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CLÍNICA MÉDICA

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DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 EM PACIENTES DIABÉTICOS TRATADOS COM METFORMINA E FATORES ASSOCIADOS: UM ESTUDO TRANSVERSAL NO SUL DO BRASIL

ADRIANO LUBINI; MONIQUE NERVO; FABIANA VIEGAS RAIMUNDO; CARINE LEITE; LEONARDO MARQUES FISCHER; GUSTAVO ADOLPHO MOREIRA FAULHABER; TANIA WEBER FURLANETTO

A vitamina B12 tem importante papel na síntese do DNA. A alimentação é a única fonte desta vitamina e sua deficiência pode estar relacionada ao hábito alimentar ou alterações no mecanismo de absorção, podendo levar à anemia megaloblástica, distúrbios cognitivos e neuropatias. A associação do uso de metformina com a deficiência de vitamina B12 já foi estudada, sendo constatados níveis séricos inferiores desta vitamina comparados a pacientes não expostos ao fármaco. O objetivo do estudo foi estimar a prevalência de deficiência de vitamina B12 e seus fatores associados em pacientes diabéticos usuários de metformina do ambulatório de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) Realizou-se um estudo transversal com pacientes diabéticos em uso de metformina .Os critérios de exclusão foram história prévia de gastrectomia parcial ou total, desordens de íleo terminal e uso de suplemento de vitamina B12. Os fatores avaliados no estudo foram: idade, sexo, dose e tempo de uso de metformina, volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina glicosilada. A ingestão de vitamina B12 foi estimada através do recordatório alimentar de 24 horas. Foram utilizados os testes de correlação de Spearman, t de Student ou Mann-Whitney, para avaliar a associação da vitamina B12 sérica com estes fatores.

No período de estudo, foram analisados 144 pacientes, tendo 46 destes (32%) nível sérico de vitamina B12 abaixo de 300 pg/mL. Os níveis séricos da vitamina se correlacionaram inversamente com a idade ( p=0,005) , a ingestão estimada de vitamina B12 (p=0,009) e o peso corporal (p=0,032), não sendo constadas demais correlações. Embora este estudo apresente apenas prevalências e associações, os resultados reforçam a atenção para a possível deficiência em pacientes usuários de metformina.

NÍVEIS SÉRICOS DE VITAMINA D SÃO MAIS ALTOS QUANDO O SUPLEMENTO É INGERIDO COM ALIMENTO RICO EM GORDURA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

PAULA KALINKA MENEGATTI; FABIANA VIEGAS RAIMUNDO; GUSTAVO ADOLPHO MOREIRA FAULHABER; LEONARDO DA SILVA MARQUES; TANIA WEBER FURLANETTO

Introdução: Os suplementos de vitamina D são úteis para prevenir e tratar deficiência de vitamina D. Como esta molécula é hidrofóbica, sua absorção oral pode variar de acordo com o teor de gordura da refeição em que é consumida. Objetivo: Avaliar a absorção de suplemento dietético de vitamina D3, através da variação da 25(OH)vitamina D no soro [25(OH)D], quando ingerida com refeição contendo gordura ou não. Métodos: Ensaio clínico randomizado controlado duplo-cego, com 30 médicos do HCPA. No primeiro dia uma amostra de sangue foi coletada para dosagem de 25(OH)D, hormônio da paratireóide (PTH) e cálcio (Ca). Após, receberam por via oral 50.000UI de colecalciferol e uma refeição com aproximadamente 475 calorias, contendo 25,5g (grupo I) ou 1,7g (grupo II) de gordura.

No 7º e no 14º dia foram coletadas amostras de sangue para dosagem de 25(OH)D e de 25(OH)D, PTH e Ca, respectivamente.

