confortável, prática x x x Indicação visual do desvio da
postura, conhecimento do próprio corpo.
x x x x
Autonomia da pessoa x x x
Simulação de um fio de prumo x x
Demandas dos grupos
Nos grupos consultados 46/60 participantes possuíam o smartphone, desta forma o uso do smartphone foi considerado viável por não acrescentar custos à tecnologia a ser desenvolvida. O uso do acelerômetro também condiz com as premissas de descontinuidade do equipamento, preocupação ambiental e de fa- cilitações para otimizações, aspectos importantes no modelo de desenvolvimento de produtos.
As demandas dos grupos consultados foram transformadas e atendidas nos requisitos da tecnologia a ser desenvolvida, conforme tabela abaixo.
Tabela 1: Requisitos dos usuários e do projeto. Fonte: o Autor
Req ui sito s d a te cn olo gia Lo cal iz açã o tor ác ic a Sm ar tp ho ne R ec on he ci m ent o al ter aç õe s po st ur ai s C or reç ão ver bal Si na l t át il e v is ual Tol er ânc ia C ali br aç ão Vest im en ta Tu tor ia l O ut pu t Baixo custo x Adaptar ao corpo x x x x
Lembrar para correção, avisar para ficar reta, "falar igual a esposa" x x x x x Biofeedback/Feedback x x x x x x Tamanho pequeno x x
Sinal sonoro, tátil, visual x x
Próxima do corpo/sinal no
corpo x x x Localização do tronco, no
sutiã, na coluna, na pele, visualização da postura
x x
Colete para corrigir a postura x x
Usar junto a terapia, ao longo
do tempo, facilitar reabilitação x x x Avisar em relação ao
alinhamento postural, puxar para o outro lado
x x x
Fotos da postura correta x
Segurança dos dados e dados
comparativos x x Facilidade de usar,
confortável, prática x x x Indicação visual do desvio da
postura, conhecimento do próprio corpo.
x x x x
Autonomia da pessoa x x x
Simulação de um fio de prumo x x
Demandas dos grupos
Nos grupos consultados 46/60 participantes possuíam o smartphone, desta forma o uso do smartphone foi considerado viável por não acrescentar custos à tecnologia a ser desenvolvida. O uso do acelerômetro também condiz com as premissas de descontinuidade do equipamento, preocupação ambiental e de fa- cilitações para otimizações, aspectos importantes no modelo de desenvolvimento de produtos.
Projetou-se assim uma tecnologia assistiva constituída de uma aplicação para celular, app POSTURAL, e uma vestimenta para suporte torácico do smartphone, denominada: Smartvest (smart de smartphone, e vest de vestimenta).
O app Postural foi desenvolvido através da arquitetura de ModelView-Con- troller (MVC), onde foram criadas camadas: dados armazenados (model), amada de visualização (view, interface com o usuário) e camada de dados (controller, interpretação da requisição do usuário). As respostas da camada de dados são recebidas pelo controlador, que as processa e as retorna a camada de visualiza- ção (view) (MACHADO NETO, 2018, p.88). Para que os dados do acelerômetro pudessem ser usados para a identificação postural, os valores das coordenadas passaram por uma normalização de seus valores, gerando um vetor a partir do qual se consegue calcular a diferença em graus entre dois pontos tridimensionais.
Características da tecnologia Smartvest: Localização Torácica (feedback vi- sual, facilidade de ajustes e prioridade do segmento corporal de tronco); Reco- nhecimento das alterações posturais (movimentos nos planos sagital e frontal do corpo); Correções verbais (tempo real); Fornecimento de estímulos de forma proprioceptiva (sinal de vibração) e visual (alteração de cor); Tolerância do tempo (tempo de resposta em segundos configurável para correções verbais e estímulos); Tolerância dos graus de movimentos (graus de liberdade configuráveis); Calibra- ção (definição da postura correta personalizada); Vestimenta (suporte para smar- tphone); Output (registro de dados).
O grupo I utilizou a Smartvest durante um período de 35 min a 45 min, testes inicias de conforto e compreensão do dispositivo foram realizados e depois um circuito de atividades como andar frontal/lateral e posterior no espaço de 8m em frente ao espelho (simulação atividade de reabilitação cotidiana do local), andar espaço de 12m, alcance, preensão e colocação de um objeto (copo) na prateleira de uma geladeira (simulação de uma atividade de vida diária), o circuito foi rea- lizado 2x no primeiro momento sem feedbacks e após com feedbacks. O grupo II utilizou o dispositivo junto a terapia cotidiana de um paciente que havia realizado o circuito previamente, os terapeutas foram treinados e orientados para o uso.
A análise dos movimentos gerados pelo output do Postural foi feita por com- paração do desempenho do sujeito com ele mesmo e a média de todos com e sem feedbacks durante o circuito. O número médio de movimentos foi 57,6 (com feedback) e 29,9 (sem feedback), os participantes atingiram em média a postura correta 13,1 vezes (com feedback) e 4,2 vezes (sem feedback). Resultados apon- tam que com feedback a postura correta foi alcançada 3,12 vezes mais do que sem feedback.
Em relação à satisfação com o produto os três itens mais importantes aponta- dos no QUEST foram: conforto (65%), facilidade de uso (60%) e eficácia (45%). No item dimensões 57,5% dos participantes ficaram bastante satisfeitos, 70% to- talmente satisfeitos em relação ao peso, 37,5% bastante satisfeitos com a facilidade de ajustar, 42,5% bastante satisfeitos com a estabilidade, 37,5% totalmente satis-
feitos com a durabilidade, 45% totalmente satisfeitos com a facilidade e conforto e 50% totalmente satisfeitos com a eficácia. Os participantes apresentaram ainda o interesse em utilizar por mais tempo e em outras atividades como em casa e em exercícios domiciliares.
