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FARMACOLOGIA GERAL

No documento anais_da_30_sem_cient_hcpa_a.pdf (páginas 129-132)

USO DE CORTICÓIDE INALATÓRIO PROMOVE ALTERAÇÃO NA HIDRÓLISE DE NUCLEOTÍDEOS EM SORO DE RATOS COM DOENÇA PERIODONTAL INDUZIDA

VANESSA LEAL SCARABELOT; ROZISKY, J. R.; DETANICO, B. C.; MEDEIROS, L.; CAVAGNI, J. MACEDO, I. C.; SOUZA, A.; RÖSING, C. K.;

BATTASTINI, A. M. O.; TORRES, I. L S.

Tratamentos com corticóide produzem alterações na hidrólise dos nucleotídeos extracelulares (ATP, ADP, AMP e adenosina). As NTPDases, enzimas presentes no meio intersticial e fluidos biológicos, hidrolisam esses nucleotídeos. O objetivo foi avaliar o efeito do uso crônico de Corticóides Inalatórios (CI) na atividade dessas enzimas em soro de ratos com periodontite induzida. Utilizou-se 30 ratos Wistar machos adultos, divididos em 4 grupos tratados via inalatória/15 dias: Controle (C), Ligadura (L-NaCl 0,9%), Ligadura- Budesonida1(LB1-30µg Budesonida), Ligadura-Budesonida2 (LB2-100µg Budesonida). Utilizou-se o modelo de ligadura (Galvão e cols.,2003) para induzir periodontite. Após 24h da última administração ocorreu a decapitação e centrifugação do sangue (5min/5000xg).

Atividade enzimática foi medida pelo método de Oses e cols.,2004. Resultados expressos em média + EPM de nmolPi/min/mg proteína e analisados por ANOVA de uma via, seguida de Bonferroni. Diferenças significativas quando P<0,05. O grupo L mostrou um aumento da hidrólise de ATP (C=1.045+0.10, L=2.259+0.48, LB1=1.648+0.48, LB2=1.385+0.10, ANOVA, P<0.05) e LB2 mostrou aumento na hidrólise de ADP quando comparado aos demais (C=1.827+0.15, L=2.087+0.25, LB1=1.542+0.14, LB2=4.0+0.44, ANOVA, P<0.05).

Injúria tecidual libera mediadores pró-nociceptivos, como o ATP, sugere-se que o aumento da hidrólise do ATP seja um efeito compensatório devido ao aumento da liberação de ATP causada pelo dano tecidual (periodontite), já os que receberam CI, apresentaram retorno desta atividade aos níveis basais. Os animais tratados apresentaram aumento da hidrólise do ADP que tem efeito pró-coagulante.

O tratamento crônico com CI pode promover mudanças fisiológicas significativas evidenciadas pela alteração das NTPDases.

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EFEITO NEUROPROTETOR DO EXTRATO ETANÓLICO DE OCIMUM SELLOI SOBRE A TOXICIDADE INDUZIDA POR PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO EM FATIAS HIPOCAMPAIS DE RATOS WISTAR

CLÁUDIA VANZELLA; GISELE AGUSTINI LOVATEL, KARINE BERTOLDI, EDUARDO FARINA DE ALMEIDA, FLÁVIA CORVELLO DA SILVA, GILSANE LINO VON POSER, IONARA RODRIGUES SIQUEIRA

Ocimum selloi Benth. Lamiaceae, uma espécie nativa do Sul do Brasil, conhecida como alfavaca e manjericão, é utilizada tradicionalmente como antiinflamatória e diurética. Estudos prévios em nosso laboratório demonstraram que o extrato etanólico de Ocimum selloi apresenta uma potente ação antioxidante, anticolinesterásica in vitro e, além de que, melhorou parâmetros de memória em camundongos submetidos à suplementação durante 15 dias. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito neuroprotetor do extrato etanólico de Ocimum selloi sobre a susceptibilidade de fatias hipocampais ao dano celular induzido pelo peróxido de hidrogênio, avaliado através da viabilidade celular. Ratos Wistar machos adultos foram decapitados, os encéfalos removidos e os hipocampos dissecados e fatiados em chopper. Fatias de hipocampos foram incubadas com diferentes concentrações do extrato etanólico de Ocimum selloi, 0,01;

0,1; e 1 ug/ml durante 60 minutos a 37˚C, após foram expostas ao peróxido de hidrogênio 2 mM, 60 minutos, 37ºC. O dano celular foi avaliado pela liberação da lactato desidrogenase LDH através de kit DOLES. A atividade mitocondrial, a fim de determinar a viabilidade celular, foi avaliada pela redução do brometo de 3-4,5-dimetiltiazol-2-il-2,5-difeniltetrazólio MTT. A exposição ao peróxido de hidrogênio induziu uma alteração na atividade mitocondrial e na liberação de LDH em fatias hipocampais. A incubação com extrato etanólico de Ocimum selloi reduziu significativamente a liberação de LDH, Kruskal Wallis seguido de Dunn‟s; p menor que 0,05, e não alterou a atividade mitocondrial. O extrato etanólico de Ocimum selloi reduziu a susceptibilidade hipocampal ao dano celular induzido pelo peróxido de hidrogênio.

A ASSOCIAÇÃO DE CETAMINA/FENTANIL EM RATOS INFANTES INDUZ ANSIÓLISE DE LONGA DURAÇÃO

YASMINE NONOSE; MEDEIROS, L. F.; SOUZA, A.; ROZISKY, J. R.; SANTOS, V. S.; NETTO, C. A.; BATTASTINI, A. M. O.; TORRES, I. L. S.

Introdução: a exposição precoce a anestésicos pode ser prejudicial ao desenvolvimento do SNC de mamíferos, resultando em seqüelas comportamentais apresentadas até a idade adulta. Objetivo: avaliar o estado de ansiedade dos animais submetidos à administração de anestésico geral, associado ou não a cirurgia, no P14. Materiais e métodos: ratos Wistar machos com 14 dias (P14) divididos em 3 grupos: controle (C), cetamina S+/fentanil (CF), cetamina S+/fentanil + cirurgia (CF+CIR), doses: 0,09 mg/kg-fentanil e 20 mg/kg- cetamina S+. Modelo cirúrgico realizado descrito por Levine, modificado por Rice et al. (1981), sem produção de isquemia. Em P30 (n=17-18) e P60 (n=12-15) foram avaliados no Labirinto em Cruz Elevado (LCE) por 5 min, analisando: o número de entradas nos braços abertos (EBA), de protected head-dipping (PHD), de non-protected head-dipping (NPHD), e o tempo (s) de permanência nos braços abertos (TBA). Dados analisados por ANOVA de uma via e SNK, resultados em média±EPM e considerados significativos com P<0,05. Resultados: em P30, o grupo CF apresentou um aumento no EBA (2,94±0,24) e NPHD (5,22±0,68), associado a um aumento de TBA (34,27±4,75) em relação ao grupo C (EBA:1,53±0,24; NPHD:1,82±0,32; TBA: 11,41±2,11). O grupo CF+CIR apresentou um aumento no NPHD (6,94±1,11) em relação ao grupo C (1,82±0,32), com aumento no EBA (4,38±0,57) e TBA (50,55±6,88). Em P60, o grupo CF apresentou aumento no EBA (3,27±0,71), PHD (6,2±0,92), NPHD (4,67±0,97) e TBA (35,93±8,72). Conclusões: os resultados sugerem adaptações em sistemas de neurotransmissão envolvidos com ansiedade, uma vez que o efeito ansiolítico induzido pela associação fentanil/cetamina S+ foi observado até P60. Estudos futuros são necessários para o esclarecimento dos sistemas de neurotransmissão envolvidos.

A COMBINAÇÃO DE CETAMINA/FENTANIL EM RATOS INFANTES PROMOVE AUMENTO DA HIDRÓLISE DE NUCLEOTÍDEOS E ANALGESIA.

YASMINE NONOSE; MEDEIROS, L. F.; SOUZA, A.; ROZISKY, J. R.; SANTOS, V. S.; NETTO, C. A.; BATTASTINI, A. M. O.; TORRES, I. L. S.

Introdução: o desafio da anestesia em neonato reside na imaturidade dos órgãos e sistemas e no risco de promover alterações nas respostas comportamentais e bioquímicas que perdurem até a vida adulta. O fentanil, um analgésico opióide e a cetamina, um agente anestésico dissociativo, são utilizados em pediatria. Objetivo: avaliar a resposta nociceptiva e a atividade das ectonucleotidases de ratos submetidos à administração de fentanil/cetamina S+, associado ou não a cirurgia, em P14. Métodos: ratos machos Wistar com 14 dias (P14) divididos em 3 grupos: controle (C), cetamina S+/fentanil (CF), cetamina S+/fentanil+cirurgia (CF+CIR)-0,09 mg/kg-fentanil e 20 mg/kg-cetamina S+. Modelo cirúrgico descrito por Levine, modificado por Rice et al. (1981), sem produção de isquemia. Avaliação da nocicepção realizada em tail-flick (TFL), n=6-7(P14), 11-14(P30) e a das ectonucleotidases pelo método de Battastini et al. (1991), n=2- 3(P14,P30). Dados analisados por ANOVA de uma via/SNK. Resultados em porcentagem do controle para TFL e média+EPM para as ectonucleotidases, significantes com P<0,05. Resultados: TFL: não houve significância em P14; em P30, houve aumento na latência de retirada da cauda dos grupos CF (26,16%) e CF+CIR (21,49%) em relação ao C. Ensaio enzimático: não houve significância em P14; em P30, o grupo CF mostrou um aumento na hidrólise do ATP (146,18±8,92) e AMP (14,97±1,71) e o grupo CF+CIR, aumento na hidrólise do AMP (12,72±0,79), ambos em relação ao C (6,0±0,09). Conclusões: estes resultados demonstram que a administração de anestésicos na fase precoce da vida promove analgesia e alterações na hidrólise de nucleotídeos de média duração. A analgesia (P30) pode estar relacionada ao aumento da hidrólise de AMP, com níveis aumentados de adenosina (antinociceptiva).

MECANISMO DE AÇÃO DA PRISTIMERINA NO CICLO CELULAR DE LINFOMAS TRANSFORMADOS (SÍNDROME DE RICHTER)

LYDIANE LAURA SCHMIDT; VILLELA L, FAJARDO O, LÓPEZ L, GÓMEZ E, GUAJARDO E, GUTIERREZ J, SCOTT S, AREGUETA U, SERNA S, PERFECTO Y, BORBOLLA JR

INTRODUÇÃO: A pristimerina é um composto natural de diferentes espécies de planta e pertence a família dos triterpenóides que apresentam uma estrutura química similar a dos esteróides. No entanto, a pristimerina possui propriedades antiinflamatórias, de bloqueio da proliferação e incremento da apoptose celular. A Síndrome de Richter é a transformação de um linfoma indolente a um linfoma agressivo. Desafortunadamente, este tipo de linfoma é resistente às quimioterapias convencionais y o transplante autólogo não tem

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melhorado a sobrevida dos pacientes. Portanto, se acredita ser necessário, desenvolver noas moléculas que produzam melhores respostas nesta patologia. OBJETIVO: Avaliar as vias de ativação e bloqueio do ciclo celular em uma linha de linfoma humano tranformado – SUDHL-4. MATERIAIS E MÉTODOS: desenho experimental in vitro. A pristimerina foi obtida de Crossopetalum uragoga em um laboratório de produtos naturais do ITESM – México. Utilizou-se a linha celular SUDHL-4 obtido de um paciente com linfoma folicular transformado a linfoma agressivo. Avaliou-se por PCR-RT a ativação ou inibição de 60 gnes implicados na regulação do ciclo celular. Esta avaliação realizou-se por triplicatas em um grupo controle e um grupo problema (com pristimerina) e se determinou o ΔCt. A nálise estatística foi feita através da diferença de medias com a prova t de Student e se definiu a diferença por p ≤ 0,05. RESULTADOS:

observou-se que a fase G1/S, Síntese, Replicação do DNA, G2/M e Mitose se encontram incrementadas nas células SUDHL-4. Verifica-se que a pristimerina é capaz de inibir os genes envolvidos na fase de síntese, replicação do DNA e Mitose. Entretanto,outros genes são ativados, e isso implica no bloqueio do ciclo celular. CONCLUSÃO: A pristimerina tem acapacidade de produzir a inibição do ciclo celular através do bloqueio da fase S, G2/M e M, assim como a ativação de genes envolvidos na detenção do ciclo celular.

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS SÉRIOS NA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NATHALIA HELENE STEYER; RAQUEL YURIKA TANAKA; ANA PAULA DA SILVA PEDROSO; ELENARA FRANZEN; JOSÉ ROBERTO GOLDIM A terapia anti-retroviral (ARV) possibilitou uma melhora na qualidade e na expectativa de vida dos portadores de Aids, através da redução das infecções oportunistas, da reconstituição das defesas imunológicas e da redução da viremia. Os objetivos deste trabalho são descrever os EAS ocorridos em projetos de pesquisa, com fármacos ARV, obtidos através do levantamento no banco de dados GPPG 8.0 do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Este é um estudo transversal, com o nº 95152, o qual teve como unidade de observação os EAS ocorridos nos projetos da indústria, submetidos e aprovados pelo CEP do hospital no ano de 2005 a 2007. No período, foram submetidos sete projetos de pesquisa com ARV no CEP/HCPA, sendo que dois foram interrompidos durante a execução e um cancelado antes de ser executado. A ocorrência e a gravidade dos EAS podem estar relacionadas às intervenções e às características prévias dos participantes incluídos. Os EAS ocorridos durante a execução dos projetos devem ser adequadamente monitorados como forma de proteção aos participantes e para reavaliar a necessidade ou não de alterações nos projetos aprovados ou mesmo a interrupção desses.

REGULAÇÃO DOS NÍVEIS DE NEUROTROFINAS PELO RECEPTOR DO PEPTÍDEO LIBERADOR DE GASTRINA EM CÉLULAS DE CÂNCER COLORRETAL HUMANO

DÉBORA SCHOENFELD PRUSCH; CAROLINE BRUNETTO DE FARIAS; DENIS BROOCK ROSEMBERG; TIAGO ELIAS HEINEN; ANA LUCIA ABUJAMRA; FLÁVIO KAPCZINSKI; ALGEMIR LUNARDI BRUNETTO; PATRICIA ASHTON-PROLLA; LUISE MEURER; MAURÍCIO REIS BOGO;

GILBERTO SCHWARTSMANN; RAFAEL ROESLER

O peptídeo liberador de gastrina (GRP) atua como um neuropeptídeo que estimula a liberação da gastrina e o crescimento do epitélio normal. Em câncer colorretal há uma superexpressão de GRP e seu receptor (GRPR), sugerindo que RC-3095, um antagonista sintético de GRPR, pode ser considerado um potente agente antitumoral. A família de neurotrofinas (BDNF, NGF, NT-3 e NT-4/5) e seus receptores, além de serem importantes reguladores da sobrevivência, desenvolvimento e plasticidade neuronal também tem sido relatados em processos não neuronais e oncogênicos como em câncer de ovário, próstata, pulmão e mama. O objetivo deste trabalho foi avaliar os possíveis efeitos antitumorais de RC-3095 nas linhagens celulares de câncer colorretal humanas, HT-29 e SW-620, investigando possíveis interações entre neurotrofinas e GRPR, assim como avaliar uma possível via de sinalização envolvida neste processo. Para isso, através da técnica de imuno-histoquímica e/ou da técnica de reação em cadeia da polimerase foi avaliada a expressão de GRPR, BDNF e TrkB. Avaliou-se ainda, os níveis de secreção basal e a expressão de mRNA de BDNF após o tratamento com RC-3095. Os resultados demonstraram que HT-29 e SW-620 foram positivamente marcadas com o anticorpo anti-GRPR e anti-TrkB, ambas possuem mRNA para GRPR e BDNF e o RC-3095 teve efeito antiproliferativo nestas linhagens. Em HT-29, o RC-3095 induziu um aumento significativo na expressão de mRNA e nos níveis de BDNF secretados pelas células, no entanto não houve diferença significativa na linhagem celular SW-620 quando comparada ao seu controle. Compreender a relação entre a sinalização de GRPR e BDNF/TrkB e o envolvimento de BDNF/TrkB na progressão de câncer colorretal poderia proporcionar novas estratégias terapêuticas para este tipo de tumor.

AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DE GRPR E TRKB EM CÂNCER COLORRETAL

DÉBORA SCHOENFELD PRUSCH; CAROLINE BRUNETTO DE FARIAS; DENIS BROOCK ROSEMBERG; TIAGO ELIAS HEINEN; PATRICIA KOEHLER DOS SANTOS; ANA LUCIA ABUJAMRA; FLÁVIO KAPCZINSKI; ALGEMIR LUNARDI BRUNETTO; PATRICIA ASHTON-PROLLA;