Resultados: As características basais foram semelhantes. A média de 25(OH)D sérica foi baixa em ambos os grupos (grupo I= 17,1;

grupo II=14,6; p=0,38). As médias dos níveis séricos de 25(OH)D, no dia 14, foram maiores no grupo I quando comparadas as do II (p=0.001). A média dos níveis séricos de PTH foi semelhante nos dois grupos (Grupo I: 33,0; Grupo II: 36,4; p=0,37), 14 dias após a ingestão de vitamina D, no entanto, a média da variação dos níveis séricos de PTH foi negativa no grupo I (-1.80pg/ml) e positiva (5.47pg/ml) no grupo 2 (p=0.01). Os níveis séricos de PTH apresentaram correlação inversa com os níveis séricos de 25(OH)D antes e 14 dias depois da administração de vitamina D. Conclusão: A ingestão do suplemento dietético de vitamina D3 com alimentos que contenham gordura está relacionada com níveis séricos maiores de 25(OH)D.

DIAGNÓSTICO DE ASPERGILOSE INVASIVA (AI) SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA ORGANIZAÇÃO EUROPÉIA DE PESQUISA E DE TRATAMENTO DO CÂNCER (EORTC)

FELIPE LAHUSKI SCHNEIDER; JULIANE FERNANDES MONKS; MARIA ANGÉLICA PIRES FERREIRA; LEILA BELTRAMI MOREIRA

Introdução: Em 2002, a EORTC estabeleceu critérios diagnósticos de infecção fúngica invasiva para uso em pesquisa clínica. Entretanto, o consenso também tem sido utilizado como ferramenta auxiliar no diagnóstico de AI na prática clínica. A revisão do consenso, publicada em 2008, restringiu alguns critérios clínicos e adicionou outros fatores. Objetivo: Avaliar as diferenças observadas nas categorias ausentes, possíveis, prováveis e provadas de AI, conforme os critérios da EORTC de 2002 e de 2008. Métodos: Estudo de coorte, prospectivo, de julho/2008 a dezembro/2009, avaliando-se prontuários de pacientes internados na unidade de ambiente protegido do Hospital de Clínicas de Porto Alegre com neutropenia e suspeita de AI, conforme os critérios da EORTC-2002 ou 2008. Resultados: Foram avaliadas 175 internações (homens: 62,9%, idade: 35,8 ± 17,5 anos, diagnóstico de leucemia mielóide aguda: 48%). Pela EORTC-2008,

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AI foi ausente em 131 pacientes, possível em 34, provável em 6 e provada em 4. Pela EORTC-2002, AI foi ausente em 101 pacientes (destes, 8 classificados como possível no EORTC-2008), possível em 65 (destes 38 como ausentes e 1 como provável no EORTC-2008), provável em 5 e provada em 4. Conclusões: Não houve diferença significativa na taxa de diagnóstico de AI provada e provável ao comparar o consenso revisado com o de 2002. Porém, observou-se redução significativa de 47,7% nos casos de AI possível (p< 0,05), com χ2 = 6,55, sugerindo uma provável diminuição do uso empírico de antifúngicos e exposição do paciente a agentes potencialmente tóxicos, já que não há indícios de infecção.

CORRELAÇÃO ENTRE COGNIÇÃO E CONHECIMENTO SOBRE DISLIPIDEMIA: MAIORES ACERTOS EM TESTES DE CONHECIMENTO EM PACIENTES COM MAIORES ESCORES NO MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL

BRUNA PELLNI FERREIRA; MAUREN MATIAZO PINHATTI; MARIANNA DE A. COSTA; MARIANA MAGALHÃES; BÁRBARA MARINA SIMIONATO; EMÍLIO H. MORIGUCHI; ANDRY FITERMAN COSTA; PAULO DORNELLES PICON

