• Nenhum resultado encontrado

Djanira de Sousa Paraense1 Leandro Lucas Piedade de Abreu2 DOI: 10.46898/rfb.9786599175350.8

1 Universidade do Estado do Pará. [email protected] 2 Universidade do Estado do Pará. [email protected]

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

126

DIÁLOGOS ESPECIAIS: REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO NO BAIXO TOCANTINS

RESUMO

A

presente produção aborda a temática: Transtorno do espectro autista na perspectiva da inclusão: uma abordagem sobre a consciência fonológica no processo de alfabetização. A consciência fonológica é quando há o conhecimento, por parte do aluno, dos sons pertencentes à língua, esse processo contribui de maneira significativa para o primeiro ciclo de alfabetização do aluno autista. Dessa forma, apre- senta os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo, perceber a Consciência Fonológica no processo de alfabetização de alunos com autismo e como objetivos es- pecíficos conhecer o transtorno do espectro autista, compreender a educação especial na perspectiva da inclusão e identificar os entraves no processo de alfabetização de alunos com TEA. Com isso, a problemática do trabalho é: a compreensão da consciên- cia fonológica possibilita o processo de aprendizagem do aluno autista? Para tanto foi feito uma pesquisa bibliográfica com obras que discutem a temática, posteriormente foi escolhida para participar da pesquisa uma professora do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Mendes Contente. A metodologia fez uso da entrevista semiestruturada, os resultados apontam o quanto o trabalho da consciência fonológica contribuiu para o desenvolvimento dos alunos com TEA.

Palavras-chave: Autismo. Consciência Fonológica. Alfabetização.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho incide na importância que a consciência fonológica assume no processo de alfabetização de alunos com Transtorno do Espectro do Autismo. Ao longo do trabalho, tentou-se esclarecer a relação da consciência fonológica com o su- cesso da aprendizagem da leitura e da escrita, bem como identificar as dificuldades que esses alunos enfrentam na parte linguística.

O desenvolvimento da consciência fonológica deve ser trabalhado na idade pré- -escolar, dessa forma, é importante que o educador utilize diversas atividades direcio- nadas para a aquisição de competências fonológicas. A rima e a consciência de pala- vras são níveis de consciência fonológica que a criança deve adquirir antes da entrada para o 1° ano de escolaridade. Se o aluno já estiver familiarizado com estes níveis, a aquisição dos níveis seguintes (consciência de sílaba, consciência intrassilábica e cons- ciência fonética) será mais fácil, o que simplificará o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

A consciência de que as palavras abarcam sílabas e fonemas é que permite evo- luir das atividades primárias (falar e ouvir falar), para atividades secundárias (ler e escrever). A consciência fonológica refere-se à capacidade que o sujeito tem de mani- pular de forma consciente as unidades mínimas da linguagem. Assim, é de fundamen-

Djanira de Sousa Paraense Leandro Lucas Piedade de Abreu

DIÁLOGOS ESPECIAIS: REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO NO

127

BAIXO TOCANTINS

tal importância que a criança, antes de iniciar a aprendizagem formal da escrita possa conhecer e brincar conscientemente com os sons da sua própria língua.

Partindo dessa premissa, o tema foi escolhido pela necessidade de se entender o quanto a leitura e escrita são importantes para o desenvolvimento da criança autista, reconhecendo a consciência fonológica como uma maneira de alfabetização eficaz para esse aluno, visto que é de fundamental importância o desenvolvimento linguístico do educando para sua integração social.

Os principais questionamentos acerca tema foram voltados para o quanto o pro- cesso de consciência fonológica ajuda no desenvolvimento de crianças com dificul- dades na evolução da fala, sendo assim, lembrando-se da dificuldade que as crianças com TEA enfrentam no desenvolvimento da fala e comunicação. Assim, como esse estudo poderá ajudar diversas crianças no desenvolvimento da fala e interação no âmbito escolar.