LUISE MEURER; MAURÍCIO REIS BOGO; DANIEL DE CARVALHO DAMIN; GILBERTO SCHWARTSMANN; RAFAEL ROESLER

Entender a relação entre receptores acoplados à proteína G (GPCRs) e receptores tirosina-quinases (RTKs) em câncer pode ter importantes implicações para o desenvolvimento de novas terapias-alvo e biomarcadores. O receptor do peptídeo liberador de gastrina (GRPR), um membro da superfamília de GPCR, que estimula a liberação de gastrina e o crescimento do epitélio normal, e o TrkB, um RTK da família Trk de receptores de neurotrofinas, cujo ligante primário é o fator neurotrófico derivado de cérebro (BDNF), importante regulador de sobrevivência, desenvolvimento e plasticidade neuronal, tem sido considerados como alvo molecular em câncer. O GRPR é superexpresso em uma variedade de cânceres humanos e atua como fator de crescimento que estimula a proliferação de células tumorais. O BDNF tem sido relatado em processos não neuronais e oncogênicos, possuindo relação com o prognóstico da doença e o estágio do tumor. Este trabalho teve como objetivo avaliar a expressão de GRPR, BDNF e TrkB em amostras de pacientes normais e neoplásicos bem como quantificar os níveis de BDNF nestas amostras. Para isso, avaliamos a expressão de GRPR e BDNF em 21 amostras de adenocarcinoma colorretal por imunohistoquímica e a expressão de RNAm para GRPR e BDNF por RT-PCR em 30 amostras. A quantificação de BDNF foi realizada através do método de ELISA. Foi detectada imuoreatividade para GRPR em 11 amostras e para TrkB em 21 amostras, sendo verificada também a expressão de RNAm para GRPR em 29 amostras e para BDNF em 28 amostras. A quantificação de BDNF revelou que tumores têm significativamente maiores níveis de BDNF comparados com tecido de cólon não- neoplásico dos mesmos pacientes. Compreender a relação entre a sinalização de GRPR e BDNF/TrkB e o envolvimento de BDNF/TrkB na progressão de câncer colorretal poderia proporcionar novas estratégias terapêuticas para este tipo de tumor.

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ALTERAÇÕES NAS RESPOSTAS NOCICEPTIVA E BIOQUÍMICA APÓS INTERVENÇÃO FARMACOLÓGICA COM ISOFLURANO, ASSOCIADO OU NÃO A CIRURGIA

LICIANE FERNANDES MEDEIROS; SOUZA, A.; ROZISKY, J. R.; NONOSE, Y.; SANTOS, V. S.; BATTASTINI, A. M. O.; TORRES, I. L. S.

Introdução: apesar de milhões de crianças fazerem uso de anestésicos gerais e de seu uso ser considerado seguro, deve-se considerar possíveis alterações no organismo desses pacientes em curto e médio prazo. Objetivo: avaliar as respostas nociceptiva e bioquímica dos animais submetidos à administração de anestésico geral, associado ou não a cirurgia em P14. Métodos: ratos machos Wistar com 14 dias (P14) divididos em: controle (C), isoflurano (ISO), isoflurano/cirurgia (ISO+CIR). Para indução da anestesia: isoflurano 5% e manutenção: 3%. Modelo cirúrgico realizado descrito por Levine, modificado por Rice et al. (1981), sem produção de isquemia. A avaliação da nocicepção pelo tail-flick (TFL; n=P14:7-8;P30:10-11) e das ectonucleotidases (n=P14:9-12;P30:4-6) pelo método de Battastini et al.(1981). Análise de dados: ANOVA de uma via/SNK. Resultados como média+EPM e considerados diferentes com P<0,05.

Resultados: TFL: em P14, observou-se um aumento na latência de retirada da cauda do grupo ISO em relação ao C (ANOVA P<0,05) onde a cirurgia foi capaz de reverter parcialmente este efeito. Em P30, não foi observada significância. Ensaio enzimático: em P14, foi observada uma diminuição na hidrólise do ATP, ADP e AMP, apresentada pelo grupo ISO, enquanto que a cirurgia reverteu o efeito em relação ao ATP e ADP (ANOVA P<0,05). Em P30, não foi observada significância. Conclusões: sugere-se que a administração de isoflurano numa fase de maturação promove uma adaptação no sistema nociceptivo, com desequilíbrio das fibras do tipo Aδ, em número destas fibras e/ou em sua atividade nociceptiva. O efeito observado nas enzimas, que estão ancoradas a membrana, pode estar relacionado com um dos mecanismos de ação atribuído ao isoflurano, alterações na fluidez de membranas celulares.

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