Introdução: Já é descrito na literatura que pacientes que possuem maior entendimento sobre sua doença apresentam maior taxa de adesão e resposta ao tratamento da mesma. O Mini-exame do estado mental (MEEM) é uma ferramenta muito difundida para uma análise inicial do estado cognitivo de grupos populacionais. Logo, sua aplicação como ferramenta de triagem para déficit cognitivo é de grande utilidade na prática clínica. Objetivo: Avaliar a correlação entre cognição e conhecimento sobre dislipidemia em pacientes de alto risco cardiovascular em acompanhamento no Centro de Dislipidemia e Alto Risco-HCPA. Materiais e métodos: Foram avaliados 78 pacientes do Centro de Dislipidemia e Alto Risco-HCPA quanto ao valor atingido no Mini-exame do estado mental (MEEM) e os acertos dos mesmos em um breve teste sobre dislipidemia. O teste continha 10 perguntas objetivas sobre dislipidemia, possuindo apenas uma alternativa correta para cada questão. A correlação entre os acertos no teste e no MEEM foi feita através do teste de correlação de Spearman. Resultados e Conclusões: Há uma correlação estatisticamente significativa (p=0,001) , porém de moderada intensidade (rs= 0,378), entre os acertos no teste sobre dislipidemia e os escores do MEEM. Foi demonstrado como esperado que os pacientes com maiores escores no MEEM, tinham as maiores notas nos testes aplicados.

ASSOCIAÇÃO ENTRE ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA E SINTOMAS DEPRESSIVOS: VALORES DE IMC ELEVADOS EM IDOSOS COM ALTAS PONTUAÇÕES EM UMA ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA

BRUNA PELLNI FERREIRA; MAUREN MATIAZO PINHATTI; MARIANNA DE A. COSTA; BETINA DE A. NEUTZLING; THAÍS P. GIANLUPPI;

MARINA A. DE OLIVEIRA; NICOLAS DA C. PERUZZO; AMANDA K. PINTOS; EMÍLIO H. MORIGUCHI; ANDRY FITERMAN COSTA; PAULO DORNELLES PICON

Introdução: A depressão é um problema de saúde mundial com importante prevalência em populações idosas. Obesidade, outro fator de risco cardiovascular independente, muitas vezes se associa a sintomas depressivos. Objetivo: Avaliar a correlação entre índice de massa corpórea (IMC) e presença de sintomas depressivos na escala de depressão geriátrica (GDS-15) em pacientes de alto risco cardiovascular em acompanhamento no Centro de Dislipidemia e Alto Risco-HCPA. Materiais e métodos: Foram avaliados 149 pacientes do Centro de Dislipidemia e Alto Risco-HCPA quanto à correlação entre valor de IMC e a pontuação na GDS-15.O ponto de corte para presença de sintomas depressivos foi 6 na GDS. Para análise da correlação entre GDS-15 e IMC, foi utilizado o teste de correlação de Spearman.

Resultados e Conclusões: Dos 149 pacientes analisados, 91 apresentaram uma pontuação<6 na GDS-15, ou seja, ausência de sintomas depressivos. A média de IMC dentre esses 91 pacientes foi de 28,12+ 4,4 enquanto que o grupo formado por pacientes com sintomas depressivos apresentou um IMC= 31,55+ 6,4. Há uma correlação estatisticamente significativa (p<0,001), embora de moderada intensidade (rs=0,296), entre valores de IMC e a pontuação na GDS-15. Assim, foi demonstrado que pacientes com sintomas depressivos possuem maiores valores de IMC, contribuindo para um maior risco cardiovascular dos mesmos.

AVALIAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DAS CARACTERÍSTICAS ASSISTENCIAIS DO AMBULATÓRIO DE MEDICINA INTERNA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

GABRIELA MACHADO DE CASTILHOS; MARIA DO ROSÁRIO FERRONATO; TÂNIA WEBER FURLANETO; GUILHERME GEIB; LUIS CARLOS AMON; FLÁVIA KESSLER BORGES

