TAXA DE CESÁREAS E INFECÇÕES PÓS-PARTO NO HCPA – UMA ANÁLISE DE 2005 A 2009
KATIA GARBINI GONÇALVES; ALICIA DORNELLES DORNELES; FABIANA MORAIS MIGLIAVACCA; JÉSSICA ELISE BORBA FASSBENDER;
LÍLIAN LEÃO ARAIS DA SILVA; MARIZA MACHADO KLUCK
Introdução: Nos últimos anos, o Brasil vem apresentando uma das mais elevadas taxas de cesáreas do mundo. Evidentemente, qualquer procedimento cirúrgico apresenta riscos inerentes ao próprio ato. Mesmo quando a morbidez e a mortalidade associadas com as complicações que conduziram à cesariana são excluídas, a morbidez materna é mais freqüente e mais grave após a cesariana do que após o parto vaginal, chegando a até oito vezes mais. Objetivos: Analisar a evolução da taxa de cesáreas e número de infecções pós- cesariana e pós-parto vaginal no período de janeiro de 2005 a maio de 2010 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Metodologia:
As taxas de cesárea no HCPA foram obtidas do sistema de Informações Gerenciais mensalmente para os anos de 2005 a 2010. Como indicadores de morbidade materna, a média anual de taxas de infecção relacionadas a parto normal e a parto cesáreo também foram coletadas para o mesmo período. As taxas de cesárea no Brasil foram obtidas do “site” do DATASUS para o período de 2005 a 2007.
Resultados: No período de 2005 a 2007, a taxa de cesárea no HCPA foi inferior a taxa apresentada pelo Brasil. As taxas de cesáreas no HCPA reduziram de 2005 a 2007, porém tiveram um aumento de 2007 a 2010, retornando a índices semelhantes aos apresentados em 2005. A linha de tendência de Janeiro de 2005 a Maio de 2010 manteve-se constante. O período de Janeiro a Maio de 2010 mostra uma taxa dentro do desvio padrão dos anos anteriores. A taxa de infecção pós-cesárea foi superior à taxa de infecção pós-parto normal no período analisado. Conclusão: Apesar da importância da cesárea, deve-se atentar para a taxa de cesárea a fim de evitar aumentos de complicações após o procedimento, como a infecção.
REALIZAÇÃO DO AUTO-EXAME DAS MAMAS APÓS INTERVENÇÃO EDUCACIONAL NA POPULAÇÃO DE XANGRI-LÁ CARLOS JOSÉ GOI JÚNIOR; CHRISTIAN KINOPP; LARA RECH POLTRONIERI; NÍLTON LEITE XAVIER
Fundamento: O câncer de mama é a principal causa de morte da população feminina no Brasil, e tem incidência estimada de 49000 para 2010. O auto-exame das mamas (AEM) é um método de diagnóstico fácil e barato e que depende da própria pessoa e da percepção da sua utilidade, adquirida através de propagandas na televisão, banners e folders. Estudo na comunidade de Xangri-lá divulgado em 2008 mostrou que de 592 mulheres que faziam AEM, a partir de 20 anos de idade, só 28% delas faziam o AEM mensal (AEMm). Objetivo:
Avaliar os resultados da ação educacional e médica desenvolvida ao longo de 5 anos, comparando a frequência do AEMm com dados anteriores. Métodos: Ao longo de 4 anos foi realizado um trabalho de conscientização e educação das mulheres de Xangri-lá sobre o AEM, tanto domiciliar como em consultas com o mastologista no posto de saúde. Estima-se que mais de 2000 mulheres sofreram essa intervenção. De 15/03/10 a 18/06/10 foram coletados dados de 249 pacientes, com idade a partir de 20 anos, escolhidas ao acaso. Foi questionado se elas realizavam ou não o AEMm. A análise foi pelos percentuais, comparando o estudo de 2008 com o atual. Resultados:
das 249 mulheres, 171 responderam que faziam o AEM, valor esse correspondendo a 68,6% da amostra, entretanto AEMm 125 o faziam (50,2%). Discussão: Os números encontrados mostram que houve um aumento significativo da taxa de realização do AEMm no ano 2010 em relação ao de 2006, de 28% para 50,2%. Esses resultados mostram o sucesso do nosso projeto no sentido de conscientização e educação da população feminina de Xangri-lá quanto ao AEM. Conclusão: Demonstrou-se a eficácia de projetos de conscientização com abordagem ativa da comunidade feminina para o diagnóstico precoce de câncer de mama através do AEMm.
