A compreensão dos dados foi realizada dentro de uma abordagem hermenêutica fenomenológica que já se abordou acima na metodologia. Ainda aprofundando, esclarece-se que a compreensão das questões do questionário se deu por meio de categorização proposta por Minayo (2002), que consiste de três (3) pólos estreitamente ligados uns aos outros, a saber: pré-análise (leitura, reflexão e registros do referencial teórico); exploração do material (coleta de dados e organização dos dados) e tratamento dos recursos (inferências e interpretação para o resultado final da pesquisa).
Os resultados nasceram do encontro da pesquisadora com seu objeto de estudo e seus egressos através das respostas do questionário. Ao todo e de forma aleatória foram convidados vinte (20) egressos que residem no Vale do Itajaí.
Destes, cinco (5) foram localizados e lhes entregue o questionário, os quais
passaram a respondê-lo em seu lócus de trabalho, entregando-o posteriormente e/ou enviando-o para pesquisadora por meio de e-mail.
Antes do início dos contatos, o projeto foi aprovado no Comitê de Ética da UNIVALI e os egressos foram identificados com letras maiúsculas AA, B, C, DD e EE, sendo dois do sexo masculino e três do sexo feminino, respectivamente representadas com uma letra os masculinos e duas as femininas.
Os cursos de formação foram: medicina (2 egressos), enfermagem (2 egressos) e odontologia (1 egresso). Todos trabalham no Vale do Itajaí, no campo da saúde diretamente, tanto no setor privado ou público e três (3) deles trabalham no Ensino Superior como professores. São oriundos das Turmas do MPSGT UNIVALI, um da turma dois (2), um da turma três (3), um da turma quatro (4), um da turma seis (6) e um da turma sete (7), totalizando representantes de cinco (5) turmas das totais de sete (7) que antecedem à turma da pesquisadora.
A organização dos dados coletados deu-se por meio das categorias fenomenológicas de compreensão, que foram: empoderamento profissional, social, político; identidade profissional; autonomia profissional e atuação no mercado de trabalho. A interpretação dos dados hermeneuticamente se estruturou na sistematicidade destas categorias, que foram “luzes” que permitiram compreender qual a concepção de empoderamento dos egressos do MPSGT, participantes da referida pesquisa.
3 COMPREEENSÃO FENOMENOLÓGICA SOBRE OS DADOS 3.1 A Compreensão Sobre Empoderamento Profissional
A compreensão de empoderamento nesta pesquisa embasa-se dentro de uma visão da complexidade que encontra suas raízes filosóficas na dinâmica da vida desde a visão da teoria hilemórfica de Aristóteles.
Tal teoria defende que o ser pensado e vivido é dinâmico e existe nele o poder de seu potencial para atualizar em suas ações suas capacidades (ARISTÓTELES, 2006).
Logo, empoderamento profissional registra-se onto-psico- antropologicamente no Em si quando o profissional cria objetivamente estratégias para aplicar a ação. No Por si, quando começa a pensar crítica e reflexivamente sobre uma ação. No Fora de si, quando aplica sua estratégia de trabalho tendo em vista a transformação do real e no Para si, quando se realiza frente aos resultados alcançados e que são referência para novas criações no contexto da atuação.
Este movimento de ordem onto-psico-antropológico se constitui um método para entender os processos do pensar e do agir do profissional de saúde e que no existencialismo fenomenológico já se aplicava para entender a capacidade de pensamento e de ação do ser humano no mundo, buscando desenvolver a sua integralidade, a sociabilidade e a politicidade nas relações consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com a transcendência.
Nessa direção conceitual, o egresso AA disse o seguinte sobre empoderamento profissional: “Este termo significa estar comprometido, individual e coletivamente, com as demandas profissionais que se tem no diaadia”. Nesta fala o egresso mostra que tem certo empoderamento, pois se coloca como um ser participativo no contexto social. No entanto, quando ele diz mais adiante na sua fala que empoderamento “significa estar-se engajado neste processo e fazer com que ele realmente faça parte do cotidiano, visando uma melhora profissional, pessoal e social”, não fica claro o que ele entende por
processo e qual é o processo. Afinal, o cotidiano é complexo e implica processo de vida em várias dimensões e de ação profissional, não outro processo separado das vivências da ação e do pensamento profissional.