Introdução: O ambulatório de Medicina Interna do HCPA é um serviço terciário de saúde, referência no atendimento de adultos com doenças crônicas. Atualmente, cerca de 2000 pacientes encontram-se em acompanhamento no serviço.Porém, desconhecem-se as características da população atendida. Objetivo: Descrever as características assistenciais e a população atendida no ambulatório de Medicina Interna do HCPA. Métodos: Estudo transversal com 242 pacientes, realizado através de preenchimento de ficha de coleta padronizada, a partir de análise de dados de prontuário. Foram incluídos todos pacientes atendidos no período do estudo. Resultados: A amostra estudada apresentou idade média de 70 anos (69,7%); predomínio de pacientes do sexo feminino (59,1%); provenientes do interior do estado (55%). Os diagnósticos mais freqüentes foram hipertensão arterial sistêmica (73,6%), dislipidemia (38%), diabete mélito (32,2%), obesidade (20%) e cardiopatia isquêmica (19%). Dentre os hipertensos, a pressão arterial sistólica média foi de 139 (+22) mmHg e a diastólica de 84 (+12) mmHg. A hemoglobina glicada média dos pacientes diabéticos foi de 7,9 (+ 1,9). Apenas uma pequena parte dos pacientes apresentou intercorrências relevantes ou hospitalizações no ano anterior ao estudo. Discussão: As características clínicas da amostra refletem o perfil esperado para um ambulatório de clínica médica. Os bons resultados obtidos em termos dos alvos terapêuticos para HAS e DM (patologias mais prevalentes), bem como o limitado número de intercorrências no último ano verificados na amostra, sugerem que o intervalo entre as consultas possa ser ampliado e considerada a possibilidade de alta ambulatorial para os pacientes com doença estável, dentro dos alvos terapêuticos e sem intercorrências nos últimos anos.

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ARTERITE DE TAKAYASU E SÍNDROME CREST: SOBREPOSIÇÃO DE DUAS DOENÇAS

GABRIELA MACHADO DE CASTILHOS; JORGE AUGUSTO BERGAMIN; PAULA KALINKA MENEGATTI; CAMILA BUENO FONSECA; GUSTAVO ADOLPHO MOREIRA FAULHABER

Introdução:descrita pela primeira vez em 1830 por Yamamoto, no Japão e consagrada em 1908 pelo oftalmologista Mikito Takayasu, a arterite de Takayasu, também conhecida como “pulseless disease” , trata-se de uma vasculite de grandes vasos, com acometimento predominante da aorta e seus ramos. Possui uma incidência de 1,2-2,6/milhão/ano, sendo mais prevalente entre mulheres jovens (9:1), com início dos sintomas variando entre 10 e 40 anos. Relato de caso: descrevemos o caso de um paciente de 54 anos, masculino, com diagnóstico realizado durante internação no Serviço de Medicina Interna do HCPA de arterite de Takayasu , após 15 anos de início dos sintomas. O diagnóstico foi realizado através dos critérios disgnósticos da American College of Rheumatology, preenchendo 5 dos 6 critérios existentes, inclusive a comprovação por exame de imagem de estenose crítica em artéria subclávia esquerda. Foi verificada durante a internação a sobreposição com outra patologia pouco comum em homens (4:1), a Síndrome CREST (esclerose sistêmica cutânea limitada).Conclusão: a presença de ambas as patologias sobrepondo-se é um evento raro, havendo até o presente momento a descrição de três casos na literatura médica.

AVALIAÇÃO COMPARATIVA DE INDICADORES DE CONTROLE METABÓLICO EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2 ACOMPANHADOS EM AMBULATÓRIO DE MEDICINA INTERNA E EM AMBULATÓRIO MULTIDISCIPLINAR ESPECIALIZADO EM DIABETES DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE.