MODELO EXPERIMENTAL DE DIATERMIA OVARIANA GUIADA POR ECOGRAFIA TRANSVAGINAL EM OVELHAS
DANIELLE YUKA KOBAYASHI; ANITA MYLIUS PIMENTEL, RENATO FRAJNDLICH, EDISON CAPP, LUCIA KLIEMANN, HELENA VON EYE CORLETA
Introdução: Síndrome dos ovários policísticos é doença endócrino-metabólica que afeta mulheres em idade reprodutiva sendo caracterizada por irregularidade menstrual, hiperandrogenismo e aumento do volume ovariano. A infertilidade anovulatória é tratada
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mediante a indução da ovulação com citrato de clomifene e gonadotrofinas que, embora eficazes, aumentam as taxas de gestação múltipla. Diatermia ovariana é opção terapêutica cirúrgica cujo principal benefício é a ovulação monofolicular; entretanto, realizada atualmente por videolaparoscopia, é um procedimento invasivo que pode resultar em aderências tuboperotoniais. Objetivo: Estabelecer a técnica de cauterização ovariana por via transvaginal utilizando ovelhas como modelo experimental. Materiais e Métodos: A escolha do animal baseou-se na similaridade anatômica do ovário comparado ao de mulheres. As ovelhas foram anestesiadas para identificação ecográfica do ovário e cauterização com agulha, especialmente confeccionada, conectada ao eletrocautério: 40 W aplicados por 5 s em 4 pontos do parênquima esquerdo e 10 s no direito. Após dois dias, os ovários foram coletados para análise. Resultados: Dois ovários de ovelhas distintas (n=15) mostraram cauterização característica com efeito da corrente elétrica por alteração da temperatura, hemorragia, áreas de necrose com infiltrado neutrocitário perivascular e tecido de granulação, na tentativa de reparo tecidual. Não ocorreu lesão relevante no trajeto da agulha. Conclusão: Os ovários das ovelhas são de difícil identificação e acesso ecográfico quando comparados aos de mulheres. Entretanto, quando a cauterização conseguiu ser realizada, a lesão provocada mostrou-se característica e condizente com as poucas descrições na literatura atual. O estabelecimento de um modelo experimental animal é essencial para a aplicação desta técnica em mulheres portadoras de SOP.
EVOLUÇÃO DE PACIENTES COM EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO DO ÚTERO ALTERADO PAULO SERGIO VIEIRO NAUD; DANIEL FERNANDO FUCHS
O Câncer de Colo de Útero representa um grave problema mundial na área da saúde, resultando na morte de mulheres em seus anos mais produtivos, com um efeito importantíssimo na sociedade em geral. Como objetivo desse projeto buscou-se quantificar as alterações do exame citopatológico do colo do útero (CP) no grupo de mulheres normalmente atendidas no ambulatório de ginecologia de um hospital terciário, bem como as condutas tomadas em cada caso com o intuito de impedir a progressão de lesões precursoras para o câncer. Buscou-se também cruzar os resultados dos exames de CP com as variáveis: estado civil, idade, consumo de cigarro, resultado do teste para SIDA e raça em busca de possíveis associações. Acompanhou-se consultas realizadas pela equipe assistencial - professor, médico contratado, doutorando - no ambulatório coordenado pelo orientador desse projeto ao longo de 7 meses e após, foi realizada revisão dos atendimentos ocorridos com base no banco de dados do ambulatório. Na análise, foi considerado o atendimento de 198 pacientes no período da pesquisa, sendo a média de idade de 42,2 anos. Dessas, 26,3% apresentaram resultado do exame de CP alterado em pelo menos um dos últimos dois exames realizados, sendo 2,5% lesões de alto grau. Dentre as variáveis avaliadas, houve maior correlação entre resultado alterado do exame de CP e estado civil, com maior taxa em solteiras. Acredita-se que os resultados aqui obtidos seguem a tendência encontrada na literatura de apontar a gravidade desse problema e da possibilidade de melhor controle da doença através do diagnóstico e tratamento precoce das lesões precursoras do câncer.