Percebe-se que o egresso vive, de certa forma, o empoderamento, pois como mesmo relata “do ponto de vista social, participo de alguns grupos que atuam para melhorar qualitativamente a vida das pessoas e gosto muito. Do ponto de vista político, busco sempre que possível me engajar e saber o que acontece no cotidiano, visando pensar, analisar e atuar, criticamente, sobre isso. E do ponto de vista profissional, busco sempre me aperfeiçoar e fazer as opções que venham colaborar para meu aprimoramento pessoal. Contudo empoderar-se não significa, de maneira nenhuma, isolar-se e somente pensar no ganho pessoal e profissional isolado e próprio. Significa também abrir-se para o crescimento coletivo, enquanto busca de uma sociedade mais justa e igualitária e que se preocupa com os avanços em inúmeras direções”.
Aqui,estas falas mostram que o egresso vive o empoderamento, e este é processual tanto do ponto de vista político quanto social, pois sua ação é de engajamento social e de busca de desenvolvimento do seu ser como profissional.
Avançando na pesquisa, o egresso B afirma que empoderamento implica o “entendimento mais profundo, uma análise mais detalhada que resulta numa consciência de educação, visando à justiça social, pressupondo o acesso à informação”. Esse conceito apresentado mostra certa dificuldade de clareza dos termos, pois quando se trata de dizer um entendimento profundo, necessariamente é preciso indicar as relações entre o pensar e o agir do profissional no seu contexto de atuação. Isso não ficou claro, considerando que empoderamento profissional implica percepção da pessoa em quatro movimentos no seu agir social: o Em si, quando o profissional cria objetivamente estratégias para aplicar a ação; o Por si, quando começa a pensar crítica e reflexivamente sobre uma ação; o Fora de si, quando aplica sua estratégia tendo em vista a transformação da realidade e o Para si, quando se realiza frente aos resultados alcançados e que são referência para novas criações no contexto da atuação.
No desenvolvimento da entrevista, percebeu-se que essa visão clara de empoderamento não existe de fato na percepção do egresso B, pois ele ainda diz:
“Na saúde como enfermeiro procuro promover o princípio da integralidade social, promovendo o acesso aos serviços de saúde e a informação correta
para adquirir seus recursos para diminuir a equidade social, através de interações de saúde e qualidade na sua aplicação, fazendo diagnósticos e tratamentos precoce para reduzir danos e iniciar a retribuição ao convívio social promovendo a saúde.” O que indica esta fala é que o egresso está num processo de construção do seu empoderamento, porque o que ele mostra é que promove saúde dentro do cumprimento legal da norma estabelecida, fazendo um movimento do seu pensar e agir muito mais em torno de uma busca de satisfação do outro do que propriamente de si mesmo. Como viver o empoderamento profissional se ele é a expressão legítima da capacidade potencial do profissional na sua forma de pensar e agir diante de necessidades pessoais e coletivas?
Poderá sentir-se empoderado o ser humano que não se percebe Em Si mesmo diante do outro Fora de Si?
O empoderamento é a realização efetiva do ser humano no seu pensar e agir de forma crítica e criativa, visando à elevação da qualidade de vida não só numa assistência de tratamento curativista, como é o caso acima, mas essencialmente de inserção da pessoa atendida na compreensão dos seus direitos e deveres e de sua ativa interação consigo mesmo, com o outro, com a cultura e com a transcendência na busca de um sentido maior de viver. Com efeito, ele diz que: “a capacidade de promover a saúde no cotidiano das pessoas, no meu ponto de vista, é através do empoderamento social-político que a sociedade civil se organiza e tem uma possibilidade mais profunda e concreta para discutir e influenciar sobre as políticas públicas de saúde, firmando assim na certa nossa Constituição de 1988, referente à diretriz do SUS chamada de Contrato Social”.
