o seu magistério, estiveram Sérgio (v.), Sidónio (v.), Hélder
Apolo Larguito (v.), e os dois filhos de Manuel Augusto Ferro: Délio Maria Ferro Dias (v.) e José Fernando Ferro Dias (v.). Contemporâneo de Manuel Augusto Ferro, Manuel Raul de Matos (v.) assumia as funções de responsável pela impressão dos jornais.
Numa fase mais adiantada da história da casa, José Fernando Ferro Dias foi nomeado o chefe do sector dos trabalhos comerciais e José Guerreiro (v.) foi o encarregado geral da oficina até 2007, ano em que se aposentou.
Com a adaptação do off-set, João Casaca Mendinhos (v.) saiu do sector tipográfico para o off-set para aprender o novo sistema. Desde há quatro anos é o chefe da oficina, que emprega treze funcionários.
Ilustração n.º 22: Aspecto do sector de impressão da Tipografia União, em 1943.
Artistas não identificados. Fonte: Afinidades: Revista de Cultura Luso-Francesa, n.º 3, Faro, Instituto Francês em Portugal, Jul./1943.
Tratando-se de uma oficina propriedade da Diocese do Algarve, a sua produção está obviamente muito relacionada com esta circunstância. Serviu, desde o início para dar à estampa periódicos das várias paróquias, embora tenha alargado os seus serviços a outras entidades. Tem sido, na verdade, a casa que mais periódicos deu à publicidade, tendo aí a sua principal fonte de rendimento até à década de 80. Paralelamente, todos os trabalhos inerentes à vida da diocese, mas também outros que chegavam por conta dos grupos que se reuniam em torno dos jornais têm impresso aqui os seus textos. Actualmente, para lá dos trabalhos da diocese, são os comerciais os que asseguram a vida da oficina.
Ilustração n.º 23: dois aspectos do prelo tipográfico. Fonte: parque da Tipografia União.
Ilustração n.º 25: máquina de impressão Diamant, a pedal.
Fonte: parque da Tipografia União. Ilustração n.º 24: máquina de agrafar, de
coser a arame e prensa para gravuras. Fonte: parque da Tipografia União.
Ilustração n.º 26: material de composição manual.
Fonte: parque da Tipografia União.
Ilustração n.º 27: máquina de composição mecânica Intertype.
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ul (II)(Jun./1912 – Mar./1913) A Tipografia que designei como de O Sul (II) veio de Silves e foi cedida temporariamente por Gregório Mascarenhas, proprietário da Tipografia Silvense (v.), para imprimir O Sul («Semanário Republicano Evolucionista») (24/03/1912 – 04/08/1918), propriedade de Álvaro Júdice.
Foi instalada em Junho de 1912 na rua do Compromisso, n.os 35 e 35A, e em Fevereiro de 1913 foi deslocada para a Rua do Lethes, n.º 22.
Todavia, a actividade desta oficina foi efémera, pois em Março de 1913, o jornal passou a ser impresso na Tipografia Minerva Comercial de Évora, não voltando a ter oficina própria.
O parque regressou à posse de Gregório Mascarenhas, que mais tarde o vendeu parcialmente à Tipografia de Eduardo Serafim (v.), de Faro.