O ESTUDO DOPPLER DA FUNÇÃO CARDÍACA DE FETOS COM RISCO DE SÍNDROME DE RESPOSTA INFLAMATÓRIA FETAL NA RUPREME PRÉ-TERMO
ANA LÚCIA LETTI MÜLLER; PATRÍCIA DE MOURA BARRIOS; LÚCIA MARIA KLIEMANN; EDIMÁRLEI GONSALES VALÉRIO; ROSE GASNIER;
JOSÉ ANTÔNIO DE AZEVEDO MAGALHÃES
Introdução: A conduta atual na RUPREME com IG < 34 semanas é expectante. No feto a infecção é conhecida como Síndrome de Resposta Inflamatória Fetal (SRIF) com consequente disfunção cardíaca. Em mais de 50% dos casos de RUPREME os fetos terão SRIF. O índice Tei é um índice não invasivo de avaliação cardíaca e poderia ser utilizado para diagnóstico. Não existem trabalhos até hoje que tenham feito tal investigação. Objetivo: Examinar a relação entre função cardíaca fetal e SRIF em pacientes com RUPREME Pré-Termo <
34 sem IG. Métodos: Estudo caso-controle: 15 pacientes com RUPREME Pré-Termo (IG 24 a 33 sem) admitidas no HCPA para conduta expectante e 15 controles (mesma IG), no período 10/2007-03/2008. Ecocardiografia fetal com Doppler foi realizada em todas as pacientes e as ondas de velocidade de fluxo foram obtidas do ventrículo esquerdo para cálculo do índice Tei. Estudo histopatológico da placenta e anexos e resultados neonatais foram comparados entre os grupos. Resultados: O índice Tei do ventrículo esquerdo foi significativamente maior nos fetos com RUPREME Pré-Termo (0.63 ± 0.13 x 0.51 ± 0.10, P=0.007) e o tempo de ejeção foi significativamente mais curto (164 ± 17 ms x 184 ± 16 ms, P=0.003). Neste grupo a sepse neonatal foi diagnosticada em 73.3% e a funisite e vasculite coriônica confirmaram SRIF em 53.3%, versus 6.7% nos três diagnósticos do grupo controle (P=0.001).
A corioamnionite também se confirmou como marcador da SRIF em 86,7% no grupo RUPREME (P = 0,003). Conclusão: Os dados sugerem que a disfunção cardíaca fetal está presente na RUPREME Pré-Termo, provavelmente relacionada com a presença da SRIF confirmada pelo diagnóstico de corioamnionite, funisite e vasculite coriônica e sepse neonatal. O estudo da função cardíaca pelo índice Tei é um novo método não invasivo de monitorizar os fetos afetados pela SRIF, permitindo especular a possibilidade de interromper a gestação nestes casos mais precocemente que a IG atual de 34 semanas.