Esta visão mostra que o egresso entende o empoderamento de forma extrínseca ao seu próprio ser. Ele não o percebe como auto-organização de seu ser no mundo, que perpassa suas dimensões biopsicoespirituais e que determina sua forma de pensar e de agir com competência e eficiência frente às adversidades, das mais diversas ordens, e que vão além do social e político, mas estão neles também.
Como diz Dittrich e Koefender (2011), o empoderamento está relacionado diretamente ao movimento do ser humano nas suas potencialidades de poder ser Em si, Por si, Fora de Si e Para Si. Esse conceito aponta que o empoderamento é a vivência do ser humano na sua integralidade. O sentir, o pensar e o agir ocorrem
com base numa consciência presente no Em Si como poder de ser no mundo, nas intra e inter-relações crítico-criativas, visando à elevação da qualidade de vida, logo a realização das necessidades humanas pessoal-coletivas.
Tudo indica que o egresso vê a sociedade civil organizada sociopoliticamente como uma estrutura separada do seu ser e determinante dele.
Segundo Frankl (1989), quando o ser humano percebe o determinante de sua existência fora dele, ele não se reconhece como pessoa de profundeza espiritual que busca em cada ação um sentido de vida, uma razão profunda que o alimenta para poder ser mais e fazer de si o melhor para si e para o outro. Sentir-se empoderado profissionalmente não está primariamente na ação imediata do cuidado normatizado sociopoliticamente ao usuário do SUS. Sem dúvida, o trabalho no SUS, dentro de sua política, alcança relevância social e de defesa dos direitos do cidadão à saúde digna, no entanto a experiência de empoderamento emerge primeiro de uma construção pessoal-criativa-coletiva de educação e isso vai além de normas que vêm de fora da organização sociopolítica civil da sociedade, mas acontece no seio dela também.
Vale explicitar que o profissional não está separado da sociedade e a sociedade é o lócus de vivências do cidadão também. A relação de empoderamento profissional apresenta uma complexidade que transcende processos legais estabelecidos e vividos subjetivamente. O empoderamento passa por esta percepção indissociável entre a ação do cidadão profissional da saúde e as políticas públicas institucionalizadas que são aplicadas na sua prática, que provocam um impacto de mudança na mentalidade sobre o cuidado em saúde, sendo tal impacto percebido de forma crítica em termos de implementar novas ações de transformação social e pessoal.
Afirma o egresso B no término de sua entrevista que durante o seu mestrado ele procurou adquirir uma visão social para conseguir clarear uma concepção de saúde mais abrangente. Diz ele que o empoderamento passa por
“esta visão social, foi através ao longo do mestrado que consegui clarear e ver esta concepção de saúde mais abrangente, porém poucos conseguem esta oportunidade, aprofundar seus conhecimentos. Reduzir desigualdades, processos resultantes em vida saudável, mudança no estilo de vida através de mais conhecimento das patologias médicas, remover barreiras limitam esta produção analisando e avançando em seus próprios problemas. É um
desafio e para a nossa sociedade”. Diante do exposto, o que fica notável é que o egresso tem certa percepção sobre o que é empoderamento, especialmente sobre o ponto de vista político social. No entanto ele ainda está vivendo o processo de seu empoderamento, pois na sua explicitação constata-se que a visão de profissional empoderado tem fundamento no externo do seu ser como pessoa com potencialidades e capacidades de transformar a realidade. Logo, empoderamento para ele vem de estruturas político-sociais representativas da sociedade organizada.
Por outro lado, quando entrevistado sobre empoderamento, o egresso C afirmou: “primeiro acho importante situar o que na minha opinião é empoderamento. Empoderamento passa por um processo inicialmente de conhecimento, mas que a partir deste conhecimento gera uma ação”.É interessante perceber a postura intelectual de um profissional mestre, quando ele se coloca para conceituar empoderamento, dizendo que ele quer expressar o que ele acha, dando sua opinião. Segundo Platão (1989), existem dois níveis de consciência para conceituar o conhecimento sobre algo pertinente no mundo real.
