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crianças autistas demora bastante para se observar e pode até não aparecer caso não seja estimulada precocemente. Consiste numa resposta primordial para interações so- ciais mais complexas (CAMPOS, et.al, 2019). Sendo assim:

Uma vez que o aluno com TEA é incluído na escola regular, a dinâmica da escola deve ser repensada, como, os objetivos do seu projeto político pedagógico, esclare- cendo o papel do diretor, dos professores, coordenadores, funcionários e pais sobre a clientela com autismo e sobre os recursos humanos e materiais de que a escola dispõe para realizar uma educação inclusiva. Os currículos, a formação das turmas, as práticas de ensino e a avaliação são aspectos da organização pedagógica e devem ser revistos e modificados com base no que for mais eficaz para o desenvolvimento de todos alunos, entre eles alunos com TEA (FERREIRA & PINHEIRO, 2018, p. 46).

Dessa forma, no momento da atividade do brincar, o adulto deve dar o modelo de como utilizar os brinquedos e o que dizer durante uma brincadeira de imaginação.

Também será necessário conceder ajuda motora e verbal para o indivíduo manipular os brinquedos e falar coisas adequadas na atividade. Em suma, este treino precisa de reforçadores consistentes para fixar a atenção da criança com autismo, que não tem um interesse natural pelo faz de conta, pois ela é muito literal. Por isso, indica-se começar com brinquedos que já são conhecidos pela criança.

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com esse desenvolvimento e que não fomente nenhum fragmento de discriminação ou espírito de vitimismo que se possa ter por esses indivíduos constantemente segrega- dos socialmente.

Este trabalho buscou levantar conjecturas acerca do universo do aluno autista, bem como seus aspectos comunicativos, identitários e comportamentais em face ao meio e a construção do conhecimento elaborado mediado pelo uso dos jogos no traba- lho pedagógico na escola. Também discutimos aspectos importantes sobre a temática, observando a relevância do autismo e da importância do profissional especializado que atende a criança, para que esteja qualificado e certo de como deve ser sua aborda- gem e prática educativa diante dos desafios com o TEA. Sendo que é notório vermos nas práticas educativas de hoje, profissionais que necessitam de melhor qualificação para atuar junto aos alunos autistas e e isso acaba trazendo diversos entraves ao de- senvolvimento desde individuo, tendo em vista que cada aluno é único e necessita ser trabalhado com muito cuidado e planejamento.

Muitos são os esforços para que se eliminem as barreiras perante as pessoas com TEA, excluindo preconceitos e garantindo o direito de todos a uma educação digna e respeito às diferenças. Pois todos os sujeitos possuem peculiaridades, habilidades e di- ficuldades que lhes são próprias devido a alguma situação, seja genética, neurológica, hereditária ou adquirida pelo decorrer de sua trajetória. Essa dificuldade não pode ser ponto determinante impedindo que este indivíduo aprenda e se desenvolva por meio dos parâmetros esperados pela legislação e pelos referenciais que regem a educação básica. A prática pedagógica inclusiva é de suma importância para que se vençam os mitos disseminados por nossa sociedade, chegando a ser cruel, em muitos casos.

Objetivou-se também neste trabalho contribuir para os estudos sobre o desenvol- vimento da criança autista, no campo do lúdico. Estabelecendo assim, um espaço de ampla discussão nas escolas e nos centros terapêuticos, na perspectiva de superar os desafios, instigar e investir em novas abordagens e projetos de pesquisa que auxiliem a disseminar as complexidades que envolvem a aprendizagem desses sujeitos e o uso de jogos e brincadeiras com alunos autistas possibilita que todos que estiverem o espaço escolar se desenvolvam como deveriam o seu processo de aprendizagem.

Portanto, é esperado que de alguma maneira, o diálogo acerca do autismo e seus aspectos continuem sendo relevantes em muitos âmbitos, seja clínico, educacional, po- lítico, social, cultural, artístico, e, que se consiga fomentar a ideia de que o autista é um indivíduo capaz de fazer suas próprias escolhas e que necessita apenas de estímulos adequados que o ajudem a se desenvolver enquanto ser cognitivo e social, a fim de que possa viver uma vida capaz, com ambições assertivas, e sem mais barreiras que o

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impeçam de se relacionar com os outros indivíduos, e conviver em sociedade, ainda que tenha barreiras na interação.

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Djanira de Sousa Paraense1 Leandro Lucas Piedade de Abreu2 DOI: 10.46898/rfb.9786599175350.8

1 Universidade do Estado do Pará. [email protected] 2 Universidade do Estado do Pará. [email protected]

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