INOVAÇÃO EM SEGURANÇA HOSPITALAR EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA: PROGRAMA DE MELHORIA DA QUALIDADE ASSISTENCIAL E SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE PORTO ALEGRE
JANETE VETTORAZZI; ANA MARIA VIDAL, TERESINHA ZANELLA, LUCIA PIFTCHER, JAQUELINE BIANCHINI CONSOLI, JANETE VETTORAZZI, SOLANGE ACCETTA, RICARDO SAVARIS, CAMILE STUMPF
Introdução: A qualidade da assistência e segurança dos pacientes hospitalizados é uma preocupação mundial, tendo em vista a ocorrência de grande número de erros que podem ser evitados com o controle adequado. Objetivo: Esse trabalho visa apresentar a implementação do Programa de Melhoria da Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente (PMQASP) em Ginecologia e Obstetrícia (GO) num hospital universitário de Porto Alegre. Métodos: O PMQASP em GO foi instituído em abril de 2009, com aprovação da vice- presidência médica do hospital, tendo como objetivo a melhoria na qualidade e segurança assistenciais aos clientes da instituição. A metodologia utilizada consta de reuniões semanais com identificação e análise de cada evento adverso notificado voluntariamente pela equipe assistencial, bem como discussão das possíveis causas do fato notificado. É realizado também o planejamento e implementação de propostas de melhoria dos processos de trabalho, além do monitoramento periódico dos casos visando evitar a recorrência destes eventos. O grupo é composto por uma equipe multidisciplinar com representantes dos professores, médicos contratados e residentes,
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enfermeiras obstetras e gerência administrativa. Todas as unidades do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia dispõem de caixa coletora lacrada e formulário específico para notificação voluntária e anônima de eventos adversos, que pode ser realizada por qualquer profissional das áreas da maternidade ou das áreas da assistência obstétrica. Resultados e discussão: O relato dos eventos notificados e sugestões de medidas propostas são encaminhadas às respectivas chefias. Neste grupo, são desenvolvidas atividades com base nos indicadores de qualidade assistencial em obstetrícia e neonatologia preconizados pela ANVISA e Joint Comission.
FUNÇÃO SEXUAL DE MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA E SUBMETIDAS À QUIMIOTERAPIA PRIMÁRIA BASEADA EM ANTRACÍCLICOS
FERNANDA FISCHER; CAROLINE VIEIRA PINHEIRO; JONAS PINTO VIEIRA; JOSÉ ANTÔNIO CAVALHEIRO; EDUARDO PANDOLFI PASSOS INTRODUÇÃO: Câncer de mama é uma doença prevalente, com alta incidência no sul do Brasil. A identificação de distúrbios da função sexual tem despertado interesse nas mulheres tratadas para câncer de mama, mas a relação entre o tipo de tratamento e os sintomas permanece controversa. A qualidade de vida da paciente e sua sexualidade devem ser abordadas paralelamente ao tratamento do câncer. A quimioterapia primária ou neo-adjuvante é realizada antes da cirurgia e tem por finalidade diminuir o volume tumoral e melhorar a condição cirúrgica, permitindo, em alguns casos, cirurgias conservadoras ou até a conversão de casos inoperáveis em operáveis. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) tratamos pacientes com quimioterápicos baseados em antracíclicos, que mostraram-se mais eficazes no controle da doença. OBJETIVO: Estudo transversal associado a estudo de coorte, cujo objetivo é comparar função sexual de mulheres na pós-menopausa sem câncer de mama com as portadoras de câncer de mama submetidas à quimioterapia primária baseada em antracíclicos. MÉTODOS E RESULTADOS: Participaram do estudo 48 mulheres oriundas dos ambulatórios de Ginecologia e Mastologia do HCPA, 24 casos (mulheres na pós-menopausa com câncer de mama) e 24 controles (mulheres sem neoplasias malignas). Utilizou-se o instrumento “FEMALE SEXUAL FUNCTION INDEX” - FSFI e foram analisados os dados de perfil familiar e social das pacientes. Análise estatística foi feita com o SPSS 10 e variáveis paramétricas foram analisadas com o teste t de Student. Idade média dos controles foi 52,5±7,19 e dos casos 57,2±11,8. A porcentagem de pacientes com mais de um parceiro foi 29% nos controles e 45% nos casos. A comparação da função sexual entre os casos e controles está sendo realizada.