A avaliação da satisfação dos profissionais foi realizada por meio de perguntas abertas e fechadas em questionário desenvolvido para pesquisa, quanto ao uso do dispositivo no atendimento foi oferecido uma graduação (1-10) para julgar os itens de auxílio na postura do paciente (1 pouco/10 muito), quantidade de intervenções do terapeuta (1 poucas/10 muitas), dificuldades para seguir as orien- tações (1 fácil/10 difícil), facilitação dos objetivos da terapia (1 pouco/10 muito).
Figura 2: Gráfico satisfação dos terapeutas. Fonte: o Autor
Observa-se que as respostas dos terapeutas referem o auxílio da Smartvest nos objetivos da terapia e auxílio na postura do paciente simultâneo ao uso de poucas intervenções com facilidade de seguir as orientações.
4. DISCUSSÃO
No processo de reabilitação são utilizadas diversas estratégias que permitem o aprendizado motor através de estímulos considerados feedbacks sensoriais para garantir princípios importantes da reabilitação como alinhamento e adequação postural, pessoas com AVC mesmo em processo de reabilitação tem dificulda- des no automatismo destas funções, 90% dos participantes da pesquisa referiram que tem um lado do corpo que sentem dificuldades no controle, Rao et al (2010, p.1937) apresentam que pessoas com AVC tem três vezes menor percepção da posição corporal nos planos anteroposterior e lateral do que pessoas saudáveis.
feitos com a durabilidade, 45% totalmente satisfeitos com a facilidade e conforto e 50% totalmente satisfeitos com a eficácia. Os participantes apresentaram ainda o interesse em utilizar por mais tempo e em outras atividades como em casa e em exercícios domiciliares.
A avaliação da satisfação dos profissionais foi realizada por meio de perguntas abertas e fechadas em questionário desenvolvido para pesquisa, quanto ao uso do dispositivo no atendimento foi oferecido uma graduação (1-10) para julgar os itens de auxílio na postura do paciente (1 pouco/10 muito), quantidade de intervenções do terapeuta (1 poucas/10 muitas), dificuldades para seguir as orien- tações (1 fácil/10 difícil), facilitação dos objetivos da terapia (1 pouco/10 muito).
Figura 2: Gráfico satisfação dos terapeutas. Fonte: o Autor
Observa-se que as respostas dos terapeutas referem o auxílio da Smartvest nos objetivos da terapia e auxílio na postura do paciente simultâneo ao uso de poucas intervenções com facilidade de seguir as orientações.
4. DISCUSSÃO
No processo de reabilitação são utilizadas diversas estratégias que permitem o aprendizado motor através de estímulos considerados feedbacks sensoriais para garantir princípios importantes da reabilitação como alinhamento e adequação postural, pessoas com AVC mesmo em processo de reabilitação tem dificulda- des no automatismo destas funções, 90% dos participantes da pesquisa referiram que tem um lado do corpo que sentem dificuldades no controle, Rao et al (2010, p.1937) apresentam que pessoas com AVC tem três vezes menor percepção da posição corporal nos planos anteroposterior e lateral do que pessoas saudáveis.
Na análise dos movimentos dos participantes foi importante perceber que após
a calibração da postura correta com feedbacks é possível retornar a esta postura mais vezes do que sem os feedbacks, porém com número maior de movimentos. Desta forma a Smartvest seria um coadjuvante para facilitação do processo de re- abilitação pois auxilia o terapeuta nas intervenções verbais e visuais em relação ao posicionamento e percepção da postura correta. Porém estímulos verbais e visuais necessitam de maior investigação, Hasegawa et al (2017, p. 190) apresentam que o estimulo auditivo tem melhor efeito do que o visual no controle motor postural dinâmico e em revisão sistemática Van Peppen et al (2006, p.08) discutem que o efeito visual não tem resultados significativos na simetria da distribuição de peso entre as pernas parética e não parética, oscilação postural nas atividades em pé bilateral e na marcha.
O uso do smartphone neste trabalho é o destaque da Smartvest, Zhang et al (2016, p. 139) apontam este potencial para reabilitação e pós-tratamento do AVC, visto o número crescente de recursos vestíveis, o smartphone traz menor custo a pacientes, cuidadores e terapeutas além de recursos inexplorados. Limitações deste estudo referem-se à necessidade de testes e validações do funcionamento do Postural em relação à comparação de ângulos corporais, estudos longitudinais de usabilidade e comparações entre grupos distintos de lesão (agudos e crônicos).
5. CONCLUSÕES
Destaca-se a importância de processos de desenvolvimento de tecnologias se- rem realizados em colaboração com equipes multiprofissionais e prioritariamente junto às necessidades da população alvo. Recomenda-se que estas sigam funda- mentos metodológicos e possam ser acessíveis dentro do contexto da realidade a qual se destina.
Espera-se que a descrição do processo de elaboração, levantamento de requi- sitos e avaliação da satisfação neste trabalho possam contribuir para pesquisas de desenvolvimento nas áreas da engenharia, saúde, computação, dentre outras como forma sistematizada para desenvolvimento de produtos.
AGRADECIMENTO
Nosso especial agradecimento ao Centro Integrado de Reabilitação do Hospi- tal Estadual de Ribeirão Preto pela autorização para desenvolvimento da pesquisa no local.
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versus visual biofeedback training. Gait & Posture, v. 58, p. 188–193, 2017.
LEE, H. et al, Smart pose: mobile posture-aware system for lowering physical health risk of smartphone users In: CHI Conference on Human Factors in Computing Systems, n.13, Nova Iorque. CHI’13 Extended Abstracts on Human Factors in Computing Systems, Nova Iorque: ACM Press, 2013.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS