DESENVOLVIMENTO MOTOR DE CRIANÇAS EM UMA COMUNIDADE DE CAXIAS DO SUL: INFLUÊNCIA DO CONTEXTO FAMILIAR RAQUEL SACCANI; SANDRA MARCOLIN
Introdução: Os primeiros anos de vida são marcados pela importante aquisição de habilidades motoras, resultado da ação de diversos fatores do indivíduo, inseridos no contexto e dependentes das tarefas. Objetivo: Avaliar o desenvolvimento motor de crianças de 6 a 18 meses de idade e investigar a influência do contexto familiar. Metodologia: Estudo descritivo, observacional e transversal, no qual participaram 30 crianças, moradoras do Bairro Fátima Alta de Caxias do Sul. Os instrumentos avaliativos foram: a Alberta Infant Motor Scale (AIMS) e o Affordances in the Home Enviroment for Motor Dvelopment (AHEMD). Para análise dos dados foi utilizada estatística descritiva e Qui2 de Pearson. Resultados: 56.7% dos bebês apresentaram desempenho motor abaixo do esperado, sendo 13.4% com desempenho motor atrasado e 43.3% com suspeita de atraso. Observou-se, na faixa etária de 6 a 11 meses, associação do desempenho com o tempo carregado no colo (Ch2=12,85; p=0,04) e quantidade de estímulo dados pelos pais (Chi2= 6,3; p=0,04). Na faixa etária de 12 a 18 meses, as associações significativas foram com a quantidade de espaço para brincadeiras (Chi2= 9,0; p=0,01), estímulo dado
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pelos familiares (Chi2= 9,0; p=0,01), tempo de permanência no berço (Chi2= 9,42; p=0,05) e tempo livre para movimentação (Chi2= 9,0; p=0,01). Para as demais variáveis, não foram encontradas associações significativas. Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que o ambiente em que o bebê vive pode dar diferentes formatos ao seu desenvolvimento motor. Ambientes positivos agem como facilitadores de novas aquisições comportamentais, potencializando a exploração e interação do bebê com o meio.
SHUTTLE WALK TEST COMO RECURSO PARA TREINAMENTO AERÓBIO EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA ROBERTA WEBER WERLE; MARIA ELAINE TREVISAN; JULIANA CORRÊA SOARES; LAÍS SARI
Introdução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é umas das mais importantes causa de morbi-mortalidade no mundo. Embora o decréscimo da função pulmonar seja a principal limitação funcional, a associação de efeito sistêmico contribui de forma importante para os sintomas e as limitações que caracterizam essa doença. Objetivo: verificar a eficácia do Shuttle Walk Test como método de condicionamento aeróbio em indivíduos com DPOC e a correlação com a distância caminhada, a força muscular respiratória e a força muscular periférica. Materiais e Métodos: 6 indivíduos com idade entre 34 e 64 anos com diagnóstico de DPOC fizeram parte da série de casos. Os indivíduos realizaram treinamento aeróbio duas vezes na semana durante oito semanas. As variáveis investigadas foram:
distância caminhada, pressões respiratórias máximas e força muscular de quadríceps. Resultados e Conclusão: Observou-se melhora significativa na distância caminhada após treinamento (p=0,02). Houve correlação da pressão expiratória máxima com a força de quadríceps e da distância caminhada com a pressão inspiratória máxima ao final do treinamento. O treinamento realizado através do Shuttle Walk Test mostrou-se eficaz como método de condicionamento aeróbio para este grupo de pacientes, aumentando significativamente a distância caminhada.
TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR: ASPECTOS SÓCIODEMOGRÁFICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DE UMA COORTE DE PACIENTES ROBERTA WEBER WERLE; DÉBORA SCHMIDT; FERNANDA KUTCHAK; MARCELO DE MELLO RIEDER
Introdução: O traumatismo Raquimedular (TRM) é uma condição incapacitante com incidência de 6-8 mil casos/ano, gerando custo aproximado de U$ 300,000,000,00/ano. Devido à gravidade desta lesão a ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) por estes pacientes tem aumentado. Objetivo: Traçar o perfil sociodemográfico e epidemiológico de um grupo de pacientes com TRM.
Material e Método: Trata-se de um estudo observacional, de coorte, retrospectivo dos prontuários de pacientes com diagnóstico de TRM, admitidos de janeiro de 2009 a abril de 2010 em um hospital público de Porto Alegre/RS. Resultados: Houve admissão de 30 pacientes com TRM, destes 7 foram excluídos, sendo a amostra composta por 23 pacientes. A idade média destes pacientes foi de 33,78 anos, sendo 96% do sexo masculino e 74% da cor branca. Quarenta e três por cento tiveram lesão de vértebras cervicais, 43% torácica e 14%
lombar, destas 61% foram lesões completas. As principais causas do TRM foram: ferimento por arma de fogo (39%), acidente automobilístico (22%), mergulho (9%) e esporte (9%). O tempo médio de internação hospitalar e na UTI foi respectivamente 35,21 e 14,93 dias. Setenta por cento dos pacientes necessitaram de cuidados intensivos, destes 56% utilizaram suporte ventilatório por um tempo médio de 14,77 dias. A mortalidade intra UTI foi de 6% e hospitalar geral de 4%. Conclusão: O TRM acomete principalmente adultos jovens do sexo masculino, tendo como principal causa ferimentos por arma de fogo. Apesar da baixa mortalidade o TRM é responsável por altas taxas e períodos prolongados de internação.
VALIAÇÃO DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ASSOCIADO À MUSICOTERAPIA NO DESEMPENHO MOTOR DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA
CAROLINA SANT‟ANNA UMPIERRES; CRISTIANE LEANDRO EIFLER
O atendimento de crianças com Paralisia Cerebral (PC) Espástica constitui importante área de atuação dos profissionais da fisioterapia e da musicoterapia, entre outros, devido aos benefícios proporcionados ao desenvolvimento motor e cognitivo dessas crianças. Uma vez que a literatura referente ao assunto é escassa, torna-se relevante um estudo que avalie o tratamento fisioterapêutico associado à musicoterapia no desempenho motor e a influência da musicoterapia na modulação do tônus espástico destas crianças. Participaram deste estudo 15 crianças com diagnóstico de PC espástica, residentes na Casa do Menino Jesus de Praga. Após a avaliação inicial, as crianças selecionadas realizaram atendimentos de musicoterapia em grupo uma vez por semana. No término deste período, a musicoterapeuta elaborou uma seleção de músicas que foram utilizadas durante o tratamento fisioterapêutico que foi realizado três vezes por semana, com sessões de trinta minutos cada, durante os meses de outubro a março de 2009, baseado nos preceitos do Conceito Bobath. Os resultados obtidos através da análise estatística mostraram que houve melhora do desempenho motor das crianças da amostra entre a avaliação pré e pós-tratamento (p=0,0394). A comparação do protocolo de avaliação de tônus muscular, antes e após a intervenção, mostrou que os grupos musculares que apresentaram diminuição significativa do tônus espástico foram dos músculos flexores (p=0,0316) e extensores (p=0,0237) de joelho. O tratamento fisioterapêutico associado à musicoterapia melhorou o desempenho motor grosseiro e auxiliou na modulação de tônus das crianças com PC espástica.
CORRELAÇÃO ENTRE A CAPACIDADE FUNCIONAL AVALIADA ATRAVÉS DO TESTE DE CAMINHADA DE SEIS MINUTOS E A FORÇA DINÂMICA DE MEMBRO INFERIOR DOMINANTE EM PORTADORES DE FIBROSE CÍSTICA: UM ESTUDO PILOTO
RENAN TREVISAN JOST; LUANI FIGUEIREDO DA SILVA; DANNUEY MACHADO CARDOSO; JEFFERSON VERONEZI; ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE; DULCIANE NUNES PAIVA
Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética caracterizada por manifestações sistêmicas que podem levar ao déficit nutricional e diminuição da força muscular, além de provocar perda da capacidade submáxima ao exercício. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e a força do membro inferior dominante de crianças e adolescentes fibrocísticas. Metodologia: Estudo transversal, composto por 06 crianças e adolescentes fibrocísticos (02 F, 04 M) advindos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foi realizado o Teste
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de Caminhada de Seis minutos (TC6m) de acordo com a American Thoracic Society (2002). Para o Teste de uma Repetição Máxima (1RM) foi realizado alongamento do músculo quadríceps do membro inferior dominante e realizada a flexo-extensão (10 repetições/1Kg).
Com o sucesso da realização da série, foram usadas cargas incrementais até obtenção da carga máxima. Os dados foram expressos com mediana e comparados ao predito pelo teste de Wilcoxon. Para correlacionar a distância percorrida e a carga obtida no Teste de 1RM, foi utilizado a Correlação de Spearman. Para efeito de significância estatística foi adotado um p<0,05. Resultados: A amostra apresentou mediana de idade de 12,5 anos e IMC de 18,5 Kg/m2. Houve redução significativa da distância percorrida no TC6m pelos fibrocísticos em relação ao predito (360,25 m e 702,07 m, p = 0,046). A carga máxima utilizada no Teste de 1RM apresentou a mediana de 3,75 Kg.
Houve correlação muito forte entre a distância percorrida no TC6m e a carga máxima vencida no Teste de 1 RM (r= 0,926, p= 0,008).
Conclusões: A FC acarreta perda da capacidade funcional, observada pela redução da distância percorrida no TC6m, além de ser acompanhada pela redução da força muscular em membros inferiores, tida através do Teste de 1RM.
APLICAÇÃO DE TERAPIA EXPIRATÓRIA POSITIVA EM PACIENTES COM INDICAÇÃO DE REEXPANSÃO PULMONAR VERONICA DA SILVA PAIVA; ANDREIA ZATTERA
Contextualização: As doenças respiratórias restritivas caracterizam por uma redução dos volumes e capacidades pulmonares, o que leva a diminuição na expansibilidade pulmonar e, conseqüentemente, prejuízo nas trocas gasosas. O uso da pressão positiva nas vias aéreas fisiologicamente promove melhora da troca gasosa devido ao recrutamento de alvéolos colapsados e consequentemente melhora a expansão pulmonar, sendo o EPAP e o retardo expiratório em selo d‟água recursos fisioterapêuticos bastante utilizados para tal fim.
Objetivos: Descrever alterações hemodinâmicas (FR, PA, FC, Sat O2) após a aplicação de EPAP e selo‟dágua em pacientes hospitalizados.
Metodologia: recrutados indivíduos adultos, de ambos os sexos, hospitalizados em tratamento fisioterapêutico para reexpansão pulmonar e divididos aleatoriamente em um grupo para terapia com EPAP e outro para o retardo Expiratório em selo d‟água (RESD). As variáveis foram coletadas ao final de 15 minutos de terapia e analisadas pelo teste t (Student) Resultados: O grupo do EPAP, em média, apresentou aumento da SpO2 e diminuição da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e para o grupo RESD houve discreta diminuição da freqüência cardíaca e respiratória quando comparada aos valores do grupo EPAP. Conclusão: Observou-se que em média o comportamento das variáveis estudadas foi melhor no grupo EPAP, mesmo não apresentando alterações estatisticamente significativas entre o grupo.
IMPACTO DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDÍACA AQUÁTICA NA CAPACIDADE FUNCIONAL E NA QUALIDADE DE VIDA DE INDIVÍDUOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE; LUCAS CORREA DA SILVA; CAMILA GRALOV; BÁRBARA HERMES; JAMES FRACASSO; MURILO RUOSO MORAES; DULCIANE NUNES PAIVA; PATRÍCIA OLIVEIRA ROVEDA
Introdução: A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), devido aos seus sintomas, como fadiga muscular e dispnéia, ocasiona a diminuição da capacidade funcional e redução da qualidade de vida (QDV) nos portadores dessa patologia. No Brasil e especialmente na região Sul, são raros os estudos que abordam a questão da reabilitação cardíaca aquática em pacientes com ICC. Objetivo: Avaliar o impacto de um programa de reabilitação aquática na capacidade funcional e na QDV de pacientes com ICC. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo piloto, quase-experimental, onde se avaliou a capacidade funcional, através do Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6m) e a QDV de 03 indivíduos (01 do sexo feminino) com diagnóstico clínico de ICC Classe Funcional II (NYHA) submetidos a um programa de reabilitação aquática. A mediana da idade foi 65 anos. O período de intervenção do programa foi de 9 meses com freqüência de 2 vezes por semana e duração da sessão de 50 minutos. A carga de trabalho foi 60% da freqüência cardíaca máxima. O TC6m foi realizado de acordo com o protocolo da American Thoracic Society (2002). A QDV foi avaliada através da versão brasileira do Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ). Resultados e Conclusões: Constatou-se que, após a implementação do programa de reabilitação aquática, houve um aumento na distância percorrida no TC6m (baseline: 450m vs avaliação final: 497m) e um decréscimo no escore do MLHFQ (baseline: 21 pontos vs avaliação final: 09 pontos), porém, com o propósito de extrapolar tais achados, é necessário aumentar o tamanho amostral bem como a necessidade de instituição de um grupo controle.
DESENVOLVIMENTO MOTOR DE BEBÊS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA: INFLUÊNCIAS DE TRÊS DIFERENTES CONTEXTOS JACTIANE ANZANELLO; NADIA CRISTINA VALENTINI
Ao longo do processo de desenvolvimento, as estruturas cognitiva, social e motora se auto-organizam e se somam ao fator maturacional, resultando em uma cooperação entre múltiplos subsistemas. Neste sentido, pesquisas estão sendo realizadas com o intuito de investigar a interação entre o indivíduo e seu contexto, demonstrando que o ritmo de desenvolvimento motor é afetado pelo meio em que a criança vive. Objetivo: Verificar a influência do contexto no desenvolvimento motor infantil. Métodos: A amostra foi composta por 25 bebês situados em domicílios, 26 bebês provenientes de creches e 23 bebês situados em Instituições de abrigamento. O desenvolvimento motor foi avaliado através da Alberta Infant Motor Scale (AIMS). Resultados: A prevalência de anormalidade no desenvolvimento motor da amostra estudada foi no ambiente das creches, onde 66% das crianças apresentaram atrasos, seguidas das crianças dos abrigos (64%). As crianças avaliadas no ambiente familiar apresentaram maiores percentuais na classificação de normalidade no desenvolvimento motor, sendo 48% de criança. Conclusões: Os resultados apontam maior atenção ao desenvolvimento motor durante o primeiro ano de vida de crianças que permanecem por um longo período de tempo durante o dia no ambiente de desenvolvimento coletivo e afastada de suas mães/familiares, neste caso as creches e os abrigos.
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O COMPORTAMENTO DA CRIANÇA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA: ASPECTOS MOTORES E COMUNICATIVOS DE BEBÊS EM SITUAÇÃO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO
JACTIANE ANZANELLO; NADIA CRISTINA VALENTINI
A institucionalização na infância é considerada uma relevante área de estudo na atualidade e o conhecimento dos comportamentos motores e comunicativos de crianças no primeiro ano de vida abrigadas é fundamental para que profissionais que atuam com estas crianças possam tomar efetivas decisões relacionadas a intervenções em caso de atrasos nesses comportamentos. Objetivo: avaliar os comportamentos motores e comunicativos de crianças no primeiro ano de vida situadas em abrigos. Métodos: Participaram 23 crianças com até um ano de idade proveniente de Instituições de Abrigo do município de Porto Alegre/RS. Foram avaliadas através da Escala de Desenvolvimento do Comportamento da Criança (EDCC). Resultados: O desempenho na EDCC em relação às variáveis motoras, classificaram-se predominantemente como “de Risco” e “Atraso” (65%), e em relação às variáveis comunicativas, 73% das crianças obtiveram classificação “de Risco” e “Atraso”. Quanto a associação entre esses comportamentos, 44% das crianças que apresentaram atrasos no comportamento motor, demonstraram atrasos no comportamento comunicativo. Conclusão: Estes achados refletem a necessidade de programas de intervenção em ambientes de cuidados coletivos, no caso os abrigos, com o intuito de otimizar o desenvolvimento e consequentemente a saúde de crianças institucionalizadas no primeiro ao de vida.
A AÇÃO LÚDICO-TERAPÊUTICA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE: INTERFACES COM PRÁTICAS EDUCATIVAS EMANCIPATÓRIAS
REGINA HELENA ALVES SALAZAR SIKILERO
O presente estudo objetivou compreender, à luz da pedagogia emancipatória proposta por Paulo Freire, as dinâmicas processuais em contexto hospitalar oriundas das ações lúdicas desenvolvidas pelo Serviço de Recreação Terapêutica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA. Um serviço assistencial que é pioneiro no Brasil no oferecimento de atividades recreativas e ocupacionais como parte do tratamento de pacientes clínicos, cirúrgicos e psiquiátricos de todas as faixas etárias em nível preventivo, curativo e paliativo. Procurou- se analisar quais são e como estão representadas as dinâmicas processuais subjacentes a esta atividade e que, cotidianamente, perpassam as ações e relações nesta Instituição de saúde sob a ótica freiriana. Para tanto, utilizou-se a pesquisa qualitativa focada no Estudo de Caso, sendo usada como técnica principal a entrevistas semi-estruturadas realizadas em pacientes, familiares, acadêmicos e profissionais de saúde envolvidos com a ação em questão, complementada pela análise da realidade atual e registros históricos do Serviço de Recreação Terapêutica/HCPA. Os dados coletados foram utilizados após múltiplas leituras e interpretações baseadas em categorias selecionadas no extenso repertório de Paulo Freire: O diálogo, pontuando as igualdades e desigualdade em saúde, a participação crítica e a autonomia, sinalizando a existência de movimentos libertadores capazes de validar as rotinas, padrões e papéis exercidos pelos sujeitos neste contexto. Dentre os resultados encontrados no cenário analítico deste estudo, destaca-se a existência de discursos hegemônicos cristalizados, bem como a necessidade de que se estabeleça durante a assistência lúdica uma escuta criteriosa, responsável e democrática que acolha as demandas individuais e coletivas na busca de um cuidado integral, integrado, resolutivo e humanizado. Um cuidado que valorize o compartilhamento de saberes e fazeres de todos os envolvidos no processo saúde-doença- intervencão.