O trabalho tem como objetivo geral: perceber a consciência fonológica no proces- so de alfabetização de alunos com autismo. Tendo, portanto, como objetivos específi- cos:

• Conhecer o transtorno do espectro autismo;

• Compreender a educação especial na perspectiva da inclusão;

• Identificar os entraves no processo de alfabetização dos alunos com TEA;

Após a identificação com a temática em questão, a pesquisa foi efetivada nas se- guintes etapas. A primeira com estudos teóricos, análises e compreensões dos textos a partir de estudos bibliográficos sobre o tema. Pois para Marconi e Lakatos (2007, p.

160): “A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais e relacionados ao tema”.

Neste sentindo, a pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, encontra-se fun- damentada teoricamente a partir das contribuições de autores e pesquisadores na área da Educação Inclusiva, bem como na educação de alunos com TEA, tais como: Scielo (1995), Orrú (2012).

Após a primeira etapa, dentro dos objetivos propostos, o procedimento para co- leta de dados se concretizou com a pesquisa de campo, por meio da entrevista se- miestruturada direcionada a docente da escola, objetivando encontrar respostas que fundamente a pesquisa.

A pesquisa de campo é uma fase que é realizada após o estudo bibliográfico, para que o pesquisador tenha um bom conhecimento sobre o assunto, pois é nesta etapa que ele vai definir os objetivos da pesquisa, as hipóteses, definir qual é o meio de

Capítulo 8

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO: UMA ABORDAGEM SOBRE A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

128

DIÁLOGOS ESPECIAIS: REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO NO BAIXO TOCANTINS

coleta de dados, tamanho da amostra e como os dados serão tabulados e analisados.

As pesquisas de campo podem ser dos seguintes tipos (MARCONI & LAKATOS, 1996).

Para a pesquisa de campo, foi selecionada a escola de ensino fundamental Joa- quin Mendes Contente no município de Abaetetuba-Pa. Para a entrevista, foi selecio- nada a professora que trabalha no AEE e trabalha com uma aluna autista.

Após a realização da entrevista semiestruturada, tendo como base o material co- letado, iniciou-se a fase de análise de dados e de conteúdo, com o objetivo de verificar as respostas em relação ao assunto pesquisado, para assim, aprofundar as discussões sobre o tema/Problema, que seria perceber a consciência fonológica no processo de alfabetização de alunos com autismo.

Este trabalho é composto por quatro capítulos. O primeiro capítulo é relativo aos aspectos históricos da educação inclusiva, o qual faz uma retrospectiva histórica sobre os termos Inclusão na Grécia antiga e Roma, evidenciando o momento da exclusão das crianças desde o seu nascimento. Também o termo Segregação, que abrange o período da idade média que marca adissociação mediante o qual indivíduos e grupos perdem o contato físico e social com outras pessoas.

A Integração também relatada no primeiro capítulo é evidenciado a partir de 2008, quando a igreja católica passa a acolher as crianças com deficiência, porém eles vivem em locais isolados em interação somente entre eles, longe da sociedade. Enfim temos a Inclusão na atualidade, esse momento cheio de leis que garantem os direitos das crianças com deficiência, como uma escola de qualidade, permanência na escola regular e um profissional qualificado para acompanhá-lo.

No segundo capítulo, tem-se autismo, consciência fonológica e alfabetização, o qual aborda conceitos do autismo, conhecendo um pouco sobre comportamentos e características da criança com TEA, até chegar-se no seu modo de alfabetização, o qual perpassa por muitos desafios. Nesse momento conhecemos o termo consciência fono- lógica para colaborar no processo de formação de crianças autistas.

Portanto, este trabalho apresenta questões significativas e relevantes para o pro- cesso educacional inclusivo. Desde já, objetiva-se que o texto desperte o interesse de conhecer mais sobre a consciência fonológica e suas implicações na alfabetização de alunos com TEA, mostrando a importância desse processo na vida inclusiva desses alunos.

Djanira de Sousa Paraense Leandro Lucas Piedade de Abreu

DIÁLOGOS ESPECIAIS: REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO NO

129

BAIXO TOCANTINS