CAMILA BUENO FONSECA; MANUELA BRISOT FELISBINO; MARCELLO CASACCIA BERTOLUCI

Introdução: o diabetes mellitus (DM) é uma das doenças crônicas mais prevalentes na população. Requer cuidados médicos contínuos e acompanhamento ambulatorial, além de submeter o paciente ao auto-monitoramento e educação a fim de prevenir complicações agudas e crônicas. Objetivos: comparar metas de controle glicêmico, pressórico e lipídico em amostras de pacientes atendidos no Ambulatório de Medicina Interna (AMEI) e no Ambulatório Multidisciplinar de Diabetes (AMET), do HCPA. Materiais e Métodos: a população do estudo foi composta por amostragem consecutiva, da revisão de prontuário de pacientes com DM 2, atendidos no AMEI e AMET, por três meses consecutivos no ano de 2009. Foram coletados dados referentes a hemoglobina glicosilada (HbA1c), LDL, HDL, triglicerídeos (TG), pressão arterial (PA) e tipo de tratamento utilizado. Resultados e Conclusão: o controle glicêmico dos pacientes estudados mostrou que a HbA1c(%) média das últimas três aferições no AMEI foi 8,19 e no AMET 9,69.

ASSOCIAÇÃO ENTRE PSORÍASE E RISCO CARDIOVASCULAR- REVISÃO DA LITERATURA RAQUEL KUPSKE; ABRAÃO KUPSKE

Introdução: A psoríase é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 3% da população mundial, em diversos graus de severidade. Estudos recentes vêm demonstrando associação entre psoríase e diversas comorbidades, entre elas as doenças cardiovasculares, o que aumenta muito a morbidade e mortalidade nestes pacientes. Objetivos: Buscar na literatura evidências sobre a correlação entre psoríase e risco cardiovascular, bem como os principais mecanismos que possam explicar este fato. Materiais e Métodos: Esta revisão se baseia em informações retiradas de artigos publicados em diversas revistas científicas. Resultados e Conclusão: Estudos mostram que pacientes com psoríase tendem a apresentar maior prevalência de doenças cardiovasculares quando comparados com a população geral, principalmente infarto do miocárdio em pacientes jovens. Também foi encontrada uma maior prevalência de diabetes mellitus, hipertensão e dislipidemia nestes pacientes, que pode ser explicado, em parte, pela prevalência elevada de síndrome metabólica em pacientes com psoríase. A natureza inflamatória da psoríase pode explicar um aumento na formação de placas de aterosclerose nestes pacientes. A psoríase costuma ter um grande impacto na vida dos pacientes, não sendo incomum encontrarmos sintomas depressivos associados, que podem predispor a hábitos de vida não saudáveis, como tabagismo, consumo de álcool e obesidade. Mais estudos são necessários para entendermos melhor esta associação e o que podemos fazer para melhorar a qualidade de vida destes pacientes.

CISTO DE BAKER E TUBERCULOSE: RELATO DE CASO

DIOGO SILVA PIARDI; LUCIANA MAFACIOLI GOLLIN, RAFAEL BARBERENA MORAES

Introdução: Cisto de Baker é patologia bastante prevalente. No entanto, há associação com certas condições que levam a sua formação.

Revisão da Literatura: Estima-se que 19% dos adultos e 6% das crianças possuam cisto de Baker, assintomáticos na maioria. Artrite reumatóide, osteoartrite, fraturas, gota e infecções (como a tuberculose) são condições associadas com a formação destes. No entanto, algumas destas causas, como o caso da tuberculose, são pouco descritas, havendo poucos relatos na literatura. Pacientes sintomáticos relatam dor e edema, podendo mimetizar uma TVP. Um exame complementar útil é a ultrassonografia, de fácil execução, custo baixo e capaz de excluir outras patologias de fossa poplítea. A terapêutica se baseia em repouso, AINEs e corticóide intra-articular em casos selecionados. As principais complicações são ruptura e TVP. Relato de Caso: Neste relato apresentamos um paciente do sexo masculino, 33 anos, com histórico de internação por tuberculose em outubro de 2008, em tratamento, que procurou a emergência do Hospital Conceição em 25/08/2009 por dor e edema em joelho esquerdo, iniciado duas semanas antes, com piora progressiva. Internou no dia 27/08, apresentando edema, calor, rubor em membro inferior esquerdo, com dor à palpação da panturrilha, sendo levantada a hipótese de TVP (e iniciado manejo para tal). Em 28/08, realizou ecografia com diagnóstico de cisto de Baker roto. Suspensas medidas para TVP, foi iniciado antiinflamatório, houve boa evolução, tendo alta em 31/08. Conclusão: Apesar de Cistos de Baker serem comuns, podem existir causas secundárias associadas ao seu surgimento, como a tuberculose, sobretudo em pacientes sem patologias articulares degenerativas. Logo, é importante o conhecimento do histórico do paciente para melhor abordagem.