ATIVIDADE DA VIA DE SINALIZAÇÃO DA AKT/PKB EM PLACENTA DE PACIENTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA
GUSTAVO DIAS FERREIRA; EDISON CAPP; RAFAEL BUENO ORCY; ILMA SIMONI BRUM DA SILVA; HELENA VON EYE CORLETA
A pré-eclâmpsia (PE) é causa importante de mortalidade fetal e materna em todo mundo e existem evidências que a resistência à insulina esteja implicada em sua fisiopatologia. A via Akt/PKB é estimulada pela insulina e exercem várias funções vitais como crescimento, sobrevivência e metabolismo celular. Objetivo: investigar a expressão da Akt/PKB, em placentas estimuladas com insulina em parturientes normais e com pré-eclâmpsia. Materiais e métodos: amostras de 12 pacientes normais e 12 pacientes com PE foram coletadas, estimuladas com insulina e analisadas por Western blot para quantificação da expressão da proteína Akt/PKB basal e fosforilada em serina 473. Resultados: a estimulação das amostras com a insulina foi comprovada quando comparamos grupos estimulados (1,14±0,10) e não estimulados (0,91±0,08) com P< 0,001. A atividade da via da Akt/PKB fosforilada em serina foi semelhante entre placentas de mulheres normais (1,26±0,16) e com PE (1,01±0,11), P=0,237. Conclusões: parece não haver diferença de fosforilação na via da Akt/PKB, após estimulação com insulina, em placentas de pacientes com PE e normais. Contudo, não podemos descartar efeitos desta via de sinalização como fisiopatologia da PE, pois ainda é necessária a análise dos substratos da Akt/PKB quando estimulados.
ESTUDO DO RECEPTOR DO CRESCIMENTO DO ENDOTÉLIO VASCULAR NO CÂNCER DE MAMA LARA RECH POLTRONIERI; DIEGO UCHÔA; MELINA CANTERJI; NILTON LEITE XAVIER
Introdução: Proteínas que influenciam na proliferação celular, como o VEGF e o KI-67, são alvo de estudos. O VEGF liga e ativa dois receptores da tirosina-cinase, o VEGFR1 e o VEGFR2. O VEGFR1 tem dupla rota; negativa na angiogênese do embrião e positiva no adulto, além disso, é expressado nas células endoteliais e também nos macrófagos, podendo promover crescimento tumoral, metástase e inflamação. Objetivo: Analisar a correlação do receptor VEGFR1, no câncer de mama, com marcadores celulares e variáveis histopatológicas. Metodologia: Entre 15/03/2008 e 14/04/2009 incluiu-se 41 pacientes com câncer de mama inicial, tumores T1 e T2. Foi usada a coloração HE na análise do tumor, grau histológico e invasão vascular, e a imunoperoxidade para a avaliação imunohistoquímica com anticorpos específicos para os receptores de VEGF, KI-67, P53 e RE. Para avaliar a intensidade da coloração foi usado escore qualitativo (até 3+), a expressão percentual das células coradas foi avaliada por escore quantitativo (até 5+), o escore total foi dado pela soma das duas. O KI-67 foi considerado positivo a partir de 20%. Não há conflito de interesses na divulgação dos resultados. Resultados:
O receptor do VEGFR1, tanto no escore intensidade de cor quanto no escore total, apresenta correlação positiva com os tumores T1 (p=,03), com o receptor estrogênico positivo (p=,00) e com a expressão negativa do KI-67 (p=,02). Não ocorreu correlação com o P53, com o grau histológico e com a invasão vascular. Conclusões: A correlação positiva do VEGFR1 com o status do RE já relatada e está de acordo com nossos resultados. Os resultados controversos dos marcadores (Ki-67), na literatura, refletem a dificuldade em padronizar as avaliações (reagentes usados, procedimentos e escore) e impedem sua validação prognóstica. O seguimento destas pacientes permitirá avaliar o significado para os eventos sobrevida livre de doença, recidiva ou morte.