O primeiro diz respeito a uma razão acrítica, pois o que ela quer mostrar é meramente a sua opinião, considerando que opinião (doxa) é para os gregos um conhecimento carente de fundamentação, ou seja, aquele que para a ciência é de origem do senso comum. Outro nível é o de uma razão epistêmica, ou seja, aquela que é reflexiva e crítica, que quer saber das causas mais profundas que sustentam o seu entendimento sobre algo.
Platão, grande pensador da Grécia antiga, foi um homem que trouxe em sua teoria sobre o Mundo das Ideias passagens com uma linguagem mítica para mostrar o quanto o ser humano pode estar condicionado a crendices e verdades preconceituosas. No seu escrito “Mito da Caverna”, ele descreve a condição de vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados e fascinados para e com as sombras obscuras e imperfeitas dentro dela, pensando que o mundo real era as sombras que viam mexer-se no fundo das suas paredes e que o animavam a viver naquela condição de alienação do pensar e do agir. Certo dia, um dos homens da caverna resolveu soltar-se das amarras que o prendiam na caverna e conseguiu atingir a sua saída, quando olhou a luz intensa do sol e quase o cegou devido à claridade da luz. Resistindo o estado de influência da luz sobre sua percepção, aos poucos, vislumbrou outro mundo
com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a “ver” no movimento das sombras. Sua consciência abriu e ficou maravilhado com outra representação do mundo real, a qual remetia a outro nível de conhecimento, logo de compreensão. Sentiu que deveria voltar para a caverna para narrar a experiência aos outros homens que ficaram presos, acorrentados, lá dentro da caverna. Fascinado com o despertar de sua consciência que se apropriava de outra verdade, não mais a da ilusão sobre as sombras, mas a da percepção reflexiva sobre as coisas, os fatos reais vividos. Contou tudo àqueles homens no fundo da caverna. No entanto eles não acreditaram na sua vivência de percepção mais profunda sobre o mundo e, revoltados com a “mentira” que ameaçava suas verdades dentro de um mundo sem luz e sem o olhar luminoso da razão reflexiva, mataram-no.
Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos sentidos; e a inteligível, a do mundo das ideias. A primeira é o mundo da imperfeição; e a segunda encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim, o ser humano deveria procurar o mundo da verdade, para conseguir atingir o bem maior para sua vida.
Refletindo sobre esse mito de Platão, a fala acima do egresso C indica certa carência de referenciais para conceituar com clareza o seu juízo sobre o que é empoderamento profissional. Pois ainda que conceitue que“empoderamento passa por um processo inicialmente de conhecimento, mas que a partir deste conhecimento gera uma ação”, ele está dizendo o óbvio, porque não existe conhecimento na estrutura da mente humana que não leve de uma maneira ou outra a uma ação, seja ela qual for. Com efeito, a ação pode ter dois movimentos, o da manutenção de certa situação e interesse pessoal e social e o da transformação como efeito de mudanças das relações e das formas das relações do trabalho no cuidado à saúde.
Embora o egresso não deixe isto claro, o conceito de empoderamento passa por isto, pois o ser humano empoderado tem consciência De Si como um profissional que tem autoridade no saber científico e técnico, como também na sua forma de ser ético diante De Si e do outro, logo, também, o senso consciente de humanidade na direção do seu pensar agir socialmente incluso. Por isso diz o egresso que “no contexto do serviço público de saúde, é importante ressaltarmos a que se presta hoje o SUS. Rapidamente pra lembrarmos, os
princípios de universalidade, equidade, integralidade, participação social, só pra citar alguns, que em última instância devem reger o seu norte e funcionamento, nesse sentido, empoderamento profissional passa pelo processo de conhecimento das “regras do jogo do SUS”, acreditação e ação para que se cumpra o que está estabelecido pela Constituição. Porém vale lembrar que pensar em agir na ótica da integralidade, equidade e participação social, vão muito além de “conhecer” o que significa... passa por uma visão de mundo que considera o outro como sujeito, como um igual, nesse sentido eu disse acreditação”.