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EFEITO DE UMA DOSE COLECALCIFEROL NA RESISTÊNCIA A INSULINA

PAOLA PAGANELLA LAPORTE; BRUNO PELLINI CORTE; HUMBERTO LUIZ MOSER FILHO; FÁBIO ANDRÉ SELAIMEN; ELYARA FIORIN PACHECO; CARINA TORRES SANVICENTE; MARCOS DALSIN; LUCAS GHELLER; GUSTAVO ADOLPHO MOREIRA FAULHABER; TANIA WEBER FURLANETTO

INTRODUÇÃO: A deficiência de vitamina D vem sendo associada à intolerância à glicose e Diabete Mélito(DM).Mecanismos apontam para um potencial benefício da vitamina D em pacientes com DM ou intolerância àglicose.A deficiência de vitamina D é tratável, podendo modificar o desenvolvimento de DM.Pensamos que a administração de colecalciferol diminui a resistência à insulina e aumenta sua secreção em indivíduos com glicemia de jejum alterada.OBJETIVOS:Avaliar glicose sérica em jejum,resistência e secreção insulínica antes e após o tratamento com colecalciferol em indivíduos não diabéticos com glicemia de jejum aumentada. METODOLOGIA: Ensaio clínico randomizado duplo cego, pacientes consecutivos, glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL,randomizados para receber 300.000UI de colecalciferol ou placebo,via oral,em dose única. Foram incluídos 66 pacientes por grupo.Calculou-se poder de 80% e erro alfa de 0,05.As aferições do índice de HOMA serão realizadas nos dias 0 e 90.A toxicidade será monitorada pela calcemia repetida no dia 90.RESULTADOS:O n para colecalciferol foi 51 e,para o placebo,47.Os dois grupos randomizados foram semelhantes em seus fatores basais. Quanto à glicose basal, o grupo colecalciferol apresentou média de 108,76 ± 6,250 e o placebo 108,85 ± 7,489(p=0,951).

Glicemia média após colecalciferol foi de 108,73 ± 11,521 e após placebo foi de 106,17 ± 10,941(p=0, 264). Insulina média após colecalciferol média foi de 17,124 ± 14,7984 e após placebo 14,357 ± 8,1469(p=0,265).Cálcio total médio após colecalciferol foi de 9,110 ± 0,5084 e após placebo 9,157 ± 0,4338(p=0,620).CONCLUSÕES:A partir dos dados obtidos nessa análise interina, pode-se concluir que as médias de glicemia, insulina e cálcio total não apresentaram diferenças significativas entre os dois grupos.

ALERGIA AO LÁTEX - RELATO DE CASO

JANAINA VIANA STOLZ; LAURINDA MEDEIROS RAMALHO; MARIANA JOBIM WILSON; EDUARDO TERRA LUCAS; MILTON BERGER; LUIZ FERNANDO JOBIM

Introdução: A prevalência de sensibilização ao látex IgE mediada, na população geral, é estimada entre 5 e 10%. Os fatores de risco para a alergia incluem: exposição ocupacional, tendência atópica, eczema, alergia a frutas e vegetais e espinha bífida. As manifestações clínicas englobam: urticária de contato, rinite, asma e anafilaxia, além de reações não IgE mediadas como dermatite de contato alérgica e por irritante. Objetivos: Relatar um caso de alergia ao látex em paciente atendido nos ambulatórios de Imunologia e Urologia do HCPA.