INFLUÊNCIA DA IDADE NA MAMOGRAFIA E NO EXAME CLÍNICO DAS MAMAS LARA RECH POLTRONIERI; CARLOS GOI; CHRISTIAN KINOPP; NILTON LEITE XAVIER
Introdução: O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer da população feminina no Brasil, e estima-se que surjam no ano de 2010 em torno de 49 mil novos casos em nosso país. Os métodos de rastreamento do câncer de mama são a mamografia (MMX), o
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exame clínico das mamas (ECM) e o auto-exame das mamas. Estudos demonstraram uma redução da mortalidade em mulheres entre 50-74 anos de idade com a realização anual de MMX, associada ou não ao ECM realizado pelo médico, como método de rastreamento.
Objetivo: Avaliar a sensibilidade (S) e especificidade (E) da MMX e do ECM quando separados por faixas-etárias. Métodos: Foram incluídas 581 mulheres que fizeram ECM e MMX nos PSF de Xangri-Lá, para o diagnóstico precoce. Todas responderam ao questionário com variáveis epidemiológicas e assinaram o consentimento informado, com projeto nº11637 aprovado pelo Comitê de Ética. Trata-se de um estudo de coorte. Separamos as mulheres em faixas-etárias: menor que 50 anos e 50 anos ou mais. Categorizamos a MMX em normal quando BI-RADS I, II ou III e alterada quando BI-RADS IV, V ou 0. Categorizamos o ECM como alterado na presença de nódulo suspeito ou densidade assimétrica e ECM benigno, na presença de nódulos móveis, bem delimitados ou sem achados palpatórios. Os exames foram anotados de modo independente. Resultados: Nas mulheres com 50 anos ou mais a mamografia quando comparada com o ECM apresentou S de 36% e E de 88%. Nas mulheres com menos de 50 anos, essa mesma avaliação apresentou S de 16% e E de 88%.
Conclusão: Há boa sensibilidade da MMX em relação ao ECM em mulheres com idade a partir de 50 anos, faixa etária com maior prevalência do câncer de mama. Estes resultados estão de acordo com a literatura.
AVALIAÇÃO DA MATURIDADE PULMONAR FETAL PELA CONTAGEM DE CORPOS LAMELARES CARMEN PILLA
A predição da maturidade fetal visa evitar a síndrome respiratória do neonato e complicações e é determinada pela presença de surfactantes produzidos nos pneumócitos tipo II, no liquido amniótico(LA). Os surfactantes liberados pelos corpos lamelares reduzem a tensão superficial alveolar e a relação entre lecitina (L) e esfingomielina (E) atinge o máximo após a 34a predizendo a maturidade. O fosfatidil glicerol (PG) está associado a maturação pulmonar e sua presença é indicativo para realização do parto. Entre os testes utilizados a Cromatografia em Camada Delgada (CCD) é considerada o teste ouro, mas é trabalhosa, requer mão de obra especializada e seu resultado pode levar até 24 horas para ser liberado. O Teste de Clements é rápido, mas cuidados técnicos devem ser observados, que se não seguidos podem mudar o resultado. Recentemente a contagem de corpos lamelares tem sido realizada para avaliar a maturidade fetal. O objetivo do trabalho foi avaliar os resultados das contagens dos corpos lamelares. Método: Foram analisados 32 LA, Contagem dos corpos lamelares em automação hematológico, CCD após extração com metanol:cloroformio (1:1) e Teste de Clements com etanol a 95%. Resultados: Os líquidos imaturos mostraram contagem ≤ 20 000/uL (L/E ≤ 1.3, n=6), maduros ³ 25 000/uL (L/E ³ 1,8 , n=22) e intermediários entre 20 000 e 25 000/uL(L/E <1,3->1,8). Conclusão: Contagem de corpo lamelares superior a ³ 25 000/ul podem ser relacionados a maturidade pulmonar, e o resultado será fornecido após 30 minutos da entrada da amostra no laboratório.
Contagem inferior a 20 000/ul são indicativos de imaturidade e o nascimento deve ser retardado para evitar complicações respiratórias.