Nesta fala fica evidente que o egresso está vivendo um processo de empoderamento do seu ser profissionalmente falando. No entanto, ainda que se esteja falando de empoderamento no cuidado à saúde, fica restrito só observá-lo do ponto de vista “das regras do jogo do SUS”, sem nenhum demérito da grandeza desse sistema de saúde no Brasil. Porém empoderamento profissional é mais do que uma postura política num sistema de trabalho. Reconhece-se que é isto também, mas isso só e somente só acontece para o bem maior pessoal e socialmente falando, quando o profissional empoderado vive os seus papéis profissionais, primeiro coerentemente com sua postura ética de respeito incondicional à vida; segundo porque ele mesmo tem essa postura que é pertinente à sua própria maneira de compreender e viver o sentido de sua vida, que mostra uma forma de pensar e de agir Em si, Por Si, Fora de Si e Para Si, realizando a transformação social.
Este movimento do agir empoderado estrutura a consciência do profissional para cumprir as normas estabelecidas, mas ao mesmo tempo ir trabalhando além delas, dentro de uma meta dobem comum, para elevação da qualidade de vida que começa com ele mesmo e em seu entorno mais próximo.
Confirmando esta ideia, diz o egresso: “partindo do pressuposto anterior que empoderamento é mais do que conhecimento, mas que deve gerar uma ação, e partindo o pressuposto de que tenho como sonho uma sociedade mais justa e solidária, e considerando que o trabalho dentro da saúde coletiva neste tempo em que vivemos exige um protagonismo social e político, mesmo que ainda no nível de discussão, pois isso faz parte do trabalho do professor, e ainda em pequenas ações nas próprias unidades de saúde, me
sinto empoderado, mas reconheço que sempre é possível fazer mais algo mais, por nós mesmos e especialmente pela nossa sociedade”.
Essa fala é forte e explicita que o egresso demonstra um impulso de um ser profissional em processo de empoderamento, pois ele reconhece que é preciso ter processos formativos que oportunizem uma discussão crítica e criativa, levando o ser humano a aplicar o conhecimento em ações que venham atender às demandas sociais, no sentido de serem libertadoras, acolhedoras, logo, satisfazendo as necessidades das pessoas e despertando para uma nova visão de saúde, de educação, de mundo, etc. Vale dizer que o empoderamento está profundamente relacionado não só com a relação conhecimento-ação, mas com a efetividade da ação que transforma, porque tem o poder da autoridade do saber reflexivo e criativo, epistêmico, como dizia Platão, sendo efetividade a obtenção da maior satisfação mediante os processos melhores e mais econômico-sociais. Isto é, a efetividade é o ganho simultâneo da eficácia e a eficiência para a elevação da qualidade do viver humano.
Diferentemente, surge um conceito de empoderamento profissional referendando mais a uma pratica de atividade em saúde ligada a uma unidade de saúde no SUS. O egresso D disse que empoderamento “é a possibilidade do profissional exercer suas atividades no contexto da unidade com o respeito dos demais colegas de trabalho, interagindo com as categorias profissionais para um mesmo objetivo: promover assistência, estimular o pensamento crítico de nosso usuário para que possa haver mudanças na atenção à saúde.
Tentar garantir a qualidade dos serviços”. Este conceito denota uma forma de entender empoderamento como o bem viver profissional nas ações profissionais convencionais. Quando fala que se deve tentar garantir a qualidade dos serviços, está mostrando que o profissional, muitas vezes, não garante a qualidade de vida nos serviços, mas o esforço é de tentar garantir. Essa fala é preocupante no sentido de perceber que existe uma fragilidade no empoderamento de profissionais para a garantia da qualidade de prestação dos serviços nas Unidades de Saúde.
Por outro lado, o egresso D mostra que está refletindo sobre o seu trabalho, pois indica que ele tem uma preocupação com a defesa à vida. A pergunta que se faz: será que sentir-se empoderado é interagir com as categorias profissionais para promover assistência e estimular o pensamento crítico de nosso usuário do SUS? Talvez seja isso, também. Mas o que se percebe é uma