Materiais e Métodos: Paciente A., 53 anos, masculino, branco, comerciante, procedente de Porto Alegre, proveniente do Serviço de Urologia do HCPA. Encaminhado a Imunologia por história de anafilaxia transoperatória evoluindo para choque anafilático durante ureterolitotomia em 13/11/09. Paciente com história médica de urticária de contato e angioedema após procedimentos dentários e toque retal, além de referir alergias medicamentosas (morfina, penicilina, mercúrio, iodo) e dermatite de contato por irritante com tinner e gasolina. Relata também reação alérgica durante procedimento urológico em 2006, não sabendo informar a gravidade da mesma. Foi solicitado IgE específica para látex de acordo com a história clínica e realizada revisão da folha de sala. A revisão da folha de sala mostrou que o quadro de anafilaxia iniciou mais tardiamente em relação à administração das medicações anestésicas, analgésicas e antimicrobianas, o que nos levou a suspeitar de alergia ao látex. O resultado da IgE específica para látex foi igual a 28 (classe 4).

Resultados e Conclusões: O paciente foi referido ao Serviço de Urologia com orientações sobre a patologia e formas de evitar o contato, no momento como única forma definitiva de tratamento.

RELATO DE CASO - UM CASO DE CRIPTOCOCOSE DISSEMINADA EM PACIENTE HIV NEGATIVO

CAMILA BUENO FONSECA; RENATA HECK; GABRIELA MACHADO DE CASTILHOS; PAULA KALINKA MENEGATTI

Introdução: Criptococose é uma micose de natureza sistêmica de porta de entrada inalatória causada por fungos do complexo Cryptococus neoformas, atualmente em duas espécies: Cryptococus neoformas e Cryptococus gatti.i É um tipo de fungo leveduriforme, presente no solo e em excretas de pombos, que causa sérias infecções em indivíduos imunocomprometidos, a maioria dos casos ocorrendo em pacientes HIV positivos com CD4 abaixo de 100/mm3 e em transplantados de órgãos sólidos. O acometimento de pacientes sem HIV por tal infecção está associado ao uso de glicocorticóides ou imunossupressores. A doença disseminada é incomum. Relato de caso: Descrevemos o caso de uma paciente de 34 anos, feminina, HIV negativo, sem comorbidades prévias, sem uso de medicações, que procurou atendimento por queixa de cansaço e febre persistente com cerca de três meses de evolução e internou para investigação no Serviço de Medicina Interna do HCPA. Os exames laboratoriais demonstraram pancitopenia e todos os culturais de sangue e urina foram negativos. Os exames de imagem do tórax evidenciaram derrame pleural e os de abdome, nódulos hepáticos. Toda a investigação realizada foi negativa, incluindo análise de líquor, derrame pleural, aspirado/biópsia de medula óssea e biópsia de nódulos hepáticos, sem nenhuma evidência de doença fúngica disseminada. A paciente evoluiu com insuficiência respiratória agura súbita, sem nunca ter apresentado queixas respiratórias durante a internação, evoluindo para o óbito. O diagnóstico de criptococose disseminada foi realizado através de necropsia. Discussão: A criptococose disseminada é extremamente rara em pacientes imunocompetentes, e quando ocorre pode ser assintomática em um terço dos casos, possuindo uma alta letalidade.

SOLICITAÇÃO DE EXAMES NO HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE

JHANNA CORREA FAGUNDES; DAPHNE GUERRA BARROS; MANUELA MARTINS COSTA; SABRINA SIGAL BARKAN; SARA CHAMORRORRO PETERSEN

Introdução: Em estudos brasileiros, 52% a 76% das consultas resultam em pedido de exames complementares. O ideal é que os exames sejam solicitados com base em evidências, otimizando os custos em saúde pública. Objetivos: Fazer o levantamento das taxas de solicitação de exames por paciente internado por dia no HCPA para cada especialidade médica, de 2004 a 2010, e verificar quais os exames mais solicitados, e os gastos em exames com relação ao faturamento da internação. Metodologia: Revisão de dados cuja fonte

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