Contagens intermediárias alertam sobre possíveis complicações no caso de ser impossível retardar o parto.
ENDOMETRIOSE NO APARELHO URINARIO
ERNESTO DE PAULA GUEDES NETO; RICARDO SAVARIS
OBJETIVO: Avaliar a prevalência, sintomas clínicos e a resposta ao tratamento conservador da endometriose urinária em pacientes de uma clínica privada de Porto Alegre MATERIAL e METODOS: Estudo Retrospectivo (1998-2008) de uma série de 6 casos de endometriose urinária submetidas a tratamento conservador em uma clínica privada com 5056 mulheres.O critério de inclusão foi a presença de endometriose com comprometimento do detrusor ou mucosa vesical ou ureter. Todas as cinco pacientes foram submetidas a cistoscopia, ecografia e tomografia computadorizada ou RNM. Foram analisados: idade, sintomas, Ca125, exames laboratoriais, resposta ao tratamento e gravidez. Todos os casos foram tratados com 6 ciclos mensais de goserelina 3,6mg. RESULTADOS: No estudo observamos uma prevalência de 0,1%.A idade média de 31,5 anos(27-34 anos). Polaciuria (100%) e Disuria (100%) foram os principais sintomas.
Urocultura foi negativa em todos os casos e o Ca125 foi negativo em todos os casos. Não houve interrupção do tratamento por paraefeitos. Após o terceiro ciclo os sintomas haviam desaparecido. Duas pacientes engravidaram espontaneamente, todas com evolução ao termoCom follow-up máximo de 10 anos e mínimo de 2 anos,todas as pacientes se encontram assintomaticas DISCUÇAO: A endometriose do aparelho urinário representa segundo a literatura 1 a 2 % dos casos de endometriose.Em geral polaciuria e endometriose são as queixas mais comuns.O tratamento cirúrgico compreende a cauterização e ressecção dos fos de endometriose, em alguns casos realizando-se a cistectomia parcial. Não existe na literatura nos últimos dez anos estudos somente com tratamento clinico para tais casos. CONCLUSAO: A prevalência da endometriose urinaria è baixa no grupo estudado, Apesar dos resultados promissores mais conservador mais estudos deverão ser realizados para avaliar o resultado do tratamento conservador.
AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DO CARIÓTIPO E DA ANÁLISE MOLECULAR PARA DETECÇÃO DE ANEUPLOIDIAS EM FETOS POLIMALFORMADOS DO HCPA
REJANE GUS KESSLER; SANDRA SEGAL; MARIA TERESA SANSEVERINO; MARILUCE RIEGEL; JOSÉ ANTÔNIO DE AZEVEDO MAGALHÃES;
ROBERTO GIUGLIANI
Introduction: Chromosomal anomalies are reported as the most common genetic condition in humans, indicating that cytogenetic analysis is fundamental for the investigation of malformation syndromes. Prenatal diagnosis, for detecting fetus chromosomal aberration, has become routinely applied. A fetus with multiple malformations has a great probability of having abnormal chromosomes. Objectives:
Although karyotyping has proved to be a highly reliable test, it has some limitations, mainly time consuming and culture failure. In order to overcome these problems, we propose to apply a molecular technique, such as QF-PCR, which does not depend on cell culture.
Material and Methods: Cell culture, and routinely karyotype procedure. Also DNA extraction and PCR techniques to apply specific probes for detecting the most common aneuploidies. Results: DNA was extracted from 50 fetal samples for applying Q-F PCR, and from those we got 20 complete analysis (detection of 13, 18, 21, X or Y chromosomes) and 10 partial results (XX or XY). Also, when it was difficult to obtain amniotic fluid, because of multiple malformations, we collected fetal samples from different sources (urine, cystic hygroma, intraperitoneal, dysplastic kidney, lung or cerebrospinal fluids). From those fetal materials (13 samples) we obtained a 100% of successful karyotyping. Conclusion: The importance of this study remains in giving different alternatives for a final diagnosis to fetus with